Time After Time (Klaroline)
31 Capítulo 31 - He Is Awake
Notas iniciais
Rebekah correu até o médico para avisá-lo, deixando o irmão sozinho no quarto ainda sem entender nada. Voltou com os pais, que não sabiam se sorriam ou se choravam.
– O que está acontecendo? — encarava o braço quebrado — Alguém pode me explicar? Mãe? Pai? Rebekah?
– Isso é ótimo! — o médico chegou — A memória aparentemente não foi afetada. Sou o Dr. Nichols. Você sofreu um acidente no trânsito e teve sorte de só sofrer isso.
O médico pediu para que a família se retirasse para fazer algumas perguntas, avaliando as respostas dele e verificando possíveis sequelas. Viu que Klaus conseguiu manter um diálogo, descartando qualquer tipo de problemas.
*
Caroline havia acabado de acordar. Não havia conseguido dormir bem por causa de sua preocupação com Klaus. Verificou seu celular e viu que haviam diversas mensagens de Rebekah, tendo uma delas como conteúdo "Klaus acordou". Correu para o banheiro para fazer suas higienes e depois foi até o armário, pegando uma roupa qualquer. Desceu as escadas o mais rápido que pode, gritando pela casa que ele havia acordado. Liz e Bill resolveram ir com ela até o hospital.
– Cadê ele? — Caroline estava desesperada — Pode receber visitas?
– Sim. — Mikael disse — Fique calma, ele está bem.
– Vá querida. Vá ver ele. — Esther a incentivou
Bill e Liz ficaram na sala de espera enquanto Caroline fazia seu caminho até o quarto. Viu que Rebekah, Damon e Elena estavam lá dentro e deu um passo para trás. Abaixou a cabeça e a indecisão de abrir ou não a porta havia tomado conta de seu corpo. Quando pôs a mão na maçaneta, a porta se abriu por dentro.
– Cogitando não entrar? Sério? — Damon saiu abraçado com Elena
– Não estou preparada...
– Faça-me o favor! — Rebekah abriu mais a porta — Entre!
Quase empurrou a loira para dentro do quarto. Uma vez lá, aproximou-se vagarosamente da cama de Klaus, que a encarava.
– Oi. — sua voz quase falhou num misto de nervosismo e felicidade por tê-lo acordado
– Oi.
– Eu queria dizer que…
– Desculpe, mas quem é você?
Seu corpo se enrijeceu por completo ao escutar aquela pergunta. Respirou fundo para não demonstrar que engoliu o choro, mantendo seu olhar sobre ele.
– Você não se lembra de mim? — seus olhos deram sinal de que não conseguiria mais esconder as lágrimas — Caroline. Caroline Forbes.
– Sweet... Acha mesmo que eu ia te esquecer? — começou a rir, desviando seu olhar do dela — Justamente de você?
– Nunca mais faça isso comigo, ouviu? — ela deixou as lágrimas saírem — Nunca mais, seu idiota! Eu quase tive um treco bem aqui.
– Elijah é um babaca. — ele disse
– Sobre o que estamos falando agora?
– Sobre seu maravilhoso e épico discurso enquanto eu estava desacordado. Você se saiu muito bem, já pode escrever um livro. — esticou sua mão para pegar a dela — Estamos aqui agora...
– Escutou tudo que eu disse? Tudo mesmo? — ele assentiu — Elijah disse para nunca te contar... Era para você não ter escutado. — bateu o pé, apertando a mão dele — Tinha que estar acordado pra ouvir.
– Pode repetir, se quiser. Vou adorar escutar.
– Eu te amo. — disse em alto e bom tom, fazendo-o sorrir — Não vai se ver livre de mim por um bom tempo.
– Acho que vou gostar disso. Eu também te amo, love.
– Desculpa por tudo. — beijou sua testa — Por ter sido louca de tentar viver minha vida sem você, por omitir meus sentimentos, por tudo. Sei que te fiz sofrer e sei que errei muito, mas estou aqui e não quero nunca mais partir. Não sem você.
– Vamos recomeçar? — ele pediu — Ainda somos aqueles adolescentes do baile, não somos?
– Somos? Estou me sentindo meio velha... Mas podemos ser, se quiser. — deu um sorriso — E senti saudade de me chamar de love. Foi só uma observação, coisa boba.
– Antes de recomeçarmos, love, queria te pedir desculpas pelo que falei depois que nós tivemos nosso momento…
– Eu também falei besteira depois daquele dia. Agora podemos recomeçar? Você sendo você e eu sendo eu?
Ele sorriu como resposta, fazendo-a se aproximar e lhe dar um beijo.
– Atrapalho? — Liz colocou o rosto dentro do quarto
– Claro que não. — Klaus sorriu — Aliás, preciso do Bill aqui. Quero pedir oficialmente minha sweet em namoro.
– Vamos com calma, garoto! — Bill apareceu por trás de Liz, abrindo mais a porta e entrando junto com a esposa — Como se sente?
Bill e Liz interrogaram o britânico, deixando Caroline sem graça por excluí-la completamente dos assuntos. Klaus chamou-a para seu lado, segurando firmemente a mão da loira e mantendo um diálogo sério com os pais dela.
O tempo de visita já tinha acabado e Mikael resolveu ficar como acompanhante de Klaus pela noite.
*
No dia seguinte, Caroline tentou se comunicar com Enzo, mas as todas as vezes caía na caixa postal. Precisava esclarecer toda a situação e se desculpar, por mais que parecesse imperdoável.
– Bom dia. — desceu as escadas rapidamente — Estou indo ver o Klaus, vocês vão?
– Bom dia e você antes vai comer alguma coisa. — Liz gritou da cozinha — Está na minha casa e segue as minhas ordens.
– Que saudade do meu apartamento... — revirou os olhos, sentando-se à mesa — Pai, vai comigo?
– Tenho que ficar no restaurante.
– Mãe?
– Eu vou sim. Esther ainda está se recuperando do susto, preciso ficar ao lado dela. E preciso também ficar de olho no Klaus, ele não me engana. — soltou uma risada
– Elizabeth Forbes, aquele Mikaelson é o amor da minha vida. Não sei como e nem o motivo de não ficarmos juntos desde que chegamos. Precisamos passar por isso tudo.
No hospital, Klaus conversava com Hayley e Elijah sobre o casamento que já estava muito próximo. Ela não tirava o sorriso do rosto enquanto olhava para o rosto do noivo, que segurava sua mão.
– Espero estar bem até lá. E sem isso no braço. — mirou o gesso — E com a Caroline ao meu lado.
– Isso com certeza vai acontecer, mas já o gesso não sei... — o britânico mais velho sorriu — Em falar na Care, ela mandou mensagem dizendo que já estava à caminho.
– O que eu mais quero é sair daqui e continuar minha história com ela. Esperamos tempo demais... É bom saber que ainda não é tarde para recomeçar.
– Nunca é tarde para recomeçar, Klaus. — Hayley acariciou seu braço livre de fratura — Você e Caroline foram feitos um para o outro e não tem como ser diferente. Podiam estar mais dois anos sem se ver que no final iriam terminar juntos.
– Agora eu vejo isso. Desde aquele baile que não significaria nada se eu não fosse com ela. Depois dali acho que minha vida começou a ter sentido.
– E precisou trair a Ingrid para ter certeza disso?
– Babaca! — conseguiu chutar a perna do irmão de leve — Não foi bem assim.
– E ainda fez a coitada trair o Enzo, que sempre foi um amor com ela.
– A culpa é minha agora? — fechou a cara — Vamos mudar de assunto, por favor.
– Posso entrar? — a voz de Caroline ecoou como música nos ouvidos de Klaus — Já era, entrei.
– Sinto que essa é a nossa deixa. — Hayley se levantou
– Podem ficar. — Klaus — Quanto mais gente, melhor.
– Bom dia. — a loira cumprimentou o casal e logo deu um beijo em Klaus — Como passou a noite?
– Bem. Quer dizer, poderia ter sido melhor se eu estivesse em casa e com você, mas isso ainda não é possível.
– Isso está muito chiclete. — Elijah reclamou — Estaremos lá fora. — saiu com Hayley
– O médico estava lá fora conversando com seus pais e disse que amanhã já pode ir pra casa.
– Sério? — arregalou os olhos — Não vou mais precisar comer só sopa, que por sinal já enjoei. Viu como é só chegar pras notícias boas virem junto?
– Foi uma simples coincidência, nada além disso. — sorriu, passando os dedos por entre os cabelos de Klaus — Sabe de uma coisa? Estou imaginando nós dois no casamento do ano.
– Estou imaginando você no vestido que nem sei qual é e sem ele também. — recebeu um tapa na perna pelo que havia falado para Caroline — Não pude evitar, desculpe.
– Está muito engraçadinho. Quero saber de onde vem essa graça toda... Não posso dar confiança por um segundo que mesmo no hospital quer ter moral.
– Vem cá. — ele pediu, chegando para o lado a fim de que ela coubesse na cama junto com ele
– Claro que não. E eu não caibo ai.
– Caroline, por favor.
Ela cedeu. Deitou-se ao lado dele, onde coube perfeitamente. Klaus começou a fazer carinho em seus cachos sem dizer uma palavra, enquanto Caroline sorria com os olhos fechados, apenas sentindo a tranquilidade de estar perto do amor de sua vida.
– Isso é tão bom... — foi tudo que ela conseguiu dizer
– Seria melhor se estivéssemos no meu quarto, na minha cama...
– Atrapalho? — Liz abriu a porta segurando o riso ao ver a cena, a qual já observava pela persiana entreaberta da janela do corredor — Caroline Anne Forbes, sabe que isso é proibido.
– Chamou pelo nome todo... — Klaus coçou a cabeça
– Ele que disse pra eu fazer isso. — levantou-se de imediato, encarando a mãe
– Não disse que tinha que ficar de olho no Klaus? — cruzou os braços — Agora falando sério, como se sente?
– Bem. Care disse que terei alta amanhã, então multiplique esse "bem".
Liz tirou mais algumas palavras de Klaus e logo foi embora. Caroline ficou só um pouco mais, mas logo voltou aos seus afazeres na empresa.
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