Tim Drake : Detective Comics

6 A garota com a tatuagem de Dragão


O soco foi de encontro a aonde segundos atrás estava o rosto de Tim, uma rasteira foi dada em um piscar de olhos mas nesse mesmo piscar de olhos Capuz Vermelho já havia se lançado para a esquerda segurando o braço de Tim usando o peso do próprio corpo para arremessar o garoto Robin contra a parede.

Entalados voaram de suas prateleiras ao chão junto com o corpo de Tim que colidiu contra parede ali derrubando tudo ao seu redor. – Quem diabos é você. – Grunhiu Tim se pondo de pé lentamente enquanto deixava umas capsulas de fumaça prontas entre os dedos escondido na capa.

– O amor da sua vida. – Capuz Vermelho checou o telefone por um segundo e recuou lentamente rindo. – Não precisa das capsulas de fumaça, infelizmente preciso me retirar agora, nossa brincadeira vai ter que ficar para outro dia. Sua amiguinha foi levada para o bairro Chinês, se eu fosse você iria correndo pra lá o cara que a pegou é barra pesada, eu te ajudaria com isso mas estou meio ocupado, e para evitar qualquer desentendimento eu não sou um cara máuuuu, mas não sou bom, entende? – Mascara Vermelha saca a arma e gesticula com elas enquanto anda até a porta tentando controlar o riso. – Desculpa eu não consigo me controlar muito bem com os spoliers, dar um é melhor do que matar alguém, mas enfim até a próxima garoto maravilha.

Mascara Vermelha apontou a arma pra Tim e descarregou o pente inteiro em direção a ele, o som dos tiros ecoo por todo mercado, a poeira e comida enlatada voaram para todos os lados. Segundos após os tiros cessarem a poeira se foi e junto dela Mascara Vermelha, Tim se encontrava no canto direito do mercado agarrado no seu arpão. Assim que o atirador apontou a arma para Robin o mesmo havia se lançado ao chão atirando seu arpão para o canto do mercado fazendo com que assim fosse arrastado para lá de imediato ficando fora da linha de tiros.

Próximo dali o bairro que havia se tornado uma zona de guerra entre gangues agora estava calmo, a polícia tomava conta do local agora, a maioria dos bandidos ali estavam ou mortos pelo Mascará Vermelha ou desacordados pela Spolier e pelo Robin, o rastro de Steph estava esfriando e Tim sabia disso, teve de deixar o Mascará Vermelha escapar e correr até a sua moto e ir em direção ao bairro Chinês que agora era a sua melhor aposta.

– ALFRED – Tim cantava o pneu da moto a toda tendo que cortar por becos e ruas se esgueirando pelo transito parado da grande Gotham. – ALFRED ATENDE EU PRECISO DE AJUDA.

– Mestre Tim? – Alfred respondeu minutos depois com uma voz de sono.

– EU PRECISO QUE VOCÊ USE O PROGRAMA DE RECONHECIMENTO FACIAL DO BRUCE PRA ACHAR A STEPHANIE – Gritava Tim cortando carros com o som do motor da sua moto ecoando pelas ruas.

Tim freou bruscamente ao sair de um beco que dava pra rua principal pro bairro Chinês, a rua estava completamente parada ali, buzinas ecoavam por toda rua, motoristas xingando uns aos outros e pessoas impacientes reclamando.

– Mestre Tim o senhor sabe que o programa de reconhecimento facial é de uso restrito do senhor Bruce, nem eu, você ou até mesmo Dick temos acesso a ele. O que houve com a srta.Brown?

– Foi.. raptada, eu não sei bem a gente foi cuidar de uma guerra de gangues de uma galera do Mascará negra e do Falcone e ai ela sumiu, e tem esse cara novo com uma Mascará Vermelha, eu não sei Alfred eu acho que ela está correndo perigo de verdade.

O garoto parou a moto no beco de onde saiu e caminho pela rua até a entrada do bairro, as pessoas na rua passavam direto por ele, a maioria rindo e outras o chamando de aberração entre os dentes, pensavam que era algum Cosplay, ninguém imaginaria um Robin, discípulo do Batman, Guardião de Gotham City, caminhando pelas ruas como um qualquer, com um olhar desesperado e a respiração apressada, completamente sem esperanças e sentindo algo que todos sabiam que os patrulheiros de Gotham nunca sentem, Robin sentia medo.
Tim continuo caminhando com o passo acelerado cruzando o grande portão da gigantesca Chinnatown de Gotham, o bairro Chinês, lá era território dos Dragões Fantasmas, Lynx comandava o grupo, originalmente o grupo tinha sido formado pelo conhecido como Edmund ‘Rei Cobra’ Dorrance, Lynx o matou em uma das batalhas internas do grupo e tomou para si o controle da gangue, Batman nunca foi capaz de desmantelar o grupo por inteiro, são sigilosos e quietos, quietos demais, ainda existe grande dúvida de onde vem grande parte do lucro dos mesmos, a gangue é famosa por serem de grande utilidade para todas as famílias de bandidos de Gotham, os Dragões Fantasmas possuem a melhor gama de assassinos de toda cidade, fazendo jus a suas origens são ninjas, tão bons quanto os da Liga das Sombras, são como o próprio nome diz, Fantasma, entram fazem seu trabalho e saem sem ser vistos. Se alguém no bairro Chinês tiver algo haver com o sequestro de Stephanie esse alguém são os Dragões Fantasmas.

– Alfred acessa as câmeras legais do bairro Chinês então já que não podemos usar o Olho de Deus de Bruce, preciso que encontre alguém alguém, Ling A.K.A Lynx.

Stephanie mal conseguia respirar com o saco preso no seu rosto, o cheiro de sangue apodrecido vindo do saco a enojava, se ela fosse a mesma menininha de alguns anos atrás estaria chorando desesperada querendo vomitar e gritando pelo seu pai, mas a Stephanie de agora, mantinha a respiração e os ouvidos atentos para qualquer som que pudesse ajudá-la a se localizar. Se lembrava de quando Tim convenceu Bruce a treina-la, não durou nem sequer duas semanas mas aprendeu algumas coisas.
Gotham tem seu cheiro, é desagradável eu sei mas cada canto dessa cidade tem uma peculiaridade, você precisa saber onde está, conhecendo seu terreno você pode usá-lo como uma arma contra seu inimigo. Explore seus sentidos, visão é o de menos, ponha a venda Stephanie rápido, aonde você está?

– Aqui está bom, avisa a chefe que a gente trouxe a menina. – Uma voz rouca com um sotaque britânico dizia enquanto Stephanie era carregada com braços e pernas amarradas. – Vou levar ela lá pra trás.

Atrás do saco preto no seu rosto ela podia sentir variações da iluminação, fora dele, antes a iluminação era forte, holofotes, lâmpadas, lanternas. Muitas lanternas? A Luz era forte mas não constante, ela mudava de direção, ela falhava e ascendia de novo, ascendia, Lanternas chinesas. Sentiu que voltou a se mover, foi carregada para longe das lanternas, para dentro de algum lugar agora, ali a luz era mais fraca, bem fraca, podia ouvir o som de pratos, garfos, não garfos, hashis. Restaurante Chinês, Ah.. Bairro Chinês.
Passou pelo restaurante e pouco a pouco o som dos pratos foi ficando para trás, a iluminação voltou a ser forte mas agora era de lâmpadas, o som dos passos do seu sequestrador ecoavam, ecoo, um corredor grande que seguia para algum lugar.

Stephanie ouviu uma porta se fechar e foi jogada em uma cadeira e teve o saco removido do seu rosto, seus olhos já estavam fechados para não ter um choque com a luz muito grande, abriu ambos lentamente e examinou o local lentamente e parou com seus olhos sobre o homem que a trouxe até ai.

– Okay bonitinha, a chefe disse que você é importante pra ela mas não disse que você precisa estar inteira pra ela, só viva, então é seu dia de sorte. – O homem britânico sorriu puxando uma faca reluzente com uma mancha azul na mesma.

Steph respirou fundo com a mordaça na boca e olhou em volta procurando brechas para se soltar, não tinha saída.

– Mestre Tim, a srta.Lynx está agora na casa de chá Wong Shin’su, mas parece já estar de saída, se apresse.

– Entendido, a caminho.

Tim correu até o carro mais próximo e rolou sobre o capô do mesmo e lançou o arpão no prédio próximo subindo-o e correndo em direção ao outro e o outro chegando o GPS no seu pulso. O bairro Chinês era lindo por cima, grandes linhas ligavam prédios da esquerda com os da direita e nelas dezenas de lanternas chinesas iluminavam a cidade, grandes quiosques animavam o local a essa hora da noite, vendendo especiarias orientais e até havia até mesmo um grande McDonald que se destacava em meio a tudo isso. O bairro tinha suas ruas sempre lotadas, não só de carros mas também de pessoas, pessoas de todos os tipos, amontoadas na rua presas em seus próprios mundos seguindo suas vidas preocupadas apenas com seus próprios afazeres, com olhos fixos em seus telefones se esbarravam constantemente enquanto seguiam seu rumo. Tim pulou pro próximo prédio e parou na ponta do mesmo checando o GPS confirmando o local. Pegou o binóculos e encarou a casa de chá em baixo dele, era a mesma que Alfred havia dito.

– Gordon, Mestre Tim teve sua parceira Spolier sequestrada a alguns minutos atrás e está em perseguição no bairro Chinês sozinho, como o Mestre Bruce está fora da cidade creio que seria sensato que alguém com mais experiência de campo pudesse ir ajuda-lo, sinto muito perturba-la a essa hora mas como o Mestre Dick está fora da cidade.. Obrigado. – Alfred desligou a chamada fitando a câmera da casa de chá onde Lynx estava e respirou fundo pensando alto. – Tenha cuidado Mestre Tim...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.