Tiger Soul

4 Capítulo 4 - Invocando o Espirito Guardião


Notas iniciais
Dae, demorou pra sair esse, mas acho que ficou bem bacana.
Curtam o novo capítulo e não se esqueçam: Se gostou deixa review.

Ulric: O que está acontecendo aqui?

Ulric está perplexo olhando para o garoto com a espada na mão em frente aos amigos. Ele olha para os olhos da criança e não vê suas pupilas.

Aika: Daichi... Está tudo bem?

Daichi:...(silêncio).

Cris: Vamos nos afastar Aika.

Os amigos levantam e vão andando para trás. Daichi ajeita a espada pondo-a a seu lado apontando para baixo se mostrando pronto para lutar. Os demônios correm em sua direção. O da direita se adianta. O garoto gira a arma na mão deixando a lâmina para baixo.

O demônio à frente, como o anterior, desaparece em um ataque. Daichi se agacha e levanta a mão com a arma como se socasse o ar. A parte de baixo do cabo da arma acerta o queixo da criatura que instantaneamente aparecesse devido o contra-ataque. O garoto gira e chuta o cão para cima. O golpe o joga para o alto. O outro demônio aparece em suas costas com as garras prontas para fincá-las. Ele se vira rapidamente para seu lado esquerdo girando a arma pondo-a para cima na mão esquerda, e emendando um ataque que decepa os braços do monstro. Mesmo ferido ele abre a boca para morder o rapaz, mas ele faz um ataque de baixo para cima cortando a cabeça do demônio e fazendo-o desaparecer.

Enquanto isso a outra criatura que foi jogada para longe reaparece toda machucada com raiva nos olhos e vê toda a cena. Ele corre em direção ao rapaz.

O outro demônio está caindo. Daichi pega a arma na mão direita e o demônio próximo de cair se posiciona, porém o rapaz enfia a espada no meio do rosto da criatura fazendo-a parar no ar. O garoto empurra a arma para frente dividindo-o no meio e dissolvendo-o. O ultimo, correndo, logo chega próximo do rapaz, mas ele some no ar e aparece com a mão no rosto da criatura e o esmaga no chão, pra completar o garoto finca a espada na boca do bicho fazendo-o desaparecer.

Ulric: Agora chega – tira o frasco com líquido da cor vermelha, o abre e esparrama pela rua – quero ver como se sai com um exército.

Onde as gotas caíram foram aparecendo demônios como os anteriores. Porém dessa vez apareceram dezenas deles cobrindo toda a rua.

Aika: Cris, e agora?

Cris: Não sei, não tenho idéia do que está acontecendo não podemos ver nada.

Raed: Tudo vai acabar bem. – Raed aparece atrás das crianças com o bastão em punho.

Cris: Raed.

Raed: Fiquem aqui.

Ele se aproxima de Daichi e se posiciona a sua frente.

Raed: Pode deixar rapaz agora é comigo. – Daichi abaixa os braços e cai desmaiado. Os amigos correm para socorrer o garoto.

Ulric: Você.

Raed: Não acha um exagero mandar um exército de demônios de sangue atrás de crianças?

Ulric: Você não entende Raed.

Posicionando-se de lado pondo o bastão nas costas em posição de luta.

Raed: Realmente eu não entendo. Daichi está acordado?

Cris: Acorda Daichi.

Aika: Acorda por favor.

Ele abre os olhos devagar e vê a cena: seus amigos a sua volta, Raed na sua frente em posição e dezenas de demônios de sangue na sua frente.

Daichi: O que está acontecendo? Hunf, meu corpo dói.

Raed: Não se preocupe, cuidarei dos seus machucados depois, por hora abra bem os olhos e veja o verdadeiro poder de um cavaleiro espiritual.

Ulric: Vão. – apontando para frente.

Os demônios correm todos ao mesmo tempo em direção a eles. Raed começa emanar uma energia de seu corpo, mas que somente Daichi pode ver.

Raed: Vamos Slay.

Ele salta para frente em direção as criaturas, move o bastão para frente e diz.

Raed: Lightning Assault. (Investida Relâmpago)

Ele desliza de maneira muito rápida no ar. Por onde passa deixa um rastro de cor roxa e após ir e vir, diversas vezes, de um lado para outro, de cima pra baixo, até passar por todos os demônios no local ele para atrás de todos eles com o bastão para trás. O rastro entre as criaturas desaparece, ao mesmo tempo os demônios começam a dissolver.

Ulric: Exibido – pega outro frasco com um líquido de cor negra e o quebra no chão – Nos veremos de novo – e pula na mancha no chão desaparecendo e logo em seguida a mancha.

Raed se vira para as crianças e aproxima-se delas.

Raed: Está tudo bem?

Aika: Uhum.

Cris: Sim.

Daichi: Não consigo me mover direito.

Raed: Ok. Deixe-me te por em um lugar mais confortável. – ele o carrega até um pequeno banco próximo dali.

O homem tira um pequeno frasco com uma substância transparente de leve brilho.

Raed: Beba tudo – ele vira devagar na boca do garoto.

Aika: O que é isso?

Raed: É um elixir de recuperação instantânea. Muito difícil e demorado de se fazer. Levam-se alguns meses pra se conseguir alguns frascos. Possuo alguns poucos e ando com um para casos como de agora. O elixir proporciona uma recuperação muito rápida do corpo, porém há certas feridas que ele não pode curar.

Aika: Do que você está falando? Isso é sério?

Daichi: Ah, até que enfim já me sinto melhor.

Aika: (boca aberta)... Você... Já ta andando (falando e a voz morrendo, terminando a frase bem baixinho) – Daichi acaba de se por de pé.

Cris: Aika. Temos algumas coisinhas pra contar pra você.

Durante um tempo eles foram explicando tudo o que estava acontecendo com Daichi durante essas ultimas semanas. Desde a possibilidade de ver espíritos até o momento de agora tudo sendo revelado e confirmado por Raed. Ele está ali como prova absoluta de tudo que ocorreu.

Aika: (Mostrando feições de nervosa) Vocês acharam que não podiam confiar em mim?

Cris: Er, bem, não foi – socão da Aika – idéia minha – batendo na parede com uma bola na cara — Aaai.

Daichi vê o amigo voando no lado dele e quando se vir pra garota leva um murro bem dado na cabeça fazendo-o beijar o chão com um enorme galo na cabeça.

Aika: (berrando) Eu nunca mais deveria falar com vocês seus moleques. Ficar guardando segredo de mim e me fazendo pensar bobagens. Melhores amigos não fazem isso com outros.

Raed: (interrompendo Aika) Concordo. Alias belos golpes, com essa direita você daria uma ótima cavaleira.

Aika: Ééééé? (cara de não sei o que fazer)

Raed: Sim, mas primeiro precisamos fazer você ver espíritos.

Aika: E como faz?

Daichi: Tem outro vidrinho de Elixir aí?

Cris: Também quero (baixinho com a cara na parede).

Raed: Teremos que ir pra minha casa, mas antes Daichi levante e chame seu espírito guardião.

Daichi: — Levantando devagar – Chamar como? Não sei como invocá-lo e nem sei como ele é?

Raed: Você tem certeza? O que aconteceu pra você ficar daquele jeito em transe? Pode nos explicar?

Daichi: Eu não estava conseguindo me movimentar e achei que tava morrendo. Daí eu vi meu pai. – Cris chega devagar com a mão no rosto.

Cris: Seu pai? Mas ele não morreu quando você era pequeno?

Daichi: Sim, mas eu o vi. Ele disse que iria me ajudar e estendeu sua mão e eu a peguei. Quando vi a sombra de um felino com listras e tudo se apagou. Quando me dei conta tava no chão com todos a minha volta.

Cris: Uou, que doidera.

Raed: Hum, interessante. Seu pai ajudou você a invocar seu espírito guardião de uma maneira bem forçada.

Daichi: Como assim?

Raed: Quem estava conduzindo o seu corpo não era você, era o seu espírito guardião, que provavelmente é um...

Cris: Tigre.

Raed: É...

Cris: Ahá, acertei.

Daichi: Gênio. E agora o que faço?

Raed: Chame-o, converse com a espada e ponha-o para fora. Mais simples que você imagina.

Daichi: Ta, vou tentar. – Ele se afasta dos demais.

Ele caminha até um pouco a frente. Segura a espada com as duas mãos e a levanta pondo-a apontando para frente.

Daichi: (fechando os olhos e dizendo bem baixo) Espírito guardião... Apareça.

A espada começa a emanar um brilho esbranquiçado da sua lâmina até que a espada cria um clarão de luz enorme tomando conta de toda a rua até que vai diminuindo e aos pouco desaparecendo. Daichi fechou os olhos devido ao clarão e quando sentiu que podia abri-los arriscou um olho. O que ele viu o fez abrir rapidamente o outro e ter uma cara de espanto.

Aika: Tudo bem Daichi?

Ele se vira para os três.

Daichi: É... É um tigresinho.

Ele ainda está com a espada levantada e em seus braços deitado olhando para os três e abanando a cauda um pequeno filhote de tigre albino, de olhos azuis, pêlo bem branco e pequenas listras negras.

Raed: Parabéns, você ganhou um filhote.

Aika: Mas cadê ele?

Cris: Ele é um espírito de um animal garota não tem como ver ele.

Daichi: E agora? O que eu faço?

Raed: He he he, ele deve ter um nome como todo espírito tem. Ele deve te falar ou te mostrar qual o nome dele.

Daichi: Falar? Como assim?

Raed: Tudo o que ele disser você entenderá, porém eu não conseguirei entender nada. É uma ligação entre o espírito e o cavaleiro. Pergunte pra ele.

Daichi: Qual o seu nome?

Tigresinho: Ti.

Daichi: Hein?

Ti: TI – fechando os olhos e abrindo a boca como num sorriso.

Daichi: O nome dele é Ti.

Raed: Que bom, vejo que vocês já estão se entendendo.

Cris: Mas que raios de nome é esse pra um tigre?

Aika: ah cala boca, eu achei fofo.

Raed: Tem alguma pergunta Daichi?

Daichi: Tenho. Como essa criaturinha conseguiu controlar o meu corpo e dar uma surra em uns demônios?

Raed: Há há há haaa. Não é que é verdade? Bom nós precisamos estar em sincronia com nossos espíritos para batalhar. Como você perdeu a consciência eu acho que seu corpo ficou livre pra esse pequenino movê-lo da maneira que ele acha-se melhor. Literalmente você sofreu uma possessão completa desse bichano aí, e garoto: o gatinho luta melhor que você.

Daichi faz uma cara de idiota devido à situação. Cris e Aika não se agüentam e caem na risada.

Daichi: Ta bom chega de piadas. O que eu faço agora?

Raed: Converse com ele. Seja amigo dele, pois mesmo que não queira ele é seu melhor amigo e sempre será. Pode ver ele já gosta de você.

O garoto olha pro rosto do animal. Ele simplesmente o encara, fecha os olhos e mostra como um sorriso para o rapaz. Ele se surpreende e ameniza o rosto devolvendo com um sorriso, um pouco fechado, mas animador.

Raed se vira e se junta aos outros dois.

Raed: Vamos, tenho que mostrar algo a vocês dois.

Daichi: Ei e eu?

Raed: Você volta pra casa e descansa. Acho que ainda tem uma mãe preocupada com você não tem?

Daichi: Eita, é mesmo, vou correndo para casa, e eles?

Raed: Eles irão rapidinho para minha casa e depois te encontram amanhã no colégio. Pode ficar tranqüilo que comigo eles estão seguros.

Daichi: Ah, eu vou voltar sozinho?

Raed: Sim, com um espírito guardião desses é só você entrar em coma de novo que ele da conta do recado – Ti abre o maior sorrisão fazendo sinal de positivo com a pata, enquanto o trio da risada.

Daichi: O quê? E eu me emocionando com você e você me zoando? Ei Raed.

Raed: Diga.

Daichi: Quem é aquele Ulric?

Raed: (Pausa, ele fecha os olhos e suspira) Um grande amigo que infelizmente se tornou meu inimigo. Os ideais dele mudaram e agora lutamos um contra o outro. Daichi me prometa que caso o encontre de novo não o enfrente. Fuja o máximo possível e de preferência entre em um lugar de terreno sagrado como uma igreja ou cemitério. Nós não podemos lutar nesses lugares. É proibido, com certeza ele respeitará ao menos isso.

Daichi: (Espantado) Está bem.

Raed: Até logo.

Aika: Tchau Daichi, até amanhã.

Cris: Falou Daichi.

Daichi: (mudando de expressão) Tchau. – Ti levanta e sobe na cabeça do garoto, onde deita de novo – Você vai ficar aí é? Hum, que seja. Vamos pra casa.

Ele pega suas coisas que estavam esparramadas nos chão e caminha para casa. Chegando lá abre a porta e vai direto para cozinha. Estava morto de fome. Vê um bilhete na geladeira:

“Querido filhote,

Não sei pra que você tem celular. Está atrasado e não me avisou de nada. Voltei para o trabalho e estou preocupada. Se chegar em casa e você não estiver vou ligar imediatamente para a polícia. Agora se você está em casa lendo isso saiba que o almoço está no microondas e desde já está de castigo em seu quarto, merecendo uma boa surra e explicações para sua querida mãe que você dará assim que eu retornar.

Com amor, mamãe. S2.”

Daichi: Ai, essa mulher é doida. Olha só a mensagem Ti – o espírito se inclina pra ler a carta — me ferrei. Quero ver o que vou falar pra ela. Graaande dia. (Rooonc) Ai, estômago roncando. Primeiro almoço depois penso no que fazer.

Assim Daichi passou o dia, e com o espírito do tigresinho em sua cabeça.

Em um local escuro onde uma mulher de máscara de diferentes desenhos está sentada em seu trono esperando novidades de seu servo. Ele aparece de túnicas negras pondo o capuz para trás.

Mascarada: Ulric, querido. Que sucesso o de hoje, não?

Ulric: Perdoe-me por não ter saído tão bem quanto o esperado. Sinceramente achei que o rapaz estivesse em melhores condições.

Mascarada: Ah, acontece. Se ele tivesse morrido era um problema a menos pra mim. Se bem que por hora o prefiro vivo, acho que será mais útil.

Ulric: Acha mesmo que ele é...

Mascarada: Se eu acho? Há há há há há. Quanta besteira. Eu tenho certeza. Não se preocupe, ainda verá com seus próprios olhos.

Ulric: Sim senhorita – abaixando o rosto.

Mascarada: Por hora tenho outro serviço pra você.

Ulric: E qual seria?

Mascarada: Já será informado, por hora descanse bem, vai precisar estar inteiro pra o trabalho.

Ulric: Sim senhorita – retirando-se do recinto.

A mulher se aconchega no trono.

Mascarada: Agora você descobriu o seu espírito não é rapaz? Descanse e treine bastante, quero ver o que você pode fazer.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.