Ticket To Ride

2 Take The Tequila


Notas iniciais
Hey gente linda do meu coração!
Eu já disse o quanto eu amo vocês?
E o quanto eu ia amar ainda mais se vocês não me matassem pela minha demora ecessiva? ;)
Hahhahah!
Gente, desculpa mesmo pela demora.
Eu entrei em um daqueles momentos que a minha inspirção pulou da janela e fugiu para o méxico, me deixando aqui, solitária, e toda vez que eu sentava para escrever esse capitulo, olhava e ficava tipo "Meu deus, isso não é bom o suficiente para Ticket to Ride! As leitora de Seven Days a Week vão ver e achar uma merda!"
Aí eu apagava. E começava de novo.
Resultado: esse capitulo foi reescrito 11 vezes antes de ser enviado pra minha beta. E eu ainda sim não gostei nem um pouquinho dele.
Então... Não crie grandes expectativas.
E serio... Eu realmente já me desculpo se estiver um horror.
UM MEGA OBRIGADO PARA IMCAMPHALFBLOND PELA PRIMEIRÍSSIMA RECOMENDAÇÃO DE TICKET TO RIDE! =DDD Morre não, honey!
(eu dedicaria esse capitulo para você, mas não é um capitulo bom o suficiente para ser dedicado. Sorry!)
Boa leitura, galera!

7 horas depois.

Juliet andou de um lado para o outro na sala de estar do pequeno apartamento, mordendo tão nervosamente seu lábio inferior que já podia sentir o gosto metálico de sangue na boca.

Fazia exatamente sete horas que Katie havia desaparecido. Ou fugido. Ou sumido. Tanto faz. Continuavam sento sete horas. Juliet não podia estar mais nervosa. Não, nervosa não. Nervosa não era uma palavra forte o suficiente para definir como que ela estava se sentido. Talvez pirando fosse mais adequado.

Chegaria a ser engraçado se não fosse tão desesperador. Ainda mal conseguia acreditar que Katie havia desaparecido! Sem explicar nada, sem sequer falar meia palavra com ela. Simplesmente...Desaparecido.

O pior de tudo, é que sua imaginação continuava lhe criando imagens horríveis das coisas que poderiam acontecer com ela. Ou dos motivos dela ter saindo assim tão de repente, sem dar explicações. E a mala... Ah, a mala. Será que aquilo queria dizer que ela ia demorar a voltar? Ou que ela não ia voltar?

Quer dizer, desde que ficou lá parada na frente do prédio, com as sacolas jogadas no chão, Juliet já tinha experimento um mix entraordináriamente estranho de emoções.

Primeiro não conseguiu pensar em nada. Absolutamente nada. Estava paralisada de um jeito que atingia vários níveis. Depois começou a ficar tremendamente preocupada. E se acontecesse alguma coisa com Kay? Não seria sua culpa, seria? Não, claro que não. Era Kay que havia sumido.

Em seguida, ela começou a sentir uma raiva desumana da irmã. Queria descobrir onde ela estava apenas pra matá-la da forma mais dolorosa possível. Mas depois começou a se sentir completamente culpada por ter se sentido assim. Katie tinha que ter um bom motivo pra sair assim. Ou, pelo menos, era bom que tivesse.

Passou pelo ódio, magoa, culpa, aceitação, desistência, confusão, raiva de novo, tristeza e praticamente todos os sentimentos que seriam possíveis serem nomeados até então. Agora, sequer sabia o que devia se sentir.

Mas uma questão ainda lhe atormentava era a única que havia lhe acompanhado durante todos os estágios. Por que Hades Katie havia ido embora?

Juliet suspirou, se jogando no pequeno sofá bege. Enterrou a cabeça nas mãos e, em vão, ficou tentando esvaziar a mente para conseguir pensar direito sobre o que havia acontecido. Mas seus pensamentos estavam tão confusos que sentia como se estivesse falando todos ao mesmo tempo em sua cabeça e ela não conseguia entender nenhum deles.

Ela se levantou rápidamente, irritada. Bateu os pés pelo cômodo de novo, indo em direção a cozinha. Abriu o pequeno armário de madeira clara que ficava no alto, sem saber exatamente o que estava procurando.

– Ah, foda-se. – resmungou para si mesma, pegando a tentadora barra de chocolate branco que estava ali há quase duas semanas chamando por ela, e escolhendo se esquecer momentaneamente daquela promessa de que só ia comer coisas saudáveis.

Ela se sentou na bancada de mármore branco, cruzando as pernas e usando os dentes para abrir o papel da barra. Deu uma dentada generosa, fechando os olhos. Parecia errado comer chocolate para abafar o nervosismo, mas, e daí? Chocolate era tão bom. Só agora ela percebia a diferença que ele poderia fazer na vida de uma garota.

– Hunnnn... – murmurou satisfeita, afastando uma mecha de cabelo dos olhos ao mesmo tempo que a capainha tocava. Franziu o cenho, deixando o chocolate sobre a bancada e pulando para o chão, indo em direção a porta que havia na copa.

Juliet virou a maçaneta, tendo que piscar duas vezes para ter certeza que aquilo não era um troque da sua mente debilitada pela recém-adquirida loucura.

– Travis?! – ela engasgou, arregalando os olhos para ele. – O que você está fazendo aqui?

Travis a olhou vagamente, parecendo ter se esquecido do que estava fazendo ali. Ele estava do mesmo jeito de sempre, com um jeans, uma camiseta de botões azul escura de caimento perfeito e uma jaqueta de couro, o cabelo castanho aloirado curto bagunçado de um jeito típico. Estava com uma caixa branca, como aquelas de escritório, em mãos, cheia de roupas e alguns objetos que pareceram suficientemente aleatórios para Juliet.

– Oi pra você também, Juliet. – ele disse, revirando os olhos para ela. – Cadê a Katie? Vim devolver algumas coisas dela.

E foi aí que Juliet sentiu a visão ficando subitamente turva pelos olhos marejados.



– Sumiu? – Travis repetiu olhando para ela de uma forma estranha. Juliet encolheu os ombros, brincando com barra da camiseta azul turquesa do acampamento que sobrevivera a pequena brincadeira dos Stoll que estava usando.

– Sumiu. – afirmou pela milésima vez, com a voz estranhamente entrecortada. Olhou para a caixa das coisas de Katie, sentindo um nó apertado na garganta. – Simplesmente... Sumiu. Pegou praticamente todas as roupas, enfiou numa mala de viajem, e sumiu. Saiu sem dizer nem uma palavra.

– Mas... Mas isso quer dizer que ela pode estar em perigo. – Travis murmurou. Juliet balançou a cabeça, fitando o chão, em quanto ele se jogava no sofá ao seu lado, ainda digerindo toda aquela informação.

– Não. Quer dizer, eu acho que não. Espero que não. – ela se corrigiu, suspirando. – Katie levou o punhal. Ela não levaria o punhal se soubesse que voltaria aqui rápido.

– Achei que ela sempre andasse com o punhal. – ele disse, franzindo o cenho. A filha de Demeter balançou a cabeça em negação lentamente, ainda fitando o chão.

– Ela anda com o punhal que Backendorf fez para ela nas forjas quando chegou no acampamento. – explicou, em voz baixa. – Ela levou o punhal que mamãe deu a ela em seu aniversário de quinze anos. O que tem o cabo trabalhado em com pequenas margaridas e uma safira verde. Katie protege aquele punhal com a própria vida. É a coisa mais próxima que ela tem de nossa Mãe. – suspirou. – Ela não levaria o punhal se fosse uma viagem rápida.

– Você não tem nem ideia de pra onde ela foi? – Travis perguntou, medindo as próprias palavras como se tivesse medo que Juliet explodisse a qualquer segundo. – Uma frase, uma ideia... Alguma coisa que ela falou aparentemente inofensiva.

– Não. Katie não tem sido exatamente comunicativa desde... Bom, desde que vocês dois terminaram. – Ela respondeu calmamente, vagando os olhos pelo cômodo, e sem conseguir se deter ao demorar um pouco mais na caixa.

–Então quer dizer que... Ela não deixou nenhuma pista de para onde estava indo. Nem meia palavra. Aparentemente está indo para uma viajem longa, ou talvez permanente. Você não tem nem ideia do que aconteceu e nem fez nada para impedi-la. Katie simplesmente... Sumiu.

Juliet lançou um olhar estranho para ele, meio triste, meio irritadiço.

– Claro que não. Eu tentei impedi-la. – disse, na defensiva. – Mas não é exatamente oportuno perseguir uma pessoa que tem um Taxi estrategicamente localizado para a fuga e que estava obviamente tentando te evitar quando você está carregando um monte de sacolas com as coisas que sua nova madrasta de curto período comprou para você depois de um brunch incrivelmente entediante.

– Como é que é? – Travis disse confuso, franzindo o cenho para ela e fazendo com que ela pensasse naturalmente que talvez tivesse falado rápido demais.

– Esquece. Não é importante. – Juliet respondeu com um suspiro. – O ponto é que... Katie simplesmente sumiu.

Ficaram em silêncio por um momento, cada um deles tentando entender algo que parecia humanamente impossível de compreender para se darem conta da presença do outro. Até que Travis soltou um pesado suspiro, enterrando as costas ainda mais fundo no sofá.

– Deuses. – ele murmurou entre dentes. – Isso vai arruinar tudo.

– Tudo o quê? – Juliet perguntou confusa, franzindo o cenho para ele. – Vocês dois terminaram... Não terminaram?

– Terminamos. – parou, pensativo. – Mas, bom, eu pretendia mudar isso.

– Vindo até aqui para devolver as coisas dela? – Julie devolveu, erguendo uma sobrancelha para ele e olhando duvidosa para a caixa no chão a alguns metros dela. – Bela forma de fazer isso, Stoll.

–Eu não pretendia fazer isso hoje. – resmungou. – Apenas... Ocasionalmente.

– Serio mesmo que essa é a lógica que você usa como critério?

Travis olhou para ela irritadiço, resmungando alguma espécie de praga baixo o suficiente para que ela não conseguisse entender nem meia palavra. Juliet suspirou, enterrando a cabeça nas mãos e deixando os ombros caírem.

–Deuses, minha cabeça está me matando. – murmurou entre dentes, olhando para o papel do chocolate. Suspirou mais uma vez, virando-se subitamente na direção de Travis e encarando-o de uma forma estranha. – Vá pegar a tequila. Eu vou ver se arrumo dois copos.

– Como é que é?

Juliet revirou os olhos para ele, entediada.

– Você sabe exatamente o que eu estou falando. Ou vai dizer que você achava que eu na sabia da existência daquela garrafa de tequila para emergências que você deixa na tábua solta do quarto de Katie?

– Juliet... Por que mesmo você quer a garrafa de Tequila para emergências? – Ele disse calmamente, como se medisse as palavras.

– Eu estou magoada, irritada, nervosa, e extremamente, masextremamente, confusa. Ah, e o chocolate acabou. Ou seja, isso é uma emergência. Nem pense em argumentar comigo. É uma emergência, uma das grandes, e ponto final.



– Wow, wow, wow. – Juliet o interrompeu abanando a mão esquerda, que não segurava o copo de Tequila – Calminha aí. Você está tentando me dizer que você não beijou Aly?

– Não, não. – Travis negou balançando a cabeça. – Eu só estou dizendo que eu desejava nunca ter beijado Aly, e que aquele beijo nunca significou nada pra mim.

– Babaca traidor. – Juliet acusou semicerrado os olhos pra ele, em quanto enchia um pouco mais seu copo. A garrafa já estava quase na metade. Ops.

– Juliet...

– Fala sério! – interrompeu. – Você vai pra a California durante uma semana, a amiga de infância da sua namorada se oferece para te mostrar a cidade, ela te leva a maior festa do ano, vocês saem aos beijos, você volta para Washington no dia seguinte e estava pretendendo nuncacontar nada a Katie. BABACA TRAIDOR!

–Hey! – Travis exclamou indignado. – Pra começo de conversa, eu não pretendia nunca contar nada a Katie. Eu só pretendia fazer isso com jeitinho, no momento adequado.

– Momento adequando? Sinto muito, mas não existe ummomento adequando para anunciar que você é um babaca traidor. Esse é o tipo de coisa que você tem que soltar a bomba e aguentar a explosão.

–... E eu ia aguentar a explosão, só não queria que as coisas parecessem tão ruins assim. – ele se defendeu, tomando um longo gole da bebida.

– Tão ruins assim? Pior impossível, babaca. – Juliet resmungou.

– Deuses, você nunca cala a boca não? – Travis devolveu irritadiço. – Me deixe explicar, pelo menos.

– Vai em frente.

– Obrigada. – disse levemente irônico. – Pra começo de conversa, eu estava bêbado. Estava tão bêbado que não lembro de nem metade do que eu fiz naquela noite. E, certo, eu traí Katie com Aly. Mas nós dois estávamos tão bêbados que não significou nada. Não tinha como significar.

– Você não disse isso a Katie? – Juliet perguntou duvidosa, tomando mais um gole.

– Claro que disse. Eu tentei explicar as coisas para ela, juro que tentei. – suspirou. – Mas parece que uma briga era tudo o que estava faltando pro resto das pequenas briguinhas virem á tona. No fim das contas, eu mal lembrava o porquê de estarmos brigando tanto.

– Nossa. E eu, que me sentia a filha de pais no meio de um divorcio. Esse apartamento virou um campo de guerra. Achei que nunca ia acabar. – Juliet relembrou, olhando de uma forma estranha pra garrafa em quanto virava o resto do conteúdo de seu copo e se inclinava para se servir de mais. – Mas isso não muda o fato. Você é um babaca traidor.

– Eu sei. Eu sei que eu fui idiota. Eu sei que podia ter feito tudo diferente. – Travis suspirou tristemente, brincando com seu copo. – Acredite, eu sei. Queria poder mudar a história. Queria que, naquela ultima briga, nós não tivéssemos terminado. Se eu posse coltar no tempo, com certeza faria tudo diferente.

Os dois ficaram em um silêncio esquisito, tomando um gole simultaneamente. Juliet mirou o chão, perdida em seus pensamentos levemente embaçados pela a Tequila e sem saber o que estava realmente pensando sobre isso tudo.

– Como Katie reagiu? –Travis perguntou de repente, num tom de voz estranho, quase como se temesse a resposta.

– Eu não sei. – Juliet admitiu deixando os ombros pesarem. –Esse é o problema. Ela sempre me conta as coisas, ela é sempre como um livro aberto. Mas dessa vez? – balançou a cabeça negativamente. – Katie não podia estar mais distante. Não quis conversar sobre isso, mudava de assunto delicadamente toda vez que eu mencionava. Não cheguei à pega-la chorando nem meia vez. Não parecia triste, nem irritada. Não parecia nada. Só... Distante. – Juliet cerrou os dentes. – E você?

– Digamos que... – Travis parou, medindo as palavras. – Bom, digamos que essa não é a minha primeira garrafa de tequila para emergências.

Outro silêncio esquisito.

– Você realmente veio devolver as coisas dela? – Juliet perguntou num tom de voz tristonho, quando seus olhos caíram novamente sobre a caixa de escritório branca.

– Yep.

– Como é que isso melhoria as coisas entre vocês dois?

– Não melhoraria. Na verdade... Eu estava realmente torcendo para que ela não estivesse em casa. – Travis admitiu baixando o tom de voz. – Quer dizer... Eu não esperava que ela tivesse.... Desaparecido – ele tentou obviamente evitar a palavra fugido – assim.

– Então por que você veio até aqui pra começo de conversa? – Juliet forçou, encarando-o como se fosse uma difícil equação matemática.

– Porque parte de mim estava torcendo para vê-la mais uma vez. – deu de ombros. – Porque era tortuoso demais ver algumas coisas dela jogadas no apartamento. Porque sim.

Mais um silêncio estranho. Juliet desviou os olhos para o chão, em quanto ele acabava com o conteúdo de seu copo e se inclinava para alcançar a garrafa.

– E quanto a você e Jake? – Travis perguntou sem rodeios, querendo mudar de assunto. Juliet riu de nervoso, mexendo as mãos desconfortavelmente. E quanto a ela e Jake? Nem mesmo Juliet sabia.

– Ele está na California, eu estou aqui. Claro que eu o amo, muito.... – suspirou, vasculhando sua mente pelas palavras que a incomodavam haviam semanas. – Só nós estamos falando de Jake. Não posso esperar que ele fique esperando por mim para sempre. Seria como pedir que os deuses parassem de enviar os semideuses em missões perigosas — um trovão balançou as janelas, mas ela não pareceu ligar. — ou pedir que Quiron pare de dar sermões. Não vai acontecer.

– Entendo. – Travis murmurou, meio sem saber o que dizer. Ele sentia por Juliet. Ele não falava com Jake desde que voltara da California, mas Jake continuaria sendo Jake. Era muita burrice acreditar que ele mudaria por ela. Parecia cruel dizer isso, mas era. Juliet era uma garota esperta por não se encher de esperanças. Quem sabe assim doeria menos quando acontecesse.

– É isso aí, Stoll! – Juliet exclamou do nada, com a voz arrastada, erguendo o copo no ar. – Nós dois, os idiotas que o amor deu um chute na cara, temos que continuar unidos. Isso aqui é tudo que nos resta.

– Com certeza. – Travis concordou com um sorriso irônico, erguendo o copo no ar da mesma forma que ela para um brinde desajeitado. Os dois tomaram um grande gole em seguida, Juliet fazendo uma careta quando a bebida desceu queimando sua garganta.

– Hey, hey, hey... – Juliet resmungou, se levantando do sofá cambaleante. — Você não é idiota!

– Obrigada, eu acho. – Travis riu, olhando para ela de uma forma esquisita.

– Não, é serio! – Juliet reclamou indignada, deixando o copo na mesinha de centro e colocando as mãos na cintura de uma jeito tão... Bom, tão Katie. – O amor ainda não deu um chute na sua cara.

– Juliet, é claro que deu! – Travis discordou num tom de voz engraçado. – Eu me apaixonei pela a única pessoa do mundo que poderia ser completamente o oposto de mim. Eu me apaixonei tanto, que achei que tudo ia dar certo. Mas adivinha? – balançou a cabeça. – Não deu!Acabou. As coisas deram errado. Fim.

– Você ama Katie, não ama? – Juliet perguntou sem se deixar abalar.

– Juliet, eu-

– Você ama Katie, não ama?

– Amo. – Travis suspirou. – É claro que amo. Amo Katie mais do que eu gostaria de admitir.

– Então não acabou ainda. – Juliet afirmou vitoriosa, sorrindo como uma criança pequena que acabara de receber o melhor presente de toda a sua vida.

– Juliet, acabou. – Travis explicou pausadamente, como serealmente estivesse falando com uma criança bem pequena. – Katie foi embora, sabe-se lá pra onde. Não dá pra saber se ela vai voltar. Não dá sequer pra saber se ela ainda me ama. Katie seguiu em frente. Acabou.

– Katie não seguiu em frente, bobinho. – Juliet discordou ainda sorrindo. – Eu sei que ela ainda te ama. Acredite, eu sei. Katie não podeter seguido em frente.

– O que você está falando?

– Eu estou falando – sorriu um pouco mais. – Que Katie deve ter ido passar um tempo em Anthens. Que tudo que você precisa fazer é ir lá e pedir desculpas. Que ela ainda te ama. Que o amor ainda não deu um chute na sua cara.

– Juliet, não é assim que funciona...

– Claro que é! – ela exclamou com a voz fina. – Travis, você não percebe? — não esperou uma resposta. – Não acabou para vocês! Ainda pode dar certo! E vai dar certo.

– Katie foi embora. – Travis repetiu sem se deixar levar, balançando a cabeça veementemente. – Ela realmente foi embora. Se existe algum sinal maior do que esse de que acabou, tenho certeza que ele ainda vai acontecer nas próximas vinte e quatro horas.

– Eu não sei porquê Katie foi para Anthens. – Juliet admitiu. – Mas de uma coisa eu sei. Ela teve um bom motivo para isso. Não acabou.– insistiu. – Não mesmo.

– Juliet, escute o que você está falando! – Travis disse irritadiço. – Katie não teve um bom motivo para desaparecer. Eu tenho certeza que não. Nós acabamos, e a primeira coisa que ela faz é desaparecer. Belo jeito de lidar com as coisas!

Juliet abriu a boca para argumentar, mas ele foi mais rápido.

– E quer saber? – O Stoll riu com escárnio. – Eu estou cansado disso! Quem ela acha que é? Eu estou definitivamente cansado de correr atrás dela. Se Katie quer desaparecer, ela que desapareça. Eu é que não vou me matar para consertar as coisas quando ela não está nem tentando. Acabou. E dessa vez, é definitivo.

– CALA A SUA MERDA DE BOCA! – Juliet gritou de repente, numa súbita explosão de raiva. Travis parou de falar, olhando-a curiosamente por meio segundo. A garota franziu o cenho, parecendo escutar alguma coisa. Ele imitou o gesto, logo ouvindo o toque baixo do celular dela.

A filha de Demeter foi até a bolsa jogada no outro canto da sala em silêncio, revirando-a em busca do aparelho. Quando finalmente achou, olhou para a tela iluminada como se alguém tivesse acabado de atirar nela, deixando os ombros caíram. Arregalou os olhos, e olhando para ele murmurou as duas palavras que Travis menos esperava ouvir.

– It’s Katie


Notas finais
Então... O que vocês acham que vai acontecer?
Hahahha!
Podem falar, o Travis e a Juliet bebendo Tequila foi ótimo.
Na verdade... Essa foi a única parte do capitulo que eu gostei.
However, DEIXEM REVIEWS!
Autora feliz, autora inspirada. Autora inspirada, mais capítulos. Mais capítulos, capítulos bem melhores. :D
Viram? É pura lógica!
Hahhaha.
Beijos,
Jojo