Tarble seguiu correndo até onde o sinal de poder de luta de Nappa e Kakarotto marcava no Scouter.

_ Nappa!! Kakarotto!!! – chamou Tarble correndo em direção a eles que se escondiam perto de algumas rochas e arvores mais afastado da cidade do planeta Vegeta, mas mesmo sendo um local mais afastado dava pra ver o movimento que ocorria na cidade, pois estavam em um lugar alto.

_ Tarble?! O que faz aqui?! – perguntou Nappa.

_ Eu sabia que não tinham conseguido resgatar a Bulma ainda! – disse um pouco feliz com isso.

_ Bem... É que... – tentou se explicar Nappa.

_ Não precisa se explicar... Foi melhor assim... Vegeta foi falar com ela.

_ O que aconteceu afinal? – perguntou Goku.

Tarble abaixou a cabeça.

_ Paragus invadiu a sala do Trono e disse querer se vingar de papai... Tenho um mau pressentimento quanto a isso... Eu não quero que matem meu pai! – disse Tarble. – Broly estava mostrando um pouco do poder que tem pro papai, mas eu sei que isso não vai ser apenas uma demonstração...

_ Tarble... Você acha que vão matar o rei? – perguntou Nappa confuso.

Tarble deixou uma lagrima escorrer pelo canto o olho e confirmou com a cabeça.

_ Mas... Por mais que papai tenha feito tanto mal e ultimamente veio a ficar contra nós... Eu não posso aceitar que o matem... – disse cerrando o punho com raiva e tentou se acalmar. – Mas o que podemos fazer pra impedir Broly e Paragus? — perguntou como se fosse a si mesmo. – NADA! – respondeu a própria pergunta.

Goku olhou pro palácio e ficou em silencio por um tempo.

_ Precisamos pelo menos tentar. – falou.

_ O que? – perguntou Tarble.

_ Salvar seu pai. – respondeu. – Não podemos ficar parados sem fazer nada!

_ Kakarotto... Ir lá e enfrentar Broly e Paragus, é o mesmo que pedir pela morte! – respondeu Tarble confuso. – Não temos o que fazer.

_ Mas pelo menos vamos ter tentado! Papai também pode nos ajudar! – disse Goku confiante. Nappa olhou pro horizonte e respirou fundo.

_ Vamos lá, Tarble. – incentivou. – Kakarotto tem razão... Ficar aqui parados não servirá de nada.

Tarble estava confuso e assustado, secou as lagrimas, e estufou o peito.

_ Vamos lá então! – disse mais confiante.

Vegeta pegou Bulma no colo e levou ela até outro quarto. Ele pegou uma roupa de Saiyajin feminina que tinha ali em um armário e entregou pra Bulma colocar, ela apenas vestiu a bermuda e camisa justa, rosa, sem colocar a armadura e luvas.

Vegeta sentou-se perto de Bulma na cama, ela olhava confusa pra ele, mas não falou nada, olhou pros seus pulsos, estavam vermelhos onde Turles a segurava e agora estava doendo. Vegeta também viu o machucado que Turles fez e ficou com raiva, se pudesse mais que matá-lo o faria.

_ Ele machucou muito você? Não fez nada contra... Nosso... Filho? – perguntou. Ela olhou pra ele suavemente.

_ Não. – respondeu estranhando o fato de Vegeta se preocupar com o filho deles. – Eu estou bem, você chegou no momento certo... Só... Está doendo meus pulsos, mas quero esquecer! – disse sentindo seus olhos lacrimejarem.

Bulma olhou pra baixo e Vegeta ergueu com calma o rosto dela pra olhar pra ele, nunca havia gostado de vê-la chorando.

_ Não precisa mais chorar. – ele falou calmamente. – Está tudo bem agora.

_ Mas... Seu pai disse que quando você voltasse me mataria! Eu não quero morrer, Vegeta! – ela disse ficando mais nervosa.

_ Calma... Eu não vou permitir que ninguém encoste um dedo em você! – falou encorajando ela.

_ Por que parece estar se importando comigo? – ela perguntou confusa.

_ Porquê... Ora, Bulma! Não faça perguntas inúteis! – respondeu desviado o olhar dela.

Bulma secou as lagrimas e olhou pra ele.

_ Você me disse que eu era apenas uma diversão pra você. Sentiu falta de se “divertir” comigo, foi isso? Ou você me quer pra esquecer os problemas? – falou ficando irritada.

_ O que?! Não!

_ Mas foi o que você me falou quando eu disse que estava grávida!!! Você simplesmente não quis aceitar porque eu não significava nada alem disso pra você!!!! – falou já se alterando.

_ Você queria o que?! Eu não esperava receber essa noticia!! Pra mim realmente era uma diversão e algo pra esquecer os problemas! Nunca nenhum de nós insinuou que fosse algo alem disso!! Você sabia mais que ninguém que nosso caso só duraria enquanto eu estivesse na Terra, depois simplesmente acabaria!

_ Então você admite que nunca sentiu nada por mim?! – perguntou magoada.

_ Eu não disse isso...

_ Acabou de dizer, Vegeta! Não com essas palavras, mas deu pra entender que eu realmente nunca signifiquei nada pra você! Quando Tarble me disse que você estava preocupado e queria vir me resgatar eu pensei que talvez você pudesse sentir algo por mim, mas eu vejo que não, Tarble apenas me disse que você estava preocupado pra me tranqüilizar!

_ Não é bem assim, Bulma! Eu senti sua falta! – admitiu.

_ Sentiu minha falta apenas pra satisfazer seus desejos, não é mesmo?

_ Isso era o que eu queria acreditar! Ou você acha que foi fácil pra eu passar por tanta coisa e ainda se sentir vazio por dentro, sentir como se faltasse algo dentro de si?! E ainda ter que tentar entender o que era isso que eu estava sentindo? Não, Bulma. Não foi fácil! – respondeu irritado.

Bulma ficou olhando pra ele com lagrimas nos olhos. Será mesmo então que ele sentia algo por ela? E Vegeta percebeu que ela ainda estava muito magoada com ele, o deixando irritado. Ele se levantou da cama onde estava sentado e caminhou um pouco até o meio do quarto, depois se virou pra olhar pra Bulma.

_ Eu sinceramente não vim aqui pra discutir algo que já passou, eu vim pra tentar me entender com você, mas você realmente não quer me perdoar, já estou cansado disso!!! Você quer que eu faça o que?! Eu corri dias atrás de você na Terra, mas você não quis nem olhar pra mim, preferiu correr pros braços do meu irmão, me TRAINDO com ele! E agora eu volto pro planeta Vegeta, te salvo das mãos do Turles e você quer ficar jogando na minha cara coisas que eu falei há mais de mês, coisas que eu falei sem pensar!! – disse Vegeta irritado. – Eu pensei muito nesse tempo em que estive sem você na Terra! Tive que ser forte pra continuar em pé, mesmo com meus pensamentos me atormentando, pensamentos focados apenas em você!! E então eu chego aqui, depois de treinar duro na Terra pra voltar, e você não quer nem me ouvir nem me perdoar!! – falou quase num grito.

Bulma tentou segurar o choro e Vegeta respirou fundo pra se acalmar.

_ Eu não devia ter voltado. – disse e olhou pra Bulma antes de seguir até a porta de saída.

_ Vegeta... – ela chamou quase sem voz. Ele se virou pra vê-la. – Eu perdôo você... – falou olhando pro chão. – Me desculpe.

Vegeta não sabia o que fazer ou falar, ficaram em silencio por um tempo.

_ Eu sei que você não foi o único culpado pelo o que aconteceu, eu também não tomei nenhum cuidado quando fiquei com você... Mas quando eu soube que estava grávida e contei a você, queria que você ficasse do meu lado e não me deixasse sozinha... Então quando você me falou que o que a gente tinha era apenas desejo e distração pra se esquecer dos problemas eu não aceitei, mas... Eu sabia desde o começo que era apenas isso e que não iria durar pra sempre, fui muito idiota querendo exigir mais do que você poderia fazer por mim, afinal, você é o príncipe de uma raça inteira, não poderia abandonar tudo pra viver comigo... Desculpe-me...

Vegeta se aproximou lentamente.

_ Não tem o que se desculpar. Mas a verdade é que nós não devíamos ter ficado juntos...

Bulma queria chorar, queria gritar, mas sabia que Vegeta estava certo dizendo isso. Eles não deviam ter ficado juntos.

_ Eu sei... – ela respondeu começando a chorar. Vegeta sentou-se novamente na cama e olhou pra Bulma.

_ Não chore mais. – ele falou secando as lagrimas dela e a puxando lentamente até seus lábios se tocarem. – Nós não devíamos ter ficado juntos. – voltou a repetir. – Mas agora já é tarde de mais pra perceber isso, não? Estamos completamente ligados um ao outro de alguma forma.

Bulma olhou nos olhos do príncipe, estava confusa e Vegeta a beijou ternamente, ela correspondeu, e pouco a pouco o beijo foi ficando mais quente. Finalmente estavam matando a saudade e a falta que sentiram um do outro nesses dias.

Logo após Vegeta e Tarble saírem correndo da sala do trono, Rei Vegeta viu seus guardas morrerem com um só golpe de Broly, enquanto Paragus ria olhando no rosto do rei sua expressão assustada.

O Rei engoliu em seco e continuou mantendo sua postura, ele sabia que Paragus não iria apenas fazê-lo ver o poder de Broly, iria fazê-lo experimentar da força dele também, e o mataria logo em seguida. Pensava desesperadamente no que fazer pra impedir isso.

Rei Vegeta olhou pra Paragus friamente, se esquecendo de Broly.

_ O que você pretende? É melhor que vá embora desse planeta e não voltar nunca mais!! Já me deu prejuízo de mais quebrando meu palácio e matando meus guardas!!!

Paragus riu.

_ Ir embora? Não. Agora que a brincadeira está começando, -Vegeta-.

_ Veja bem como você se refere a mim, Paragus! Eu ainda sou seu rei e me deve respeito! – disse o rei com raiva.

_ Você não é mais meu rei desde que supostamente me matou e me jogou pra fora desse planeta como se eu fosse lixo! – respondeu.

_ Deixe de idiotices Paragus! Isso não muda nada! Você é um Saiyajin e eu sou seu Rei! Lembre-se disso!

_ Eu não me importo se você é o rei ou não. Não preciso ter medo de você e de seus guardas e soldados enquanto eu estiver ao lado do Broly, você vai pagar pelo o que me fez passar! – disse se aproximando do rei e ficando bem próximo dele. – Entenda, “Rei” Vegeta... Minha vingança será simples... Irei matar você. – disse calmamente.

O Rei não se surpreendeu com aquilo, afinal, sabia que era isso que Paragus queria. Ele então suspirou tentando manter a calma, mas algo tirou a concentração dele e de Paragus. Broly começou a parar de aumentar seu poder, ficou parado olhando para o chão sentindo seu corpo tremer. Paragus o olhou assustado.

_ B-broly? – perguntou assustado ao ver que seu filho estava estranho. – Broly?! Está me ouvindo?!

Não ouve resposta. Broly olhava pro chão e suas mãos tremiam.

_ Broly, responda!! O que está havendo?! – Paragus se aproximou dele e começou a sacudi-lo e a tentar chamar sua atenção, mas não obtinha sucesso.

Broly gritou com força e seu corpo soltou tanto Ki que jogou seu pai longe, obtendo uma transformação com o cabelo azulado, seus músculos ficaram mais fortes, Paragus o olhou assustado, já conhecia essa transformação de Broly, mas ele sempre conseguiu manter o controle, por que agora parecia não estar obedecendo?

Paragus se levantou de onde havia caído com a força do poder de Broly e tentou se aproximar, se Broly realmente havia perdido o controle, tudo estaria acabado.

_ Broly, me escute. – tentou falar mais uma vez, mas Broly em um movimento inesperado jogou seu pai pro lado com força, o fazendo cair no chão novamente, e começou a caminhar lentamente.

Rei Vegeta viu Broly se aproximar dele e deu alguns passos pra trás. Broly se aproximou de repente, bateu no estomago e depois no rosto do Rei o fazendo cair inconsciente no chão e depois jogou uma energia de Ki contra a parede ao fundo, quebrando também o trono e uma escultura do símbolo real que havia em frente à parede.

Ele olhou pra rua através do buraco que fez na parede e saiu voando por ela rumo à cidade.

_ BROLY! – gritou Paragus correndo atrás de seu filho, sem se importar com o rei.

Rei Vegeta estava caído no chão em meio aos corpos dos guardas mortos por Broly. Bardock corria até a sala do trono, tudo parecia ter ficado em silencio e nada mais tremia.

Ele entrou na sala pela porta, mesmo ao lado havendo um buraco na parede, por onde Vegeta e Tarble haviam fugido.

Ele viu que a sala estava vazia, exceto pelos corpos sem vida caídos no chão e sentiu seu corpo gelar ao ver o corpo do Rei Vegeta entre eles.

_ Vegeta!! – falou sem se importar em não chamá-lo de “majestade” ou algo do tipo, e correu até ele. Puxou o rosto do rei e verificou a pulsação dele, que, mesmo fraco, ainda tinha. Depois olhou pro estrago que Broly fez e caminhou até a parede que recém havia sido quebrada, olhou a cidade e viu Broly começando a destruir algumas construções.

Bardock acionou o Scouter.

_ Estamos com problemas. – informou a um dos guardas do palácio. – O rei foi atacado e está inconsciente, o culpado nesse momento está começando a destruir a cidade, quero que informe aos soldados que o rei estava fazendo a reunião e mande atacá-lo antes que seja tarde de mais!! – disse Bardock tentando não se mostrar preocupado.

_ “Certo” – respondeu o guarda e depois olhou novamente pro rei e seguiu até ele.