Tirania Das Almas
22 Viagem
Vegeta havia percebido que toda vez que estava quase morrendo e se curava, ele aumentava muito seus poderes. E eram com esses pensamentos que ele quase matava a si próprio todos os dias enquanto treinava.
Tarble não podia fazer nada, a não ser assistir seu irmão enlouquecer, enquanto os dias passavam.E assim, faltavam apenas um dia para partir.Todos já haviam terminado o treino, e Vegeta como sempre continuou na sala de treinos, mas dessa vez ele não continuou treinando.Esperou que todos saíssem, e então desligou a gravidade e sentou-se em frente ao painel de controle, ele já estava ofegante de tanto treinar, e como sempre, havia muitos e muitos ferimentos pelo corpo. Vegeta destruía vários robôs por dia nos seus treinos, e Sr. Briefs já havia construído vários pra quando Vegeta destruísse aqueles ir lá e pegar mais.Realmente ele tinha aumentado muito seus poderes, mas mesmo assim, ainda faltava apenas um pouco pra se tornar super saiyajin, algo que o deixasse realmente com raiva...Vegeta se levantou com dificuldades e caminhou até o tanque de regeneração que agora estava na sala ao lado pra ficar mais perto de Vegeta.Depois de estar completamente curado ele desceu até seu quarto. Todos já haviam jantado, mas Tarble e Nappa estavam conversando sobre como seria a volta ao planeta Vegeta em uma das salas.Vegeta passou reto, não queria falar com eles, e entrou no seu quarto. Queria tentar dormir pras horas passarem mais rápido e chegar logo à hora de partir, mas ele não tinha certeza se conseguiria dormir naquela noite.Ele voltaria pro planeta Vegeta sem ser Super Saiyajin, mas ele sabia, já estava mais forte que quase todos os saiyajins de seu planeta e isso, por enquanto, era o suficiente, mas não desistiria de treinar pra se tornar um, ainda mais agora que sabia os princípios básicos pra isso.Tarble viu Vegeta ir pro quarto dele, e ficou quieto enquanto Nappa falava, mas não estava prestando a atenção nele._ Então Tarble, o que você acha?... – perguntou Nappa o fazendo voltar dos seus pensamentos._ Hã? O que?_ O que você acha que seu pai poderia fazer contra nós? Afinal o desobedecemos..._ Ah... Bem, eu não sei... Mas tenho medo do que pode acontecer... Quer dizer, não apenas por nós dois ter desobedecido ele, mas por tudo... Sabe... É uma situação muito complicada, não temos certeza do que vai acontecer quando chegarmos lá... Tenho medo de perdermos o controle da situação._ Entendo. – respondeu Nappa pensativo. – Mas eu não acho que dê algo errado... Vegeta sempre soube convencer seu pai de mudar de idéia muitas vezes, tenho certeza que essa vez não será diferente. Vegeta sempre foi um bom líder... – comentou._ É eu sei... Espero que você esteja certo... – falou Tarble e se levantou. – Agora precisamos tentar dormir... Boa noite, Nappa. – disse e seguiu até seu quarto, assim como Nappa seguiu para o dele.Tarble deitou na cama e ficou olhando para o teto, tentando imaginar como seria o dia seguinte, se pudessem chegar ao planeta Vegeta amanhã ainda... Mas teriam um longo caminho a percorrer pelo espaço.Ele só esperava que não acontecesse nada de ruim nesse meio tempo em que estariam viajando. Não demorou muito e adormeceu.No outro dia cedo, Vegeta já havia acordado e foi comer. Não demorou muito pra Tarble e os outros também acordarem. Já estava tudo pronto pra partir e assim que tomaram o café da manhã, pegaram suas naves e as colocaram no jardim da Corporação Cápsula.Vegeta abaixou a cabeça e depois olhou pro céu, aquela mesma sensação ruim por ter que voltar o tomou conta, mas não iria se intimidar com nada, ele sabia que tinha que seguir em frente se quisesse que as coisas dessem certas no final._ Cada um sabe o que tem que fazer. – disse Vegeta. – Não quero que nada dê errado!_ E quanto a mim e Broly, alteza? – perguntou Paragus. – Você não me perguntou o que eu vou fazer no planeta Vegeta e nem nos disse nenhuma ordem pra seguir._ Sinceramente não me interessa o que vocês vão fazer lá. – respondeu Vegeta imponente. – A única coisa que quero, é que fiquem do meu lado caso aconteça algo imprevisto. Mas chegando lá, façam o que vocês quiserem!_ Certo. – disse Paragus e sorriu.Vegeta respirou fundo._ Vamos. – disse.Assim cada um entrou na sua nave e partiram.Ela passou por muita coisa nesses últimos meses, sinceramente sua vida havia virado de cabeça para baixo. Ela não sabia nem como explicar como ainda conseguia se manter de pé.Ela nunca havia imaginado que tudo mudaria tão de repente.Sempre foi uma garota inteligente, esperta, bonita, a que sempre tirava as melhores notas, adorava criar e ajudar seu pai com invenções, sem contar o espírito aventureiro e a personalidade forte. Mas e agora, o que restou?Havia encontrado um garoto, ou melhor, alienígena, que despertou dentro dela um sentimento que nunca havia sentido por nenhum outro. Na época ela ia atrás do namorado perfeito, mas o que encontrou não era nada perfeito, era egoísta, orgulhoso, mal humorado, alguém sem sentimento que seria completamente incapaz de corresponder aos sentimentos dela (Pelo menos era o que ela imaginava), mas era lindo e ela caiu na dele.
Justamente por ter desenvolvido um amor enorme por aquele Saiyajin, estava passando pelos piores dias de toda sua vida.Havia sido seqüestrada pelo pai dele, o rei do planeta onde ele nasceu, e teve que agüentar muito preconceito por parte dele e também ameaças de morteEla estava presa dentro daquela nave sabendo que a qualquer momento pudesse ser assassinada, sabendo que tinha quase 100% de chances de não sair viva.Ela teve que suportar a dor de saber que o planeta onde nasceu, em breve, não existiria mais, e que seus pais e amigos seriam mortos brutamente pela raça mais cruel e insensível que poderia existir em toda galáxia.Mas estava ali, passando seus dias olhando pela janela do quarto aquele planeta, estava muito distante da Terra, estava sozinha, se obrigando a confiar em alguém que já havia traído a confiança dela. E talvez a única coisa que fazia ela se manter viva ainda era o fato de saber que estava esperando um filho, e ela faria qualquer coisa, pra pelo menos ele, ou ela, sobreviver a todo o sofrimento que estava passando.Ela não se arrependia de ter vivido o que viveu ao lado daquele Saiyajin lunático, foi bom enquanto durou, mas não esperava que as coisas fossem complicar tanto.Porem não era mais hora pra chorar, precisava encarar sua realidade de frente e enfrentar cada obstáculo que encontrava no seu caminho, afinal, ela não tinha tempo de ficar pensando em Vegeta ou Tarble, esperando que eles fossem salvá-la.Ela respirou fundo, mas agora precisava descansar, já era tarde da noite e amanha, pensaria em algo pra salvar a si mesma, sozinha.Mas o que ela não sabia é que no dia seguinte tudo viraria de cabeça pra baixo naquele planeta.Cedo do outro dia, quando o sol estava nascendo algumas naves aterrissaram no planeta Vegeta.Bulma continuava dormindo tranquilamente, pois tinha ido dormir tarde na noite anterior.Alguns saiyajins desceram das naves e um Saiyajin que cuidava do local de decolagem e aterrissagem de naves, os informou para eles irem até a sala de reuniões e esperarem pelo Rei Vegeta, pois eles teriam uma reunião para decidir quem iria atacar a Terra.Outros Saiyajins que já estavam no planeta, também foram informados para irem até a sala de reuniões e aguardar o Rei.Assim fizeram.Uma hora depois ou mais Rei Vegeta finalmente seguiu à sala de reuniões.Os Saiyajins conversavam e reclamavam pela demora do rei, mas quando o Rei entrou na sala apenas com a presença dele conseguiu fazer a sala inteira ficar em silencio sem precisar falar nada.Rei Vegeta olhou pra cada um ali presente mantendo sua postura imponente, estava um silencio constrangedor e então o rei começou a falar:_ Vocês já devem saber o motivo pra estarem aqui. – disse e deu uma pausa começando a andar pela sala passando pelos soldados. – Irei escolher alguns de vocês para embarcarem amanhã até o planeta Terra e matar todos os Terráqueos. Quero que seja uma coisa rápida, de um dia no máximo, creio que se vocês trabalharem em equipe não irá demorar mais que isso para que essa missão se conclua finalmente.Todos continuavam em silencio._ Por isso escolherei apenas cinco de vocês, apenas os melhores, os que com certeza valerão por muitos, para embarcarem nessa missão, os que eu sei que não me decepcionarão. Estão entendendo? – perguntou o rei olhando pra eles._ Sim, majestade! – todos falaram em coro._ Ótimo, é melhor assim. – comentou e continuou falando algumas regras e ordens para os soldados.Enquanto isso mais seis naves se aproximavam cada vez mais do planeta Vegeta...
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