Tirando a capa -Reneslec
10 Charlie
Notas iniciais
POV Renesmee
Corri até encontrar o Seth dirigindo seu carro no meio da estrada que levava a minha casa. Entrei no carro dando o maior susto nele, arregalou os olhos ao perceber que eu estava ao seu lado, meteu o pé no freio e eu tive que gargalhar com a sua reação.
— Que sustou Ness! – Gritou. – Não se entra num carro em movimento.
— Desculpa. – Falei parando de rir aos poucos. – Mas você tinha que ver a tua cara. Hilário!
Sorri enquanto via ele manobrar o carro até a margem da floresta. Deixou o carro estacionado e saímos dele.
— Tava com tanta saudades de você Cullenzinha. – Ele falou me dando um abraço de urso, ops lobo.
— Eu também. – Ri abraçada a ele, me equilibrando para não cairmos.
— Apostar corrida até o penhasco? – Fingi pensar... – Daqui até o penhasco de pulos de La push?
Sorri marota e sai na sua frente.
— Assim não vale, pra eu ter acompanhar tenho que me transformar! – Gritou. Parei e voltei.
— Te dou 10 segundos. – Ele entrou na floresta e em segundos voltou em sua forma canina.
Corremos até lá brincando, de vez em quando eu o empurrava e ele devolvia me jogando no chão.
— Jake me falou que os gêmeos estão morando com vocês... – Seth comentou como quem não quer nada.
— É isso mesmo. – Falei suspirando. – O Jake pediu para me proteger não foi? – Perguntei cansada, era sempre a mesma coisa.
— Você sabe que ele só se preocupa com você. E é mais fácil para ele me pedir isso, já que como é uma ordem do alfa, eu não posso contrariar e nem ser persuadido por uma certa híbrida. – Riu. – Se ele mesmo tentasse... Nós dois sabemos que você o tem na palma da mão. – Falou.
— Eu só queria que ele passasse mais tempo comigo, desde que começou a namorar a Leah eu virei segundo plano. – Reclamei enquanto fazia desenhos na areia.
— Você está muito ciumenta viu, mas que a Leah. – Oh droga, sempre esqueço que o Seth é irmão dela. – E olha que ela vivia me enchendo, ela era muito insegura em relação a vocês.
— Mas agora ela está com meu Jake e não podia estar mais feliz. – Ironizei. – Minha nossa, acho que virei a Leah de antes. – Seth começou a gargalhar.
— Não pensei que ainda estivesse assim. – Falou me abraçando. – Parecia bem melhor pelas mensagens.
— Desculpa, eu só acho que nunca vou superara-lo. – Falei. – Mas e você lobinho, alguém amarrou seu coração? – Disse me soltando para poder encara-lo de frente.
— Não, nada de imprinting por enquanto. – Sorriu. – Mas... Eu conheci uma garota, ela faz computação na mesma universidade que eu, estamos ficando... – Ele tinha um sorriso de canto de rosto enquanto falava.
— Owntttt meu Seth está apaixonado. – Gritei feliz. – Quando vou conhece-la?
— Eu não sei. – Disse cabisbaixo. – Tenho medo de me envolver com ela e depois acontecer o que houve com Leah, Sam e Emily. – Agora entendi sua preocupação.
— Parece que não estamos muito bem nesse quesito lobinho. – Disse me sentando na areia.
— Yep. – Confirmou se juntando a mim.
— Tanta coisa aconteceu desde que eu fiz sete anos. – Comentei. – O imprinting enfraqueceu, reunião dos anciões, Jake namorando Leah, meu avô está com câncer e agora os gêmeos.
— Por falar no Charlie, estou indo visitar ele e a minha mãe. Não quer ir comigo? – Perguntou.
— Vão ter muitas pessoas por lá, acho melhor não. – Seth me olhou confuso. – Você sabe... eu não existo para as pessoas de Forks, na verdade nenhum dos Cullen moram na cidade há mais de três anos. – Falei lembrando-o da pequena mentira familiar.
— Oras, eu digo que é uma amiga minha da faculdade que veio comigo. – Sorriu. – Vamos, vai alegrar o dia do Charlie! – Não tive como não sorrir junto com ele.
Passamos na casa de Leah e Seth antes de irmos. Pois ele queria trocar de roupa e pegar o presente que comprou para a mãe. Leah não estava em casa, o que me fez especular se ela não estaria com o meu Jake...
Chegamos na casa do meu avô e como previ muitas pessoas estavam por lá. Não entendo isso, meu avô sempre foi recluso e antissocial, mas bastou a possibilidade de doença para que sua casa virasse o point de encontro dos cinquentões de Forks.
— Filho! A quanto tempo! – Sue gritou quando abriu a porta e viu Seth. Eles se abraçaram e só depois ela pode olhar para mim. Sua expressão acusadora fez Seth rir.
— Mãe, essa é Carlie, uma amiga minha da faculdade. – Seth falou alto para que os que estavam dentro da casa ouvissem. Sue riu da criatividade do filho e me deu um abraço.
— Que bom que acharam um jeito de vê-lo mais vezes. – Sue falou baixinho enquanto me abraçava.
— Quer dizer que o pequeno Seth arranjou uma namorada. – A senhora Stanley falou quando entramos.
— Não. Somos só amigos. – Seth disse rindo. – Onde está o Charlie?
— Na cozinha tentando preparar o peixe. – Billy disse me encarando. – Prazer em conhecê-la Carlie. – Esses quileutes deviam se preocupar mais com meu disfarce, Billy quase que se engasgava ao tentar não rir quando disse meu nome.
Estramos na cozinha e meu avô tomou um susto quando me viu. Eu e Seth rimos da cara dele e depois explicamos o fabuloso plano do lobinho. Passei a tarde inteira com eles, estava realmente com saudades dele. Só íamos vê-lo tarde da noite, quando todos iam embora e Sue ligava para nós, mas geralmente ele estava tão cansado que o encontrávamos dormindo. Era um dia cheio para o Charlie: passava a manhã no hospital, a tarde e a noite com os amigos e ainda lutava para nos ver de madrugada. Jantei com eles e quando a maioria foi embora, só ficando Billy e a família, ligamos para minha mãe. Estava cedo dessa vez, não passava das oito da noite, de modo que Charlie estava animado em passar um tempo com a filha e a neta.
Meus pais chegaram e algum tempo depois Leah e Jacob também vieram. A casa do meu avô tinha essa magia agora. Eram poucas as vezes que reuníamos todos, mas quando acontecia sempre era aqui. Um terreno neutro.
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