Três dias haviam se passado, Bulma não foi nenhuma vez ver Vegeta durante esse tempo, mas finalmente ele estava bem e não precisava mais ficar na enfermaria.

Vegeta ficou pensando muito no que estava acontecendo durante esses dias, e teve que admitir que sentiu um pouco a falta da presença de Bulma. Ficou completamente sozinho, a não ser por algumas enfermeiras que iam lá trocar os curativos e dar remédio.

Vegeta recém havia saído da enfermaria, e pensava em ir ver Bulma no laboratório pra ajudar ela a começar a fazer o tanque de regeneração.

Ele respirou fundo e saiu do quarto pra falar com ela, ainda não tinha visto Bulma depois que ficaram a ultima vez, e ele não sabia como seria.

Vegeta seguiu até o laboratório com o Scouter de Raditz na mão, e entrou.

_ Bulma?

Bulma estava no fim da sala mexendo em um aparelho, e seu pai também estava ali.

_ Ah, olá Vegeta! É bom ver que você está melhor! – falou Sr. Briefs se aproximando dele. – Como você está?

_ Bem. – simplesmente respondeu olhando para Bulma a alguns metros de distancia dele, ela nem se quer se virou pra vê-lo.

_ Oh... Bem... Você quer falar com Bulma, certo? Vou deixar vocês a sós! – disse Sr. Briefs saindo dali.

Vegeta esperou ele sair e fechar a porta, pra depois caminhar até Bulma.

_ Então você veio. – ela falou sem olhar pra ele. Vegeta parou de caminhar.

_ Sim... Quero que faça algo pra mim.

_ Diga.

Vegeta demorou pra responder, percebeu que Bulma estava diferente, estava sem emoção, e suas palavras estavam frias.

Ele se aproximou mais e colocou o Scouter sobre a mesa dela. Ela olhou pro Scouter.

_ Isso é um Scouter, capta sinal de poder de luta dos outros e pode servir também como um comunicador.

_ Eu sei. Eu já havia percebido. Não sou tão idiota quanto você acha que sou. – respondeu ela se virando pra ele e o encarando. – Diga o que você quer que eu faça.

Ele ficou um tempo olhando pra ela nos olhos, percebeu que havia machucado ela com as palavras quando falou que só queria ela viva pra realizar seu desejo. Sentia-se mal com isso, não queria que Bulma ficasse dessa forma.

_ Eu quero saber... Se você é capaz de tirar o comunicador dentro do Scouter, de forma que eu possa ouvir o que os outros dizem, sem que eles me escutem!

_ Hm...

Bulma se virou pra mesa novamente e abriu o Scouter, começando a mexer nele com uma chave de fenda.

_ Consegue? – perguntou Vegeta.

_ Não parece ser muito difícil, duas horas no máximo e deve estar pronto.

_ E sobre o tanque de regeneração? Quando você vai começar a fazer?

_ Eu dependo de você pra começar, e já vou dizendo, não sei se vai ser algo rápido de fazer, então quanto antes começarmos, melhor.

_ Então vamos começar agora. – Vegeta falou.

_ Agora? E o Scouter?

_ Deixe pra depois, já que será rápido.

Bulma olhou pra Vegeta e suspirou.

_ Preciso que diga exatamente como é esse tal tanque, como funciona... Exatamente tudo o que você sabe.

Vegeta aos poucos foi dando os detalhes que Bulma pedia, e ela foi anotando. Ele não sabia exatamente tudo, por que não entendia de tecnologia nem nada disso.

Durante aquela tarde, ele foi percebendo que Bulma estava o ignorando, ela não olhava pra ele, não falava nada a não ser perguntar sobre o tanque, respondia frases curtas como “não”, “sim”. Vegeta estava se sentindo culpado, queria aquela antiga Bulma de volta, aquela garota “vulgar” que falava alto. Mas como? Ele podia sentir o ódio vindo dela, tudo por que falou que a salvou por causa de “interesse”?

O que ela queria ouvir? E por que ficou tão brava? Será que... Ela gostava dele?

_ Vegeta? – chamou Bulma de novo. – Vegeta! Está me ouvindo?

_ Hã? O que? – perguntou saindo de seus pensamentos.

_ Eu perguntei o que foi que houve? Você ficou me olhando... Diferente... Não me respondeu quando falei contigo... Estava pensando em algo?

Vegeta desviou o olhar dela, e depois de pensar mais um pouco, abraçou Bulma e a beijou encostando ela contra a parede do laboratório. Bulma ficou um pouco assustada, tentou empurrá-lo, pois havia prometido a si mesma que não beijaria mais ele, mas Vegeta era forte de mais, fazendo com que a única alternativa de Bulma fosse corresponder ao beijo dele. Não que ela não tinha gostado, mas por que ele estava fazendo isso? Vegeta havia desprezado ela quando o beijou pela ultima vez, dizendo que ela é apenas uma Terráquea, e agora ele quem deu a iniciativa?

Vegeta explorava o corpo dela com a mão, e levantou um pouco o vestido de Bulma, de forma que pudesse tocar a pele dela. Ela envolveu os braços ao redor do pescoço dele e o abraçou forte. Vegeta enrolou a cauda ao redor da cintura de Bulma trazendo o corpo dela pra mais perto do dele, de forma que se tocassem, deixando as coisas cada vez mais quentes.

O resultado daquilo só poderia parar em um lugar, se nada os atrapalhasse.

_ Bulma, eu preciso um pouco da solda... – falou Sr. Briefs entrando no laboratório, Vegeta se afastou de Bulma, mas o pai dela percebera que tinha entrado numa má hora. — ... Ah... Desculpe – ele falou sem jeito. – Eu volto depois.

_ Não, pai! Espera. – ela chamou com um pouco de vergonha.

_ Bulma eu... Venho buscar o Scouter depois. – falou Vegeta completamente rubro e saiu dali sem olhar pro pai de Bulma.

Sr. Briefs entrou cautelosamente até o meio do laboratório.

_ Desculpe por ter atrapalhado vocês, querida. Eu nem sabia que estavam juntos... – ele comentou.

Bulma se sentou na sua mesa e pegou o Scouter na mão, começando a mexer nele.

_ Não estamos juntos, papai. – ela disse.

_ Entendo.

Enquanto isso em um planeta bem distante da Terra, Rei Vegeta estava ficando cada vez mais irritado, ele tentava entender o que estava acontecendo na Terra.

_ Raditz já devia ter entrado em contato. – comentou o Rei, impaciente.

_ Se me permite majestade... – falou um dos guardas. – Por que não tenta se comunicar com ele? – sugeriu.

O rei não olhou para ele, olhava fixamente pra parede a sua frente.

_ Eu já tentei, mas não há resposta. Pergunto-me o que deve ter acontecido... Raditz nunca me deixou na mão, sempre cumpriu suas missões com êxito e nunca me desobedeceu. – disse chegando a uma conclusão.

Nesse mesmo momento Tarble se aproximava do local pra falar ao seu pai que havia chegado, mas ao ouvir ele e um dos guardas conversando parou atrás da porta pra ouvir.

_ Então, qual deve ser o motivo pra Raditz não ter entrado em contato ainda?

_ Ele deve estar morto.

_ O-o que?

_ Sim. É muito provável. Se por acaso aconteceu dele e Vegeta terem brigado, eu acredito que meu filho tenha o matado. Conheço muito bem Vegeta sei do que ele é capaz, só não consigo entender o que o levou a ficar naquele planeta...

_ Mas... Se Raditz realmente esteja morto... O que você irá fazer?

_ Vou avisar Bardock, ele tem o direito de saber disso, e alem do mais, preciso dele pra uma missão.

Tarble não estava entendendo a conversa, e então entrou na sala.

_ Papai! – ele falou ao entrar. Rei Vegeta se virou pra ver seu filho mais novo.

_ Tarble. Já voltou?

_ Sim, pai. – falou sorrindo.

_ Espero que tenha ficado mais forte durante esses anos todos.

Tarble não sabia o que falar.

_ Estou um pouco mais forte sim. – disse olhando pro chão. Ele estava curioso pra saber o que era aquela conversa que ouviu do seu pai com o guarda. – Onde está Vegeta? – perguntou erguendo a cabeça pra olhar pro seu pai.

_ Argh! Não quero mais falar nele! Vegeta tem me dado muitos problemas ultimamente!! – disse o Rei irritado e saiu dali.

Tarble viu seu pai se afastar, então saiu da sala e seguiu outro caminho. “Alguém deve saber o que está acontecendo... Mas pra quem eu pergunto?...” ele pensou, sabia que não era com qualquer um que podia contar, muitos eram super fieis ao Rei.

Tarble olhou mais adiante e viu Nappa. “Ah! Claro!!” Nappa sempre andava junto de Vegeta e era mais fiel a ele que ao próprio rei, “Ele deve saber o que está acontecendo!”

_ Nappa! – chamou o pequeno príncipe.

Ele se virou.

_ Tarble?

_ Ah, oi! Eu acabei de chegar!... – ele falou e foi direto ao ponto. – E eu quero saber o que está acontecendo entre Vegeta e meu Pai.

Bulma terminou de parafusar a tampa no Scouter e levantou-se.

_ Papai. Precisa da minha ajuda pra alguma coisa?

_ Não, filha. Pode ir! – ele falou tranquilamente. – Já está ficando tarde, eu logo vou concluir tudo aqui também pra ir comer.

_ Ok! – ela disse e sorriu saindo do laboratório, seguindo até o quarto de Vegeta. Ainda não acreditava no que tinha acontecido algumas horas antes entre eles. Vegeta a beijou. “Por quê? Por que ele fez isso?” Ela se perguntava sem entender. Bulma parou em frente ao quarto dele, bateu na porta e entrou. – Vegeta?

Ele estava olhando pela janela a rua, vendo que já estava escurecendo, virou-se pra ver Bulma.

_ O que foi? – perguntou sem emoção.

_ Seu Scouter. Está pronto! – ela simplesmente disse.

Vegeta seguiu até ela e pegou o Scouter, o colocando ao lado do rosto.

_ Conseguiu? – perguntou desconfiado.

_ É claro que sim, eu não estaria entregando ele a você se eu não tivesse conseguido! E pra sua informação, foi super fácil! Não é uma tecnologia muito alem do que eu poderia fazer ou criar, o circuito principal é basicamente igual o daqui, não tive tantos problemas.

Vegeta pressionou algumas vezes o botão analisando as mudanças que Bulma tinha feito.

_ É, não parece estar tão mal. – falou.

Bulma olhou pra ele.

_ Você vai querer continuar a me ajudar com o tanque de regeneração? – perguntou de repente.

Vegeta se virou pra ela pensativo, e a olhou nos olhos, se lembrando do que havia acontecido entre eles. Apesar de tudo, sabia que teria que ajudar se quisesse que Bulma conseguisse fazer o tanque.

_ Claro que sim, eu tenho certeza que posso precisar futuramente.

Bulma ficou em silencio por um tempo, então ele tinha certeza que poderia acontecer algo pior.

_ Você acha mesmo que pode acontecer algo pior, Vegeta?

_ Sim. Meu pai não vai deixar isso quieto, ele nunca gostou que eu o desobedecesse... Eu só não tenho certeza do que poderia acontecer. – falou sentando-se na cama e suspirou. – Quero estar preparado pro que vier, e assim que eu realizar meu desejo eu voltarei pro meu planeta e tomarei o lugar dele.

Bulma olhou pra Vegeta, confusa.

_ Você não me falou o que deseja... – disse ela se lembrando que ele não queria ter contado quando perguntou a primeira vez, mas talvez agora ele pudesse contar.

_ Poder, Imortalidade. – ele respondeu sem olhá-la.

Bulma abriu a boca na intenção de falar alguma coisa, mas não disse nada e olhou pro lado. Claro que devia ser algo do tipo o que Vegeta queria, era só no que ele pensava, em poder, ficar mais forte, ser o melhor.

_ Entendo... – ela falou com a voz fraca depois de alguns minutos. Bulma olhou pra porta e depois pra Vegeta. — Bom... Então... Nos vemos amanhã, Vegeta. – disse Bulma seguindo até a porta.

_ Espere. – ele disse sem pensar.

Bulma se virou pra ele e o olhou, confusa, como se perguntasse “O que você quer?”.

_ Não pense que as coisas acabaram daquele jeito no laboratório. – ele falou a olhando maliciosamente e se levantou da cama caminhando até ficar frente a frente dela.

Apesar da vergonha que Vegeta havia ficado quando Sr. Briefs tinha entrado na sala, ele ficou também um pouco irritado, pois seu corpo chamava por ela naquele momento e imaginava que se continuassem mais um pouco com aquele beijo as coisas iriam seguir pra um nível mais elevado, que era onde ele queria chegar, afinal, apesar de Bulma ser Terráquea ele a desejava pela sua beleza.

_ O que? – ela perguntou como se não tivesse entendido.

_ Não se faça de idiota, garota. Eu sei que você queria que as coisas tivessem ido mais alem lá no laboratório.

Bulma olhou nos olhos de Vegeta, que estavam carregados de luxuria. Sim ela realmente queria ter ido mais alem, até por que gostava de Vegeta, mas seria a primeira vez dela e queria que fosse, pelo menos, com alguém que a gostasse de verdade.

Vegeta a puxou pela cintura e a beijou. Bulma correspondeu no primeiro minuto, mas depois empurrou um pouco ele.

_ Não Vegeta.

_ O que foi? Não me diga que não quer. Eu sinto, vejo nos seus olhos.

_ Eu... Não é isso... Você não sente nada por mim... Você... – ela tentou falar, mas Vegeta a impediu de continuar com um beijo.

_ Não fique pensando bobagens. Se você quer, qual o problema? – perguntou, mas não a deixou responder, beijando ela intensamente.

“Por que está fazendo isso? Por quê?” Bulma se perguntava mentalmente, mas não resistiu por muito tempo e o abraçou correspondendo a altura.

Vegeta subiu uma de suas mãos da cintura até um dos seios de Bulma, o acariciando. Ela sentiu seu corpo estremecer ao toque dele. Vegeta estava super excitado, e queria Bulma de qualquer jeito sem se preocupar em ela ser Terráquea ou não, afinal, muitos saiyajins tinham amantes de outra raça, e dormiam apenas com as mulheres Saiyajins para ter filhos. Vegeta nunca aceitou muito isso, achava ridículo esse tipo de coisa, até encontrar Bulma e ficar com ela a primeira vez, mesmo assim não admitiria a ninguém esse envolvimento com ela.

Vegeta tirou o vestido de Bulma lentamente e a levou até sua cama, ali desceu seus beijos pelo corpo dela, centímetro por centímetro. Tirou com cuidado seu sutiã, e logo em seguida beijou um dos seios de Bulma enquanto acariciava o outro.

Conforme Vegeta ia explorando o corpo dela, Bulma tirou a blusa dele, e depois ele mesmo tirou sua calça. Ambos já não agüentavam mais continuar com aquilo, precisavam de mais um do outro. Mas Vegeta parecia não se importar, pois queria conhecer melhor o corpo de Bulma, e então tirou a calcinha dela e tocou-a. Bulma fechou os olhos, apenas sentindo o toque dele, estava gostando, mas era como uma tortura, pois queria mais que isso.

Vegeta tirou a ultima peça de roupa que cobria seu corpo e voltou a beijar Bulma. Ele envolveu a cauda em uma das pernas dela e a afastou, pedindo passagem. Bulma estava um pouco nervosa por ser sua primeira vez, e mesmo sendo também a primeira vez de Vegeta, não se mostrava tão nervoso assim, mantendo sua postura imponente.

Ele parou de beijá-la e a olhou nos olhos, Bulma entendeu que finalmente chegara à hora.

_ Vegeta... – ela falou meio assustada. – Vai com calma, é minha primeira vez então...

_ Não se preocupe tanto. – ele disse tranquilamente, e logo em seguida a penetrou.

Bulma fechou os olhos brutamente, e segurou um gemido de dor na primeira vez. Vegeta percebeu que tinha machucado ela um pouco, então foi com mais calma na segunda vez. Pouco a pouco conforme Bulma foi acostumando, e a dor se transformando em prazer Vegeta aumentou o ritmo.

Depois de um bom tempo juntos cada um chegou ao seu limite, e então eles ficaram deitados um ao lado do outro, ofegantes. Bulma abraçou e beijou Vegeta ternamente, não conseguia acreditar no que acabara de acontecer e se perguntava como seria dali pra frente. Vegeta parecia muito cansado pra pensar exatamente no que aconteceu, só sabia que havia sido perfeito e nunca se sentiu tão satisfeito como naquele momento em toda sua vida.

_ Então foi isso que aconteceu? É isso que está acontecendo? – perguntou Tarble a Nappa sem acreditar no que ele contara. – Como meu pai pode ser tão egoísta? Qual é o problema do meu irmão não ter voltado ainda?! De certo ele está cansado de ficar fazendo e fazendo missões sem nenhum reconhecimento! – ele falou ficando um pouco irritado.

_ Vegeta sempre saiu em missões porque quis príncipe Tarble, seu pai nunca o forçou a ir, mas sempre exigiu que quando fosse, fizesse o trabalho bem feito... Sinto-me meio culpado pelo o que está acontecendo, eu devia ter ido junto com Vegeta pra esse planeta.

_ Pode me chamar apenas de Tarble. – ele falou a Nappa. – Agora... Sinceramente estou muito preocupado com isso tudo. Não gosto de ver minha família desse jeito! – disse cerrando o punho com força. – Preciso fazer algo... Mas o que...?

_ Se me permite... Por que não saímos em alguma missão juntos? Algo que leve algum tempo... Então vamos até a Terra e falamos com Vegeta. O que acha?

Tarble sorriu e olhou pra Nappa.

_ Você está mesmo disposto a ajudar, Nappa?

_ Sim, considero o Vegeta como um melhor amigo, mesmo ele não me vendo da mesma forma... E... Nada contra o Rei, mas... Não gosto do jeito dele governar esse planeta. Ele falava tão mal de Freeza, mas está seguindo o mesmo caminho que ele.

_ Entendo... Então, eu vou falar com meu pai e partiremos em breve! – disse Tarble confiante.

Enquanto isso Bardock saía da sala do Rei, recebera uma missão, e alem disso Rei Vegeta havia perguntado sobre suas visões sobre Vegeta.

“_ Sinto informar, mas eu não consigo ver nada sobre o que está acontecendo na Terra...”

Foi à resposta do guerreiro, na verdade ele conseguia ver Vegeta junto com uma menina de cabelos turquesa, via também Kakarotto treinando, mas achava que não era hora de contar nada ao rei, contaria apenas depois que voltasse de missão.

Ele seguiu até sua nave, digitou o destino na tela e partiu.