Tirania Das Almas
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Vegeta caminhava na frente, enquanto Goku e Bulma caminhavam alguns passos atrás.
Bulma caminhava olhando pro chão, desanimada, cansada e também um pouco triste por tudo o que aconteceu, ela não sabia se foi bom, ou ruim, pois ela estava viva ainda, mas ela viu Vegeta matar impiedosamente Shu e Pilaf. Sim eles não eram boas pessoas também, mas Vegeta não precisava ter feito aquilo, e nem daquela forma tão bruta. Ela suspirou. _ Vegeta... Então você aceita morar na minha casa enquanto as esferas estão transformadas em pedra?? – perguntou Bulma de repente. – Lá é bem grande, tem bastante comida!_ Hunf. Eu não tenho outra escolha! – ele disse sem se virar pra vê-la.Bulma sorriu.Vegeta continuava com muita raiva do que tinha acontecido, ele iria ficar ali até as esferas voltarem, por que esse era seu maior desejo. Ele não queria comunicar a seu pai que ficaria ali, por que se não teria que contar o motivo, e se decidisse inventar algum por que, seria muito complicado, pois o Rei não iria acreditar em qualquer coisa.Não. Vegeta não tinha que se importar com isso, não tinha que ficar dando satisfações para seu pai. Ele sozinho era capaz de poder cuidar da sua vida muito bem, já tinha 17 anos e logo faria 18.No horizonte o sol já começava a nascer, e eles caminhavam sem parar, ate que finalmente chegaram onde haviam deixado a casa.Vegeta foi direto pra cozinha junto de Goku pra comerem, já Bulma foi reto pra sua cama dormir e descansar, mas não foi fácil ela dormir enquanto pensava em Vegeta e em tudo o que aconteceu no dia anterior.No outro dia quando Bulma acordou, Goku deu a noticia de que iria para a casa do Mestre Kame treinar muito e ficar mais forte. Bulma convidou Oolong pra ir com ela e Vegeta até a Corporação Cápsula, mas ele disse que não iria se Vegeta ficasse lá também, afinal, depois que soube que Vegeta havia matado Pilaf e Shu, ele não queria mais ficar no mesmo lugar que ele.Sendo assim, Bulma acionou a Cápsula do aero carro e, junto de Vegeta seguiram até a Corporação Cápsula.Já fazia um dia que Vegeta viajava apenas com Bulma até a casa dela._ Vegeta. Vamos passar em alguma cidade aqui por perto pra comprar mais cápsulas? Talvez eu encontre algo que ande mais rápido pra chegarmos logo em casa._ Se isso fizer a gente não passar tanto tempo viajando tudo bem._ Ótimo. – disse Bulma mudando a direção que dirigia e seguiu pra outro lado, pois no mapa avisava que em 50 km teria uma pequena cidade por aquele caminho, porem logo deu de cara com quem ela menos imaginava, pedindo carona.Bulma parou o carro._ Ei!! Yamcha! – ela falou surpresa.Yamcha congelou quando a viu e forçou um sorriso._ Está precisando de carona?! – ela perguntou._ Bem... É... É que... Fomos atacados... Destruíram nosso carro... – falou Yamcha meio sem jeito por estar diante de uma mulher._ Ah... Entendo... Estamos indo pra cidade mais próxima comprar Cápsulas, vocês querem vir com a gente?_ Grr. Bulma! Você vai parar pra dar carona a qualquer um que aparecer na frente do carro?! – perguntou Vegeta irritado._ Não é qualquer um! Yamcha já nos ajudou uma vez quando precisamos de ajuda! Não custa nada dar uma simples carona pra ele agora que está precisando!! – disse Bulma olhando seriamente pra Vegeta, depois virou o rosto novamente pra Yamcha e sorriu. – Podem entrar!!Vegeta franziu a testa e cruzou os braços, irritado, olhou mortalmente pra Yamcha, algo nele não lhe agradava.Yamcha entrou no carro, junto de Pual._ Pra onde vocês vão? – perguntou Bulma começando a acelerar o carro novamente e seguindo até a próxima cidade._ Nós... Nós vamos... – falou Yamcha em duvida, olhou pro Pual e perguntou. – Vamos pra onde, Pual?_ Eu não sei Yamcha! Pensei que voltaríamos pro deserto! – respondeu._ Pois é... Eu acho que sim..._ Então vão voltar pro deserto?? – perguntou Bulma._ É... Vamos... É o único lugar onde temos um lugar pra ficar. – ele falou._ Se vocês quiserem podem vir pra minha casa! – disse Bulma sorrindo.Vegeta olhou pra ela serio e um pouco irritado._ Você não pensa mulher?! Vai ficar convidando todo mundo que aparecer pra morar na sua casa? Você nem o conhece direito! Só por que ele te ajudou algumas vezes não significa que ele seja confiável!_ Ora essa Vegeta, não fale assim! Eu sei muito bem o que estou fazendo!!_ Bem... Talvez ele tenha razão... – falou Yamcha com a cabeça baixa, pensando no fato de ter roubado as esferas dela._ Ah, não liga não pro Vegeta! Ele é muito egoísta!_ Grr! Fica quieta, mulher! Você fala de mais!! Maldição! – reclamou Vegeta se virando pra outro lado e olhando pra rua._ Sabe... Eu acho melhor... Acho melhor eu e Pual voltarmos pro deserto... – comentou Yamcha, pois não queria se encontrar com tantas mulheres, e na Capital seria muito pra ele.Então decidiu que voltaria pro deserto e depois de um ano, procurar novamente as Dragon Balls.
_ Tem certeza? – perguntou Bulma._ Sim, tenho sim! De qualquer forma, obrigado por ter nos convidado!Bulma sorriu e acelerou mais ainda o carro pra chegar mais rápido até a próxima cidade que marcava no mapa, ali compraria mais cápsulas, levaria Yamcha pro deserto e seguiria até sua casa com Vegeta.Quatro dias depois.Finalmente Bulma e Vegeta haviam chegado à Corporação Cápsula. Os pais de Bulma não se importaram em Vegeta voltar junto com ela, e até acharam que ele era o novo namorado da filha, mas Bulma gritou com eles dizendo que não, como ela poderia gostar de um assassino?Bulma mostrou toda a casa a Vegeta e inclusive o quarto onde ele poderia ficar, Vegeta aos poucos percebeu que Bulma realmente era inteligente quanto dizia e, talvez, poderia mesmo criar algo pra que ele pudesse treinar de verdade.Os dias passaram tranquilamente, Bulma já havia voltado às aulas, agora ela só via Vegeta de tarde e no começo da noite.Ele parecia ter se acalmado depois de tudo o que passou, mas ainda pensava em muita coisa que havia acontecido naquele dia que lhe roubaram as esferas, como ter ficado com Bulma, ele não gostava de pensar muito naquele momento, mas seus pensamentos sempre acabavam parando naquele dia, ele ainda podia sentir o cheiro dela e de seu gosto.Vegeta estava sentado olhando televisão na sala, sozinho, enquanto Bulma tinha subido pro seu quarto pra tomar banho.Depois de alguns minutos ali naquela sala, tomado pelo tédio, Vegeta viu Bulma aparecer de banho tomado e sentar-se ao seu lado. Vegeta, por ser um Saiyajin, sentiu o cheiro dela como se tivesse pegado o seu cabelo e cheirado perto, o fazendo voltar a se lembrar do momento em que ficou com Bulma.Mas ele tentou não se importar, e olhou pro outro lado._ Bulma, eu já vou ir dormir querida! Vê se não passa muito da hora, amanha você tem aula! – informou Sra. Briefs, subindo até seu quarto.Bulma franziu a testa e cruzou os braços._ Droga! Eu não estou nenhum pouco a fim de ir pra aula amanha! – reclamou._ Eu não tenho nada a ver com isso! Então não fique me incomodando! – falou Vegeta ao lado dela._ Ai, Vegeta, você é sempre grosso! Quando vai aprender a se comportar, hein?!_ Quem você pensa que é pra ficar falando essas coisas pra mim?! Você não passa de uma simples humana sem nenhum poder de luta! Um ser inferior! _ Você pode ficar dizendo que eu sou inferior! Mas não se esqueça que se não fosse por mim você jamais iria encontrar as Dragon Balls, por que fui eu quem criou o radar do Dragão!_ Hunf. É apenas por isso que eu não mato você agora! — falou olhando friamente pra Bulma. — Você me irrita de mais, sabia? Eu sou um príncipe e me deve mais respeito!! Não quero que fique me irritando enquanto eu estiver nessa casa! – Vegeta se levantou do sofá. – Você tem sorte de ter uma casa grande, assim posso ficar bem longe de você enquanto eu estiver aqui! – terminou de falar e seguiu até seu quarto. – Garota insolente! – reclamou a si mesmo. Vegeta se deitou na cama olhando para o teto. Por que Bulma tinha que incomodar tanto?! Ele não suportava ficar perto daquela Terráquea, ela não lhe respeitava como devia. Pelo menos no seu planeta todos se curvavam a ele e o tratavam como um verdadeiro Príncipe.Vegeta não parava de pensar em Bulma, até que algo chamou sua atenção.Seu scouter, ao lado da cama sobre uma mesinha, havia ligado sozinho, como se algo tivesse tentando entrar em contato com ele.Vegeta o pegou e colocou em sua orelha esquerda pra ver o que estava acontecendo._ Vegeta? – uma voz chamou através do scouter que também servia como comunicador._ Pai? O que você quer?! – perguntou tentando manter uma postura._ Quero saber se já concluiu sua missão e encontrou Kakarotto?_ Sim, eu já encontrei o Kakarotto, mas ainda não matei ninguém... Apenas dois idiotas que se meteram no meu caminho._ Como assim ainda não matou ninguém? O que você pensa que está fazendo?! Já devia estar voltando!!_ Não interessa o porquê eu não matei ninguém, nem interessa o que estou fazendo!_ Por acaso não está dando conta de fazer uma missão, sozinho? Preciso mandar alguém pra te ajudar?_ Argh! Não seja ridículo!! Eu não preciso da ajuda de ninguém! Se eu ainda não conclui minha missão é por que eu não quis! Quando eu achar que está na hora certa pra acabar com tudo isso, eu vou ali e acabo com tudo rapidinho!_ Não seja tão independente Vegeta! Eu quero que volte logo, pois preciso de você aqui!_ Eu não vou voltar tão cedo... – simplesmente falou._ O que você quer dizer com isso?! _ Não interessa!_ Acho bom você pensar bem no que está falando e seguir minhas ordens Vegeta!_ Grr!! Eu não sou mais uma criança! Eu não vou voltar tão cedo e eu não vou dizer o porquê! – gritou Vegeta com seu pai, pegou o Scouter e o quebrou com a mão, fazendo com que caísse no chão em mil pedaços. – Maldição!!!Vegeta não queria contar sobre as esferas, pois sabia que se contasse seu pai viria pessoalmente atrás delas e usá-las em beneficio próprio. Tirando dele o direito de fazer seu pedido.Ele voltou a se deitar na cama, mas agora pensando apenas na conversa com seu pai.Bulma sentia que Vegeta estava evitando ficar perto dela, nesses ultimos dias, desde que ela o beijou. Ele dizia ser porque ela sempre o irritava, mas no fundo, Vegeta sabia que ia um pouco alem disso, ele não queria se aproximar dela mais do que devia.Bulma seguiu até seu quarto depois que Vegeta saiu dali, ela não queria que ele fosse dessa forma, mas fazê-lo mudar seria quase impossível. Bulma suspirou.Ainda tinha um ano pela frente, e ela não sabia como seria, na verdade, ninguem esperava pelo o que pudesse acontecer.
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