Notas iniciais
Último capítulo, gente.

Domingo de manhã, Regina acordou e remexeu-se na cama, preguiçosamente. O sorriso maldoso e malicioso logo surgiu em seu rosto ao se lembrar dos planos que tinha para o dia. A lembrança de ter visto as duas mulheres na cama, na noite anterior, rapidamente a fez ficar excitada. Porém, as palavras de Remy ainda ecoavam em sua cabeça: “Emma, ela está muito mal acostumada.” – Regina se irritou com o pensamento. Quem a castanha pensava que era pra se referir à rainha daquela forma? “Você é minha namorada.” – O olhar da morena entristeceu com aquela frase. De fato, as duas eram um casal, elas eram namoradas perante todos. Regina era uma intrusa na relação, uma diversão a mais. Aquilo aplacava sua solidão, estar com as duas mulheres era sensacional, o sexo com elas era único, incrível e extremamente satisfatório, mas a rainha se pôs a pensar se um dia teria algo tão sólido com alguém.

Ela suspirou, levantando-se da cama e indo em direção à janela. O sol brilhava lá fora, parecia que um lindo dia estava por vir. A mente da morena ainda mantinha as mesmas perguntas e preocupações. E se as duas se cansassem daquela brincadeira? Ela algum dia encontraria alguém que a fizesse tão bem quanto elas? Regina duvidava disso.

O sorriso perverso tornou a aparecer em seu rosto assim que ela se recordou dos planos que tinha para o dia. Aquelas questões teriam que esperar, por ora ela iria aproveitar o que podia. Encarou o relógio digital sobre o criado-mudo e sorriu novamente. Ela buscou o celular dentro da bolsa e discou um número, esperando ouvir a voz do outro lado.

– Regina? – Emma vacilou ao atender o telefone, ela engoliu em seco ao ver o nome da morena no visor.

– Miss Swan... – A voz de Regina era rouca e sexy ao telefone, algo que Emma não esperava após o bolo que haviam dado na prefeita. – Como foi a sua noite? – Ela provocou.

– Foi... é... foi...boa, Regina... – Emma gaguejou.

– Aposto que você teve uma noite bem quente com sua namorada, para me largar sozinha naquela mansão enorme... Tão excitada. – A voz da morena era suave e Regina fez uma pausa proposital, deixando a entonação ainda mais sexy e provocativa. – Sabe, Miss Swan, isso não se faz.

Emma engoliu em seco outra vez. A loira já conseguia sentir seu sexo encharcando e sua respiração se alterando ao imaginar a prefeita sobre a cama, completamente nua e úmida, apenas esperando para ser saciada.

– Desculpa... – Ela suspirou. Não sabia mais o que dizer, o desejo deixou sua mente nublada, mas não foi preciso, já que Regina continuou a falar.

– Talvez eu aceite essas desculpas, Emma... – A morena sabia exatamente como chamar a loira pelo nome a afetava e ela fez isso de propósito. – Se você vier até minha casa se desculpar.

– Regina, eu não sei... – Ela suspirou, pensando na namorada. A rainha tratou logo de interromper a outra.

– Esteja aqui às duas. Sem atrasos. – Ela falou com uma voz mandona e provocativa. – É bom não me dar o cano outra vez, Miss Swan. Você me deve isso. – A última frase foi sussurrada em puro erotismo, fazendo Emma sentir o seu sexo pulsar entre as pernas.

A morena desligou e encarou o relógio, tinha exatamente quatro para arrumar tudo da forma como queria. Ela foi até o banheiro e tomou um longo e relaxante banho, se perfumando toda, já sentia o corpo esquentar quando pensava em seus planos. Olhou dentro do closet e torceu o nariz para as roupas ali dentro, ela não pretendia usar nenhuma. Vestiu um conjunto de lingerie azul marinho rendado. Colocou seu robe preto, praticamente transparente, por cima de tudo.

Ela desceu e pegou o balde de gelo, algumas garrafas da sua famosa cidra de maçã e levou para o quarto, depositando sobre o criado mudo. Observou a cama por um instante e franziu o nariz, precisaria de mais espaço para o que tinha em mente. Através de magia, ela fez com que a cama ficasse um pouquinho mais larga. “Perfeito!” – Pensou, orgulhosa.

Faltava três minutos para as duas da tarde. Emma estava diante da porta de número 108, inquieta, ansiosa. Encarava seu relógio de pulso, esperando até que o ponteiro maior estivesse no doze e então tocou a campainha. Regina abriu um imenso sorriso ao ouvir a campainha, eram duas em ponto. Ela pegou seu aparelho celular e enviou uma mensagem de texto.

A morena atendeu a porta e os olhos de Emma se arregalaram, o queixo da loira caiu e ela babava com a visão daquele corpo. Um grande sorriso malicioso se formou nos lábios vermelhos da rainha e ela puxou a loira pra dentro, provocantemente. As pernas da xerife funcionaram no automático, já que seus olhos e sua mente não tinham outro foco a não ser Regina.

– Que bom que aceitou o meu convite, querida. – Regina ronronou contra o ouvido da loira, fazendo-a se arrepiar inteira. – Vamos ao meu quarto. – A morena sussurrou, alisando a lateral do corpo de Emma.

As duas subiram. Emma seguia Regina pelas escadas e a morena fazia questão de rebolar a cada passo, sentindo os olhos da loira cravados em seu bumbum. Ela sorriu, adorando ver o efeito que causava na xerife.

Assim que entraram no quarto, a rainha sentou-se na cama e cruzou as pernas de uma maneira bem sexy, encarando os olhos verdes da loira. Emma estava tensa, precisava sentir a morena, era uma necessidade gritante de tocar aquele corpo.

– Está tão quieta, querida. – Regina provocou. – Por que não fica mais a vontade? – A sobrancelha da morena se ergueu, enquanto ela desatava o laço do robe e o deixava escorregar por seus ombros, expondo o colo e os seios com o sutiã rendado.

Aquilo foi o suficiente para Emma perder totalmente a cabeça. Ela arrancou sua jaqueta e a regata, indo pra cima da rainha e lhe dando um beijo avassalador. Livrou-se do robe e deitou a morena na cama, sem nunca quebrar o beijo. As mãos de Regina abriam o zíper do jeans e o empurravam para longe, enquanto Emma se livrava do sutiã de ambas.

Assim que conseguiu, ajudou Regina a se livrar de seu jeans e voltou a beijá-la intensamente. Era um beijo voraz, cheio de desejo, recheado de luxúria. A boca da xerife escorregou para o pescoço da morena e fez ela soltar um gemido ao sentir os dentes da loira se fecharem sobre sua pele numa mordida.

Não demorou muito pra que estivessem sem nenhuma peça de roupa. A nudez caía bem à Regina, mas também ficava bem em Emma e Remy. Remy! Aquele nome fez a rainha abrir um sorriso malicioso. Era quem faltava naquela festinha. Ou melhor, Remy era a razão para tudo aquilo estar acontecendo.

A mão da loira em seu sexo a despertou desses devaneios, arrancando um gemido de Regina. Os lábios quentes e macios de Emma estavam em seu seio esquerdo e sua mão livre apertava e massageava o outro. Aquilo estava enlouquecendo a rainha. Ela moveu o quadril contra a mão da xerife, buscando um contato maior, e sentiu o indicador da loira circulando seu clitóris, arrancando novos gemidos da garganta da morena.

Os dedos de Emma escorregaram pra dentro de Regina e começaram a estocá-la de forma firme e forte, levando-a ao delírio. A rainha se contorceu embaixo do corpo da xerife e essa abriu um grande sorriso e passou a estocar mais devagar, fazendo a morena suspirar, frustrada. Ela desceu sua boca pelo abdômen de Regina, beijando e lambendo, até chegar ao sexo encharcado da mulher. Abocanhou com vontade a intimidade dela enquanto voltava a estocar forte seus dois dedos dentro dela. Não demorou muito para que Regina atingisse seu ápice e gozasse pra Emma, completamente sem fôlego.

xXx

Remy ainda estava no Granny’s quando recebeu a mensagem de Regina. O texto dizia apenas uma frase direita: “Três e meia, na minha casa. Entre e suba.” – O coração da castanha se acelerou ao ler aquilo. Tinha dito para não irem ao encontro com Regina na noite anterior, e agora aquela mensagem. Ela sentiu-se culpada por ter feito a morena esperar em vão. Ainda mais por acreditar que a culpa cairia em Emma, já que tinha sido com a loira que a rainha havia marcado.

Ela saiu do Granny’s e foi direto para a casa de Regina. Fez exatamente como estava na mensagem; abriu a porta e subiu. Ouviu gemidos ao se aproximar do quarto da rainha, cuja porta estava entreaberta. Gemidos inconfundíveis. Era Emma.

A castanha abriu a porta com cuidado e parou ao lado do batente, observando a cena. Regina estava sentada sobre Emma, rebolando sem a menor pressa em seu quadril, fazendo a loira gemer. A xerife parecia estar presa, já que Remy não viu suas mãos passeando pelo corpo da morena. Ela pensou que não tinha sido notada, até Regina lhe olhar com o canto dos olhos e abrir um sorriso triunfante.

– Gosta do que vê, Miss Hadley? – Os olhos de Emma se arregalaram na mesma hora e ela empalideceu ao ouvir Regina citar o nome da namorada.

– Eu devia saber que estaria aprontando alguma, Regina. – Ela disse, se aproximando e encarando Emma. Não lhe deu um olhar frio ou zangado, apenas resignado, ela parecia saber que aquilo aconteceria. – É uma cena excitante, Majestade, mas qual a sua intenção com isso?

Remy não teve tempo para reagir, Regina fez suas roupas sumirem e, com magia, jogou a moça na cama ao lado de Emma, deitando-a de frente para a namorada. Seu corpo preso como o da loira.

– A minha intenção, Miss Hadley, é provar que Emma pode ser sua namorada, mas ela também sempre será minha. – Um sorriso perverso se formou nos lábios de Regina. – Eu ouvi vocês ontem à noite... Sinceramente pensei que tivesse mais consideração por mim, querida. – O tom de Regina era provocativo e fez Remy se arrepiar pela proximidade da morena, deitada sobre Emma e com seu rosto tão perto do dela. – Não é a única que a satisfaz... – A rainha rebolou o quadril sobre Emma, fazendo-a gemer. – Não é a única que ela ama... – Suas mãos apertaram os seios da loira, arrancando dela outro gemido. – Não é, Miss Swan? – Ela sorriu maliciosamente com a pergunta.

– Regina... – Foi só o que a loira conseguiu dizer, em meio aos gemidos que a morena lhe arrancava.

– Regina, nós duas te amamos. – Treze não era uma mulher de meias palavras. – Essa é a verdade. – Ela já estava excitada com aquela situação e ansiava poder participar daquilo. Queria tocar nas duas, beijar e sentir as duas.

– Ora, isso é maravilhoso! – O tom da morena era de pura felicidade, mas não deixava, em momento algum, de ser sexy. Ela abaixou o tom de voz e sussurrou para Remy, seus lábios entre o rosto das duas mulheres. – E sabe por quê? Porque eu também amo vocês. – Ela sorriu.

– Me solta, Regina. Me deixa te beijar. – Remy pediu, encarando os olhos castanhos da mulher diante dela.

– Ontem você não demonstrou esse interesse. – Ela sorriu maldosamente. – Hoje você só irá assistir.

Dito aquilo, Regina beijou Emma intensamente, rebolando seu quadril sobre o dela, os sexos colados um ao outro. Desceu os beijos para o pescoço da loira e para os seios. As duas namoradas tentaram se inclinar uma para a outra, numa fracassada tentativa de beijo na qual Regina interviu, afastando Remy com a mão. Ela alcançou a garrafa de cidra e despejou só um pouco sobre a pele quente do abdômen de Emma, fazendo a loira se arrepiar por completo. Regina lambeu e sugou o líquido ali sem pressa alguma, até que sua boca secasse a pele da xerife e deixasse a barriga branca de Emma cheia de marcas vermelhas de chupões. Para terminar, ela ainda virou um gole da bebida pelo gargalo, soltando um ruído de satisfação ao afastar a mesma dos lábios.

A jovem de cabelos castanhos ficou ali, deitada ao lado das duas, observando a morena degustar o corpo da loira sem pressa, arrancando gemidos excitantes dos lábios de sua namorada. Ela mal conseguia se conter, esfregava suas coxas uma contra a outra, sentia seu sexo pulsando de vontade de compartilhar aquele momento. Apenas quando Emma gozou pela terceira vez, agora em sua boca, foi que a morena se dirigiu à castanha novamente.

– Eu não gosto de ser deixada de lado. – Ela encarou os olhos azuis de Treze e disse num tom mais baixo. – Não desvalorize o que sinto por vocês.

– Eu sei que Emma te ama, Regina. Eu também amo você. É mais uma coisa que eu e ela temos em comum. Só não sabíamos que você sentia o mesmo. – Ela suspirou, desviando o olhar para a namorada, que ainda se recuperava, mas fazia um sinal positivo com a cabeça confirmando tudo que a morena ouvira.

– Eu sinto. E não sei como vai ser isso, mas não quero ninguém além de vocês. – Foi a vez da rainha suspirar ao admitir, vencida.

A magia em torno das duas se quebrou e, assim que se viu livre, Remy plantou um beijo desejoso nos lábios de Regina, matando toda sua vontade. Suas mãos puxaram a morena para baixo de seu corpo e ela se colocou entre as pernas da rainha. Sentiu o toque de Emma em sua cintura e quebrou o beijo com a morena, beijando a loira logo acima do corpo de Regina, como tinham mania de fazer. Em seguida, elas se olharam e trocaram um sorriso cúmplice: seria a vez da rainha pagar pelo que havia feito.

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