Time Scapes Me
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu tô um pouco nervosa porque essa é minha primeira fanfic... Esse capítulo vai falar um pouquinho da vida da Vicky, então não é muito empolgante. Espero que gostem. :D
Corra, não pare, não olhe pra trás...
Merda
Senti uma mão fria no meu ombro.
– Por favor... – ele disse com a voz... nojenta dele. – Eu posso explicar tudo.
Eu me virei. Meu rosto estava repleto de lágrimas.
– Explicar o que? – eu disse em meio a soluços. – Explicar que se cansou de mim e quis arrumar uma namoradinha nova pra usar e depois jogar fora?
– Não é nada disso... – ele disse e foi se aproximando mais de mim enquanto eu tentava ir para o mais longe possível dele. – Ela me beijou a força...
– Mas parecia que você estava gostando do beijo dela. – eu disse ainda chorando e andando para trás tentando me afastar dele. Eu sabia quais eram suas intenções, mas queria ouvir suas palavras para poder, finalmente, dar a ele o que ele realmente merece.
Ele ia se aproximando cada vez mais de mim e eu ainda lutava para me afastar o mais rápido possível daquele cafajeste. Dei mais um passo para trás e me deparei com uma parede. Pelo visto eu estava em um beco. Ótimo.
– Você sabe que eu pertenço só a você... – ele disse e depois tentou me beijar, mas eu desviei o seu beijo.
– Pertencia. – eu disse e o empurrei para trás com tanta força que ele até caiu no chão. – Agora pertence àquela vadia. – já tinha me virando para ir embora quando me virei e disse. – Você não devia estar com ela agora, não? – depois dei um chute nas partes baixas dele e saí correndo.
Ele gemeu e depois gritou.
– Você nunca vai achar alguém te ame de verdade Victória! NUNCA!
Olá, meu nome é Victória Antunes, mas pode me chamar de Vicky. Tenho 17 anos e moro no Brasil desde que tinha sete anos. O que você acabou de presenciar foi o término do meu namoro de um ano com o imbecil do... Travis. Arg, esse nome me dá nojo. Como eu pude ser tão idiota a ponto de namorar ele? Todos me avisavam: “Vic, ele é muito pegador, vai quebrar seu coração!”, mas, do jeito que eu sou burra, não dei ouvidos a ninguém. E o que aconteceu? Ele quebrou meu coração! Mereço o prêmio de pessoa mais idiota.
Cheguei ao apartamento ainda em prantos, mas não tinha ninguém. Minha mãe provavelmente tinha ido ao clube do livro na casa da dona Maria do quinto andar.
Fui à cozinha (estava morrendo de fome!), preparei um sanduíche, peguei um suco de caixinha na geladeira e, com tudo em mão, fui ao meu quarto, apoiei tudo na minha mesinha e liguei meu computador para ver as novidades.
Mal entrei no MSN e já tinha uma mensagem da lesada da minha melhor amiga.
Vicky está online
Mandy: Vickyta, minha linda!!!!! Tudo bem?
Vicky: Nem um pouco. E com você?
Mandy: O que aconteceu? Foi alguma coisa haver com o Travis? Porque se tiver não esquenta. Eu vou lá e bato nele!
Vicky: kkk. Só você pra me animar em uma situação assim!
Mandy: Agora me conta. Ele te deu um pé na bunda? Como é que foi?
Vicky: Eu o encontrei beijando a... Luiza
Mandy: A LUIZA?! Puta que pariu! Eu sabia que o nível dela era baixo, mas nem tanto assim!
Vicky: É... mas logo que ele me viu afastou a Lu e saiu correndo atrás de mim.
Mandy: E o que acontece? Me conta os d-e-t-a-l-h-e-s!
Vicky: Bem... ele me alcançou e disse que ia me explicar tudo. Então eu disse: “Explicar o que? Que cansou de mim e quis uma namorada nova pra usar e depois jogar no lixo?”.
Mandy: Ui! Eu não sabia que você dava fora tão bem assim!
Vicky: Nem eu... mas, continuando. Ele me falou a versão dele, disse que eu pertencia somente a ele e depois tentou me beijar! Acredita nisso? Mas eu desviei, o empurrei e disse que eu pertenci a ele, mas quem pertence agora é aquela idiota da Lu e depois ainda perguntei se ele não tinha que estar com ela. Ah! E ainda dei um chute nas bolas dele
Mandy: Vic, você tá merecendo o prêmio de “como humilhar o seu ex-namorado”. Fala sério! Eu não sabia que você era assim!
Vicky: haha. Nem eu sabia. Agora eu só quero ficar o mais longe possível dele...
Mandy: Não vai me dizer que você está pensando... naquilo?
Vicky: É minha única opção Mandy! Eu preciso aceitar. E ele não é tão ruim assim, é? Ele pode ter sido o culpado daquilo e tals, mas eu acho que já tenho capacidade para perdoá-lo. E eu vou passar pelo menos as férias lá pra esfriar um pouco a cabeça...
Mandy: Mas... com quem eu vou ficar? Com quem eu vou conversar? Com quem eu vou fazer as maluquices que a gente faz todo dia? Quem vai me conter pra não gritar “KEVIN” toda vez que eu ver um pombo? Quem vai me aturar?
Vicky: kk. Aposto que vai arrumar uma pessoa pra fazer tudo isso com você J
Mandy: Mas não vai ser a mesma coisa sem você L
Vicky: Você pode ir comigo se quiser...
Mandy: OMG! TÁ FALANDO SÉRIO? MEU DEUS! ISSO SÓ PODE SER UM SONHO! AHHHHHHH!
Vicky: kk. Calma ai! Eu ainda nem vi com a minha mãe e muito menos com ele (mesmo eu sabendo que por ele eu iria hoje...)!
Mandy: Ok, ok. Preciso ir Vic, você sabe, aula de hip hop. :P Depois a gente se fala?
Vic: kk. Claro! Tchau Mandy!
Mandy: Tchau Vic!
Mandy está offline
Depois que parei de falar com a Amanda, ficou tudo tão... vazio, sei lá. Ela era minha melhor amiga desde quando eu me mudei e antes eu tinha o cara-que-eu-não-estou-afim-de-mencionar-o-nome pra ficar comigo.
No primeiro dia de aula todos já me tratavam como se e fosse uma alienígena, não sei o porquê. Talvez porque eu era quieta e antissocial. Mas era tudo tão diferente da minha antiga vida! E eu ainda não tinha me acostumado com a falta do meu pai na minha vida. Era doloroso saber que quando eu chegasse em casa ele não estaria sentado na sala lendo jornal e não iria me ver e nem me pedir pra eu sentar no seu colo e falar sobre meu dia.
Mas eu até que entendo essas pessoas. Ninguém ia querer ficar com uma garotinha problemática que sentava no fundão e tinha acessos de choro a cada duas horas. Mas pelo menos eu consolava e não riria da cara dela, muito menos a chamava de chorona e fraca. Para ver meu nível, eu era rejeitada até pelos professores! Fui sei lá quantas vezes pra diretoria sendo acusada por eles de coisas que eu não fiz, o que me deixada ainda mais triste. Todo dia quando eu chegava da escola eu me trancava no meu quarto e chorava até não ter mais lágrimas. Uma vez até pensei em me cortar, mas minha mãe foi mais rápida e me levou a um psicólogo que não ajudou em merda nenhuma.
Até que alguns meses depois (o que mais pareceram anos) entrou uma garota nova na minha sala. Seu nome era Amanda Hupsel.
A professora a apresentou a sala e pediu que ela escolhesse um lugar para sentar e ela quis sentar justamente do meu lado, onde, até aquele dia, era vazio. Todos tentavam se afastar o máximo possível de mim. Era como se eu tivesse uma doença contagiosa. A professora a tentou convencer ao contrário (ainda lanço pragas pra Srta. Amélia kk), mas ela nem a escutou. Quis sentar do meu lado.
Na hora do intervalo todos saíram de sala e só ficamos eu e a garota nova em sala. Depois de algum tempo ouvi uma voz de anjinho no meu ouvido perguntando qual era meu nome.
Desde esse dia nós nos tornamos melhores amigas. Nós passamos a trocar bilhetinhos e eu a ir a sua casa quase todo santo dia. Nós fomos crescendo a nossa amizade apenas se fortaleceu. Graças a ela eu parei de sofrer. Ela é minha heroína.
Uma batida de porta interrompeu meus pensamentos.
– Oi filhinha! Cheguei! – gritou Roberta, minha mãe, e eu sai correndo para abraça-la.
– Oi mãe! – eu perguntei dando-a um abraço e depois um beijo na bochecha. – Como foi o clube do livro?
– Foi ótimo! – ela disse sentando no sofá. – Mas eu quero saber sobre o seu dia.
Pensei em como ia dizer a ela sobre meu dia tumultuado e sobre minha decisão.
– Mãe. – disse e depois respirei fundo. – Eu estava pensando em aceitar a proposta do Richard.
Seu rosto ficou pálido.
– Tem certeza? – ela me perguntou ainda em choque. – E a Amanda? E o Tra...
– Não fala o nome dele, mãe! – eu disse quase gritando. Vi que ela se assustou e logo me sentei do lado dela para explicar tudo. Eu mal tinha começado e lágrimas já voltavam a meu rosto – A gente terminou. E da pior maneira possível. Agora eu só quero passar um tempo bem longe dele.
– Tudo bem filha, eu sei como você deve estar sofrendo mas...– ela disse me fazendo cafuné. Depois olhou nos meus olhos e perguntou incrédula. – Logo lá que você quer passar seu tempo longe dele, filha? E com ele? Você também sabe que...
– Eu sei mãe. – disse e a dei um abraço. Inspirei o seu cheiro. Era tão bom! – Mas isso já faz dez anos! E o Richard... ele não teve culpa. Coitado dele. Recuso seu convite há muito tempo. Ele só quer passar um tempo com a maninha dele. Pelo menos uma chance eu tenho que dar. E não se preocupe: só irei passar as férias lá e esfriar a cabeça. E talvez a dona Carmen deixe a Mandy ir comigo pra não me deixar tão sozinha. Serão apenas três meses. Nada demais!
– Sempre é nada demais. – percebi que ela ia começar a chorar. – Foi isso que seu pai me disse antes de...
– Mãe, — eu disse e olhei diretamente em seus olhos azuis lindos. – eu nunca irei te abandonar. Nunca. Você sabe disso. E sabe que quando alguém realmente me magoa eu quero distância dela, o máximo que eu puder, até eu estar pronta para vê-la de novo. E, além do mais, vão ser apenas três meses. O que pode acontecer?
– Muita coisa pode acontecer em três meses, filha. Você nem imagina. – ela disse, me deu um beijo na testa e depois foi em direção ao seu quarto, me deixando sozinha na sala pensando em o que poderia acontecer em apenas três meses.
Mal eu sabia que podia acontecer muita coisa mesmo.
Notas finais
Me mandem reviews se quiserem!
Beijos!
Fale com o autor