Tigers

9 O Rumo de Cada Um - Parte 2


Notas iniciais
CARACA VÉI!
To escrevendo igual loko =]
Bom! 8º Cap aí e 9º iniciado.
Até as notas finais!

Após aquele acontecimento, nenhuma palavra foi dita. Até agora, várias coisas aconteceram e, pelo pouco que viu ali, parecia que não tinha acabado. Observando o ente querido há muito desaparecido, Toni não sabia o que dizer para Barok e o sentimento era recíproco. Sem saber o porquê, Toni começa a lembrar de momentos vividos por eles. Nessa época, ele estava com seis anos de idade e, chegando em casa, corria para o quarto enquanto Lay, sua mãe, tentava repreende-lo.


Toni – Não foi culpa minha!

Lay – Volta aqui, Toni! Você sabe o que fez e deve se desculpar!

Toni – NÃO! (entra no quarto e se tranca)

Barok – O que aconteceu?

Lay – Papai. Só você consegue argumentar com ele.

Barok – Toni fez algo errado?

Lay – Houve um acidente com o filho mais novo dos Nakashyro, na ponte do túnel Mizarashi. Parece que Toni o empurrou.

Bakok – O que? O garoto está bem?

Lay – Foi uma queda bem alta, mas ele caiu em cima de um carro com colchões. Graças a Deus ele só sofreu alguns arranhões.

Barok – Ainda bem. Quer que eu vá até lá ver se precisam de alguma coisa?

Lay – Não precisa. Makio já sabe e está indo pra lá.

Barok – Então, tentarei falar com Toni.

Lay – Obrigada, papai.


Sobe as escadas e logo chega à porta do quarto. Dá três batidas e aguarda.


Toni – NÃO QUERO VER NINGUÉM, NÃO VOU SAIR DAQUI E NÃO VOU ME DESCULPAR!

Barok – (dá um suspiro e, com intervalos de dois segundos, bate na porta mais cinco vezes)

Toni – (se levanta e abre a porta, pois reconhece a batida do avô)

Barok – (com um sorriso bobo no rosto) Ué? O que aconteceu com “não quero ver ninguém?”

Toni – (olhando torto para o avô, fecha a porta na cara dele)

Barok – Qual é? Fala comigo! Me deixa entrar.

Toni – A porta não está trancada.

Barok – Mas você não me autorizou a entrar.

Toni – Hun… Entre! (fica na cama sentado, com as pernas dobradas e olhando para a parede)

Barok – (abre a porta e entra) Com licença.

Toni – Não precisa disso, vovô.

Barok – Esse é o seu espaço. Não quero invadi-lo sem sua autorização.

Toni – Hun… Então, não fique de pé.

Barok – Quer me contar o que aconteceu? (puxa a cadeira da escrivaninha de estudos e se senta)

Toni – Minha mãe não contou?

Barok – Ela me disse as consequências, não os detalhes. Você é bom em detalhes, e eu quero ouvir de você o que aconteceu.

Toni – Não tem detalhes, vovô. Ele caiu por que eu empurrei. Só isso.

Barok – (suspira) Você sabe o que é uma mentira, Yin?

Toni – É claro que sei!

Barok – Pois é! Você é horrível nisso.

Toni – Tsc!

Barok – Vire aqui, me encare com o um homem e me conte o que aconteceu.

Toni – P-promete que não vai rir?

Barok – E por que eu iria rir?

Toni – É só prometer! Droga!

Barok – Tá bom! Tá bom! Prometo!

Toni – (se vira e o encara) Foi por causa de uma… b-b…

Barok – Uma “B” o que Toni?

Toni – Boneca.

Barok – (fecha os olhos, coloca a mão no cavanhaque e fica pensando)

Toni – Você não achou graça? Não vai rir?

Barok – Não tenho motivos pra rir.

Toni – Por quê?

Barok – Bom! Hoje em dia é normal. Primeiro gostam de brincar de bonecas e outras coisas de meninas, depois começam a passar a maquiagem da mãe escondidos. Achei que tinha uma mente aberta quanto a isso, mas a ideia de meu único neto poder ser g-


É interrompido pelo pé de Toni que acerta seu rosto, fazendo-o cair da cadeira.


Toni – NÃO!

Barok – ISSO É JEITO DE TRATAR OS MAIS VELHOS?

Toni – NÃO É NADA DISSO!

Barok – ENTÃO EXPLIQUE AS COISAS DIREITO!

Toni – ENTÃO PARE DE FICAR IMAGINANDO COISAS, VOVÔ!

Barok – Okay! (se levanta, levanta a cadeira e se senta) Então… o que aconteceu?

Toni – Tinha uma garotinha em um carrinho de bebê. Ela tinha deixado a boneca cair e a mãe dela não viu pois estava conversando com uma amiga. Peguei a boneca do chão e ia levar pra ela daí esse menino apareceu.

Barok – E depois?

Toni – Ele disse que eu roubei a boneca e tentou pegar de mim. (levanta o punho com orgulho) Eu acertei um soco na cara daquele idiota.

Barok – E daí?

Toni – E daí? Daí ele… ele escorregou (seu rosto demonstrava tristeza) na beirada da ponte e… caiu.

Barok – Algo mais?

Toni – Só isso.

Barok – (suspira) Você fez algo errado…

Toni – Mas eu-


Recebe um carinho em sua cabeça.


Barok –… tentando fazer algo bom. Sempre irão acontecer situações que, sem querer, vamos machucar alguém a nossa volta, mas você causou essa situação e reconheceu que fez algo errado. Eu vi isso em seus olhos. Reconheceu isso, aprendeu e tenho certeza que não fará outra vez. Estou orgulhoso de você.

Toni – Eu quase matei alguém. Como pode estar orgulhoso de mim?

Barok – Quando pensamos em fazer algo, bolamos tudo aqui (aponta para a cabeça dele). Todas as ações, passos, até o desfecho, mas as pessoas não pensam igual a você. Seu plano deu errado por que não pareceu que seria algo bom.

Toni – E… o que eu devo fazer vovô?

Barok – Pense no que aconteceu hoje e use como experiência. Você reconheceu que fez algo ruim. Esse é o primeiro passo. O segundo passo é se desculpar com quem se feriu.

Toni – Não sei se vou conseguir.

Barok – Você tem que conseguir. O terceiro e último passo é planejar.

Toni – Planejar?

Barok – Sim. Olhe o ambiente a sua volta. Cada pedra que possa impedir que o seu plano tenha sucesso. Olhe as pessoas, os caminhos, tudo que envolver o seu plano e aí sim, faça! Mas sempre pensando em quem estiver a sua volta.

Toni – É muita coisa. Não vou conseguir.

Barok – Não se preocupe! Você é um garoto inteligente e conseguirá um dia. Eu vou ensinar o que sei e, se eu estiver lá, eu te ajudarei. (com um sorriso confiante no rosto) Combinado?


Agora, Toni está com sete anos e, junto com sua mãe, se despede do avô que está diante de um taxi. Ele apenas olha para o lado.


Lay – Você precisa mesmo ir, papai?

Barok – É muito urgente. Tentarei voltar em duas semanas.

Lay – Nos avise quando voltar, pois eu farei um jantar especial.

Barok – OH! Agora quero voltar mais rápido do que antes. Onde está Makio?

Lay – Está ocupado… em uma reunião de negócios.

Barok – Então é isso. Dê minhas lembranças a ele sim?

Lay – Sim. Cuide-se bem, papai.

Barok – Pode deixar! (olha para o neto) Yin?

Toni – (vira o rosto, tentando esconder os olhos lacrimejados)

Barok – (se abaixa) Não precisa cho-

Toni – NÃO ESTOU CHORANDO! Eu só… eu só…

Barok – Toni-

Toni – APENAS VOLTE LOGO! DROGA!

Barok – Sim. Voltarei logo. (faz um carinho no neto) Combinado?


Duas semanas após a despedida, Toni volta da escola ansioso.


Toni – Vovô! Mamãe, onde está o vovô? Ele chegou?

Lay – Toni, eu…

Toni – O que foi?

Lay – Seu avô ligou e… disse que não pode voltar.

Toni – Mas ele disse quando volta?

Lay – Ele não sabe quando volta. Talvez… nem volte mais.

Toni – O que? Por quê?

Lay – Ele não explicou direito e…

Toni – (larga o material e corre rua a fora)

Lay — T-Toni! Espera!


Correndo pelas ruas, ele apenas pensava que havia sido abandonado por Barok que, para Toni, era mais um pai do que um avô. Voltando para o agora, nove anos depois, Toni para de andar e, Barok para um pouco depois.


Barok – Algum problema, Yi-

Toni – (aponta o dedo para ele) N-não… me ch- (leva a mão na garganta e tosse)


Olhando para ele, nota que está com vários arranhões pelo corpo.


Barok – Existe uma planta com espinhos que chamamos de Marim. Ela inflama as cordas vocais, causa uma sensação de que tem água nelas e impede a fala. (vira procurando algo, vê uma flor amarela e a pega uma de suas pétalas) Aqui! Coma isso e você vai voltar a falar.

Toni – (receoso da oferta)

Barok – Você quer fazer perguntas, não quer? Confie em mim.


Ele pega a pétala, coloca na boca e morde. Igual ao chá que ganhou de Nizuka, ficou roxo e tão impressionado com a tenacidade do sabor que a cuspiu.


Toni – MAS QUE MERDA É ESSA?!

Barok – Viu só?

Toni – POR QUE NADA DAQUI TEM GOSTO BOM?!

Barok – Não é tão ruim assim! Prove a seiva de uma Aricatia e eu aposto que sua língua irá cair!

Toni – Não! Eu passo! Confio em você!

Barok – Muito bom! Agora, vamos continuar andando.

Toni – Espere. Eu… tenho perguntas.

Barok – Então, sente-se que eu as responderei. Combinado?


Sem responder, Toni se senta no chão e Barok encosta-se a uma árvore próxima.


Barok – Como você já está aqui posso pular a parte da “Existência de Outros Mundos” né?

Toni – É claro.

Barok – Ótimo. Essa parte é mesmo muito chata. Então… o porquê eu não voltei.

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– NÃO! FIQUE LONGE! AFASTE-SE DE MIM! AFASTE-SE DE MIM, MALDITA!

Onihime – Obrigado pela… ótima refeição. (lambendo os dedos ensanguentados)

– Meus olhos… meus olhos…

Onihime – Mas eu ainda não estou satisfeita. Eu quero mais. Eu quero… sua irmã!

– O q-

Onihime – Eu nunca vi olhos tão cheios de vida iguais os dela. Serão salgados iguais aos do irmão?

– FIQUE LONGE DELA!

Onihime – Então me faça ficar longe. Seu tempo aqui ainda não acabou então por que não tenta me impedir? Vamos lá! Eu te ajudo.

– O que vai fazer?


Ela pega a mão esquerda dele e coloca em seu pescoço.


Onihime – Vamos lá! Agora é sua vez. Você consegue?

– Está louca!

Onihime – Estou te dando à única oportunidade de salvar sua pequena irmã e várias outras vidas. Tanto aqui na Terra quanto lá em Veratia. Eu irei matar muitas… muitas… muitas pessoas e… conseguirei vários olhos e… farei um grande e… delicioso banquete… Ah! Já consigo ver! Será maravilhoso! Ah! Eu estou… estou… Aaaahhhh!

– O que é você?

Onihime – Só de pensar nisso! Eu fiquei tão excitada que gozei só de pensar nisso! Eu quero procurar sua irmã, agora! Eu quero os olhos dela! Mate-me! Mate-me antes que eu a encontre!

– (começa a apertar o pescoço dela)

Onihime – Antes que eu arranque seus olhos!

– (aperta mais)

Onihime – Assim! Mais forte! Me mate! Me mate! ME MATE!

– Droga! (sua mão perde força e solta o pescoço dela)

Onihime – Você… não quer me matar?

– A minha vontade era sentir seu coração parar de bater, mas…

Onihime – Mas?

– Eu… não consigo mais.


Seu braço esquerdo padece e não se mexe.


Onihime – O lado esquerdo também? Você já havia perdido antes de começar essa luta. Foi muito valente em lutar nesse estado.

– Tentando me confortar em meus últimos momentos?

Onihime – Não, mas… você entrou nesta batalha visando me derrotar?

– Não. Já sabia que perderia.

Onihime – Então?

– Minha irmã é cabeça dura. Se ela me visse assim, tentaria de qualquer maneira me salvar. Não queria que ela se arriscasse desse jeito e… queria ter certeza que ela estaria a salvo.

Onihime – E por que não fugiu com ela?

– O feitiço que nos leva a Veratia causa uma forte pressão na cabeça. Eu tenho um tumor no cérebro e essa pressão acabaria comigo. O que eu menos queria era ver o rosto dela enquanto eu morria na frente dela.

Onihime – Um irmão… um grande irmão ela teve.

– Obrigado.

Onihime – Mas, por que está tão calmo? Mesmo após eu arrancar seus olhos e claramente dizer que vou pegar os olhos de sua irmã, você está calmo demais.

– Minha irmã logo estará nas mãos da única pessoa que pode protegê-la. Ela conseguirá chegar lá e nem mesmo Venks Dregon poderá alcança-la.

Onihime – Oh! Quem é essa pessoa?

– Você descobrirá logo, mas eu direi. Se ela estiver com Nakixa Nakashyro, não tenho com o que me preocupar.

Onihime – É o que veremos. Pode me dizer seu nome?

– Por que isso, de repente?

Onihime – Gostei do nosso encontro e gostaria de guardar seu nome.

–… Hramesh Arakaido.


Ela se levanta, fica em cima dele e prepara o punho direito.


Onihime – Hramesh Arakaido. Você lutou como um verdadeiro guerreiro. Protegeu a família como um grande homem. Eu, Onihime, princesa da raça Senzoukai, prometo levar seu nome em minha memória até o último dia da minha vida.

Hramesh – Obrigado pelas palavras, Onihime.

Onihime – Ah! Lembrei-me de uma coisa! (se aproxima do ouvido dele) Eu estava pensando em acabar com o seu sofrimento, mas vou te contar isso antes. Nós chegamos aqui há menos de 8 horas. Várias pessoas foram mortas por nós, mas… uma em especial.

Hramesh – O que?

Onihime – Se não me engano… ela tinha longos cabelos loiros e parecia um anjo vestindo uma armadura branca.

Hramesh – Não pode… (começa a se desesperar)

Onihime – Eu acho que ela se chamava (cochicha) Nakix-

Hramesh – NÃO! AAAAHHHHH!

Onihime – (ri e se afasta vendo aquele homem tentando se arrastar) Esse era o som que eu queria ouvir! Desespero! Como se sente agora em saber que sua irmãzinha morrerá E VOCÊ DEIXOU A ASSASSINA DELA VIVER?

Hramesh – DESGRAÇADA! FIQUE LONGE DA MINHA IRMÃ! EU NÃO VOU DEIXAR QUE TOQUE NELA!

Onihime – Estarei na praia te esperando e pegando uma cor. Então venha tentar me impedir Hramesh Arakaido!


Começa a voltar, saltitante, para a praia. Mesmo Hramesh usando o restante se suas esperanças, sua doença o vencia mais e mais.


Hramesh – NAKIXA NÃO PODE ESTAR MORTA! É MENTIRA! NÃO PODE SER VERDADE! ELA PRECISA ESTAR VIVA! EU VOU TE MATAR, SUA VADIA! AAAAHHHH! FIQUE LONGE DELA! SAFIRA! SAFIRAAAAAA!

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Caminhando por aqueles extensos corredores iluminados por tochas, Elie e Janessa escoltavam Mikke e Lika.


Lika – Hey, Janjan?

Janessa – O que?

Lika – Antes de o Frankiba nos derrubar, ele disse que vocês mudaram de lugar. Aconteceu algo?

Janessa – Aconteceu sim. Tivemos que sair de lá.

Lika – Mas como vocês mudaram? Eram mais de duas mil pessoas lá. Era impossível arrumar um local para toda essa gente.

Janessa – Exatamente. Impossível. Mas tudo mudou quando da noite para o dia nos tornamos menos de quatrocentas pessoas.


O espanto nos olhos de Lika e Mikke era muito visível. Mesmo Elie, que já escutara essa história, se sentia desconfortável em ouvi-la.


Lika – Menos de quatrocentas pessoas?

Mikke – Como isso aconteceu?

Janessa – Algo grande. Algo tão grande que, mesmo depois de nove anos, ainda dói falar nisso. Chamamos esse dia de “A Lua dos Duzentos”.


Em outro lugar, Toni recebia a mesma explicação.


Toni – “A Lua dos Duzentos”?

Barok – Isso mesmo. Neste mundo existem diversas criaturas. Umas sociáveis e outras… bom! Você não vai querer conhecer as outras. Uma criatura de pelugem marrom, um meio humanoide com 2 metros de altura, uma calda que parece um chicote com uma foice na ponta que contêm um veneno mortal, uma cabeça de leão e olhos negros com uma redoma branca em volta, igual a um Eclipse. Nós os chamamos de Jambarus.


Em Sairati…


Mikke – Jambaru?

Lika – Já ouvi falar deles, mas nunca vi um.

Janessa – Vou parecer rude, mas você é sortuda Lika por nunca ter visto um Jambaru.

Mikke – E o que aconteceu nesse dia.

Janessa – Menos de um mês antes do ocorrido, notamos que muitos animais estavam aparecendo mortos por golpes causados por Jambarus. Nunca tínhamos visto nada assim. Um grupo de sentinelas estava cobrindo uma área de 20 quilômetros da nossa vila e viram uma movimentação estranha naquela área. Foi então que eles viram.


Na floresta…


Barok – Foi então que viram algo impressionante e assustador.

Toni – Um bando de… duzentos Jambarus.

Barok – Sim. Quinze pessoas viram esse bando. Uma delas se descuidou, foi vista e todos foram…


Senta-se ao chão e passava os dedos nos olhos tentando não lembrar muito desse dia.


Toni – Como vocês descobriram esse bando?

Barok – Sempre fazíamos a troca dos grupos de três em três horas. Nessa troca, eu estava junto e preparei nossas defesas, mas mesmo aparentemente preparados para o pior, algo maior que o pior aconteceu. Ao cair da noite a Lua estava igual aos olhos de um Jambaru. Então… todos eles… todos os duzentos… Cada um deles conseguia levar entre 7 e 15 de nós.


Em Sairati…


Lika – Q-Que massacre.

Mikke – Como vocês sobreviveram?

Janessa – Um grupo de 30 guerreiros inexperientes, liderado por Erigashi Akishiba, na época com 13 anos, guiou as mulheres, crianças e jovens até onde estamos agora. Elie, ainda bem pequena, e eu estávamos nesse grupo. Éramos em torno de 500 pessoas e, no caminho, três Jambarus nos atacaram. Um a um, nós fomos derrubados e, até os monstros caírem, somávamos menos de 100 pessoas. Do grupo que nos protegia apenas o Erigashi Akishiba sobreviveu. Um deles ainda se levantou, o pegou desprevenido e, com suas garras o acertou no pescoço.

Lika – ‘Frankiba’.

Janessa – Se não fosse à ajuda do Andarilho Sem Nome, que ficou na vila, não teríamos conseguido.

Mikke – “Andarilho sem nome”?

Janessa – Nunca disse de onde veio ou pra onde ia e ninguém nunca soube seu nome. Abençoado com o Presente Sagrado do Gelo, ele aparecia quando algo ruim acontecia ou estava para acontecer.

Lika – “Presente Sagrado”? Ele era um Tiger?

Janessa – Sim. Ele sozinho derrotou mais de 90 Jambarus e salvou a maioria de nós.

Mikke – ‘I-Incrível’.

Lika – E o que aconteceu depois?


Na floresta…


Barok – Todo o ataque demorou apenas 2 horas, mas foi o suficiente para que as quase 1700 pessoas que ficaram ali fossem reduzidas a 300. Dos 200 Jambarus, apenas 30 sobraram e recuaram. Após aquele dia, não consegui fixar a ideia de voltar para o meu mundo seguro e deixar essas pessoas aqui, por isso resolvi ficar.

Toni – (apenas olhava para baixo)

Barok – Eu perdi uma grande parte do seu crescimento e me arrependo muito disso Toni. Olha só! Você já é praticamente um homem! Com quantos anos está?

Toni – 16.

Barok – 16 anos. Uau! Faz nove anos que não nos vemos. Você deve ter passado por muitas coisas e, eu não estava lá para te ajudar. Me desculpe por isso, Toni. Eu… queria estar lá, acompanhando o seu crescimento eu… prometi que estaria lá. Você deve me odiar agora não é?

Toni – (se levanta e caminha até ele) Você quebrou sua promessa…

Barok – (fecha os olhos e abaixa a cabeça) Eu sei, mas…


E o neto surpreende o avô com um carinho em sua cabeça.


Toni -… tentando fazer algo bom.

Barok – T-Toni.

Toni – Nem sempre o que planejamos sai como queremos, mas você lutou por eles e quis ficar para protegê-los. Eu nunca conseguiria te odiar. Tenho orgulho de chamar o Andarilho Sem Nome… de meu avô.


O peso que por nove anos esmagava as costas de Barok acabara de ser removido, juntamente com os pensamentos ruins que estava tendo. Seu neto não o odiava. Pelo o contrário, o admirava ainda mais.



Toni – Mas Andarilho Sem Nome é um apelido horrível!

Barok – Há! Há! Há! Concordo!


O mais velho começa uma boa gargalhada e, mesmo tentando segurar, Toni o acompanha. Não tinha como negar: Toni estava realmente feliz em reencontrar com seu avô e o sentimento era recíproco. Mesmo depois de nove anos a ligação entre eles parecia não ter diminuído.

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A caminhada parecia estar chegando ao seu fim quando Janessa e os outros chegam a uma grande porta.


Mikke – Afinal, o que é um “Tiger”? O que faz deles tão especiais assim?

Janessa – É o que você vai descobrir, agora.


Ela coloca a mão direita em uma esfera verde ao lado da porta, que se abre após o gesto revelando um enorme salão. Homens e mulheres aparentemente entre 20 e 30 anos estavam ali e quando viram Mikke começaram a cochichar. Mais a frente uma grande árvore velha, mas cheia de vida ao seu redor e um rio que parecia brotar debaixo dela. Na copa desta árvore, um trono entre a natureza e uma pessoa sentada nele. Trajava um manto que parecia ser uma parte daquela grande árvore e o capuz impedia a visão de seu rosto.


– Mais perto. – pedia o homem de voz rouca e lenta, sentado que prontamente foi atendido.

Janessa – Grande Loritai, estes são…

Loritai – (ergue a mão exibindo um sinal de “pare”) Lika. Você se tornou uma bela e sábia mulher.

Lika – Obrigada, Grande Loritai.

Loritai – Garoto… Mikke. Filho de Nakixa e Iwkento.

Mikke – Como sabe quem sou?

Loritai – Eu consigo dizer aquilo que consigo enxergar. O que eu consigo enxergar é aquilo que aconteceu ou acontecerá. Você aconteceu Mikke, por isso eu consigo enxergar. Aproxime-se.

Mikke – Grande Loritai! Explique-me tudo! (se aproximando)

Loritai – Grisma Omura. Essa será a primeira das duas solicitações urgentes que me fez?

Janessa – Sim, Grande Loritai.

Loritai – Mikke. Sua vida mudou e muito aconteceu em apenas um dia. Diga o que quer saber.

Mikke – Quem são aqueles que apareceram na minha cidade?

Loritai – Para os que apareceram na sua cidade eu respondo: Eles são o mal.

Mikke – Por que estou sendo perseguido?

Loritai – Para o motivo de sua perseguição eu respondo: Você é o bem.

Mikke – O que?

Loritai – Você representa o bem. Desde antes de a história poder ser lida, o mal busca dominar o bem para ser único e usar a vida e o destino.

Mikke – Se eu represento o bem, por que fui chamado de assassino?

Loritai – Para a acusação de assassino eu respondo: Mentira.


A cada palavra de Loritai, todos em volta sussurravam entre si.


Mikke – E… (com um pesar na voz) por que atacaram a minha mãe.

Lika – (igual ao irmão, sente um pesar em relembrar)

Mikke – Por que mataram a minha mãe?

Loritai – Para o porquê de atacarem Nakixa, sua mãe e de Lika eu respondo: Ela é o bem.

Mikke – Isso não é uma explicação! Por que eles fizeram isso?

Loritai – Para o porquê de matarem sua mãe eu respondo: Inexistente.


O espanto é geral e muitas das pessoas ali soltaram expressões como “OH” ou “Minha nossa”.


Janessa – Inex- Como?

Lika – O que foi?

Mikke – Inexistente? Como assim inexistente?

Elie – Ele nunca deu uma incerteza dessas.

Lika – O que isso quer dizer, Janjan?

Janessa – Ele… não sabe a resposta.

Mikke – Minha mãe foi golpeada e morta diante dos meus olhos! Como não tem uma razão pra isso?!

Loritai – Você não fez a pergunta certa.

Mikke – Não fiz a- Como assim?

Loritai – Eu consigo dizer aquilo que consigo enxergar. O que eu consigo enxergar é aquilo que aconteceu ou acontecerá. O porquê mataram Nakixa eu não consigo enxergar.

Mikke – Então ela…

Loritai – Faça a pergunta.

Mikke – Minha mãe… ela ainda está viva?

Loritai – Para a pergunta se Nakixa ainda esta viva eu respondo: Sim.

Lika – Ela… ela ainda está… de verdade?


Lika se emociona e começa a derrubar lágrimas enquanto Mikke se ajoelha e seus olhos tremem.


Mikke – Minha mãe está… viva?



Notas finais
Então... é isso. Mais um CAP.
Gostou? Quer que eu escreva mais? Publique um review... Acompanhe minha FIC... Adicione aos favoritos... Critique... Elogie... Xingue (brincadeira ¬¬)
Mais alguns persons!
Skorug - 1,90 de altura, 25 anos, pele clara, cabelos negros e espetados (a nível Zaraki) e olhos verdes. Trajando um sobretudo negro bem largo que lembrava muito um feiticeiro.
Kayera - 1,80 de altura, 752 anos, pele clara, longos e lisos cabelos negros e olhos azuis. Trajando um vestido vermelho com mangas cobrindo metade das mãos e uma abertura estrategicamente deliciosa na parte externa das coxas.
Descreverei mais no decorrer da fic.
Até a próxima!