Time Well Spent

9 "Droga de Comensal da Morte"


Notas iniciais
Espero que gostem, hehe

Eu estava debaixo de uma árvore conversando com a Gina:

–Temos que escolher o seu vestido. –Ela comentou.

Eu olhava para os galhos que farfalhavam suavemente sobre minha cabeça.

–Eu já escolhi. –Falei um pouco sonolenta e ela me encarou curiosa. – Um vestido branco.

–Apenas branco?

–Claro que não. –Franzi o cenho sorrindo – Você realmente caiu nessa? Ele é branco-gelo... –Comecei e me sentei ereta. –Ele vai até os pés como diferentes tipos de pedras de gelo lapidadas. Sabe, Baile de Inverno... –Falei expandindo o sorriso e Gina correspondeu divertida.

–Parece bem legal. –Ela respondeu e então seu olhar passou por algo e voltou rapidamente. –Não olha agora, mas... Não, não olha agora! –Ela disse impaciente quando tentei seguir seu olhar, então recomecei a examinar os galhos, frustrada. –Malfoy. Está caminhando nesta direção e, quem diria, sem Crabbe e Goyle! –A voz de Gina era seca. Eu havia abaixado a cabeça no momento em que ouvira “Malfoy” e agora o procurava com o olhar.

Lá estava ele, usando um suéter verde e calças cinzas, seu olhar fixo no meu rosto enquanto andava até a árvore. Gina parecia estar se impondo protetoramente na minha frente, bem devagar para que eu não percebesse. Mas quando Draco finalmente parou perto da árvore, ela esqueceu a discrição, pulando entre nós dois.

–Eu quero falar com ela. –Malfoy disse, sua voz arrastada.

–Você não cansa de bolar... planos contra nós? –As palavras de Gina eram carregadas de fúria. –Deixa ela em paz!

–Ginny. Eu posso me virar, certo? –Falei, segurando suavemente seu ombro. Ela bufou alto antes de sair pisando forte em direção ao castelo.

–Neville? –Draco quebrou o silêncio após algum tempo. –Eu não, mas Neville sim?

Eu não estava acreditando no que ouvia.

–O que? –Sussurrei enquanto cruzava os braços sobre o peito, um sorriso se apoderando do meu rosto. –Você veio aqui brincar comigo, certo? –Ri um pouco.

Ele continuava impassível, mas eu mantive o sorriso.

–Estou falando sério, Lovegood. –Falou afrouxando a blusa ao redor do pescoço, o que eu já tinha percebido ser um hábito de momentos tensos. –E tem mais... –Ele baixou a voz para um tom mais sério. –Não pode contar para ninguém sobre...

–A Marca. Eu imaginei que me pediria isso. –Ergui as sobrancelhas.

Ele me encarou por um segundo enquanto eu abria um sorrisinho sem humor.

–Eu vou guardar seu segredo, Malfoy. –Falei, a voz inexpressiva.

Ele quebrou o silêncio após um tempo:

–Como saberei que posso confiar em você?

–Você não saberá. –Respondi sinceramente.

Draco franziu o cenho em um claro dilema.

–Você não tem muita escolha na verdade. É um segredo horrível e eu tenho amigos muito interessados nisso, você deveria agradecer ao invés de apenas ficar aí com essa cara. –Falei por fim.

Ele bufou irritado, os olhos cinzentos passando por meu rosto e parando nas minhas mãos. Minhas unhas ainda estavam sujas da terra de quando eu saí do lago me apoiando na borda e eu percebi que ele as encarava com leve interesse quando falou:

–Será que você não se limpa mesmo? –E então me encarou com um sorriso patético no rosto.

Torci o nariz.

–Na verdade, sim. Isso é uma recordação do nosso encontro. –Dei ênfase às últimas palavras, erguendo uma sobrancelha. –Representa o quanto foi desagradável e... –O olhei nos olhos para não perder um único movimento de sua reação. –Vergonhoso.

Malfoy havia franzido os lábios e desviado momentaneamente o olhar antes de voltar a me encarar.

–Sabe o que é vergonhoso?

–Não me interessa.

–O que é vergonhoso é o seu par para o baile. –Ele respondeu me ignorando. –Eu não sei como pôde achar que ele seria melhor do que eu! –Apontou para o próprio peito, a voz se erguendo.

Senti o rosto queimar com uma fúria lenta e quente.

–Primeiro, não fale mal do Neville na minha frente! E segundo, não grite comigo, Draco Malfoy! Ah, todos estavam realmente certos sobre você! Coitadinho do Draco, os amiguinhos dele vão fazer brincadeiras porque a garota que ele convidou vai com o “vergonhoso” Neville ao invés de ir com ele! Realmente, é uma lástima. E pelo menos ele não é a droga de um Comensal da... –Revirei os olhos no meio da frase.

–Pare de agir como uma idiota... –Ele murmurou me interrompendo e agarrando de surpresa minha mão. Arregalei os olhos quando senti sua mão em minha nuca e seu nariz tocando o meu. Seus olhos cinzentos estavam mais próximos do que nuca, como neblina que se esvaia pelas ruas até nos congelar. Mas eu não sentia frio algum, na verdade estava meio sufocada. Comecei a empurrar seu peito para longe, mas não obtive êxito algum, ofegando alto. Ele havia fechado os olhos afagava minha nuca, fazendo com que eu praticamente derretesse em seus braços.

Seus lábios finalmente pressionaram os meus e tive de confessar para mim mesma o quanto estava esperando por aquilo. Uma de suas mãos se pregou à minha cintura enquanto a outra passeava entrelaçada em meus cabelos, as minhas firmemente presas ao seu pescoço. Ele me soltou momentaneamente apenas para respirar antes de me dar um novo beijo curto e então afrouxar o aperto ao meu redor.

–Eu sou tão idiota. –Murmurei.

Notas finais
Estou com a leve impressão de que alguém amou esse capítulo ^^ Como sempre, revieeews