Notas iniciais
Demorei? Demorei! 39 dias se não me engano, me desculpem, mas realmente passei raiva nesse capítulo, não conseguia escrever nada com nada que estivesse no roteiro e acabei mudando um monte de coisa, mas não acho que isso faça alguma pequena ou grande mudança no final desta ou da fic alternativa, sim, terá uma fic alternativa, e sem mais delongas, boas leitura!

Entramos e fomos em direção ao elevador, Karel apertou algum número e nos encostamos na parede de vidro que dava para a rua, como é que faziam isso? Ouvi um suspiro pesado, algo o incomodava talvez.

–Filha?

–Sim – Me surpreendi, não esperava ser tratada assim tão cedo, deveria chama-lo de pai, invés de chamar pelo seu nome?

–Como ele era, o Ryan? – O seu pomo-de-adão subia e descia, não entendo o porquê estava nervoso.

–Bom, ele tinha uma pele muito branca, parecia que nem tomava sol, tinha olhos cor de mel, cabelos pretos lisos com as pontas enroladas, deixava crescer, era raro ver o cabelo dele curto, era muito extrovertido, falava com quase todos, me lembro que ele tinha uma cicatriz no peitoral.

–Uma cicatriz em? – Falou num tom extremamente baixo, como é que eu consigo ouvir? Ouço ou penso que ouço? Devo estar enlouquecendo.
A porta abriu e segui Karel através de corredores, algumas pessoas passaram por nós dando bom dia e respondemos, um pessoal muito simpáticos, no fim do corredor estava a sala, Karel parecia relutante em abrir a porta, até que entramos, a sala tinha paredes vermelhas e piso detalhado pela cerâmica triangular, aparelhos de som para todo lado, guitarras e baixos na parede, um enorme sofá em formato de L em um canto da sala, e uma majestosa mesa com botões para tudo que é lado, alguém estava sentado a observar botões e balançar a cabeça, que com fone e tudo notou nossa presença, se virou e retirou o fone por um momento

–Já termino com o Ryan, daqui a pouco falo com você Karel, e a moça também se for o caso.

Devolveu o fone ao ouvido, tinha um sotaque francês notável no seu inglês, sua pele era branca, meia rosada, orbes ocres, o cabelo castanho numa extrema bagunça e usava um óculos com armação retangular que lhe caia bem, para meu espanto, ele disse Ryan, e pareceu não se importar com minhas orbes pratas, Karel e eu nos sentamos no sofá e ficamos esperando o cara terminar a gravação, e acabou, ativou um botão que mudou do vermelho para azul, se levantou e sentou-se ao lado de Karel, me deixando no meio.

– Olá Karel, passou a me visitar diariamente foi?

– Oi Senhor Ás exagerado – Deu um sorriso debochado

– Quem é a moça? – Olhou para mim ajeitando os óculos que fugiam do lugar

–Meu nome é Karen, sou filha de Karel, prazer – Estendi a mão e ele a beijou, Karel me olhou surpreso, acho que não esperava que me apresentasse como sua filha.

–Sou Peter, pode me chamar de Ás se preferir, prazer – Sorriu

–Deixa de cavalheirismo Ás, viemos em um assunto sério, não vim para noivar minha filha – Disse mal-humorado, mas que bicho mordeu ele hoje? Primeiro fica todo frio por causa do Ryan, e agora pula com palavras no pescoço do cara.
O garoto que estava do outro lado da sala, seguiu em direção a porta e saiu, Karel olhou para mim, eu olhei para o Ás e o mesmo para o Karel, parecia ensaiado, correu até a porta.

– Só por que um cara me tratou com todo cavalheiro possível não quer dizer que eu já vou noivar, casar e ter 17 filhos.
Karel me olhou pasmo, pela primeira vez em horas, acho que acabei falando besteira, que cabeça a minha, ele iria falar algo, quando abriu a boca suficientemente para silbilar uma desculpa ou um ‘‘estou nem ai para você’’ na minha cara, a porta foi aberta e Ryan entrou, se jogou ao meu lado e Ás veio em seguida, puxou Karel para fora e ouvi a porta bater, e disse desviando o olhar para o nada.

– Peter disse que me procurava, por que pequena?

– Eu procuro uma pessoa, se é você, eu não sei

–Como saberá afinal? – Olhou para mim

–Não faço a mínima ideia – Senti minhas lágrimas vindo, agora não Karen!

– Então posso dizer algumas coisas cobre mim para confirmar se sou eu ou não?

– Claro

– Meu nome é Ryan — Confere

– Tenho 16 anos – Confere

– Meu aniversário é incerto, mas minhas mães comemoram no dia da minha adoção, 17 de Março – Confere

– Alergia a flores – Confere

– Tatuado – Novidade

– Tirando a tatuagem tudo bate, posso lhe fazer uma pergunta?

– Tem todo direito

– Alguma cicatriz?

– Nenhuma

– Sério? – Minha voz queria sumir, tudo batia, por que justo a cicatriz não?
Se levantou e ficou a alguns passos a minha frente, tirou sua camiseta preta e ficou de calça jeans e uma jaqueta na cintura, sua tatuagem iniciava nas costas da mão direita e subiam até o ombro estampando todo o braço numa explosão de cores de desenhos, descia por um lado do tórax e terminava na sua barriga bem definida, senti meu rosto queimar quando notei que estava lá o observando, se essa era sua intenção, esse cara deve estar a rir por dentro.

– Não é você... – Sussurrei o mais baixo que pude – Desculpe por incomodar...
Sai da sala o quanto antes, nem esperei por uma resposta, um olhar, ou alguma coisa, Karel estava menos irritado, estava acompanhado por uma mulher toda emperiquitada, nem me importei, não queria chorar na frente de mais ninguém, fui em direção contraria a deles e desci pelas escadas, não queria tombar com ninguém, desci em círculos por minutos, ai me lembrei que sai do 104º andar, fui para o elevador e quando fui apertei alguns números sem saber em que andar estava, minutos se passaram, e um elevador próximo abriu, algumas pessoas saíram e me apressei para entrar, por azar, Ás estava ali, e o elevador já tinha fechado as portas.

– Atrapalhei sua fuga? – Disse com um sarcástico

– Se veio para rir da minha cara você tem duas escolhas, Peter – Respondi procurando ser o mais educada possível e continuei – ou você sai por a única porta existente aqui o quanto antes ou eu mesmo te boto pra fora

– Quanta agressividade para uma legitima Výpranchtický...
Se aproximou de mim e ficou na minha frente, estaria sendo prensada na parede de vidro se não quisesse que se aproximasse mais, fui para o lado e colocou o seu braço bloqueando minha única passagem, resolvi olhar para ele enfim, e escutar, se ele tentar me roubar um beijo, arrebento essa cara linda dele.

– O que quer?

– Conheço o Karel desde que entrei na faculdade e quando está irritado ou preocupado acaba fazendo o que não devia, então, acho que é melhor conversar comigo do que com ele no momento – Desviou o olhar por alguns instantes para a parede atrás de mim parecendo pensar no que dizer, voltou a me olhar, agora mais sério – Eu sei quando alguém mente, Karen.

– O que quer dizer com isso? – Fiquei curiosa

– Quero dizer que, Ryan não disse toda a verdade, ele tem uma cicatriz, conheci ele antes da tatuagem

– Como sabe da nossa conversa?

– O botão vermelho, azul estava

– Cara esperto – Deixei escapar um leve sorriso que logo desapareceu – Mas por que ele mentiu?

Notas finais
Eu acho bom escrever os capítulos com mais de 1k ou 2k de palavras, isso até atrasa um pouco data de publicações, se preferirem eu posso encurtar mais eles, e se der certo, continuará assim, até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.