Time Well Spent
25 Droga, Malfoy.
Notas iniciais
P. O. V. Luna
–Nada de Dumbleodore. –Draco anunciou.
Eu senti uma pontada no peito, mas não demonstraria que estava magoada.
–Por que? –Minha voz caiu uma nota no quesito empolgação.
Ele deve ter percebido porque começou a medir suas palavras comigo:
–Você não entende. Dumbleodore, ele... Não pode me proteger.
Sinto o rosto esquentar com a indignação.
–Claro que pode. –Sinto uma risada frenética e sem-humor deixar minha garganta. –É Dumbleodore, por Merlin! Pare de ser babaca, vamos lá agora...
–Cala a boca, Luna. Cara, você acha que eu já não pensei em tudo? –Ele agora parece realmente irritado comigo.
–Ele pode te proteger, droga. –Sussurro.
–Ele não pode proteger alguém que não quer ser protegido, porra! –Draco levanta a voz.
–Merda, Malfoy, você não quer ser protegido?! –Ergo a voz também. –Então o que estamos fazendo...?
–Meu pai não quer ser protegido. –Ele começa a sentença em um tom baixo, mas o aumenta gradativamente, me interrompendo. Quando termina, é como se tivesse colocado um ponto final que ficou implícito para nós dois.
Fico em silêncio, sentindo o rosto arder. Meu primeiro impulso é abraçar Draco, mas mantenho os braços trêmulos ao lado do corpo.
–Sinto muito.
Ele me dá um sorriso triste e, como se tivesse lido meus pensamentos, me abraça. Sua cabeça está encaixada em meu ombro e qualquer movimento de seus lábios seria o suficiente para fazer cócegas em minha orelha.
–Eu quero te mostrar algo.
–É bom? –É tudo o que eu consigo dizer.
–Não. Mas é tudo o que tenho, além de você. –Sinto um sorriso por trás de sua voz quando fala de mim.
–Ok. –Digo, após um suspiro.
–Mas é tarde agora. –Ele fala, mais para si mesmo do que para mim.
–Sim, é. –Dou o mais leve dos sorrisos, me desprendendo dele e o surpreendendo um pouco. –Então nós temos que pensar mais.
Ele suspira:
–Nossa, eu realmente odeio isso. –Draco franziu o nariz.
–O que?
–Desperdiçá-la desse jeito.
Franzo as sobrancelhas, mas estou rindo.
–É sério. Estamos só nós dois aqui, finalmente, e a única coisa que fazemos é discutir meu futuro irreparável e de merda.
–Droga, Malfoy, você está me deprimindo. –Falo, contendo um sorrisinho.
Ele riu, usando um polegar para acariciar minha bochecha.
–Alguma ideia? Que não envolva Dumbleodore. –Acrescentou quando eu abri a boca.
–Então, não. Pelo menos até agora.
–Não se preocupe. Podemos fazer outras coisas... –Draco mergulhou o rosto no meu pescoço e uma série de arrepios irreprimíveis atravessou todo o meu corpo.
–Droga, Malfoy... –Arfei, mas não o afastei. –Eu estou tentando ser séria aqui. –Mas sorria.
–Pode ficar pensando... –Ele murmurou antes de iniciar uma série de beijos que iam desde a minha clavícula até o maxilar.
Eu ri alto e tentei endireitar a coluna. Draco trancou as mãos na lateral de minha cintura, me puxando para si.
–Ideias, ideias... –Murmurei, ofegante.
–Eu tenho uma. Que tal deixar isso de lado por um segundo? –Ele falou, a boca ainda colada em meu maxilar, bem abaixo da orelha.
–Não. É sério, Malfoy! –Controlei um riso e virei o rosto para ele, seus lábios deliciosamente próximos dos meus. Tentei não encará-los muito e prender meus olhos a Draco como um todo, mas não deu muito certo já que ele encarava a minha boca.
–Seria tipo um pecado te beijar agora? –Ele perguntou. –Realize o desejo de um moribundo.
Eu ri alto:
–Cala essa boca.
Selei nossos lábios em um pequeno movimento e imediatamente senti a urgência no beijo de Draco. Suas mãos percorreram sob o tecido de minha blusa e ele inclinou o rosto para mordiscar meu pescoço. Devo ter arranhado suas costas com força, porque ele soltou o cruzamento de um riso e de arfar.
–Eu preciso de você, Luna Lovegood. –Ele murmurou, segurando meu rosto com as duas mãos antes de voltar aos meus lábios. Era algo selvagem: O modo como ele mordia meu lábio inferior e afagava meu pescoço e o modo como eu corria as mãos por toda a extensão de suas costas, cravando meus dedos em seus músculos sob o suéter fino.
–Draco! –Disse, acordando do meu torpor.
–O que? –Ele olhou para trás, um pouco em pânico e segurando minha mão.
–Não, relaxa. Eu só tive uma ideia. –Sorri.
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