Timer After Time
2 Capítulo I
Notas iniciais
Boa leitura!
Minha vida nunca havia sido fácil. Não seria uma não aceitação de um grupinho de heróis de merda que iria me intimidar. Eu tinha uma casca grossa. Eu era forte, teimosa e sorrateira. E o pior eu devia isso ao exercito americano e não era um grupinho de heróis que ia me fazer desistir.
Logo após eu deixar a base eu tinha ida ao local que seria minha casa durante tempo indeterminado. Como o exercito era pão duro em deixar morar naquela merda de três cômodos. Conforto zero. Nenhum ser humano devia morar em cubo como aquele. Minha antiga casa (se é que posso chamar um trailer dos anos 50 de casa) era muito mais confortável. Fora que ainda tinha que passar um tempo na base aérea da S.H.I.E.D., em uma lata de sardinha no meio do céu.
Como se já não bastasse minha relação com exercito era de amor e ódio. Estava no sangue participar do circo americano, vulgo exercito. Meu pai ex general, agora louco no hospício, não podia suportar o fato de sua única filha querer ser musicista (e outras coisas mais como uso de substancias ilícitas) então tinha me jogado no colégio militar. Ele achou que estava me salvando, coitado. Aquele grosso insensível, não foi a toa que minha mãe tinha o abandonado (consequentemente me deixou também, deve ser para evitar as lembranças). Fora isso também havia meu segredo muito grande com o exercito. Aí como eu os odiava.
...
Já era na outra manha lá estava eu esperando a base S.H.I.E.L.D. aparecer e desta vez desacompanhada de meus superiores. Apenas eu com minha casca grossa, botas de montaria, meu velho jeans Levis detonado, camiseta branca sem sutiã, jaqueta de couro e meus óculos de aviador. E olha que nem estava tão frio assim, mas em alto mar era difícil estar calor, ainda mais em uma lancha decrépita. Por que não me deixaram ficar lá de uma vez ontem, hein? Ou melhor por que não me deram uma lancha mais nova?
A base aterrissou e a minha luta começou. Lá estava a ruiva para me receber. Que legal eu já não tinha ido com a cara dela antes e imagine agora. Parece que minha manhã ia ser longa.
- Cadê o Fury? – Perguntei, já demonstrando que eu não gostava de quem veio me recepcionar.
- Ocorreu uma emergência e ele foi resolver. Fiquei encarregada de te mostrar a base. – Nisso ela saiu andando e eu tive que apressar o passo para acompanha-la. Oh mulherzinha seca hein!
Passamos por varias vielas de metal. E ela somente dizia as coordenadas, informações básicas e nem se dava o trabalho de ver se eu tinha acompanhado as informações . E me entregou um mapa muito do mal feito, para eu não me perder ou necessitar de ajuda. Passamos pelo centro de operações, pela cozinha, refeitório, dormitório e enfim chegamos na área dos Vingadores. Lá era como um apartamento com várias suítes e áreas comuns, como a copa, a sala de operações, cozinha.
Mais tarde ela me apresentou alguns documentos, a área onde eu iria atuar (na central de metal dos Vingadores e talvez na torre que o Stark tinha construído) com alguns funcionários de baixo escalão. Aquele lugar era um bicho metálico vivo. Altamente letal. Mais de 300 espiões, fora seis pessoas com habilidades ultra-fantatiscas. É eu estava perdida, porem era isso ou morrer quem sabe?
- Gostou? – Natasha interrompeu meus pensamentos. É claro que eu não tinha gostado. Eu era uma mulher transparente aposto que ela perguntou por que viu minha fisionomia nada agradável.
- Vou sobreviver. – Dei um sorrisinho meio afetado. Aquela ruiva não ia me tirar do serio.
- Isso que veremos. Aqui não adianta saber quatro idiomas diferentes. – Ela me olhou com ar superior.
- Vai ajudar bastante quando eu for anunciar que vou bater em alguém. – Ela não ia me deixar por baixo.
- E precisa anunciar que vai bater? – Confesso fui idiota.
- Olha ruiva eu sei dois tipos de combate corporal. – Ela estava me fazendo perder a paciência.
- Eu sei vários. – Ela deu um risinho.
- Luta livre é um deles, eu bato para valer, ninguém dá nada por mim, mas quando eu bato eu arrebento. Olho, nariz, cabelo, dente e o que mais passar na frente. – Soei ameaçadora. Ela não ia me intimidar.
- Até mais tarde. – Ela não demonstrou reação, bom eu acho que agora ela estava no lugar dela. – Escuta aqui, se eu sentir que você esta fazendo algo de errado não vai ter luta que te salve, não se esqueça de que nós somos cinco. – Eu balancei a cabeça como se acatasse a ordem. Mas era agora que eu estava louca para contrariar aquela ruiva metida.
...
Depois da conversinha desagradável fui me instalar no meu cubículo metálico, vulgo quarto. Não tinha levado muita coisa, então o armário coube minhas poucas roupas, na escrivaninha uma foto minha bem antiga com minha mãe, meu notebook, meu celular, algumas canetas e um caderno com capa de paisagem, uma colcha de retalhos na cama, um pôster de banda de rock na parede, um tapete felpudinho bem fininho preto no chão de lata. Da próxima vez que eu saísse e voltasse talvez trouxesse uns potes de bala, uns incensos, meu violão e uns livros de espiritualidade. Não, eu não era uma pessoa normal.
Feito minha instalação que me custou mais tempo do que previ (ainda tive que organizar o local onde havia uma pia, um vaso e um chuveiro (nota mental trazer uma cortina muito preta para colocar entre o chuveiro e o vaso)). Tomei um banho e vesti uns short e uma camisa de banda bem velha e calcei meus velhos tênis de guerra. Olhando assim eu parecia mais uma adolescente do que uma mulher, mas cada um tem o seu charme e esse era o meu. Parecer uma adolescente desmiolada era meu charme. Charme esse que só me metia em confusões. Imagine-se com 21 anos e nenhum relacionamento bom o bastante para ser chamado de relacionamento.
Se antes eu tinha decidido sair do cubo, agora ficar era minha melhor opção.
...
Como a vida não é perfeita havia eu sido obrigada a comparecer em uma reuniãozinha muitíssimo evasiva. Com ninguém mais, ninguém menos que Nick Fury e suas bonecas ‘Os Vingadores’.
- Senhorita Jones, bem vinda. – Minha vontade era de mandá-lo parar com a falsidade. Bom meu surto não iria adiantar nada. Nick Fury continuaria ali com aquele olhinho medonho.
- Não estou aqui para receber boas vindas muito menos ser querida. Vocês cumpre seu trabalho e eu cumpro o meu. O que você quer? – Ok, ok admito tinha perdido a paciência.
- Ora, ora o bonequinho do exercito fala. – Ops, comentário infeliz Stark.
- Do mesmo jeito que seu querido amigo Rhodes fala. – Eu tinha me virado na cadeira para responder olho a olho.
- Quanto tempo vai ficar aqui Major? – Então eles já tinham olhado minha ficha do exercito. O gavião sei que lá tinha aberto a boca para se pronunciar.
- O tempo que o governo mandar. Ate me substituírem ou pararem com o acompanhamento da S.H.I.E.L.D. – Nesse momento Romanoff se mexeu desconfortável na cadeira.
- O que é que o exercito americano esta tão interessado na iniciativa Vingadores? – Stark não esta achando que eu ia responder aquela pergunta? Se nem mesmo eu sabia a resposta corretamente.
- Capitão America propriedade do governo, Hulk propriedade do governo, Viúva Negra ex — inimiga do governo, Gavião ex – ladrão, Thor alienígena com um irmão lunático ameaçando o País e por ultimo você Stark, ex – braço direito do governo com fornecimento de armas, um playboy sem um pingo de juízo com uma arma de destruição perigosíssima. Qual é o interesse? Descubra por si só. Afinal não é um gênio? – Encarei todos ao meu redor analisando suas faces e visualizei a desconfiança nítidas em seus olhos. No final eu era o tipo errado de pessoa para o trabalho.
Notas finais
Espero que não tenham me abandonado e espero que tenham gostado. Agora por fim consigo pegar um ritmo.
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