Notas iniciais
O inicio da jornada de um garoto para se tornar um homem

Poll um jovem garoto, descendente de Jugos família que lendas citavam como os matadores de Colossos, hoje celebrava o aniversario de dezoito anos, teve até então uma grande história sofrida, no passado perdeu o pai aos cinco anos de idade e sua mãe teria sido obrigada a ir para cidade para poder sustentá-lo, onde era mal olhada por ser esposa de Marcel, herdaria então muitas características de seu lado paterno da família, cabelos negros e lisos que eram medianamente grande, branco dos olhos azuis e o espírito honrado e batalhador de um descendente de jugo.

Após mudar-se para cidade do reino de Kavlaan, Lulchra sua mãe reencontra seu tio Albert Jugo, e começa a se hospedar em sua casa para não deixar seu filho passar dificuldades, o homem aceitou a família de seu irmão gêmeo de braços abertos e ficou muito triste a o descobrir o ocorrido, Albert jugo trabalhava como guarda real do rei Thomas, e ganha o suficiente para alimentar sua nova família e pagar os impostos da terra, residia em uma simples casa construída no lado mais pobre do reino. sua residência era pequena constituída de madeira e tijolos, ainda eras considerado um pobre. após alguns anos lulchra sua mãe se casa com seu tio tornando-o um filho bastardo, porém seu tio o considerava muito, e a única lembrança que tinha de seu pai era a espada que a ele havia deixado, Lulchra nunca falava de Marcel, escondia sua historia do filho "Marcel morreu em combate na guerra de Kavlaan".

Para Poll a espada era muito leve, mais até que os galhos usados em simulação de combate, Seu tio pelo contrario não via tal facilidade em usar a espada, era muito pesada, até com as duas mãos a empunhar para combate estava fora de cogitação, acreditava ele que a espada era amaldiçoada e só os mais puros poderiam empunha-la, nomearam-na de Tigris ice, pois estava entalhado tal nome em seu metal. Agora quem cuidava de seu treinamento era seu tio em todos esses anos Albert via um grande potencial no garoto, seus reflexos e sua vitalidade o surpreendiam, Poll quase ganhava de seu tio que já era um veterano em combate, e seu sonho era se alistar como um guerreiro do rei e sempre estar do lado da justiça e agora que completou maior idade poderia realiza-lo contra a vontade de sua mãe.

Haviam se passado treze anos desde a morte de seu pai, hoje sua mãe lulchra se encontrava com quarenta e oito anos, continuava a mesma mulher de sempre, porém com seus cabelos dourados infamados pela idade e em seu rosto surgira marcas de expressão da idade, mesmo após muito tempo não se esquecia de Marcel que era seu verdadeiro amor. Poll sabia que hoje era o dia do inicio de sua jornada, pegou a espada, escondeu-a na bainha, colocou em seu corpo sua vestimenta de malha simples azul e preta e foi caminhando em direção do castelo do rei, para chegar deveria passar pelo vilarejo todo que era grande, mas a passagem para o reino era reta, e depois de alguns minutos andando Poll chega a seu destino, a grande fortaleza de concreto, Esperava pacientemente para baixarem a ponte, pois havia um horário programado. Após poucos minutos cairá então a grande ponte de madeira de carvalho dando a passagem para dentro do castelo e andava sobre ela guardas que ficavam na portaria, havia também arqueiros que se encontravam nas mediações da muralha assim como diversos guardas que cuidavam da segurança do rei, Poll pergunta aos guardiões da entrada aonde encontraria o Rei, e o informaram que estava na sala principal do trono, e que ele estava a sua espera.

Poll entra apreciando a vista do lago, que de cima da ponte era majestosamente lindo, o belo lago que a partir de certo ponto se torna um oceano infinito, ao entrar passa por uma fila estreita dos guardas reais que não o dá espaço, porém também não atrapalham sua passagem, entrando empurra a grande porta guardada por dois soldados reais, que seria o inicio da sala principal do trono, nela havia um grande carpete vermelho que do trono se estendia até a porta, grandes quadros e uma grande cruz banhada de ouro, cortinas lindas de pura seda vermelha. Poll muito humilde não se impressionava com tamanhas ostentações, olhou direto para o trono que se localizava um pouco longe da porta e foi caminhando até parar e se ajoelha, encontra lá pela primeira vez o rei Thomas Xelars cercado de muitos guardas, que o abre um grande sorriso, e diz:

—Que surpresa garoto, falaram-me muito de você e de suas tamanhas habilidades, será um prazer tê-lo como meu guerreiro, porém terá que fazer um teste amanhã quando no meio do céu se encontrar o sol, assim como todos os candidatos, o "festival de guerrilheiros".
O rei já era certamente muito velho estava no auge dos seus setenta e quatro anos, cabelos brancos, porém longos , e em sua cabeça usava uma linda coroa vermelha e dourada , trajava-se de malha pura composta de seda vermelha e detalhes de ouro, vestimenta que se passava de geração a geração na monarquia dos Xelars, tinha olhos negros, e dentes amarelados e em seu rosto muitas marcas da idade, já estava decrepitamente velho.
“Ele realmente se parece muito com o pai, esse rosto que no passado quase me ceifara, se for forte como dizem pode ser a mim um grande aliado, porém se converter-se pode apresentar um risco a minha coroa não deixarei ver o que Marcel viu, será que és forte igual ao pai?” — Rei.

Poll não sabia da história do banimento do seu pai, só sabia que serviu ao grande rei de Kavlaan, e achara aquele senhor soberano muito simpático, respondendo-o:

—Passei dias treinando, empenhadamente esperando esse momento, darei o melhor de mim, não te decepcionarei vossa alteza.

—Vá e descanse, amanhã é um grande dia, tenho fé em você garoto por isso o chamei aqui – disse o rei levantando-se de seu trono e se ausentando do recinto por uma pequena porta, que se encontrava do lado direito do trono.
Poll caminhava com muita felicidade, pois seu sonho estava prestes a se tornar real, e ao voltar para casa comemora com seu tio que se sente muito orgulhoso do garoto, já sua mãe o lança um certo olhar de desprezo que Poll ainda não compreendia.

—Não consegue nem fingir felicidade por mim? –diz Poll a sua mãe.

—Uma vez há muito tempo fiquei orgulhosa de alguém, que não está entre nós por tal decisão. –Responde sua mãe com certo desânimo, Poll nem tentou entender continuou a farrear com seu tio.

Poll não era santo, mas era um menino puro, que nunca sentiu a remota vontade de tirar uma vida ou de fazer amor com mulheres que a ele seu tio se oferecera a pagar, dizia que a tudo existia certo momento, que só mataria se alguém colocasse em risco sua vida ou a de alguma pobre alma inocente, e amor faria se amasse de fato a mulher que seria a que se casaria, dizia sempre que a inteligência adotou de sua mãe e os músculos dos Jugos.

Decidira então treinar o resto da tarde, e dormir cedo para acordar com disposição, saiu de seu lar é nas estradas da cidade, inicia seu treinamento de dominação da Tigris Ice, nunca a usou em um combate de verdade e nunca havia cortado nada com sua lâmina, seu tio estava disposto a treina-lo, não faria mal ao garoto, pois o combate não era realmente letal. Tigris Ice, era uma espada de um aço forte não conhecido na Terra, que brilhava mais que a própria prata e era mais duro que qualquer metal, encontrada por “Marcel o jugo”, e como seu desejo seu filho pretendia usa-la.

Seu tio se impressionava com a facilidade que o jovem Poll tinha de empunha-la parecia o vento, rápido e preciso.

—Está pronto? –Pergunta Albert.

—Nasci pronto!-Responde Poll sorrindo.

Ao ver Poll armado em posição de combate, seu tio não recuava em atacar, porém Poll acompanhava a velocidade e só se ouvia o barulho de conflito entre os dois metais, Albert começa a perceber que sua espada estava se quebrando, quanto mais força batia na Tigris Ice mais próximo estava o leito da quebra de sua arma, foi quando então, Poll passou do estilo defensivo para o ofensivo, em seu primeiro golpe com a espada, parte em dois a espada do seu tio, o acertando com um chute que o derruba de vanguarda, fincando a espada no chão próximo à sua cabeça, definindo-se o vencedor da batalha.

—Realmente incrível, tamanha habilidade só havia visto com meu irmão! Está pronto!

Depois de um longo treinamento que realizou com seu tio estava muito cansado, e o sol havia se escondido no horizonte, e agora sobre eles pairava a cintilante lua nova iluminando a cidade, Poll decide então ir dormir em seu aposento depois de um banquete feito por sua mãe, não demorou muito para dormir, seu treinamento o cansou, e precisava descansar.

Acordando no outro dia, olhou de sua janela e observa a posição do sol que estava em dez graus para o começo do “teste”, vestiu uma malha adequada para combate, seria a que seu tio o deu para o grande dia. Sua casa estava vazia assim como toda a cidade, saiu mesmo sem comer, correndo para chegar até o reino, chegando viu a ponte quase se fechando, mas conseguiu ainda entrar, observando a arena do castelo repleta de jovens aprendizes os seguiu, a Arena era muito grande, composta somente de pedra, e nela havia três entradas com portões de ferro levantados, da arquibancada ao chão eram três metros medidos de altura, com bandeiras de Kavlaan nas paredes, o cinza era a única cor que Conseguia enxergar mediante a um sol muito quente, o campo de combate era completamente reto e vazio, caminhou até entrar no centro da arena, onde viu que toda a cidade encontrava-se nas arquibancadas de madeira e os guerreiros aprendizes enfileirados formando duas filas distintas e Poll se encaixa na fila que havia menos pessoas que se localizava na direita em meio à arena, uma plateia que faz muito barulho. Poll viu que o teste seria publico como um evento, o rei se encontrava em uma elevação de quatro metros em uma parte vazia onde construiu uma plataforma entre os finais das arquibancadas para ficar de um ângulo mais alto que seu povo para conservar a hierarquia. levanta de seu trono vendo a chegada de Poll e grita o rei:

Silêncio! –Ao ver todos silenciados -Hoje nos reunimos aqui, para ver a aptidão daqueles que querem se tornar meus guerreiros, o teste é letal, e muito perigoso se algum dos guerreiros quiser desistir agora é a hora, o combate será de dois por vez, só se encerra após ocorrer desistência ou a morte o que vier antes- rindo repentinamente- escolherei agora os primeiros concorrentes, Poll de jugo contra Roitim de Aristom.
Poll ficou amedrontado no inicio vendo todos os aprendizes da arena se retirando para o combate, mas ao ver seu oponente fica mais aliviado, Roitim empunhava um escudo forjado de madeira e aço em sua mão esquerda, e um machado de combate grande em sua mão direita, sua malha era inconveniente, parecia muito pesada, de puro aço enquanto Poll estava somente usando uma malha de coro com uma leve tintura branca, revestida de ferro somente nos braços e no peito, antes do combate Poll examinava de longe o inimigo e sua classe.

“Meu maior triunfo contra ele será a velocidade, creio que acharei naquela malha alguns pontos fracos”-Poll

O rei grita:

—Aproximem-se — Ao ver seu pedido concedido – que comece o combate — Sentando-se novamente.

—O esmagarei como uma formiguinha Poll -disse Aristom
Poll sorri de canto de rosto mostrando desprezo, faz a reverência ao duelo e também é saudado por Roitim, de primeira seu oponente move o grande machado, tentando acertar sua cabeça, Poll esquiva e acerta um chute no peito da armadura de seu oponente, e então tira da bainha Tigris ice, por desatenção acaba sendo golpeado pelo escudo no rosto que o faz desequilibrar-se dando cinco paços para trás, obrigando-o a entrar em posição defensiva, ouvindo a gritaria do povo que comemorava, Roitim se empolga e para aproveitar a brecha correu e pulou tentando acabar com a luta, usando o golpe crítico, Poll se defende com Tigris ice à segurando acima da cabeça com as duas mãos, enroscando o machado em sua espada e ao ver seu oponente sem qualquer guarda e de escudo abaixado, o acerta uma cabeçada violenta no elmo, que acaba arrancando o elmo de aço de sua cabeça, o inimigo ao tomar o golpe com impacto é lançado para trás desenroscando-se da espada, já estava muito desnorteado, mesmo assim continuava a lutar, largou seu escudo no chão, empunhando com suas duas mãos o machado.

Poll nem havia tentado usar a espada para atacar, ao ver seu oponente completamente irracional vindo para matá-lo, decidiu mudar de posição na hora em que seu oponente o tentara acertar, Roitim acerta com toda força o machado no chão fincando-o no concreto, a o ver seu oponente sem guarda Poll o acerta uma joelhada no nariz fazendo-o levantar a cabeça e largar o machado no solo, ao observar seu inimigo de cabeça levantada tentando se recuperar do impacto e evitando um possível sangramento no nariz, Poll então com todo o cuidado deferi um golpe perfurante com a espada na região da coxa de seu oponente atravessando-a como papel, e ao escutar o barulho de conflito entre Tigris ice e o solo, Poll a retira da carne de seu oponente que grita de dor, o fazendo desabar com todo o peso no chão de bruços, fincando Tigris ice do lado de sua cabeça, definindo-se o vencedor da batalha. Ao ouvir o grito do povo não conseguia parar de teorizar o fato de seu oponente ter sido humilhado.

“Malditos urubus que espreitam a vitória e a derrota, mas nunca saberiam o que é estar aqui.”-Poll

Senhores feudais, burgueses e plebeus gritavam o nome de Poll, que não se sentia entusiasmado com o fato, estava se sentindo uma simples atração do rei, como os bobos da corte, só que trazendo aquela alegria através da dor de seu inimigo. O rei grita:

— Saudemos Poll de Jugo o mais novo guerreiro do reino, o vencedor da batalha – Thomas se levanta novamente impressionado com o potencial do garoto que derrotou seu oponente usando apenas um golpe não letal da espada, E não conseguia esconder seu olhar de admiração e seu sorriso de felicidade — Poll suba nas arquibancadas e veja o resto dos competidores batalharem se assim desejar.

Poll acena para o Rei, saindo do campo de batalha de cabeça baixa, contornando a arena e subindo na arquibancada onde encontra seu tio que o abraça e o diz com alegria:

—Parabéns garoto, nunca vi tamanha habilidade, usou muito de sua intelectualidade e pouco de sua força, mas afinal porque o deixou atingi-lo? Nem eu veterano de combate o consegui fazer.

—É simples, o deixei acreditar que estava de guarda baixa e fiquei de seu lado esquerdo na mão do escudo, quando ele me acertou imaginei o que faria em sequência usando aquele golpe bruto que me deu a brecha perfeita para arrancar seu elmo, a partir daquele momento sabia que ficaria enfurecido e que correria tudo da forma que ocorreu.

—Isso e genial, além de forte é inteligente, que todos temam aos Jugos, e você o descendente.

—Para falar a verdade não, ele poderia ter me nocauteado com o escudo e me matado, fui muito descuidado, o subestimei muito a todo o momento, seu golpe tivera sido muito mais forte que o imaginei, no momento fiquei sem equilíbrio algum, posso ter ganhado a luta, mas não me orgulho.

—Temos que tomar cuidado, vi como todos olhavam para espada, esse místico brilho dela prendera atenção de todos.
Poll decidira ficar e acompanhar os outros competidores que o rei chamava, e via batalhas violentas de homens com sede de sangue e de poder real, todos não hesitavam em matar e muitas mortes ocorriam naquela arena, que de cinza se torna vermelha com o sangue que manchava a pedra, Ele contemplava e analisava a classe e a habilidade dos guerreiros aprendizes em seu teste de aptidão. Quando todas as batalhas se finalizaram, o sol já se escondia na margem das arvores, o rei então finaliza chamando a todos os vencedores no centro da arena para receber suas armaduras reais e receber suas bênçãos, Poll desce e fica entusiasmado ao receber sua malha de aço real distribuída por cavaleiros.