Tinúviel
7 Capítulo 6 - Heidor
Notas iniciais
Conheçam o meu personagem favorito (ele é original, iupi!) e boa leitura!
– Tenho que ir. — Reyna avisou, montando o mais rápido possível em seu cavalo. Parecia desesperada.
– O quê... — Jason buscou o dono da voz à sua volta. — Reyna, por quê? O que está havendo?
Mas Reyna já havia começado a cavalgar para longe. Ela parou e se virou.
– Não há tempo, te explico outro dia. — Voltou a cavalgar, mas não antes de ouvir Jason perguntar:
– Mas e se não nos virmos novamente?
– Nos veremos. — A voz de Reyna soava como um sussurro. — Eu prometo.
Reyna cavalgou o mais rápido possível, tentando alcançar os arredores do castelo antes de ser vista, mas seu plano não deu muito certo.
– Reyna? — Um homem a chamou, aproximando-se, também a cavalo. Tinha ombros largos, a pele pálida na luz bruxuleante da tocha que carregava, olhos cinzentos e cabelo começando a mostrar sinais de velhice. A barba rala deixava à mostra muitas cicatrizes em seu rosto. Estava vestido com uma grossa cota de malha e levava uma espada embainhada. — Onde você estava?
Seu nome era Heidor e ele era um guardião noturno — um dos cavaleiros/guerreiros que cuidavam do castelo e procuravam por fugitivos quando a noite chegava. Ele era rígido, desconfiado e, todavia, mais amigável que muitos outros de seu mesmo status.
– Saí para tomar um ar fresco, tanta agitação não me agrada. — Reyna respondeu.
Não poderia contar a verdade. O simples fato de ter desobedecido Octavian e saído do castelo já poderia colocá-la em risco, ter se ausentado por tantas horas poderia piorar as coisas, mas se soubessem que por todas essas horas ela estava conversando com um estranho camponês e dispersando palavras contra seu — infelizmente – marido... céus! Que punição ganharia por tudo?
– Octavian me falou que você fugiu correndo após ter um ataque. — Correção, após ele quase ter transado comigo à força; Reyna pensou internamente, mas não comentou nada sobre isso.
– O tumulto me deixou nervosa. Coisas demais para apenas um dia. Apenas isso.
Heidor não pareceu se convencer, mas assentiu.
– E suas roupas? O que aconteceu com elas? Não foi por conta da cavalgada. — Ele apontou para o vestido de Reyna, que estava ainda mais amassado e frouxo do que antes, a fazendo se sentir extremamente exposta, principalmente estando consciente que estava sem o corpete.
– Não... e não posso dar explicações. — Seu corpo enrijeceu-se por conta do nervosismo.
A expressão de Heidor ganhou um ar misterioso, ele se aproximou de Reyna e abaixou seu tom de voz.
– Não pense que não conheço a verdadeira natureza das pessoas que vivem naquele castelo, pequeno rouxinol.
– Não me chame assim. — Reyna ordenou, rangendo a mandíbula. Pequeno rouxinol era como seu pai (que, infelizmente, havia falecido) lhe chamava, e apenas ele poderia chamá-la assim. Ela ainda podia se lembrar de se deitar em sua cama e ouvi-lo contando histórias para sua 'pequena rouxinol' até ela pegar no sono, e as memórias de certa forma poderiam machucar.
– Me desculpe. — Heidor inclinou a cabeça. — Mas não pense que eu não saiba a verdade. Sim, eu os sirvo e protejo o local dos perigos da noite, mas sei que Octavian está longe de ser justo. Ele joga com peças mais sujas do que seu pai poderia imaginar, e aprendeu seus truques sozinho. Não deixe que ele te corrompa ou que algo lhe impeça de buscar o que realmente quer. E não precisa agradecer por ter deixado sua adaga lá. Você foi feita para ser uma guerreira, e não uma lady.
Notas finais
Well... gostaram do capítulo? Não? Deixem reviews!
Até a próxima ♥
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