Tim Drake : Detective Comics

5 Uma Gotham mais vermelha


1 HORA ANTES DOS ACONTECIMENTOS DO ULTIMO CAPITULO

Sabe a sensação de ter sido forçado pela sua mãe a ir embora de um lugar que você gosta muito, e ela promete que na semana que vem vocês voltam lá, mas você não voltam na semana que vem, nem no ano que vem. E ai só quando você é mais velho, você acaba indo pra lá, mas não é a mesma coisa, aquele lugar se tornou uma memoria pra você.

Eu senti isso com o meu corpo, fui arrancado dele, e jogado de volta, mas ele não parece o mesmo, talvez eu não seja o mesmo. Sou apenas uma memoria, uma com muita, mas muita raiva.

Falcone entrou no carro com mais dois capangas e assim que a reunião acabou, os outros chefes do crime ainda estavam guardando seus novos carregamentos e discutindo coisas entre si. A silhueta no topo do cais se ergueu mexendo em uma bolsa e logo se agachou novamente apontando um objeto para o carro.

– Kabum.

Um missel foi lançado do objeto e voo em direção ao carro acertando-o em cheio eliminando o mesmo e todos ali dentro.

Todos os marginais ali correram para atras da mesa e observaram de longe incrédulos com o acabou de acontecer. Falcone, o líder do crime de Gotham a mais de 30 anos, estava agora, morto.
A poeira abaixou aos poucos e os que ainda ali estavam começaram a discutir entre si como seria o controle das ruas agora, e quem fez aquilo com Falcone, mas não precisaram pensar muito. O autor do crime se jogou do topo do cais direto na mesa ao redor deles. Um homem alto e forte com uma jaqueta escura e armadura cinza por baixo da mesma, no seu rosto uma mascara vermelho sangue, traços desenhavam seu rosto nas laterais da orelha ao queixo, e os olhos eram expostos, mas ali existiam apenas duas luzes brancas vazias e constantes.
O homem sacou duas pistolas de prateadas e em um piscar de olhos baleou na cabeça cinco capangas armados, restando assim apenas os chefes do crime ali.

– Boa noite cavalheiros, tiram as mãos das maletas e mantenham a calma, eu venho aqui fazer uma oferta irrecusável para vocês. Infelizmente nosso amigo Falcone faleceu e temos uma Gotham disponível para nosso bel prazer.

O homem da mascará vermelha falava enquanto descia da mesa devagar mantendo as armas apontadas para os criminosos. Nenhum deles falou uma palavra, rezavam internamente para que até mesmo Batman pudesse os salvar agora da provável morte eminente.

– Então, a oferta é simples, vocês me entregam 50% dos lucros de vocês e eu protejo vocês dos Mascará Negra e do Batman. E ah claro, e eu também não mato cada um de vocês.

– 5-50% pode ser pra mim.. — Um dos chefes do crime falou acanhado ao fundo enquanto se continha para não mijar nas próprias calças.

O homem da mascará vermelha sorriu e deu um tiro pro alto e gritou.
– JÁ TEMOS UM NOVO SÓCIO, QUEM MAIS VAI SE JUNTAR A MIM NESSA EMPREITADA?

Todos se assustaram com o tiro e concordaram com o acordo se pestanejar.

– Ótimo. Eu vou recolher as malas que o Falcone deu pra vocês e hm mais uma coisa, se algum de vocês vender para crianças ou negociar perto de escolas, eu arranco a cabeça de todos vocês.

Mascara vermelha recolhe as malas e sobe em cima de uma moto e sai do cais sem falar mais uma palavra, e para a sorte dos ali presentes, sem disparar mais nenhum tiro também. Se os chefes do crime iriam cumprir a parte deles no acordo ou não pouco importava, Falcone estava morto, e as ruas estavam livres para quem viesse busca-las. Uma guerra de gangues acontecia no subúrbio e Mascara Negra estava com suas tropas lá tentando controlar a situação para tirar proveito para si depois.

As ruas de Gotham não mudaram nada, mas estão prestes a mudar, mesmo que eu precise mancha-la de vermelho no fim dessa cruzada ela vai estar limpa, e não vai ter ninguém para rir por ultimo dessa vez.

O som do motor da moto ecoo pelo ar enquanto o Mascara Vermelha traçava seu caminho até o subúrbio, já se podia ouvir os sons da sirenes da policia de Gotham ao redor, tiros incessantes de ambas as partes do bairro, até que de repente um pulso cortou o ar e então
Silencio.

Mascara vermelha largou a moto escondida em um beco e disparou entre as casas, correndo incessante e furioso pelos jardins, passando por viaturas e policias desnorteados, bandidos gritando e brigando uns contra os outros, nenhum deles era quem o homem buscava. Seguiu pela casa mais próxima escalando até o teto da mesma e pulou para outra rolando pelas calhas até avistar seu alvo, seus alvos. Quatro homens com roupas brancas e mascaras negras, ambos lutavam contra uma jovem de roupa roxa, capa e capuz. Ela desviava de um soco e logo em seguida girava no ar com graça e ainda assim brutalidade retornando no rosto de outro com um soco perfeito na mandíbula, se lançava para trás cortando o ar com shurikens que perfuravam a perna braços e até mesmo rostos dos que entravam no caminho. Era uma lutadora sem igual.

– Fofo. — Mascara vermelha resmungava e retirava uma faca da bota e se jogará em meio a confusão.

A garota mal pode perceber a aproximação do homem que caiu entre ela e os meliantes cortando o ar até que sua faca repousasse no pescoço do bandido mais próximo, sangue foi jorrado pelo ar
O homem ria compulsivamente tentando se controlar e corria até o outro mais próximo agarrando seu rosto e girando o pescoço vorazmente quebrando-o, a menina se lançou no ar com um chute antes que o homem chegasse no próximo bandido
Muito lenta
Mascara vermelha segurou sua perna no ar puxando-a para perto e socou seu estomago com tamanha força que longe dali podia-se ouvir os gritos da jovem de dor, a mesma caiu no chão tentando respirar. O homem se inclinou pra frente por um instante se lançando para trás em seguida com a perna em queda na direção do rosto da menina, antes que a sola da bota do Mascara vermelha pudesse se encontrar com o rosto da mesma uma bomba de fumaça estouro na mão da garota.

O homem acertou o chão e tateou o ar tentando tirar a fumaça da frente e encontrar a garota. Nada podia ser visto.

– Covarde.. — Resmungou e retornou aos bandidos mortos ali, um deles ainda não tinha sido alvo de sua fúria.
Esse Mascara vermelha agarrou pela gola e arrastou dali para um mercadinho próximo mais isolado de toda confusão.

O cheiro de carne exposta tomava conta do lugar lentamente, lagrimas escorriam no rosto do bandido agora sem sua mascara. Ele se encontrava amarrado a uma cadeira de caixa, sua boca completamente cortada de ambos os lados, não aberta mas sim cortada. Mascara vermelha penetrava os dedos do homem com a faca lentamente, enfiando a ponta pela pele do dedo penetrando á até a superfície do músculo, catucava a carne sentindo a textura com a lamina, Mascara vermelha assobiava enquanto torturava o rapaz.

– Eu vou tirar a lamina agora, seu rosto está completamente cortado, a menos que você queira ter um sorriso tão lindo quanto o do coringa não grite, vai arrebentar sua boca e hemorragia vai te matar em 7 dolorosos minutos. — Mascara vermelha guardou a faca e se abaixou ao lado do homem e sussurrou no ouvido dele — Agora, fala pra mim bemmmm baixinho aonde o Mascará negra está.

Coldre desabotoando..

Robin se lançou para o lado pegando cobertura atrás da sessão de enlatados quando uma saraivada de tiros foi dispara em direção aonde ele estava.
Tim se esgueirou silenciosamente preparando bombas de fumaça em uma mão e soltando seu bastão na outra, o garoto prodígio jogou as bombas e se lançou na fumaça girando em direção ao alvo com um golpe certeiro
O bastão de Tim cortou o ar junto com o jovem q o empunhava e acabou acertando
Ninguem!


Um homem ensopado de sangue pairava ao lado de Tim com uma arma apontada para seu rosto.

– Jesus cristo você tem problema mental? Eu podia te matar agora sabia.

– Mesmo assim, não o fez ainda, por que? — Tim respirou fundo procurando uma saída dali e tentando entender por que o homem não simplesmente disparou.

– Ia ser fácil demais, mas lutar com você sempre foi fácil demais né moleque. — O homem guardou a arma e cerrou os punhos encarando Robin.

Roupas surradas, respiração alterada, armadura de tecido parecido aos meus, e mascara vermelha. Não uma simples mascara vermelha, A mascara vermelha, como a do coringa nos arquivos de Bruce.. Capuz vermelho.

– Guarda esse bastão pivete, vamos lutar igual homens. — Capuz vermelho dobrava os joelhos mantendo a guarda e se preparando para o embate.

Tim guardou a arma e fez o mesmo, palmas abertas sobre seu rosto e sua barriga, respiração controlada e olhar fixo e determinado.

– A como eu senti saudade disso garoto. — Capuz vermelho correu em direção a Tim com um soco devastador reto e certeiro.