Tide Blood

11 Bons Ares - Parte Dois


Notas iniciais
Ok, o último capítulo não teve reviews, mas vou considerar que ninguém leu por causa do feriado(T-T).Aqui tá a parte dois... Logo, logo posto a três :)

Parte 2: “Pessoas surdas”

Umi andava pelas ruas livremente. Parecia perdido até que ouviu um grito de mulher dentro de um beco. Correu até lá e impediu de os homens assaltarem a garota caída no chão. Derrotou-os rapidamente e abaixou-se para falar com a garota.

- Você está bem?

A garota, que olhava para baixo, mostra o rosto.

- T- Tsuki!- Ele se surpreende por encontrar a garota naquele lugar.

- U- Umi?- Ela fica corada e surpreendida também.

Os dois ficaram igualmente vermelhos e sem saber o que fazer. Uma voz aparece no fundo do beco.

- Umi... É você?

Os dois olham e vêem Gabriel. Este também fica parado apenas olhando os dois, sem saber o que fazer.

- A... A garota!! Ham...Quero dizer... O nosso alvo! Prenda-a Umi!

Umi volta ao normal, se levanta rapidamente e se prepara para atacar a Tsuki, mas esta saiu correndo.

- Ei, volta aqui! –Umi saiu correndo atrás dela.

- Pra ser pega? Eu hein? Lógico que não!

- Droga. –Gabriel sai correndo atrás dela também.

Os três corriam praticamente na mesma velocidade, mas depois de um tempo os dois começaram a ficar cada vez mais rápidos. Umi tenta pegar Tsuki, mas alguém atira na mão dele e Gabriel também para de correr.

- Parece que você tem mesmo que ser vigiada, não é Tsuki? –Karin e vários outros agentes estavam lá.

- Karin-san! –Gritou Tsuki.

- Olá querida, me desculpe, mas não podemos conversar agora... Entre no carro e fuja que nós despitamos esses dois.

- Ok.

Tsuki saiu correndo.

- Tem certeza que quer fugir? Se você fugir agora... –Gabriel tira um colar em forma de chave do bolso — ... Nunca conseguirá isto.

Tsuki parou e voltou andando lentamente.

- Onde... Você conseguiu isto? –Ela parecia bem brava.

- Se você vier conosco, nós responderemos todas as suas dúvidas sobre isto e sobre você.

Tsuki olhou para os agentes e começou a andar em direção a Gabriel.

- O que está fazendo Tsuki?! –Karin segurou o braço da garota.

Tsuki tirou delicadamente a mão de Karin de seu braço e continuou andando.

- Vamos conversar em outro lugar. –Disse seriamente.

- Ok.

Gabriel segurou Umi e Tsuki e dentro de menos de um segundo os três desapareceram.

Toda corada, Tsuki estava sentada em um sofá todo luxuoso, segurando uma xícara de chá e assoprava a cada cinco segundos.

- Por que está tão tímida Tsuki-chan? –Gabriel estava sentado ao lado direito dela.

- Hã... Bem... É que quando você disse que responderia as minhas perguntas, eu pensei que a gente iria para uma sala fria, vazia e escura, em que eu estaria amarrada e tudo mais... Mas por que estamos no restaurante mais chique da cidade?

Não era o mais chique, mas também o mais caro restaurante de Buenos Aires. Isso se percebia não pela decoração- apesar de todos os quadros originais famosos, pelos enfeites regados em ouro e rubi e nem por possuir um cardápio super caro- mas pelas pessoas, vestidas de forma luxuosa.

- Oh, mas não há nada de errado em te trazer aqui. As pessoas são bem educadas e não vão bisbilhotar a nossa conversa. De qualquer forma o restaurante é meu. Mais chá?

- Hã... Não, obrigada. O senhor é muito rico, não é? Pra ter um restaurante em outro país...

- Hum... Claro que sou rico. Vampiros têm que ser ricos, bonitos e jovens, não acha? –Gabiel deu uma piscadinha.

- Então você é um vampiro? Não me falaram disso...

- Quanto já te contaram? –Umi finalmente entrou na conversa, apesar de estar sentado ao lado esquerdo dela desde o começo.

- Bem... Explicaram-me que eu e Umi somos os vampiros mais fortes e que geramos outros vampiros... Falaram-me muita coisa, mas eu tava muito confusa na hora então...

- Já te contaram Tsuki-chan, que quando alguém vira vampiro, essa pessoa tem que seguir fielmente seu “criador”?

- Não... Não me falaram nada disso... Isso quer dizer que...

- Sim, muitos que estão do seu lado fazem isso porque você os transformou e nem sempre porque querem.

- Oh, que rude Umi. –Gabriel disse de forma irônica, de forma que também iria falar isso.

- Só estou falando isso porque tenho certeza que isso ocorre comigo também.

Tsuki olhou para o seu reflexo no chá.

- “Nem sempre porque querem”... Né? –Pôs a xícara na mesa... –Senhor... Gabriel-san...

- Me chame apenas de Gabriel.

- Você é um vampiro feito pelo Umi, certo? Por que tem que segui-lo?

Gabriel ficou quieto por um momento.

- Digamos que o que eu falei antes tem suas exceções.

- Exceções?

- Bem, deixe isso para lá. Quer ouvir algo realmente interessante?

Gabriel tirou de seu bolso o colar de antes. Os olhos de Tsuki arregalaram-se.

- Você tem o outro colar, certo? Parece curiosa em saber o que há aqui. –Gabriel sorriu novamente, mostrando seus afiados e longos dentes de vampiro.

Ela mexeu rapidamente em seu bolso e retirou o “medalhão”. Pegou a chave e abriu o cadeado. Tirou de dentro um frasco.

- Mas o que? –Ficou confusa.

Começou a mexer na caixinha a procura de outra coisa. Umi e Gabriel ficaram olhando para ela em resposta do que estaria procurando. E sem perceber, ela respondeu:

- O homem que me entregou isto disse que, inicialmente, havia uma mensagem dentro disso.

Umi pegou o frasco e ficou olhando atentamente.

- Isso é... Sangue?

A atenção dos três passa ao frasco. Será que aquilo era sangue? Era vermelho, mas era líquido como água, algo muito estranho para um frasco que permaneceu intacto por tantos anos. Se fosse sangue, teria que secar, pensavam todos.

- Ouça... –Tsuki quis mudar de assunto. –Aquele monstro que atacou a família daquele homem era um... Vampiro?

- Aquele monstro... –Gabriel põe a mão no rosto de Tsuki. — ...Não era um monstro qualquer...

Umi fica com ciúmes dos dois estarem tão perto, mas mesmo assim Gabriel continua.

- Ele era você, T-su-ki-chan.

Tsuki fica triste, mas não surpreendida. Já havia sentido certa culpa antes, mesmo não sabendo a verdade. A sensação que sentia agora era tão estranha... Tão dolorosa. Parecia que haviam apunhalado seu peito e que seus pulmões estivessem cheios de sangue.

Lágrimas começaram a sair de seus olhos verdes. A culpa de ter estragado a vida de tanta gente era muito grande.

- Agora vocês... Vão me matar, verdade? –Tsuki enxugou as lágrimas com a manga da blusa.

- Não. –Disse Gabriel.

Umi e Tsuki ficam igualmente surpresos. Gabriel pega o frasco e dá para Tsuki.

- Eu trouxe você para um restaurante para que ninguém siga vocês dois.

- Vocês dois? –Umi não entende nada.

- Eu vou deixar vocês dois fugirem juntos. Aqui, peguem isso. – Ele entrega duas

passagens e um estojo para eles. — Eu quero ajudá-los, não tem problema nisso, tem?

- Claro que tem problema! Você não está trabalhando para alguém? Sua missão não é matar Tsuki?

- Não, a minha missão é cuidar de você. E eu não trabalho para ninguém... E mesmo que aja um problema... –Gabriel mostrou seus dentes. –Eu sou um vampiro muito poderoso.

Só queria judar vocês antes de morrerem. Agora vão. Não se preocupem, nos veremos novamente.

Mesmo ainda confusos, os dois agradecem e vão embora.