Notas iniciais
Vou dedicar esse episódio a madejasper porque amo seus comentários. E também deixo um aviso a minha sócia Hatake Black. Próximo episódio teremos o homem de nossa vida de volta.

Hospital Real de Londres, 12 de agosto de 2013.

Doutor Smith, comparecer a enfermaria 2.

Atenção apoio, comparecer a emergência, apoio comparecer a emergência.

Doutora Reneesme Cullen, comparecer a administração.

— Ei Renesmee, chefe!

—Até imagino o que seja! Respondi deixando a xícara de café sobre a mesa da lanchonete, Dan meu melhor amigo dava um sorriso.

Nos últimos dois anos eu havia deixado a vida acadêmica, e a um ano me tornado especialista em doenças cardiovasculares, alguns dizem que sou boa, outros falam que sou inexperiente, mas de uma coisa eu me orgulho, dos mais de cem pacientes que já atendi na ala de emergência nunca perdi nenhum, então eu fico do lado dos que dizem que sou boa.

Minha vida em Londres sempre foi tranquila, Edward Cullen nunca deixou que nada faltasse a sua “médica favorita”, era isso que eu havia me tornado para ele, tinha uma bela casa próxima a Oxleas Wood para que assim eu pudesse me alimentar da maneira não humana e poder exercer minha profissão sem riscos, eu tinha o mesmo autocontrole que meu avô Carlisle e isso o orgulhava ainda mais.

Nos últimos anos houveram muitas mudanças, dois anos após sair de Forks eu comecei a envelhecer, em um ritmo menor que um humano mas agora eu aparentava ter 25 anos, Robert explicou a Carlisle que isso era efeito das “adaptações temporais” que eu havia sofrido, aquela famosa teoria de Darwin.

Meus pais se mudaram para o Alaska, enquanto Rosalie e Emmett para a Espanha e Alice e Jasper para o Japão, após alguns anos sem envelhecer eles começariam a chamar a atenção e por isso minha família havia se separado, Carlisle continuou em Forks mas tinha dado uma mudada em seu visual, tinha os cabelos grisalhos deixando assim sua aparência mais madura.

Sai da lanchonete em direção a sala da administração, eu já imaginava qual era o assunto que o direto Smith queria conversar comigo, assim como ele já sábia qual resposta eu daria, passei por alguns corredores pegando o elevador administrativo e então finalmente chegava ao décimo andar entrando em sua sala.

— Bom dia doutor Smith! Falei ao entrar de forma gentil.

— Bom dia Doutora, sente-se! Ele falou educadamente.

Ao me sentar olhei para a sua mesa onde havia duas pastas, uma branca e outra preta, em seguida me olhar se voltou para ele e dei um sorriso cruzando as pernas.

— Creio que a doutora já sabe por que a chamei!

— Sim e a resposta é não! Falei sorrindo.

—Doutora, a senhorita tem ideia dos problemas que esta me causando? Desde sua residência médica não tira férias, não tira folga, seu acúmulo esta em seis meses no Rh, e recebi uma chamada ontem a noite! Doutor Smith falava me olhando seriamente.

— Olhe doutor eu...

—Esta vendo essas duas pastas? Você tem uma escolha a fazer.

—Não entendi! Respondi olhando as pastas.

—A pasta preta tem sua recisão, você pode assina-la caso não escolha a pasta branca, onde tem suas férias, folgas e horas extras!

— Isso é sério? Não podem me demitir!

— E não queremos, onde vamos encontrar uma cardiologista tão linda, jovem e que consegue retirar três projeteis calibre 36 do coração de um homem sem que o mesmo deixe de bater? Acredite senhoria teríamos uma grande perda!

Respirei fundo pegando a pasta branca e em seguida retirei a caneta do bolso de meu jaleco, coloquei a pasta sobre as coxas e li atentamente o que dizia o documento, de acordo com os cálculos do Rh eu tiraria seis meses de férias, suspirei assinando com uma cara de reprovação.

— Esta aqui! Falei o entregando a pasta.

— Obrigada Doutora, boas férias e mande um abraço a sua irmã!

Dei um sorriso torto e sai da sala irritada, desde que havia mudado para Londres estudar e trabalhar eram as formas que eu tinha de não ter tempo para pensar no lobo, nas coisas que aconteceram no passado e para que Dan não desse em cima de mim, eu fugia de qualquer coisa que fosse relacionada a “amor” na verdade o ultimo beijo que eu havia dado tinha sido em Embry, e eu já havia apagado isso da minha mente.

Após sair da sala do chefe fui para a sala de médicos, ao entrar Dan me olhou como se não soubesse o que havia acontecido, ele sabia com toda certeza, não falei nada apenas tirei meu jaleco enquanto pegava minha bolsa o colocando dentro.

— E ai como foi? Ele perguntou se fazendo de inocente.

— Você sabe! Respondi.

—Sei? Ele coçou a cabeça e eu olhei com uma cara de acusação – Ah Nessie, você sabe que não posso fazer nada, o diretor tem razão!

— Acontece que eu não quero férias, o que farei de férias?

—Pode passear, rever a família, conhecer caras interessantes, sair comigo.

Dei um sorriso ao ouvir a ultima sugestão que ele havia dado, meu celular tocava e então abri a bolsa o retirando da mesma e atendi enquanto Dan me olhava esperando sua resposta.

—Só um instante! Falei a Dan enquanto atendia o celular ao ver o número de meu avô Charlie- Oi avô mais lindo do universo! Falei animada ao ouvir sua voz.

— Eu deveria me sentir lisonjeado, mas já ouvir chamar Carlisle da mesma maneira! Ele respondia e eu ri imaginando a cara que estaria fazendo do outro lado da linha.

— Não ele é o mais lindo do mundo, você do universo!

—Bom vou acreditar, mas preciso conversar com você!

Senti que sua voz estava tensa, teria acontecido algo, Lizzie me veio à mente, ela estava morando com Charlie há dois anos, meus pais desistiram de segura-la no Alaska por ela estar sofrendo distante de Embry, então Charlie ficou responsável por ela já que em seus documentos era menor de idade.

Aconteceu alguma coisa? Perguntei.

Eu espero que possa me ajudar querida, um grande amigo esta doente do coração, já procurou alguns especialistas em Forks e Seattle, mas nenhum conseguiu encontrar o que esta ocasionando isso, pensei que a melhor cardiologista do mundo que é minha neta poderia solucionar esse mistério!

Dei um largo sorriso ao ouvir a explicação de Charlie, eu estava de férias do hospital e não da minha profissão por outro lado meu coração apertou no peito ao cogitar retornar a Forks tanto tempo depois.

— Esta com sorte vô, sua neta cardiologista esta com tempo livre!

— Obrigado querida, eu a espero em breve!

— Amo você! Respondi .

—Também te amo! Ele respondia desligando o telefone.

Olhei para Dan com um sorriso de orelha a orelha e ele me olhou curioso.

—Então o que aconteceu?

— Acabo de decidi o que fazer nas minhas férias! Respondi caminhando até a porta.

—O que? Ele perguntava enquanto eu parava segurando a mesma.

— Estou indo arrumar as malas, hoje mesmo estou voltando para Forks!