Timeline- 2° temporada

26 O Primeiro Paciente


Notas iniciais
Nem tudo são flores, o capitulo de hoje e o próximo foi o mais difícil que escrevi, mas creio que o amor de JakeNess vai seguir firme diante das perdas.

Pov: Nessie

Seis meses, era o tempo que Jacob e eu estávamos casados, apesar de tudo ter acontecido de uma forma rápida nosso casamento era feliz, tivemos que nos organizar nos últimos meses pois Jake tinha muitos compromissos em Seattle e eu no hospital de Forks, havia entregue o meu emprego em Londres e tinha sido contratada em Forks.

Jake construiu uma casa na reserva, se bem que era uma mansão e não casa, apesar de eu achar um exagero ele me convenceu de que precisaríamos de mais quartos quando nossos filhos viessem, embora eu ainda não tivesse recebido a visita da cegonha o que estava demorando demais devido a Jake e eu não nos prevenirmos.

Três meses após casarmos o juiz deu a guarda definitiva de Dove para nós dois, agora ela se chamava Dove Cullen Black, estudava na escola da reserva porque Jake queria que ela crescesse de acordo com os costumes quileutes, a escola agora passava por uma reforma de ampliação, Jake queria que mais crianças na reserva pudessem estudar e assim terem um futuro brilhante pela frente.

Nos últimos meses Lizzie havia ficado noiva de Embry sobre os protestos de Edward Cullen que só aceitou porque ela prometeu que só se casaria com ele após terminar a faculdade.

—Filha, se apressa papai precisa trabalhar! Jake falava carinhosamente com Dove enquanto colocava o notebook na mochila, todas as manhãs eram assim, Dove sempre dormia demais porque ele sempre dizia que era para a deixar dormir mais um pouquinho e depois reclamava de estarem atrasados.

— Brady não vai me levar à escola? Ela perguntava enquanto ele a ajudava a descer da cadeirinha.

— Não meu amor, ele vai buscar você ta bem! Falei tentando evitar que ela ficasse chorosa por causa dele.

— Vamos filha pega sua mochila! Jake a apressava novamente, ela subia as escadas correndo enquanto eu terminava de tirar a mesa do café, senti seus braços envolverem minha cintura e seu beijo em meu pescoço – Vai ter plantão hoje? Ele perguntou em meu ouvido, fechei os olhos e sorri já sabendo que por trás dessa pergunta havia várias intenções.

— uhum! Respondi confirmando com a cabeça, ele me virou fazendo com que eu ficasse de frente para ele e mordeu meu queixo descendo por meu pescoço – Amor, a Dove! Sussurrei fechando os olhos.

— Pena que Brady fez ronda e esta dormindo, eu queria me atrasar hoje! Ele sussurrava me fazendo rir.

— Você pode chegar mais cedo, vou passar o dia em casa!

— Adorei a sugestão senhora Black, me espere às 17 horas! Ele selava meus lábios, mas logo o selinho se transformava em um beijo intenso, Jake pressionava meu corpo contra a mesa, mas éramos interrompidos por nossa pequena travessa.

— Já peguei! Dove gritava e Jake dava um pulo se afastando, respirei ofegante e sorri para ela.

— Até mais tarde meu amor! Falei dando um beijo em sua testa.

—Tchau mamãe! Ela respondia docemente e então caminhava pela sala arrastando a mochila de rodinhas – Papai vamos!

— Te amo! Jake selou meus lábios tentando se recompor e eu ri baixinho enquanto ele pegava a mochila e ia ao encontro de Dove – que tapinha apressada! Ele provocava Dove.

— Eu não sou tampinha! Ela respondia enquanto ele abria a porta.

—É sim! Ele falava rindo.

Ri baixinho e suspirei assim que os dois saíram, terminei de arrumar a mesa e a cozinha e depois decidi dar uma geral nos quartos, há alguns meses Jake achou melhor Brown ficar em seu apartamento em Seattle e assim que me sentiria mais a vontade.

Mesmo sem Borwn eu não fizia muita coisa ele havia contratado uma senhora da reserva para me ajudar, ela se chamava Rosa e conhecia Jake desde que era criança.

Subi as escadas indo para o nosso quarto, aproveitaria o silêncio para estudar o caso de alguns pacientes, analisar alguns exames e estudar, mas em meio a minha leitura senti meu estomago embrulhar então corri para o banheiro.

E lá se ia o caça da noite anterior pela privada.

Na ultima semana sempre que eu caçava eu ficava enjoada, o odor do sangue do animal me deixava com náuseas, só de lembrar voltava a vomitar novamente.

— Nessie querida, você esta bem? Rosa entrava no banheiro e se preocupava ao me ver ajoelhada diante do vaso.

— Eu estou bem! Sussurrei puxando a descarga apressadamente, não queria constrangê-la a fazendo ver todo sangue animal misturado com meu vomito, em seguida abri a torneira lavando meu rosto na pia.

— Tem certeza, é a segunda vez essa semana que vejo você assim menina, você sendo médica sabe que não é normal!

— Tem razão! Respondi sorrindo – vou verificar o que é isso!

Rosa saiu me deixando sozinha, fiquei pensativa por alguns minutos e então sorri olhando para o espelho, sai do banheiro e abri minha agenda olhando a data a qual minha menstruação havia vindo pela ultima vez, eu estava com mais de dois meses de atraso.

Meu sorriso se alargou, peguei minha bolsa a arrumando apressadamente e então sai apressada avisando a Rosa que precisava resolver algo urgente, peguei o carro e segui para o hospital, Brady pegaria Dove no hospital e como sempre passaria o dia com ela e Rosa então não tinha com o que me preocupar.

Entrei correndo no hospital e cruzei com meu avô no caminho que estranhou eu estar ali naquele horário – Preciso resolver algo urgente! Expliquei ao passar por ele e então segui para a farmácia hospitalar.

— Megan, eu preciso de um favor! Falei animada entrando na sala.

Megan era a farmacêutica responsável pela distribuição dos medicamentos do hospital, ela me olhou surpresa e como eu não estava vestida com uniforme me deu uma bronca.

— Nessie, você sabe que não pode entrar aqui assim!

— Desculpa, eu já vou, mas preciso de um teste, ou melhor dois, ou melhor cinco! Falei eufórica.

—Teste? Ai meu Deus Nessie você esta?

— Acho que sim! Respondo sorrindo.

— Esta bem mas você pega e vai embora e depois me fala, senão nós duas estamos encrencadas.

— Tudo bem! Suspirei enquanto ela pegava os testes, não demorou e ela vinha com algumas caixinhas nas mãos.

— Boa sorte Nessie! Ela me abraçava e então eu saia da sala indo para o banheiro.

Por alguma razão eu sentia que daria positivo, eu tinha tido uns atrasos, mas nunca tão grande, respirei fundo e fiz o teste – Positivo! Sussurrei sentando no vaso.

Refiz os testes para ter certeza e todos deram positivos, meu coração acelerou, apesar de já sermos pais da Dove era diferente, agora teríamos um bebê.

Meu celular tocou então atendi, era Carlisle.

— Renesmee ainda esta no hospital?

—Sim vô, algum problema?

— Preciso de você na sala de emergência, Billy acabou de dar entrada!

Larguei o aparelho e troquei de roupa, sai apressadamente entrando na sala de médicos para deixar minhas coisas e corri para a emergência do hospital, há alguns meses havia diagnosticado Billy com Endocardite uma doença que provoca inflamação na membrana que reveste a parede interna do coração e as válvulas cardíacas, ele havia feito tratamento com doses altas de antibióticos, mas com a demora em descobrir a doença ele havia tido algumas sequelas.

— Doutora, parada cardíaca! O enfermeiro falava assim que entrava no local.

— Desfibrilador! Falei alto enquanto realizava uma massagem cardíaca e Carlisle ligava Billy ao medidor de sinais vitais.

Segurei as pás do desfibrilador encostando sobre o tórax de Billy – Oxigênio! Falei enquanto voltava a realizar a massagem cardíaca olhando para seus sinais vitais, voltava a usa-lo, mas ele não reagia – RCP! Falei novamente e Carlisle me olhou – Renesmee!

Voltei a usar o aparelho em Billy por mais duas vezes enquanto os enfermeiros me olhavam – Renesmee! Carlisle segurava meu braço tirando-o das minhas mãos.

O bip intenso do aparelho de sinais vitais invadia minha mente, enquanto eu respirava de forma acelerada sentindo as lagrimas rolando em meu rosto.

— Você esta bem? Carlisle perguntava preocupado.

Balancei a cabeça positivamente vencida pelas lagrimas – Hora do óbito, 12:45 da manhã, causa da morte, infarto agudo!

Após falar isso sai da sala.