Time Of Dying

21 Capítulo 21 — One More Girl, One Less Boy.


Notas iniciais
Hey! Sei que postei hoje mesmo, mas finalmente minha besha Yas começou a ler a fic e quis uma personagem, então como vocês sabem eu preciso gastar minha criatividade enquanto ainda tenho. Então apresento a vocês Pandora Evans, a mais nova integrante dos Alphas. Ou não, hehehe. Bom capítulo

Ao chegar na prisão, Michonne disse à Rick para acolherem as pessoas de Woodbury e logo depois reuni-las todas no pátio, já que nenhuma estava gravemente ferida. Michonne arrumou a katana nas costas e subiu em cima de uma caixa de madeira qualquer, seguida de Rick.

— Atenção, por favor. — ela chama, fazendo as pessoas virarem os seus olhares a ela. — Eu queria mesmo dizer algumas coisas. Sei que ninguém aqui conhecia aquelas pessoas que nos ajudaram a deter o inimigo. Mas eu sim. Sei que o padrão de coragem de cada um era o mais alto possível. Não sei onde estão agora, ou se estão bem. Sei que cada um foi importante da sua maneira a livrar vocês daquilo. Tris Steiner, quinze anos e força de um homem de quarenta. Aquela garota era feita de adamântio. Ashton Portman, aquele cara mantinha tudo nos trilhos. Zoe Grimm e Lincoln Burrows, os caras que nos alertaram de tudo. Chloe Fields, quem manteve a chama acesa. Steve Fortwar, aquele que continuou o que tinha de ruim pelas pessoas que amava. Dave Radcliffe, Matthew Liolness, Will Campp, Natasha, Hayley e Jesse Heisen, todas elas. E as pessoas que acreditaram nelas. Isso inclui Clementine e Ben, que correram atrás de seus salvadores. Os Alphas foram as pessoas mais corajosas que eu já conheci. Fechando com chave de ouro, Skyler Fortwar. Aquela garota tornou tudo possível. Dezessete anos de puro sofrimento moldaram o que ela é. E ela é a pessoa mais forte que eu conheci. Por baixo do rostinho bonito e do cabelo legal que ela tem ela tem os ossos do Wolverine e a força do Hulk, por mais que prefira o Homem Aranha. Aquela garota, debaixo da aparência fraca, aguenta tudo o que vier pra ela. E a maior qualidade deles, com certeza, seria a força de vontade. Nunca desistir. E é por isso que nunca vamos desistir deles. Eles são os verdadeiros heróis desse mundo doentio. Eles são os verdadeiros Alphas."

Skyler P.O.V.

A lápide improvisada que fizemos para Chloe se destacava no meio do jardim. Eu a olhava todo dia. Por mais que já tenha passado tempo suficiente pra que eu superasse. Talvez eu já tenha superado, não sei. Me levanto dali e me deparo com Ben de pé atrás de mim.

— Tudo bem? — ele pergunta. Aquele garoto me assutava. — Eu vi você aí e...Não sei.

— Tô bem sim. — respondo, chamando ele pra se sentar ao meu lado. Afinal, todo mundo chegou em Briarcliff querendo dormir até o fim do apocalipse. Nada pra faze, ninguém pra conversar. — Então você era de Woodbury.

— Era. Eu e Clementine somos primos, morávamos na região quando tudo começou. — diz ele — E você era de onde?

— Daqui mesmo. Hospital Psiquiátrico Briarcliff para vícios. — respondo, mordendo o lábio inferior. — As pessoas não interpretavam bem meus gostos.

— Uau. Por isso eu não esperava. — ele ri, brotando um riso ainda maior no meu rosto. — Você sabia que hoje é ano novo?

— Sério? — pergunto — No meio de um apocalipse não costumamos ligar pra que dia é hoje. Boa observação.

— Hoje completamos alguns meses de Inferno. — ele ri, mais uma vez me fazendo rir junto. — Como você sobreviveu a isso tudo?

— Tenho apenas duas regras em mente. — digo — Você não pode ter medo de matar. Nem de morrer. Isso me salvou muitas vezes. Tantas vezes...Você não tem ideia.

— Parece que sim. — ele diz. — Eu não tive que passar por isso. Todas as pessoas que eu amava se salvaram antes do ápice dessa coisa. Eu... — ele corta sua fala, olhando diretamente para o telhado da Ala C de Briarcliff.

— O que foi? — pergunto, com a mão próxima ao meu arco, pousado no chão. — Ben, o que você viu?!

— Uma garota, ali perto, em cima daquele telhado. — ele diz, sem apontar, evidentemente tentando não espantar a garota.

Me levanto rapidamente, disparando uma flecha contra a garota. Ela tenta fugir, e desce do telhado, mas não antes da minha flecha atingir a sua perna direita. Eu e Ben corremos até a Ala C, e a garota geme de dor, sangrando no chão devido ao ferimento na perna.

— Fiquem longe de mim. — ela diz, quase rosnando.

— Calma, não estamos aqui pra te... — começo — Bem, eu ia fala machucar, mas eu acho que isso não cabe bem no momento.

— E como não cabe. — diz Ben. — Qual seu nome?

— Isso não é da conta de vocês. — responde a garota. Ela tinha cabelos pretos na altura do ombro, e usava uma blusa xadrez com um colar cheio de orelhas e um revólver na cintura.

— Olha, podemos cuidar desse ferimento, te dar comida e se quiser deixa você ir, mas tudo depende dessa sua teimosia. — digo, estendendo a mão a ela. Ela reveza o olhar entre mim, Ben e sua perna, até bufar e agarra a minha mão.

+++

— Pode dizer o seu nome agora? — pergunto.

Pandora. — diz a garota. — Pandora Evans.

— Skyler Fortwar. — respondo. — Esse é Ben. Temos mais pessoas aqui. Somos um grupo forte. — digo, enfaixando o ferimento em sua perna.

— Eu não vou ficar aqui. — diz Pandora, tentando se levantar.

— Ei, ei. — digo, segurando-a pelos ombros e a colocando de novo sentada na mesa. — Você tem que ficar sem esforço por pelo menos duas semanas. Ao menos que queira sair por aí virando lanchinho de zumbis.

— Eu posso me virar sozinha — resmunga ela.

— Ei. — digo. — Eu já estive no seu lugar. — mostro as cicatrizes que Kinny fez em mim. — Fui torturada todos os dias por três semanas. Queria muito poder fazer alguma coisa de útil depois disso mas fiquei um mês vomitando sangue. Não é isso o que você quer.

A garota olha pra cima, bufando. Vejo que eu não sou o cúmulo da teimosia que restou por aqui.

Ouço um grito. Não um grito qualquer, não um grito de susto. Um grito que eu reconheceria até a milhas de distância. Um grito que me deixou paralizada por completo. Saio do meu transe. Pego o arco, a aljava e saio correndo em direção ao som. Ben dispara atrás de mim, deixando Pandora completamente confusa. Chegando lá, na entrada da grande Briarcliff, uma Clementine perplexa e em prantos olhava um demônio maldito devorar o pescoço dele. Devorar o pescoço....O pescoço...

— Ashton! — grito, pegando uma flecha da aljava e acertando na cabeça do zumbi com as minhas próprias mãos. Sinto o sangue dele manchar as minhas mãos e vejo os olhos dele piscarem sem parar. Lágrimas de desespero ofuscam meus olhos sem parar, enquanto Clementine se afasta, com o braço sangrando. A garota também foi mordida, mas mal consigo avisar à Ben que ela tem salvação. No meio de todo o devaneio que tomava conta da minha mente, só consigo ouvir as últimas palavras da pessoa que mais importou pra mim na vida:

— P-proteja ele, S-Sky. — ele toca a minha barriga. — N-nada d-disso foi c-culpa sua. E-eu...Eu t-te...

Os olhos dele se fecham. Pego a mão dele com toda a força que posso e desabo em cima do cadáver. E daí se me virem chorar? Ashton foi a única pessoa na minha vida inteira que conseguiu se preocupar comigo. Ninguém mais que ele sabe de tudo o que eu passei. Tudo o que eu pensei. Tudo o que eu vivi. Senti mãos nos meus ombros. Pessoas tentando me consolar, me tira dali. Pessoas tentando entender o que eu estava sentindo. Pessoas tentando me afastar da orda que se aproximava.

Pessoas tentando me afastar do que sobrou da pessoa que eu amava.

Notas finais
GENTE, NÃO ME MATEM, SÉRIO MESMO, NÃO ME MATEM. Eu também estou no vigésimo quinto choro, eu não queria matar o Ashton, não mesmo, ele era meu amorzinho, mas eu senti que a história precisava de um baque forte. Eu não tenho palavras pra descrever então...Só...Até o próximo cap o/