POV Renesmee

Entrei em casa e logo senti o cheiro do meu Jake. Encontrei-o perto da porta de trás.

— Hey Nessie. Como você está? – Perguntou e abraçando. – Seus pais já me contaram. – Olhou pelas minhas costas e seu corpo ficou tenso, acho que os gêmeos estão na sala.

Pelo meu dom pedi pro Jake me levar até La Push, assim como minha mãe, esse é o meu refugio. Subimos em sua moto e passei o tempo inteiro agarrada com ele. Quando estou com Jacob é tudo tão mais fácil.

— Então? O que quer fazer? – Jacob perguntou enquanto sentava na areia da praia.

— Acho que só descansar. Se importa? – Perguntei deitando em seu colo.

— Logico que não. – Afagou minha cabeça. – Você sabe que eu vivo para você. – Dito isso ele pegou a palma de minha mão. Era comum isso acontecer, Jake sentia uma estranha necessidade de saber como estou, então toda vez que eu ia dormir ou só deixar os pensamentos soltos ele resolvia assistir.

Sempre foi assim, desde pequena. Só me senti um pouco estranha quando comecei a gostar dele e depois quando o imprinting enfraqueceu, mas logo passou. Nunca consegui sentir vergonha ou esconder algo dele.

— Eu sei que ainda não superou por completo, mas você vai ver. Se o imprinting permitiu isso é porque é o melhor que vai acontecer, eu sempre estarei ao seu lado. Logo, logo o amor que você sente por mim vai ser igual ao que eu sinto por você. Foi a mesma coisa comigo e Bella. Mas eu sei que vai encontrar alguém que seja seu par ideal. – Suspirei. – E eu estarei aqui para quebrar a cara dele se pisar na bola. – Ri, era sempre assim com ele.

Permiti-me relaxar, repassei todo o dia na minha mente, nem mesmo híbridos escapam de rever todas as suas ações antes de dormir.

— Ficou sozinha com o sanguessuga?! – Senti seu corpo ficar tenso, oh merda. Eu só queria relaxar.

— Eu tive. Você sabe muito bem que eu não me dou muito bem com fome, fico pensando em me alimentar de humanos... – Jacob arregalou os olhos para mim, não falava disto com ele desde que era pequena. – Não, não me olhe assim. Eu nunca iria. Mas é incomodo, minha garganta arde e não gosto de me sentir assim.

— Ele não fez nada contigo, fez? – Perguntou um pouco mais controlado.

— Não. Mas acho que demoraram para se acostumar com nosso estilo de vida, ele não parecia muito confortável. – Deixei que imagens dessa tarde passassem para ele.

— To entendendo. – Sua feição suavizou e depois ponderou. – Não é melhor falar com seu pai sobre suas suposições? – Não entendi de inicio, mas depois percebi que ele deve ter visto algo relacionado a Aro em minha mente.

— Depois, quero passar o resto do dia com você. – Aconcheguei-me a ele que não teve como dizer não. Eu sei que ele se odeia pelo que me faz sentir, por me deixar magoada, mas não tem outro jeito. Ele continua preso a mim e eu a ele.