Tigers
13 O Amanhã Incerto
Notas iniciais
Manterei os caps por volta de três mil e tentarei postar todos os sábados.
Boa leitura!
Um novo dia começou e o sol brilhava forte.
- Baixem a ponte. O Erigashi voltou e… essa não.
A passos acelerados, Akishiba adentra os portões. Ao entrar todos em volta se espantam: seu cabelo cobrindo os olhos, suas roupas cobertas de terra misturada com sangue, suas mãos estavam cheias de cortes e ferimentos, mas isso não o impediu de trazer consigo o corpo de Zeriga.
- Erigashi! O que aconteceu? Você está bem? O que houve com Zeriga? – questionavam.
Akishiba – AGORA NÃO!
Passando por todos e sem diminuir a velocidade dos passos, segue por um corredor, chega à uma porta e começa a chuta-la.
Akishiba – AKATO! ABRA A PORTA! GANESHI AKATO!
Rati – Que confusão é essa? (abrindo a porta) Ainda é muito cedo para- O que houve?
Akishiba – Ela ainda está viva, mas perdeu muito sangue. Não temos tempo. Passe parte do meu sangue para ela e conseguiremos salva-la!
Rati – Coloque-a ali. BEHINA! MERETISH! VENHAM AQUI DEPRESSA!
Akishiba – ‘Tudo bem. (colocando-a sobre uma mesa de pedra) Vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem. Vocês… precisam ficar bem.’
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Em uma área plana, próximo a uma grande rocha. Local este escolhido para velar o corpo de Nakixa. Enquanto Lika dizia suas últimas palavras, Janessa e Elie observavam de longe.
Elie – Ela vai ficar bem, Grisma?
Janessa – Eu não sei, mas eu espero que sim.
Elie – E o Mikke? Por que ele não veio?
Janessa – Ele… hun.
Elie – Ah!
Janessa – O que foi, Elie?
Elie – Eu já volto!
Enquanto a pequena de cabelos rosados parte, Lika se ajoelha, retira o colar do pescoço e o coloca sobre uma pedra.
Lika – Obrigada. Por tudo o que nos ensinou. Por tudo o que fez por nós. Por ter sido uma mãe maravilhosa e gentil. (olha o anel vermelho em sua mão) Por nos mostrar que uma pessoa pode ser boa mesmo quando está machucada. (soluço de choro) Eu não… (secando as lágrimas) estava preparada pra isso. Eu não estava preparada para sua partida. Não queria que a senhora fosse tão cedo. Eu queria que… a senhora ficasse sempre com a gente.
- Ela não se foi.
Lika – Ah?
- Você sabe o quão bondosa ela era. O quão maravilhosa e gentil ela era.
Guiadas por Elie, várias crianças aparecem trazendo consigo flores de diversas cores e formatos. Meninos trajando mantos brancos e as meninas variando entre púrpura e vermelho.
Elie – Se lamentar vai apenas deixa-la cega e faze-la esquecer de quem Nakixa foi.
- Isso mesmo.
Lika – Tia Geixa.
Geixa – A tristeza está forte agora, mas ela não pode apagar o que está escrito em sua memória… ou em seu coração. Enquanto vivermos lembremos dela e da alegria que sua presença nos deu.
Janessa – Sim. Sua presença pode não estar mais entre nós, mas suas memórias estão. Ela viverá eternamente… enquanto sorrirmos ao lembrar dela.
Lika – Eu… não vou esquecer.
Entre as lágrimas, Lika demonstra um lindo sorriso.
Lika – Não vou esquecer essa incrível pessoa que… Nakixa Nakashyro foi.
Ainda na sala do Loritai, Mikke está diante do altar onde sua mãe ficou. Segurando um anel verde que originalmente estava no dedo indicador dela, ele o observa na palma de sua mão e lembra quando tinha 4 anos.
Mikke e Lika – FELIZ ANIVERSÁRIO MAMÃE!
Nakixa – Obrigada!
Mikke – Mamãe! Olha mamãe! (com uma caixinha vermelha) Abre!
Nakixa – O que é?
Lika – Não! Abre o meu primeiro? (com uma caixinha verde)
Nakixa – Vou abrir os dois. Calma! AH!
Abre as caixas e vê dois anéis: um vermelho e o outro verde.
Nakixa – Que lindos!
Lika – De qual você gostou mais? Foi o meu não é?
Mikke – Não mesmo! O meu é mais bonito!
Lika – Esse verde sem graça? O meu vermelho é muito mais bonito que o seu!
Mikke – MENTIROSA!
Nakixa ri, chama a atenção dos dois, coloca o anel verde no indicador e logo o vermelho.
Nakixa – Eu adorei os dois.
Lika – Mas qual a senhora gostou mais?
Mikke – É! É! Qual?
Nakixa – Eu já havia dito não? Não me peçam para escolher um de vocês. Eu amo vocês dois igualmente e isso não vai mudar. (olha os anéis no dedo) Adorei os presentes.
Mikke – (sorri)
Lika – Verdade?
Nakixa – Sim! Sim! Gostei tanto que não vou tirar enquanto viver! Custe o que custar!
Lika e Mikke – Promete?
Nakixa – Prometo sim! Prometo!
Voltando para o agora, a mão que segurava o anel começa a tremer.
Mikke – Você era incrível, mãe.
- Eu achei que ajudaria.
Mikke – O que?
- Achei que estava ajudando, mas… apenas os machuquei mais.
Mikke – Lysa.
Lysa – (cambaleia)
Mikke – O que está fazendo aqui? (corre e a segura) Você não pode se esforçar assim.
Lysa – Desculpe.
Mikke – Ah?
Lysa – Eu não queria machucar vocês. (seus olhos lacrimejam) Não quis causar mais sofrimento pra vocês dois. Me desculpe, Mikke.
Mikke – Não foi culpa sua.
Lysa – Mas-
Mikke – Você arriscou sua vida para salvar a dela. Eu que deveria me desculpar.
Lysa – Mikke.
Mikke – Mas graças a você eu pude mais uma vez falar com ela e olhar em seus olhos. Obrigado Lysa.
Lysa – Mas o que vocês farão agora?
Mikke – Sem medos ou inseguranças. A tristeza existe, assim como a felicidade, mas lembraremos dos bons momentos e seguiremos adiante. Como ela nos ensinou.
Lysa narrando – No dia 1 de Agosto de 2005 Nakixa deixou este mundo. Eu não a conheci muito bem, mas acredito fielmente que ela era uma mulher impressionante. O porquê eu penso assim? Pelas pessoas que ficaram tristes por sua partida… e pelos sorrisos das mesmas pessoas… em relembrar os dias vividos ao lado dela.
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Tubos feitos de tripas passavam o sangue do corpo de Akishiba para um vaso e este igualmente conectado lentamente passava o sangue colhido para Zeriga. Meretish aplicava um líquido cinza sobre a ferida na perna dela enquanto Behina controlava o fluxo de sangue.
Rati – Cuidado para não deixar passar muito, Behina.
Behina – Sim.
Meretish – Houve uma ruptura em uma veia e… algum tipo de pressão fez o sangue ser puxado para fora. Ela pegou o punhal e (retirando-o) o fincou alguns centímetros antes da primeira ferida tentando diminuir o fluxo.
Akishiba – Uau.
Behina – Incrível.
Meretish – Realmente. Mas, se você tivesse demorado mais-
Rati – Não fale mais nada, Meretish. Concentre-se.
Meretish – Desculpe-me, Ganeshi Akato.
Akishiba – Pegue leve com ela, Rati. Foi só… a opinião- (cambaleia)
Rati – Erigashi! Pare a transfusão Behina!
Akishiba – NÃO! Continue.
Rati – Podemos curar feridas nos corpos, mas ainda não descobrimos como recriar sangue. Se você der mais de seu sangue até sua vida pode-
Akishiba – NÃO ME IMPORTO COM A MINHA VIDA!
Rati – Preste atenção, Erigashi. Você quer salva-la? Nós também queremos. Ainda tem muito sangue nessa sala que pode ajudar. (erguendo a manga do manto) Behina! Prepare mais pelos de Gauri, tripas de Kirk e passe meu sangue.
Behina – Sim, Ganeshi!
Akishiba – Rati.
Rati – Ainda não aprendemos a criar sangue, mas podemos usar o que já existe.
Akishiba – Você é inacreditável, Ganeshi Akato.
Rati – Sou mesmo. Ela está em boas mãos, agora saia daqui Erigashi.
Akishiba – Sair?
Rati – Independente do seu status, as regras também se aplicam a você. Pegue uma porção de Genki e saia daqui.
Akishiba – (olha Zeriga)
Rati – Eu já não disse que ela está em boas mãos? Anda! Suma daqui! Vai logo!
Akishiba – Espere Rati. Tem mais uma coisa que eu quero lhe pedir.
Rati – E o que é?
Chegando perto, Akishiba segura o ombro de Rati e fala baixo em seu ouvido, surpreendendo-o.
Rati – Não se preocupe. Eu mesmo checarei para você.
Akishiba – Te devo uma. (pega um pequeno frasco e sai da sala)
Behina – O que houve Ganeshi?
Meretish – Algo sério?
Rati – Nada que lhes dirija respeito, agora continuem!
Sem responder as duas prosseguem com o trabalho.
Rati – ‘Droga. Eu simplesmente detesto ser portador de más notícias.’
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Diante de um monitor que o Nizou construiu, Venks Dregon exige explicações de Xanferhion.
Venks – Como pode deixa-los vivos? Por que fugiu?
Xanferhion – Eu não sei quem era aquele cara, mas eu não tive chance alguma. Tive sorte que aquele guerreiro havia sido ferroado por um Jambaru antes de lutarmos.
Venks – Não teria sido um grande problema se você tivesse liberado todo seu poder antes de passar pelo Zaeron.
Xanferhion – Não. Consegui ter uma chance mínima com o Xontorian Gaeshi que logo começou a fritar o restante de minhas forças. Mesmo com todo meu poder eu não teria tido grandes chances. Ele era um verdadeiro monstro e ainda conseguiu passar o poder para o neto.
Venks – Você conseguiu acabar com ele?
Xanferhion – Naquela hora…
Flashback — ON
Xanferhion – Foi incrível. Realmente incrível, mas… não funcionou.
O segundo soco desferido por Toni acertou o guerreiro de Xontor direto no rosto, mas não causou danos.
Toni – D-droga! (da outro soco)
Xanferhion – Tente outra vez.
Toni – Por quê? (soco) Por quê? (soco) Por quê? (soco) Por quê? (soco) POR QUÊ?! (soco)
Xanferhion – Chega! (o segura pelo punho) Você me assustou no começo garoto, mas chega disso.
Toni – Eu vou te mostrar o que é- AH!
Mesmo tendo visto, estar sentindo a terrível dor deste ato e demonstra-la através de seus gritos, Toni não acreditou que seu punho fora tão facilmente esmagado.
Xanferhion – Seu avô era, no mínimo, trinta vezes mais forte do que você. Aquele seu mísero soco só me fez “voar” daquele jeito por que eu não me preparei. Será que essa fina armadura é tão forte quanto à pele de Barok?
Sem soltar o punho de Toni, Xanferhion desfere um soco em seu estômago o que faz parte de sua armadura quebrar e este cuspir sangue.
Xanferhion – O que? É tão fraca? E você já está assim? Parece que Barok deixou seu poder para um fraco. No final ele não passava de um velho sen- (recebe um soco na boca)
Toni – Fale o que quiser de mim, mas não fale… do meu avô.
Xanferhion – Muito arrogante. Vamos ver por quanto tempo essa sua arrogância te manterá vivo!
Desferindo vários golpes no mesmo lugar, a barriga de Toni fica visível e os ferimentos cada vez mais graves. Cambaleante, Toni joga a cabeça para trás.
Xanferhion – Onde está a sua arrogância agora? Será que morreu? Igual ao seu- (recebe uma cuspida na cara)
Toni – Não fale… d…o meu… a… avô.
Xanferhion – Vou acabar com essa sua arrogância.
Agora, soltando seu punho, mais um soco é dado o que faz Toni ir de costas ao lado da entrada da caverna, cair sentado, desmaiar e o resto de sua armadura virar cacos ao chão.
Xanferhion – Não acho que ainda esteja vivo, mas- Urgh! (cambaleia) ‘O Xontorian Gaeshi está… não. Não é isso. (relembra dos golpes que recebeu de Barok) Aquele monstro maldito.’ Isso é ruim. Preciso acabar contigo antes que- ONDE ELE ESTÁ?!
O lugar onde Toni foi jogado está vazio. Perdendo o resto de sua energia, Xanferhion vai ao chão e sua voz sai sonolenta.
Xanferhion – Muito bem. Eu lhe darei um dia… ou dois de vantagem. (fecha os olhos e dorme sobre a chuva)
Flashback – OFF
Xanferhion –… eu fiquei tão fraco que desmaiei!
Venks – SEU INCOMPETENTE MISERÁ-
Xanferhion – Peço que controle suas palavras, Venks Dregon.
Venks – Como é?
Xanferhion – Suas ações futuras dependem do completo funcionamento do Nizou deste lado e devo lhe avisar que não foi a toa que o Zaeron foi danificado.
Venks – Já devia ter imaginado.
Xanferhion – Calculo que em cinco dias eu terei minha força novamente e mais quinze para eu duplica-la. Só precisarei descansar para que isso aconteça. E você? Quanto tempo precisa para consertar o Zaeron? Sem a resposta do Nizou deste lado ficará difícil, não?
Venks – Maldito!
Xanfehion – Observe bem, Venks Dregon: o Clã de Xontor, que tanto lhe assusta, se reerguerá!
Venks – (levantando de sua cadeira) Não tem problema.
Xanferhion – O que?
Venks – Você se lembra de “como” esse seu mísero clã foi eliminado? Essa matilha de cães raivosos e sarnentos foi eliminada por acreditar que sua força bruta era mais poderosa do que tudo. Mais poderosa até do que eu.
Xanferhion – Tsc!
Venks – Vai se rebelar? Reconstruir seu clã? Ficar mais forte? Não importa. Acabarei novamente com cada um de vocês. Um a um.
A imagem de Venks Dregon desaparece deixando um furioso Xanferhion do outro. lado com o braço atravessado no monitor pelo soco que deu no mesmo.
Xanferhion – De todos os fantasmas… por que este é o único que ainda me assombra?
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Lysa se apoia em um membro da Gashi e Mikke se despede dela.
Mikke – Agora vê se fica parada e melhora logo.
Lysa – Pode deixar.
- Não se preocupe que vou garantir isso.
Lysa – (sente um arrepio na espinha)
Mikke – Tia Geixa.
Geixa – Como vocês estão? Tudo bem com você Lysa?
Lysa – S-sim. Est-t-tou bem.
Geixa – Gaguejando? Deve ser mais um efeito colateral do feitiço do Loritai. Ele disse que em cinco dias você estaria melhor, não é?
Lysa – Isso.
Geixa – Então trate de descansar.
Lysa – Tudo bem.
Mikke – Irei te visitar logo.
Geixa – Na Eren? Impossível. Nenhum homem pode entrar lá. Essa é uma das regras daqui.
Lysa – Regras?
Geixa – Sim. Existem muitas regras em Sairati, mas com o passar tempo lhe ensinarei tudo o que precisa saber.
Lysa – “Com o passar do tempo”? O que quer dizer com isso?
Geixa – Não queria dizer isso tão cedo, mas-
- Não podemos voltar para o nosso mundo.
Mikke – Lika?
Lysa – O que?
Lika – Minha mãe era a única pessoa que conseguia transitar entre os mundos, mas agora isso é impossível.
Lysa – Impossível? Não pode ser impossível. Minha irmã ainda está lá e eu tenho que voltar! Eu preciso… (abaixa a cabeça)
Mikke – ‘Lysa.’
Lika – Lysa, eu-
Lysa – Você disse que se eu viesse com vocês, você resolveria. Depois disse que se chegássemos aqui teríamos respostas. Eu vim com vocês e chegamos aqui, agora onde estão as minhas respostas? Como minha irmã está?
Lika – Eu… não-
Lysa – ME DIGA!
Geixa – Já chega Lysa. Nós vamos-
Lysa – Melisson é… a única família que eu tenho. Não me restou mais nada. (leva a mão nos olhos) Eu não estou… enxergando. Minha cabeça… (desmaia)
Mikke – Lysa!
Geixa – (apoiando Lysa em seu ombro) Deixe-a conosco Mikke.
Mikke – Mas-
Geixa – O corpo dela não deveria sofrer esse tipo de pressão no estado que está. Nós vamos cuidar dela.
Lika – (de cabeça baixa)
Geixa – O que aconteceu Lika?
Lika – Eu disse… que iriamos resolver tudo. Não esperava que-
Geixa – A esperança das pessoas aumenta pelas promessas feitas. Se você não consegue cumpri-las, não as faça.
Lika – (recebe aquele concelho como um tiro em seu coração)
Mikke – Tia!
Geixa – O mesmo serve para você, Mikke. Você disse que quer seguir esse caminho, mas não sabe nada sobre ele. Tome cuidado com as promessas que fará para não sofrer com elas.
Mikke – Você não pode-
Lika – Obrigada tia.
Mikke – O que?
Lika – Fui muito confiante e… não enxerguei a situação como um todo. Eu não farei novamente. Obrigada por seus conselhos Enishi Sigren.
Geixa – Muito bem. Vamos leva-la de volta para a Eren.
- Sim, Enishi Sigren.
Apoiada pelos braços Lysa é carregada por Geixa e uma Gashi.
Mikke – Você não pode aceitar isso, Lika. Ela não tem o direito de falar assim contigo.
Lika – Sim. Ela tem.
Mikke – O que?
Lika – Se ficarmos aqui somos moradores de Sairati. Como moradores de Sairati temos que seguir suas regras.
Mikke – Danem-se as regras! Por que depender dessas regras idiotas?
Lika – Não é tão simples, Mikke. Todas essas pessoas dependem de Sairati e respeitam a hierarquia acima de qualquer coisa.
Mikke – Hierarquia?
Lika – Ganeshi, Erigashi e Enishi. Cada um tem sua posição hierárquica aqui em Sairati. Como Enishi, nossa tia é responsável por cada membro que brande uma espada em nome de Sairati. Eu sou um defensor de Sairati e como tal deveria proteger seus moradores tanto mental como fisicamente. Como Lysa é um morador daqui agora, eu falhei como um defensor e fui punida por isso.
Mikke – Então foi isso? (revoltado) Ela só estava cumprindo o papel dela?
Lika – Não. Ela só estava me ensinando como eu devo cumprir o meu e… como você deverá cumprir o seu.
Mikke – Como assim o meu?
Lika – Você disse antes que queria ser um Tiger. Que queria ser um de nós. Sendo um Tiger você agora é um defensor de Sairati.
Mikke – Eu não posso aceitar isso. Não depois de ver como ela te tratou.
Lika – Não temos escolha, Mikke.
Mikke – Sempre existem escolhas!
Lika – Infelizmente para as regras criadas pelo próprio Loritai… não existem escolhas.
…
Notas finais
Mais um cap postado.
Espero que tenha gostado!
Nos vemos sábado que vem!
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