Time Of Dying
11 Capítulo 11 — Mental Disorder Pt 1
Notas iniciais
Ashton acordou com uma dor de cabeça descrita por ele como "satânica". Não tinha ninguém no quarto, então ele se dirigiu ao refeitório. Lá estavam só Chloe, Steve e Skyler, comendo pedaços de torrada desta-vez-não-queimada, e Skyler estava com cara de triunfo.
— Boa noite — diz ele, se arrastando pelo refeitório até a mesa — Não quero saber se não é noite, eu só quero comer. Obrigado.
— Bem...Boa noite — responde Chloe, e Skyler ri. — A gente vai caçar. Você quer ir?
— Eu vou — diz Ashton — Eu consigo superar essa dor de cabeça do demônio em alguns minutos se...Talvez eu parar de cair da cama à noite.
— Seria uma boa — diz Skyler — Você não é dos mais leves.
— Eu vou caçar também, caçar coisa pra fazer — diz Bob, surgindo do outro lado do refeitório — Eu não aguento mais vegetar aqui dentro, ninguém, digo, ninguém, nem o Gareth merece isso.
— Gareth merece sim, agora vamos — diz Skyler, levantando e pegando o arco e flecha da mesa.
— Voltou a usar o arco? — pergunta Ash.
— Preciso responder?
— Não, acho que não.
— Então vamos — diz Chloe, pegando a besta.
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— Estamos há duas horas andando e não achamos nada — reclama Bob.
— Para de ser gay e continua a andar, seu frouxo — diz Steve — Olha ali.
Ao longe, a uns dezessete quilômetros, havia uma cidade pequena, tomada pelos zumbis. Mas não tantos de modo que eles não pudessem dar conta. Havia algumas lojas, algumas casas, mas nada muito grande.
— No três, a gente corre por aquela casa, e passa por trás daquela loja. Daí a gente entra pelos fundos antes que sejamos percebidos. — diz Skyler. — Já!
Eles percorreram os arbustos até a casa vermelha, e depois entraram pelos fundos da loja. Skyler percorreu os olhos pelo lugar. Caixas, geladeiras, prateleiras, todas lotadas de...
— Gatorade. — diz Bob, segurando o riso.
— Gatorade? O Stanley ia amar isso aqui. — Skyler diz, pegando um gatorad quente de uma caixa e despejando na boca — Não é tão ruim assim.
— Gatorade me faz vomitar — diz Steve — Mas quem se importa mesmo? Ah é, ninguém, nem eu. — ele vira uma garrafa de gatorade sabor maçã na boca.
— Quem...Quem são vocês? — um cara moreno, pálido e de olhos azuis disse, apontando um facão para eles. Ele era extremamente parecido com Stanley, digo, muito parecido.
— Somos os Telletubies, agora pode abaixar essa bosta e sair da frente da máquina de salgadinhos? Obrigado — diz Bob.
— Você é a cara dele... — diz Chloe, mirando a besta. — É a cara do Stanley.
— Conhecem meu irmão? — pergunta o cara, abaixando o facão. — Onde está o Stanley?
— Opa opa opa espera aí. — diz Skyler — É irmão dele?
— Lincoln Burrows. — diz o cara. — De onde conhecem ele?
— É...conhecíamos. — corrige Bob — Stanley foi mordido.
— Espera, Lincoln Burrows? Como em Prison Break? — pergunta Skyler.
— É, como em Prison Break. Disse que ele foi mordido? — Lincoln abaixou o olhar. — Natalie não vai gostar disso. Ela ficou esperando durante todo esse tempo ele aparecer vivo.
— Natalie? — pergunta Ashton.
— Natalie... — chama Lincoln, abrindo a porta de um depósito, de onde sai uma garota pálida de cabelos loiros e olhos azuis, quase cinzas.
— Quem são essas pessoas? — pergunta ela — Eu ouvi o nome do Stan, eles estão com ele?
Skyler e o resto do grupo se entreolham, meio sem entender.
+++
— Quer dizer que você é a...namorada do Stan? — pergunta Bob.
— Quer dizer que esa...vadia atirou na cabeça dele? — pergunta Natalie, atônita. Teria ido pra cima de Sky se Lincoln não tivesse a segurado.
— Quer dizer que preferia que ele virasse uma daquelas coisas? — rebate Skyler — E Lincoln, pode soltar, não tenho medo de bonecas de pano.
— Você tem sorte de ela não ser boa nos argumentos. — diz Lincoln.
— Eu tô cagando e andando pros "argumentos" dela. Sei que a gente achou a família do Stan e uma cidade cheia de suprimentos, então a gente vai limpar isso aqui — queiram vocês ou não — E se quiserem vir com a gente, podem vir. Se não, foda-se. — sorri Skyler, pegando uma flecha e se direcionando à porta.
— Espera! — diz Lincoln — Nós vamos com vocês.
— Vamos? Por que vamos? — pergunta Natalie.
— Porque eles parecem ser um grupo grande e forte. Não vamos sobreviver aqui por mais que duas semanas, Natalie. Temos que ir com eles. — responde Lincoln, pegando uma mochila e enchendo de garrafas de Gatorade. — Nós vamos. Tem algumas lojas aqui que sabemos que não tem ninguém. Ajudamos vocês, e vocês nos ajudam.
— Certo. Agora vamos logo antes que o Steve precise ir no banheiro — diz Skyler, colocando o braço em volta do pescoço de Steve.
— Mas os dois não tinham brigado? — pergunta Bob.
— Aprenda, Bob. São irmãos. Eles vão se reconciliar do nada sempre. — diz Chloe. — Ainda mais se for Steve e Skyler.
Eles passam por quatro lojas diferentes e saem da cidade em caminho de volta à Briarcliff.
— Chegamos, bitches — diz Chloe, largando a mochila na mesa do refeitório. — E trouxemos amiguinhos novos, pulemos.
— Chloe, pelo amor de deus, para. — diz Luke, abraçando-a. — Quem são e...Stanley e...Annabeth?
— Que Annabeth? Ai meus deuses. — diz Natalie, e todos na sala menos ela começam a rir.
— Esse é o Lincoln. Gêmeo do Stanley. E essa é Annabeth, a... — começa Bob.
— ANNABETH É SUA MÃE — Grita Natalie. — É Natalie. Natalie, ok? N-a-t-a-l-i-e.
— Gente... — avisa Dave — Temos um probleminha aqui.
Eles caminham até o lado de fora, onde todas os muros que cercavam Briarcliff e os portões do lado Norte estavam cheios de inscrições como "Isso é guerra", "De sangue derramado se sustentará esse lugar" e "Cuidado enquanto dormem". Skyler observou aquilo melhor.
— Sangue — diz ela — Foi escrito com sangue.
— Exatamente. — diz Will, apontando para o outro canto do pátio, onde os mosquitos devoravam o cadáver de Chandler, marcado por cicatrizes de tortura e a cabeça decepada.
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