Tinha que ser assim
8 Final
O MELHOR SEMPRE FICA PARA O FINAL ... MAS, QUAL É O FINAL?
A (sério) – O que foi meu amor, não está gostando? (Ah! bellobobo!)
Betty, sem dizer nada, começa a acariciar e beijar o corpo de Armando de um jeito que ele jamais poderia supor que um dia ela o faria...
A – Betty, amor da minha vida ... o que está fazendo? ãahh ... ãhh... você está me deixando louco... (Prepara-te Armando, anda não vistes nada!)
Por um instante ela fica com receio de que ele vá “esfriar” por causa do aparelho que ela leva nos dentes. Mas nem isso, nem nada, absolutamente nada, nesta noite, vai pôr freios nem limites àquela paixão há tanto tempo sufocada.
B (sussurrando no ouvidinho) – Confie em mim, mi amor. Vai dar tudo certo... (Ah! Betty! Aprendestes rápido a lição, hein? Pudera, com um “professor” desses...)
Betty ainda prolonga um pouquinho, só um pouquinho, a impaciência de Armando, cada vez mais excitado. Quer fazê-lo perder totalmente o controle de si mesmo. Finalmente a boca dela alcança o lugar mais vulnerável daquele corpo que a faz delirar. O corpo dele dá um pequeno “tranco”, um gemido curto e abafado. Depois ele nem se mexe, com receio de quebrar aquela magia. Fecha os olhos e tem a sensação de estar dando voltas muito rápidas ao redor do Planeta, de estar sendo tragado pelo paraíso ...
Quando volta a si, ela ainda está ali, com a cabeça deitada no colo dele... Armando retoma o que estava fazendo quando ela o “interrompeu”. Desta vez é ela que sente cada átomo do seu corpo se desintegrando...
B – Ahhm... ãhh ... Armando ... te estranho, Armando ...
Ele pôde perceber que finalmente lhe dera o mesmo prazer que ela o fizera sentir há poucos instantes... Mas o que acelerou o seu desejo louco de lhe dar aquele prazer foi o que ouviu dela e com todas as letras: ARMANDO! Pela primeira vez e finalmente ela o dissera!
A – Betty, me chame assim outra vez!
B – Assim como, Doctor?!! (desmemoriada ela...)
A – Não Betty, Doctor não, me chame de Armando!
B (muito séria) – Está bem Doctor, quer dizer, Armando...
Ele ainda não está convencido, que diabos, depois de tudo aquilo... não pode ser, ela continuar a chamá-lo “Doctor” ... Ela nota o ar intrigado dele e por fim abre o jogo:
B (sem conter o riso) – Não percebes mi amor, que eu continuo te chamando Doctor só para fazer charme, só para te “desestruturar”, balançar as tuas bases, mi querido Armando! Isso mesmo, Armandooooooo! Mi Armandoooo! Quantas vezes mais queres que eu repita ”Te amo, Armando” ?!!
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Abraça-a com força. Os beijos enlouquecidos recomeçam. O seu nome na boca dela soava como música celestial nos ouvidos dele. E o som do riso dela tinha o poder quase mágico de resgatá-lo direto das profundezas do inferno em que fôra lançado desde que ela se marchou de Bogotá. Depois desta noite, não restavam mais dúvidas que tinham mesmo sido feitos um para o outro. Afinal, ela não foi sempre o “anjo de paz” dele? E ele, não foi sempre o “anjo torto” dela? Esta noite teve festa no Céu. E o Diabo, invejoso como sempre, ficou do lado de fora, só espionando. Mas depois do que viu e ouviu... hummmm ... não teve dúvidas: convidou os dois para fazer outra megafesta daquela no Inferno também! E propôs a eles umas “coisinhas” ainda mais picantes e escabrosas ... “Convite aceito, seu Coisa Ruim!!! Que tal esta noite mesmo?”
Don Diablo – WOW! Que fogo!
As estrelas sorriem e piscam umas para as outras, em silêncio para não acordá-los.
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O dia está amanhecendo. Eles ainda dormem, um nos braços do outro. Pouco a pouco e em câmera lenta o eixo da Terra volta ao seu ponto de equilíbrio. Parece que, finalmente, a ordem e a paz foram restabelecidas no Universo. Bem, quer dizer ... mais ou menos:
Estrelas mudam de lugar
chegam mais perto só para ver
E ainda brilham na manhã
depois do nosso adormecer.
E na grandeza deste instante
o amor cavalga sem saber
que na beleza desta hora
o Sol espera para nascer.
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The End
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