Time Reversal/Reversão do Tempo

12 Capítulo 12 - Celebrações


9 de junho, Ano 799 do Calendário Universal

HEINESSEN

Ao término da guerra, muitos solicitaram aposentadoria, mas vários pedidos foram recusados. Lena foi até o quartel general onde estava alocado Cazerne como secretário interino, ela tinha alterado o sistema para colocar seu cargo como auxiliar de Cazerne. Lena chegou a sua porta batendo e entrando.

— Tenente Hélene Viannay se apresentando senhor — ela prestou continência.

— Eles também não te liberaram. Vamos ficar presos na parte administrativa pelo jeito.

— Sim senhor.

— Pior que hoje teremos de correr, amanhã tem o casamento de Yang.

Lena se aproximou de Cazerne.

— Senhor gostaria de pedir um favor. Tenho um presente para o casal Almirante Yang e Tenente Greenhill, gostaria que entregasse a eles. Almirante Yang fez muito por mim e minha família no episódio de El Facil.

— Ora, ora, acredito que não será um problema se eu a levar conosco. Os noivos não se importarão.

Lena agradeceu muito e sorriu, pois conseguiu seu objetivo.

No dia seguinte ao grande acontecimento, Lena decidiu usar um lindo vestido salmão bem leve e um colar com uma esmeralda combinando com seus olhos. O colar pertencia a sua mãe, uma das poucas coisas que conseguiu ficar consigo. Com o uso de pintura ela escondeu as diversas tatuagens que tinha pelo corpo. Para completar ajeitou os cabelos castanhos em ondas. Estava perfeita. Breve Cazerne e sua família a pegariam, mas antes de ir ela avisou a Dieter

Cazerne a apanhou no bairro destinado aos oficiais de mais baixa patente, ela tinha arrumado um local por ali. Lena olhou para as crianças no banco de trás do carro, estavam lindas. Charlotte a mais velha parecia a mais vivaz e alegre, isto a fez lembrar da sua própria infância e sorriu. Ao chegar à igreja ela se sentou discretamente em um dos bancos aguardando eles entrarem. O casal estava lindo em branco. Frederica parecia uma deusa e irradiava felicidade. Lena olhou para os lados, tinha que achar Walter, foi então que o viu com Attenborough, ambos estavam com roupas formais e elegantes.

Após a cerimônia todos iriam para restaurante que costumavam se reunir, o March Rabbit. Ao entrar no restaurante ela se aproximou e esbarrou propositalmente em Attenborough, Walter já estava muito na frente, não deu tempo dela chegar até ele.

— Perdão Senhor...- ele se virou — oh Contra Almirante Attenborough mil desculpas.

— Tenente Hélene veio a cerimônia?

— Sim eu não poderia deixar de vir cumprimentar os noivos. O Almirante Yang é uma pessoa que prezo muito.

— Já conseguiu cumprimentar os noivos?

— Estava esperando uma oportunidade. Fico sempre envergonhada de me aproximar do Almirante Yang.

— Venha comigo — ele sorriu e a conduziu para Yang, Lena não acreditou que ia falar pela primeira vez com a lenda viva. Dusty avisou aos noivos sobre a presença dela.

— Almirante — ela reverenciou — desejo ao senhor e sua esposa muitas felicidade e sucesso. Este é um pequeno presente que gostaria de dar a vocês — ela entregou uma caixa, dentro um vaso antigo. Yang reconheceu na hora que era uma peça rara.

— Srta Vianay é uma peça bem cara.

— Não tem preço o que fez por mim e minha família em El Facil. Por favor aceite como um pequeno agradecimento.

— Muito obrigado.

— Irei cumprimentar a noiva, novamente felicidades.

Lena vai até Frederica e lhe cumprimenta. Quando ia saindo escutou a voz de Schönkopf.

— Esqueceu de mim Hélene?

— Oh Walter, que bom revê-lo. Espero que esteja bem. — ele se aproximou e murmurou no ouvido dela

— Estaria melhor se passasse esta noite comigo.

Lena riu da situação, ele não tinha jeito. Eles conversaram mais um pouco, mas após um tempo ela foi embora, completou mais uma missão. Dentro do vaso havia um dispositivo que poderia escutar e acessar a rede da casa de Yang.

22 de junho, Ano 799 do Calendário Universal

COROAÇÃO DE REINHARD — ODIN

Todos os militares estavam enfileirados com os trajes especiais para a noite. Duas mulheres estavam presentes ali, uma era Hilda que também se vestiu no mesmo estilo dos homens, a única diferença era o colar e a leve maquiagem. A outra era Annerose em um vestido elegante vermelho escuro. Um pouco mais distante estava Siegfried com o mesmo uniforme de gala que os militares usavam, mas totalmente disfarçado.

Elizabeth estava com um vestido todo negro tomara que caia e com rendas e usava uma luva que chegava um pouco acima dos cotovelos e um decote discreto. Richard disfarçado com os cabelos escuros, lentes de contato escuras e uma barba postiça, estava dentro de um smoking. Os dois irmãos estavam mais ao fundo do salão destinado aos civis.

Reinhard adentrou o salão em todo seu esplendor, ao chegar junto ao trono lhe deram o manto real vermelho. Ele olhou Annerose, buscou Siegfried e pensou:

“Foi uma longa jornada até aqui, 13 anos. Nós conseguimos Kircheis” — ele sorriu e ambos sabiam que os olhares do jovem loiro eram para eles. Reinhard tomou a coroa entre as mãos, colocou em sua cabeça e olhou para toda a plateia.

Elizabeth apertou a mão de Richard, os dois estavam tão felizes por testemunharem mais uma etapa importante na vida de seu avô.

Após a cerimônia haveria uma festa, Elizabeth pediu a Reinhard para que deixasse ela e Richard cantarem. Após alguns arranjos com o Conde Mariendorf, o desejo deles fora concedido. Elizabeth e Richard desde crianças se destacavam na área de canto, haviam puxado ao sangue da mãe de Hilda que era musicista. Aquela noite iriam cantar na festa de coroação de Reinhard, era uma forma de homenageá-lo e ao mesmo tempo manter os olhos abertos em relação a sua segurança.

— Conde Mariendorf, eu sou Elizabeth von Braun e este é meu irmão Richard von Braun — ela fez uma reverencia.

Eles conversam animadamente sobre os detalhes da festa e quando o conde se afastou Richard comentou com a irmã.

— Ele é incrível Liz, não tem como não gostar dele — ela concordou sorrindo.

— Vamos nos preparar, há anos que não fazemos isso.

Ele pegou a mão dela e apertou.

— Iremos arrasar — Richard sorriu.

No palco Richard e Elizabeth pegaram os microfones e a música encheu o ambiente. Vários oficiais e convidados estavam ali presentes olhando para eles. Richard começou o vocal e Elizabeth o acompanhou. A voz dos dois era maravilhosa. Reinhard ficou surpreso em descobrir mais um talento daqueles dois. Ao seu lado estavam Hilda, Annerose e Siegfried. Todavia Hilda nem desconfiava de Kircheis, como ela não o conheceu pessoalmente facilitava. Entretanto o jovem ruivo se mantinha longe dos oficiais que o conheciam.

Os dois acabaram a primeira música e foram ovacionados enquanto agradeciam o público. Cantaram mais alguns duetos e finalmente Elizabeth cantou sozinha. Ela enquanto cantou decidiu interagir com os presentes. A música que escolhera era especial dedicada a Reinhard, mas no fundo seu coração cantava para Siegfried.

So this is who I am,

And this is all I know,

And I must choose to live,

for all that I can give,

the spark that makes the power grow.

But I will stand for my dream if I can

A symbol of my faith in who I am,

But you are my only,

And I must follow on the road that lies ahead,

And I won't let my heart control my head

But you are my only,

We don't say goodbye,

We don't say goodbye,

And I know what I've got to be

Immortality,

I make my journey through eternity

I keep a memory of you and me inside

who feel your destiny

It's there within the child

My storm will never end

My fate is on the wind,

The king of the hearts, the joker's wild.

We Don't say goodbye,

We don't say goodbye,

I make them all remember me

'Cause I have found a dream that must come true,

ever ounce of me must see it through

But you are my only,

I´m sorry I don't have a role for love to play

Hand over my heart, I'll find my way

And I will make them give to me

Immortality,

There is a vision and a fire in me,

I'll keep the memory of you and me inside

We don't say goodbye

We don't say goodbye

With all my love for you

And what ever else we may do

We don't say goodbye...

Ela se aproximou de Reinhard sorrindo e entregou uma rosa que trazia consigo. Ele agradeceu pegando a rosa entre as mãos e sorrindo de volta. Elizabeth retornou ao palco e junto com Richard agradeceu a todos, dizendo que eram irmãos e desde criança cantavam. Todos ali aplaudiram de pé, incluindo o imperador. Ela se aproximou de Richard e o beijou no rosto, ele pegou as mãos dela e retribuiu as beijando. Reinhard estava realmente feliz, esta era uma face que poucos já viram.

Depois de terminarem no palco, Elizabeth resolveu ir pegar uma bebida, ela observava as pessoas no salão dançando. E então ela viu Siegfried com Annerose em uma dança. O olhar apaixonado deles fez Elizabeth ficar arrasada, relembrando do beijo que deram.

“Não posso, não devo” — então ela pegou mais uma bebida e virou. A música no ambiente foi passando uma atrás da outra e ela foi apenas bebendo mais, queria simplesmente aplacar a dor dilacerante que sentia por dentro.

— Uma bela voz — ela se virou e deu de cara com aqueles olhos heterocromáticos, Oskar von Reuenthal.

— Obrigada Excelência.

— Gostaria de dançar um pouco? — ela aceitou.

Reuenthal a conduziu para o salão, passou uma das mãos por sua cintura e segurou suas mãos com a outra, eles começaram a dança. Reuenthal apertou mais sua cintura para aproximá-la mais perto de si. Ele era um homem de um magnetismo enorme, por isso as mulheres eram loucas por ele.

“Eu não presto, quero ficar com o melhor amigo do meu avô e agora estou nos braços do avô de Nathan.”

Ela já estava bem alta, cada vez que Reuenthal falava em seu ouvido, ela ria alto.

Isso fez Reinhard virar os olhos e observar a cena, Elizabeth rindo e alta, Reuenthal passando suavemente seus lábios pelo pescoço dela. Reinhard como num estalo viu as imagens de Annerose num flashback e então ele franziu o cenho.

— Com licença Srta — falou a Hilda que estava junto dele.

Sem pensar duas vezes, algo dentro dele queimou de raiva. Ele se aproximou de Reuenthal que estava de costas e bateu no ombro dele.

— A Stra está me devendo uma dança, permite?

Reuenthal meio a contragosto respondeu:

— Como recusar um pedido do meu Kaiser – ele ainda beijou as mãos de Elizabeth e a entregou para Reinhard.

O imperador a pegou pela cintura, já sentido o desequilíbrio, estava bêbada, ia ser um problema se ela começasse a falar e então ele começou a dançar com ela.

— Reuenthal não é um homem adequado Elizabeth. – e então murmurou só para ela — ele está fora do seu tempo. O que está acontecendo?

Ela não aguentou mais e encostou a cabeça no peito de Reinhard chorando copiosamente. Ele ficou completamente sem ação, não sabia como agir. Mas sentia que ela sofria muito.

— Como posso ser Kaiserina de algo? Me diga? – Ela continuou segurando as mãos de Reinhard dançando apenas como uma boneca sem vida. — queria meu pai — ela chorou, apertando a mão de Reinhard, buscando nele o que precisava.

De alguma forma aquilo mexeu no íntimo de Reinhard, seu futuro filho seria o pai dela. Ele se sentia responsável, não podia ignorar isso.

— Me tire daqui por favor.

Hilda ao longe estava surpresa demais, nunca tinha visto o Kaiser ficar tão próximo de alguém.

“Será que é amante dele?” – algo dentro dela não se sentia confortável com aquela situação.

Reuenthal teve exatamente o mesmo pensamento, mas não se importou uma mulher a mais ou a menos não faria diferença.

Annerose estava de costas em relação aos dois, mas Siegfried viu claramente o que estava acontecendo. Ele viu Reuenthal flertando Elizabeth e deu graças que Reinhard apareceu e tomou conta da situação, ele já estava prestes a intervir, Nathan e Zimmermann não estavam ali e Richard sumiu.

Reinhard resistiu, era difícil para ele trabalhar as emoções, podia lutar em diversas batalhas, mas lhe custava saber como agir em situações como aquela. O choro dela era como ver sua irmã sofrendo, exatamente a mesma sensação. Ele a apertou contra si para a proteger e decidiu.

— Vamos sair daqui. – ele a conduziu a abraçando com um dos braços e sua mão mantinha a cabeça dela firme em seu peito. Todos no salão olharam o Kaiser e começaram os diversos comentários.

“É a amante dele?” “ O Almirante Reuenthal estava com ela” “ Poderosa com dois mais belos” “Ela deu uma rosa de amor ao Kaiser, com certeza estão juntos” “Teremos uma imperatriz em breve?” “Quem é ela? Não lembro dela na nobreza”.

Hilda abaixou os olhos com um certo ar de tristeza. Reinhard se aproximou de Kisling e passou instruções a ele e saiu dali. Logo em seguida Kisling se dirigiu a Hilda e disse:

— Sua majestade pede sua presença, ele está indo até o carro.

Ela imediatamente concordou e já não entendia mais nada.

Reinhard colocou Elizabeth dentro do carro, quando viu Hilda se aproximando.

— Majestade.

— Srta Mariendorf gostaria de lhe pedir um enorme favor, se possível cuidar dela. Não posso levá-la para minha casa senão haverá boatos maldosos. Se preferir pode colocá-la no hotel que achar melhor — Ela ficou surpresa.

— Majestade não se preocupe, eu a levarei para minha casa. Sinto que a estima muito pode ficar despreocupado.

— Muito obrigado — Reinhard se dirigiu ao carro, inclinou e falou a Elizabeth.

— A Stra Mariendorf cuidará de você.

— Obrigada...Majestade...perdão por tudo e por estragar este dia tão importante.

Reinhard fez o mesmo gesto que costuma fazer com Emil, ele passou a mão na cabeça dela como uma criança.

— Vá agora. Eu mandarei avisar Richard.

Reinhard viu Hilda entrar no carro e partir. Ele se virou perdido em pensamentos e retornou a festa para calar a boca das fofocas.

Siegfried viu o retorno de Reinhard sem Elizabeth, ele devia ter mandado ela embora. O jovem ruivo foi até ele e questionou:

— Reinhard o que aconteceu com Elizabeth?

— Não sei. Ela parecia estar sofrendo muito por algo.

Siegfried começou a analisar Elizabeth, ao contrário de Reinhard que fechava suas emoções, Elizabeth era intensa. Todavia ela era centrada demais para perder o controle daquela forma. Ele não conseguiu compreender.

No dia seguinte em seu gabinete Oberstein comunicou a Reinhard:

— Excelência os boatos de ontem cresceram, estão todos dizendo que tem um caso com aquela moça, sugiro que caso tenha algo com ela tenha mais cuidado.

Reinhard fechou os punhos e bateu na mesa com violência.

— Ela não é minha amante Oberstein — Hilda que estava por perto tomou um susto. Não entendia a real ligação entre os dois, mas era algo forte, tão forte que só vira esta atitude para com Annerose — Sujos, sórdidos, resolva isso Oberstein.

Oberstein saiu da sala deixando os dois para trás.

— Como ela está?

— Ela melhorou depois de uma grande ressaca.

— Ela disse algo?

— Não Excelência- havia algo que lhe foi confidenciado, mas Hilda achou melhor não dizer nada a Reinhard, seus instintos a alertavam. Até descobrir tudo era melhor manter-se calada.

Hilda se recordou da noite em que levou Elizabeth para sua casa. A garota mal se cabia de pé e então a ajudou ir para o quarto com a criada. Ela vomitou muito, tiraram a sua roupa e deram um bom banho. Após tudo, Hilda mandou preparar um bom chá quente e trazer. Após fazer ela se sentar diante de si, Hilda questionou

— Srta Elizabeth...

— von Braun. Agradeço muito ter me ajudado.

— Não foi nada. Sua Majestade parecia preocupado — ela percebeu Elizabeth apertando o roupão que lhe foi dado.

— Causei problemas a ele e não queria.

— A Srta ficou assim por causa dele?

— Por Re..Sua Majestade?... não de maneira nenhuma, ele me salvou.

— Então foi o Almirante Reuenthal, já escutei várias histórias sobre ele.

— Não, Srta — ela pausou e resolveu desabafar sem citar nomes — eu...eu...descobri que amo uma pessoa, mas é impossível eu ficar com ele por vários motivos e o principal é porque ele ama outra.

— Compreendo, mas não vale a pena ficar assim por um homem. A Stra é tão linda, com certeza aparecerão outros jovens.

— Obrigada — ela sorriu.

— Agora descanse. Mas antes perdão perguntar qual a sua ligação com Sua Majestade?

Elizabeth queria tanto dizer, mas não podia ainda, enquanto Reinhard não ficasse com ela.

— Não posso revelar ainda Srta. Mas afirmo com todas as letras que não sou amante dele.

Hilda suspirou não tinha mais o que fazer, era aguardar o momento de saber de tudo. Mas percebeu que Elizabeth parecia ter o comportamento completamente diferente de uma mulher perto de Reinhard. Quando ela entregou a rosa ao Kaiser era como...como uma filha entregando ao pai um grande presente. Estava realmente intrigada com a relação entre os dois. Todavia o que ela lhe disse a deixou mais chocada.

— Srta Mariendorf eu tenho um pedido, proteja o Kaiser da influência de Paul von Oberstein, você é a única que pode fazer isso. Sua Majestade tem um vazio dentro de si, causado pela morte de Kircheis e ele era o único que o impedia de cair na escuridão.

— Mas...eu... — ela foi pega totalmente de surpresa com aquelas palavras.

— Fique ao lado dele e o ajude por favor.

— Como..como você sabe?

— Novamente não posso lhe revelar. Mas eu peço que o ajude.

— Farei o possível.

— Sei que fará.

Hilda agora se lembrou das palavras que Reinhard dissera sobre Elizabeth causar impacto.

BRUNHILD DO FUTURO

Elizabeth ouviu um longo sermão de Richard.

— Está maluca? Poderia ter estragado tudo.

— Desculpe Richard.

— O que está acontecendo com você?

Ela não respondeu, não tinha coragem de encarar o irmão. Algum tempo depois Siegfried apareceu e pegou a discussão entre os dois, com certeza era sobre a última noite. Ela saiu direto para sua cabine, deixando Richard falando sozinho, mas na verdade ela estava fugindo de Siegfried.

Nos dias seguintes ela evitou de encontrar Kircheis e as missões para busca de cultistas em Phezzan ficou nas mãos de Richard e Siegfried. Breve teriam mais dados que Julian traria de sua ida a Terra, através de Lena e poderiam montar toda a rede para entregarem a Reinhard. Além disso chegariam a Yang via Julian, este era o plano.