Tide Blood

20 Lutar ou Morrer


Notas iniciais
Gente, quase esqueci de falar... Tem capa nova na fic!E aí?Gostaram? Tenho outras imagens, mas eu nunca consigo por aqui nos textos...

Capítulo 16: Lutar ou morrer

“A vida é um campo de batalha. Para sobreviver, temos que guerrear. A solução é apenas uma: lutar. Não importa que minhas mãos se sujem de sangue... Nunca fui e nunca serei humano mesmo...”

- Os caras que querem me matar... Estão todos aí?

Tsuki e Umi, após uma certa “jornada” por uma ilha desconhecida, acabam descobrindo um lugar que, segundo Umi, é a base principal da agência que planejava matar o vampiro superior feminino, ou seja, Tsuki.

- Não estão todos... Mas a grande maioria está aí... É melhor sairmos daqui... Se te descobrirem...

Tsuki olhou seriamente para o edifício a sua frente.

- Eu quero entrar lá.

- Que? –Surpreendeu-se com a rápida decisão da garota.

- Eu quero que isso acabe. Só preciso derrotar-los, né?

- O que está falando?! Não pode ir até lá! Vão te matar! –Ele a segurou.

- Mas... Se nós nos empenharmos em não beber sangue dos outros... E se matarmos os outros vampiros... Tudo ficará bem, não vai?!

- Mas... –Disse com indecisão.

Ela olhou dentro de seus olhos. Aquele verde tão claro o hipnotizava. Mas não era simplesmente a cor, nem o formato. Era aquela expressão de alguém que pedia ajuda, mas, ao mesmo tempo, de alguém forte, que não mudaria de idéia facilmente.

- Não é tão fácil assim... –Mexeu em uma mecha de seu negro cabelo.

Umi olhou para baixo. Não se deixaria levar pelo olhar de Tsuki. Se ela entrasse lá, seria morte certa.

- Umi...

Quando levantou a cabeça, foi pego de surpresa. Tsuki lhe roubou um beijo, um pouco diferente do último que tiveram. Este foi mais... Ardente.

Ficaram alguns segundos daquele jeito. Separaram-se, com a respiração ofegante, e ambos corados.

- Umi... Eu... Eu te a-

O ronco de sua barriga foi mais alto que sua voz. Ficou mais corada que antes e Umi começou a rir.

- Não ria! Eu não como faz um tempão!

- Mas foi engraçado...

Os dois ficaram quietos por um tempo.

- Então, o que você ia di-

Umi também acabou sendo interrompido pela barriga. Novamente, ficou corado.

- A-Acho melhor a gente procurar algo para comer...

- Sim... –Ria.

- Tsuki... Depois disso... Nós vamos fazer o que disse...

- Sério?

- Sim...

Eles sorriem um para o outro.

Era um salão bem grande. Possuía as paredes e piso brancos, parecendo uma enfermaria. Porém, em suas largas mesas, havia centenas de aparelhos que faziam tudo parecer mais cinza e sombrio. No meio da sala, andavam duas pessoas; um homem comum europeu, e outro, bem mais velho, que andava de jaleco e óculos redondos.

- Então, me parece que perdemos informações de “Umi”... Não vai fazer nada a respeito? –Disse o homem loiro.

- Hehe... Já vi que tudo sobra para mim... Mas não se preocupe, eu já tomei certas providências... –Disse o mais velho, enquanto retirava uma porção de chaves do bolso.

Eles param em frente a uma grande e negra porta. Ele pega uma das chaves e a abre. Os dois entram e dão de frente a uma cela, onde se encontra uma garota.

- Doutor... –Diz a garota sorridente.

Os dois pararam em frente a um belo lago, que possuía várias plantas e flores diferentes em volta.

- Uau! Que lindo! –Diz Tsuki, empolgada ao ver a bela paisagem. –Então... Vamos descansar aqui?

- Sim... E aqui tem muitas plantas com frutos. Só isso que temos para comer...’

- Mas será que as plantas não são venenosas?

- Mesmo que sejam, não é problema pra gente.

- ...

Ele se sentou na grama.

- Umi...

- Sim?

Ela andou e sentou-se ao seu lado.

- Tudo bem com você? Está meio pálido...

Ele cora.

- Não... Não é nada. Só estou um pouco cansado...

- Hum... Então que tal a gente esperar até a noite para invadir?

- Por que a noite? Invadir?’

- Porque é mais legal! –Ela sorri.

- .... Pensei que você ia falar q-

- Mas é melhor você descansar! –Disse, pondo a mão no chão, como se demonstrasse que ali estava confortável.

Karin, Frank e o outro vampiro estavam em um porto. Karin segurava algo que se assimilava com um catálogo, e o olhava ao mesmo tempo em que olhava os barcos estacionados ali.

- Por que nós precisamos de um barco? –Perguntou Frank.

- Não é óbvio? Ninguém mais sabe sobre a existência daquela ilha. Temos que ir por conta própria. –Disse Karin, vidrada em um dos barcos. –Olha! Esse é perfeito!-Apontou para um dos barcos.

Os três foram olhar-lo. De longe, uma pessoa os observa.

- Senhor, deseja alugar um barco? –Diz um senhor.

- Claro... Eu adoraria. –Disse o homem de cabelos loiros. –Me de o melhor que você tem.

- Claro. É só seguir por aqui... Senhor... Hã... Senhor...

- Gabriel. Pode me chamar assim.

A garota sorriu. Tinha um corpo adulto, apesar de seu rosto infantil. Prendia em uma Maria Chiquinha os seus cabelos ruivos, que faziam grandes rolinhos, dando a impressão de super cacheados, apesar da franja lisa que cobria sua testa. Usava roupas no estilo Lolita Gótica e tinha um belo par de olhos amarelos. A única coisa diferente em seu rosto eram seus dentes, mais especificamente os caninos, que eram mais longos e afiados.

- Essa é Cascata. Ela é a experiência que eu tinha dito a você dias atrás. Ela estava pronta faz uns anos, mas só consegui terminá-la a pouco tempo.

- Sim... Essa é 184°?

- Sim... Ela mesma.

- E por que está mostrando ela para mim?

- Veja...

A garota, que antes estava sentada, levanta-se. Passa a mão no ursinho que carregava e olha novamente para os dois.

- Ele... Ele está aqui... –Dá um sorriso mais largo que antes e segura o ursinho bem forte. – O meu amado Seamus... Ele está aqui...

Ela começa a rir de forma mais violenta, mas também como se fosse uma criança. O doutor (o homem mais velho) dá um pequeno sorriso enquanto o outro homem se assusta.

- Finalmente... Agora seremos apenas eu e ele... E ninguém poderá nos atrapalhar.

Fim do capítulo

Nota: Só curiosidade, mas o nome da Cascata vem da idéia de cachoeira (queda de água) ^^’

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Notas finais
Espero q tenham gostado!Vem muita coisa por aí!:D