Ties

2 You Have Failed This Bags


Notas iniciais
Hey, hey, gente! Desculpa a demora para postar, andei um pouco enrolada nos últimos dias, mas aqui vai o segundo capítulo! Não fiquem com medo de comentar, me deem as suas opiniões para eu poder fazer com que a história fique melhor.

Assim que as palavras saíram dos lábios da garota, Barry se inclinou na direção da menina tapando a sua boca, um ato súbito, mas não agressivo. Olhou para o banco da frente, verificando se o motorista prestara atenção em alguma parte da conversa deles. Pelo jeito que o rádio gritava e o homem batucava no volante cantando para si mesmo, parecia não ter ouvido nada do que eles falavam.

Barry a encarou. Os olhos azuis claros da menina estavam arregalados e a pupila era apenas uma pequena bola preta dentro da cor.

"Eu sei o que está pensando agora, não se preocupe. Eu sei guardar segredos... É claro que se quisesse que as pessoas soubessem a sua identidade não sairia por aí usando uma máscara", a voz da menina surgiu dentro da sua cabeça. Ele a soltou e arregalou os olhos. Abriu a boca na esperança de que algo saísse dela, mas nenhuma palavra veio e a voz dela tornou a falar em sua cabeça.

"Você deve estar se perguntando como eu faço isso, é claro! Desculpe, deixe-me explicar para você" ela pigarreou "Sou uma meta-humana, como seus amigos da S.T.A.R. Labs diriam" fez uma longa pausa antes de continuar.

"Sabe, se tiver algo para dizer e não queira que o nosso motorista ouça é só pensar e eu vou ouvir".

Mas antes que Barry pudesse pronunciar-se, o carro parou fazendo com que os dois olhassem para frente:

—São 15- ele os olhou através do retrovisor, erguendo uma das sobrancelhas. Hayley pegou a bolsa e começou a procurar pela carteira, mas antes que ela encontrasse Barry tirou duas notas do bolso e entregou ao motorista.

—Fique com o troco- o rapaz disse, abrindo a porta do carro e saindo logo em seguida. Esperou que Hayley fizesse o mesmo e fechou a porta e a mala do carro, colocando a bagagem na calçada. Quando se virou para a garota viu que ela admirava o prédio. Ele sorriu e pensou o quão forasteira e inocente ela parecia, esquecendo por um minuto que ela poderia estar lendo a sua mente naquele exato momento:

—Então... — ela se virou para ele- Desde quando você faz... Esse negócio de... — Barry fez gestos com as mãos em volta da própria cabeça, esperando que ela entendesse a mensagem, o que fez com que ela risse.

—Desde sempre, eu acho... Começou quando eu tinha três, eu pensei que eu estava ficando maluca quando comecei a ouvir as vozes, mas conforme o tempo foi passando eu entendi que não estava ficando maluca só que... Meu cérebro era mais desenvolvido do que o das outras pessoas — ela o olhou, esperando que ele falasse alguma coisa. — Eu não vou perguntar como aconteceu com você porque, provavelmente foi por ter sido acertado por um raio impregnado com a radiação do acelerador de partículas.

—Como você...?- ele parou antes de terminar a frase, a resposta era óbvia, mas mesmo assim ele insistiu em fazer a pergunta estúpida.

—Bem, os seus pensamentos são mais difíceis de acompanhar já que quando foi acertado pelo raio ele não te deu apenas super-velocidade, mas também aumentou a sua atividade cerebral. Ou seja...

—Eu consigo pensar em várias coisas ao mesmo tempo de maneira rápida, fazendo com que não consiga acompanhar- Barry terminou a frase por ela, com uma pitada de orgulho no tom de voz.

—Exato, mas eu consigo acompanhar quando você está relaxado e não pensando em muitas coisas... O que, pelo que notei, não deve acontecer com muita frequência, já que você não para de pensar em várias coisas nesse exato momento!- ele a olhou, aquele típico olhar que Barry costumava dar quando fazia algo de errado, sem querer, e se arrependia. Um olhar de desculpas. E sorrindo, pensou o quão gentil ele era e tinha sido até agora com ela, mesmo não a conhecendo:

—Não estou dizendo que é sua culpa, só... É interessante... Encontrar alguém como eu que não seja maluco ou um dos caras maus- ela olhou pro chão, pensativa e, ao mesmo tempo, triste.

Enquanto ela pensava, distraída, Barry teve a chance de avaliá-la melhor. Hayley era uma garota particularmente bonita, com olhos azuis vívidos, pele de pálida e cabelos longos, lisos e negros, era alta, mas aparentava ter entre 16 e 19 anos. Usava jeans claro, um casaco preto e por baixo um jeans da tonalidade da calça, uma blusa preta e botas. De todos os meta-humanos que ele já avisa encontrado e enfrentado, Hayley parecia ser a mais normal e inofensiva de todos. Não possuía nenhum rancor ou mágoa com ela, e se tivesse não demonstrava. Respirou fundo:

—Então... Vamos entrar?- colocou as mãos nos bolsos, apontando com a cabeça para o prédio. Ela o olhou, assentindo.

—Claro... Eu... — ela fez uma longa pausa- Acha que Felicity vai ficar feliz em me ver?- perguntou um tom de dúvida e ressentimento na voz. Barry sorriu, olhando-a com compaixão. Andou um pouco e parou quando estava na frente dela, cara-a-cara, colocou uma das mãos no ombro da garota e procurou seus olhos, que encaravam o chão.

—Ei- ele deu uma leve sacudida no ombro dela- Eu sei que Felicity mais do que ninguém vai adorar ver você, ela é sua irmã, afinal de contas! Mesmo quando pensa que ela não se importa ou não gosta de você é tudo mentira, todos os irmãos gostam uns dos outros... Do seu jeito, é claro- ele sorriu- Se isso fizer você se sentir melhor, eu vou com você até ela, que tal?- Hayley o olhou com um brilho no olhar.

—Eu adoraria- ela sorriu para ele, que ficou sério após o ato, estendendo o braço para ela.

—Milady- seu tom de voz havia engrossado. Ela lhe deu o braço e os dois riram, caminhando até o prédio. E foi só quando chegaram na porta que Hayley se lembrou.

—Barry, as bagagens!- a menina deu um grito abafado, olhando para o rapaz que arregalou os olhos e correu até o início da calçada para pegar as malas. Enquanto ele corria, Hayley o observou. Eles seriam grandes amigos, mas essa amizade viria com consequências terríveis e ela não podia arriscar a vida de mais ninguém. Viu Barry caminhando na sua direção, com as malas nas mãos, a face corada. 'Talvez o destino esteja enganado', ela pensou, 'talvez haja um futuro para nós dois'.

Notas finais
Hey, again! Espero que tenham gostado, me digam o que acharam! See ya later, alligator
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.