Notas iniciais
Olá! Pode parecer estranho eu postar num domingo, mas a partir de agora postarei nos finais de semana (sempre sábado ou domingo). Postar as segundas está ficando quase impossível pra mim, então já deixo o aviso que mudarei os dias das publicações 😊 Espero que gostem desse capítulo cheio de novidades...

Eram cerca de nove horas quando Klaus e Stefan se encontraram em um bar na Quinta Avenida. A noite estava um pouco fria, o que fez os dois vestirem roupas mais quentes e, consequentemente, beber mais para aquecer o corpo. Sentaram em uma mesa mais afastada para poderem ter a liberdade e a tranquilidade de conversar melhor.

– Rebekah me falou sobre o empreendimento. — Stefan comentou — E me chamou para ir lá semana que vem.

– Sim. — ele disse — Finalmente minhas ideias serviram para alguma coisa. Isso tudo graças ao Bill.

– Nunca ia imaginar isso. Estou orgulhoso, vou chorar... — riu — Mas é sério, fiquei feliz que tenha ocupado a sua mente com esse projeto.

– Eu também. — concordou — Nunca tinha pensado nisso, até o dia que saiu da minha boca.

A conversa continuou a fluir por um longo tempo, mas Klaus foi perdendo o foco. Stefan tentava trazer o amigo de volta e não conseguia. Resolveu olhar para o ponto fixo do olhar do amigo, desvendando o motivo da dispersão. Ruiva, olhos azuis, estatura mediana e com um sorriso estampado no rosto, a mulher se divertia conversando com alguns amigos numa mesa relativamente perto da que eles estavam.

– Klaus, foco. — o americano estalou os dedos

– Ela está me atraindo... — passou a mão da barba — Preciso arranjar um jeito de falar com ela.

– Não vai a lugar nenhum, vai continuar bebendo sua cerveja comigo e...

– Ela trabalha na empresa do meu pai! — bateu de leve na mesa — Sabia que conhecia aqueles olhos de algum lugar.

– Ótimo, agora já pode voltar a prestar atenção no que eu falava.

Na hora em que Stefan falou a ruiva se levantou da mesa e seguiu até o banheiro. Em um impulso, Klaus também se levantou e foi atrás dela. Stefan revirou os olhos batendo com o fundo do copo na mesa.

– Olá... — ele tentou lembrar o nome dela. — Ingrid. — quase fez uma pergunta ao invés de uma afirmação.

– Klaus... — ela sorriu — Nossa, que surpresa te encontrar por aqui! E não sabia que sabia do meu nome.

Ele sorriu, ainda da dúvida do que diria a seguir. Olhou para o amigo, que o olhou com uma expressão de poucos amigos.

– Pode me acompanhar em uma bebida? — indagou o britânico

– Acho que meus amigos não vão se incomodar. — ela deu uma rápida olhada para eles. — Vamos.

Eles sentaram no bar e pediram duas cervejas. Ambos tinham muito o que falar, por incrível que parecesse. Falaram sobre a empresa, Nova York e outros assuntos. Ao lembrar que havia deixado Stefan sozinho, mandou um SMS dizendo que marcaria com ele outro dia. Não guardando sua revolta ele pegou seu casaco e deixou o restaurante, indo para sua casa.

– O que acha de marcarmos alguma coisa semana que vem? — Klaus sugeriu — Se não estiver ocupada, é claro.

– Estou livre semana que vem. Meu turno é bem flexível. — não pode deixar de sorrir — Então, o que sugere?

– Não sei... Cinema? Show? Central Park?

– Por que não vai até minha casa e de lá faremos o que o dia sugerir? Gosto de surpresas.

– Perfeito.

Ela anotou seu endereço e telefone em um guardanapo e colocou no bolso da jaqueta do loiro. Seu movimento deixou escapar o aroma de seu perfume, um tanto doce, até o olfato de Klaus. Ele, por sua vez, não pensou duas vezes e avançou nos lábios vermelhos de Ingrid de uma forma sutil, que não era muito seu estilo. A ruiva correspondeu ao beijo, envolvendo seus braços em volta do pescoço dele ao mesmo tempo que ele segurava o rosto branco dela. Após isso, mantiveram uma conversa amigável entre alguns beijos.

Eram quase meia noite quando Klaus chegou em casa. Estranhou ao passar pela sala de televisão e ver sombras e luz passar por debaixo da porta. Abriu devagar e escutou gritos.

– Klaus, eu te odeio! — Rebekah parecia desesperada no chão da sala

– O que eu fiz?! — viu que todas as meninas estavam lá — O que vocês fazem aqui?

– Estávamos assistindo filme! — Hayley — De terror.

– Está explicado... — riu da situação que elas se encontravam. Caroline estava encolhida no sofá, Rebekah sentada no chão, Hayley atrás da porta e Elena atrás da cortina. — Vão conseguir dormir?

– Muito engraçado! — Caroline riu ironicamente

– Por que sua boca está suja de vermelho? — Elena se aproximou, passando o dedo na mancha. Klaus tentou se esquivar, mas em vão. — Isso é batom?

– Não sei... Talvez seja. — deu de ombros — Boa noite pra vocês. Se conseguirem dormir. — saiu do ambiente.

– Na verdade, eu já vou. — Caroline se levantou

– Vai dormir aqui! — Rebekah — Não vou deixar você dirigir nesse horário.

– Obrigada, mãe. Realmente tenho que ir. São menos de dez minutos até minha casa.

– Aquilo era batom? — Hayley cochichou — Ele tomou um soco?

– Eu preciso ir! — a loira tornou a falar — Façam uma investigação depois, só me deixem ir.

– Encare os fatos! — Rebekah disse — Ele beijou outra.

Caroline ficou pasma com o modo que Rebekah havia falado com ela. Não havia se incomodado com o fato de Klaus ter chegado em casa com uma marca de batom no canto da boca, pelo contrário. Ele tinha sido bem claro na conversa que tiveram. Começou a se incomodar um pouco quando a amiga agiu desse jeito

– Estou encarando! — gritou — Não me espanta que defenda seu irmão nisso, afinal sangue é sangue. Sinceramente, não me importa o que ele faz. Tivemos nossa conversa e cada um sabe o que faz. — Klaus apareceu novamente, mas atrás de Caroline — Eu tive um lance com o Enzo em Dublin e não contei a vocês por que iam tomar partido. Claramente foi isso que acabou de acontecer.

– Está tudo bem? — ele falou, assustando a todas — Ouvi um grito e...

– Você e o Enzo? — Elena ignorou Klaus

Ele havia escutado a declaração de Caroline e ficou surpreso por ela não ter contado nada.

– Obrigada por nos contar. — Rebekah saiu do cômodo e bateu a porta de seu quarto.

– Ótimo! — uma lágrima escapou dos olhos da loira — Boa noite.

Ela pegou sua bolsa e desceu o mais rápido que pode até seu carro, onde deu a partida e seguiu para sua casa.

Elena e Hayley ainda se olhavam, tentando assimilar o que havia acabado de acontecer. Klaus se sentou no sofá e encarava as duas.

– Rebekah exagerou. — Hayley — Não culpo Caroline de não nos contar, é algo que pessoal.

– O que exatamente houve? — Klaus — Foi bem nítido o que escutei, mas o que originou tudo isso?

– Rebekah acusou indiretamente a Care de ciúmes do resto de batom que estava na sua boca. — Elena — Ela admitiu que não estava, que só queria ir embora por causa da hora.

– E deu uma justificativa que foi muito plausível e adulta, diferente de Rebekah.

– Minha irmã não muda... — ficou irado

– Caroline não estava em condições de dirigir. — Elena pegou o telefone e ligou para a amiga, que atendeu na terceira vez. Já estava em casa. Não queria falar muito, apenas disse o necessário e desligou. — Ela chegou.

Os três tentaram falar com Rebekah, mas em vão. Isso era assunto para outro dia.

Notas finais
E agora? Rebekah e Caroline brigadas, Klaus com Ingrid, Caroline contando para as amigas sobre ela e Enzo... Muitas coisas estão para acontecer! Não revisei o capítulo, então me perdoem se tiver algum erro ❤