Notas iniciais
Hey...aqui estou para colocar o plano de vingança das garotas em prática. hahah Esse capítulo é dedicado à Laris Neal, que me fez um pedido que acabou encaixando certinho com o "momento vingança". hauhauhua Espero que gostem. xD


Outra vez, os dias que se seguiram foram de correria para as namoradas, porém a primeira parte do plano delas já estava sendo colocada em ação.

Remy mudou-se, temporariamente, para a pensão. Passou a evitar Regina de todas as formas possíveis e, de fato, conseguiu que a prefeita ficasse curiosa com o novo modo de agir da castanha. Sempre que ela adentrava a lanchonete, a moça simplesmente sumia. Já que nunca conseguia sequer que ela a atendesse no Granny’s, o meio que a prefeita encontrou de saber mais foi ir direto à outra fonte: Emma Swan.

Telefonemas, e-mails, nem mesmo uma visita à delegacia foi suficiente para fazer Emma lhe dirigir a palavra. Primeiro, porque a loira nem mesmo estava na delegacia. Em seu lugar, o pai, David Nolan, mantinha as coisas em ordem.

— Mas que raio está acontecendo com essas duas? – a prefeita pensou alto ao entrar novamente no carro. – Será que...? – ela se interrompeu ao lembrar de seu plano. Talvez tivesse separado as duas e causado tanto rancor que as tivesse perdido de vez. Não, não poderia ser isso.

A prefeita voltou para seu gabinete, onde as lembranças que vinham a sua mente de como aquelas duas mulheres eram perfeitas e a faziam se sentir tão completa e satisfeita a fez suspirar. “Que merda você fez dessa vez, hein Regina!” Era o pensamento que se apoderava da mente da morena.

Era seis horas da tarde quando decidiu ir embora, não tinha conseguido se concentrar no trabalho, era óbvio, então para que passar mais tempo ali? Regina pegou a bolsa e saiu. Encontrou no retrovisor do carro um bilhete escrito:

“Encontre-me no porto. Não conte à ninguém. Atenciosamente, E.S.”

Primeiro, a prefeita não gostou da forma audaciosa que Emma Swan a estava tratando. Havia sumido por dias sem dar explicação e depois surgiu com um bilhete misterioso, impondo coisas a ela. Segundo, a morena não conseguiu resistir à sua curiosidade.

Seguiu direto até o local indicado. Lá chegando, encontrou a loira encostada na lataria do seu fusca amarelo nada discreto. O ar da morena era o de uma tempestade se aproximando no crepúsculo de StoryBrooke. Ela encarou a xerife.

— Que palhaçada é essa, Miss Swan? O que está acontecen...? – Ela não teve tempo para terminar seu interrogatório.

A xerife se aproximou dela e a segurou forte pela cintura, lhe roubando um beijo ardente que deixou Regina sem ar. Por um momento, a prefeita não conseguiu lutar contra a sensação deliciosa dos lábios de Emma nos seus, mas a irritação se fez maior e ela empurrou a loira.

— Xerife Swan, contenha-se. – ela ordenou, fazendo os olhos verdes encarar os castanhos, porém o sorriso sacana da loira não se desfazia, nem mesmo suas mãos haviam soltado a cintura da rainha. – O que está acontecendo aqui?

— Eu senti saudades de você, do seu corpo... – Emma sussurrou, aproximando a boca da orelha de Regina e fazendo a mesma arrepiar. – Desde aquele dia que eu não durmo com mais ninguém.

— Como é? – ela espantou-se com as palavras da loira. “Então eu acabei separando mesmo as duas!” Regina se censurou, espantada.

— Shiu, não quero falar sobre nada. Quero ter você, aqui e agora. – Ela tomou a rainha nos braços de novo enquanto beijava seu pescoço, fazendo com que Regina tivesse dificuldade para se desvencilhar daquele desejo.

— Alguém pode nos ver. Emma. – A prefeita estava rendida e a loira notou isso assim que seu nome saiu por aqueles lábios entre a respiração ofegante da morena.


— Tenho uma surpresa para você. – a loira tirou a venda preta do bolso da jaqueta e mostrou a Regina com um sorriso malicioso.

O olhar da rainha era desconfiado. Ela hesitou em se deixar vendar, mas com paciência e insistência, Emma conseguiu o que queria. Ela a vendou e mordeu sua nuca, causando na prefeita fortes arrepios pelo corpo.

As duas caminharam alguns minutos, até que Regina sentiu a madeira inclinada abaixo de seus pés. Estava subindo a bordo de alguma embarcação e isso fez a prefeita ficar tensa.

— Swan, para onde está me levando? Eu quero que retire essa venda, agora! – ela ordenou, sem que a loira, que a segurava pelo braço, desse a mínima importância.

Emma colocou a mão sobre sua cabeça devagar, fazendo-a se abaixar um pouco e dizendo-lhe para ter cuidado com os degraus. Foram três no total.

— Onde estamos? – o corpo tenso da prefeita temia por uma emboscada. E ela estava certa. Ao menos em parte.

— Está na cabine de um navio, Prefeita Mills. – a voz de Remy ecoou no pequeno aposento em que se encontravam e Regina imediatamente a reconheceu, soltando um de seus sorrisos mais safados.

A castanha, que estava sentada de forma bem sexy sobre a cama, encarava o rosto de Emma e as duas tinham sorrisos cúmplices em seus rostos.

— Remy Hadley. Então vocês estão juntas, afinal. – ela disse mais para si mesma do que para as duas. Ela estava aliviada e visivelmente feliz pela notícia. – Swan, sua grande mentirosa.

— Eu não menti. – ela soltou uma gargalhada. – Eu disse que não tinha estado com ninguém desde aquele dia, mas não disse desde que horas. – ela sussurrou no ouvido de Regina. – Eu comi minha namorada depois de você a deixar em casa. Ela ainda tinha o seu cheiro espalhado pelo corpo. – Regina se arrepiou inteira com aquelas palavras.

— E, graças a você, somos mais fortes. – ela encarou o rosto vendado de Regina enquanto se aproximava da morena. Encostou sua boca no ouvido dela para sussurrar. – Mas poderia ter conversado com a gente. Não precisava nos usar. – ela mordiscou a orelha da morena e ouviu um suspiro sair daqueles lábios. – Por isso teve seu castigo. Tivemos que ficar uns dias afastadas para ser convincente, mas também a correria do trabalho ajudou. – ela referiu-se ao gelo que ambas haviam dado na prefeita. – Agora, como nos fez um favor, terá sua recompensa.

Aquelas palavras eram o sinal que Emma esperava para começar a despir a rainha. Com a ajuda da namorada, logo Regina estava nua diante das duas mulheres. A única coisa que restava a ela era a venda em seus olhos. Ela fez um movimento de que iria tirar a venda e foi repreendida pela loira. Os braços de Regina foram puxados para frente e ela sentiu o metal gelado em volta de seus pulsos. Emma a estava algemando?

Em seguida ela foi guiada por leves empurrões até que seus joelhos tocassem o macio do colchão. Outro leve empurrão e a prefeita estava deitada. Aquela cegueira e o silêncio que ambas faziam no lugar eram enlouquecedores.

Do nada, uma mão surgiu, subindo e arranhando suas coxas, fazendo a mulher se contrair por um forte arrepio. Outro par de mãos seguraram seus seios, arrancando um gemido leve dos lábios cor de maçã da rainha.

Ela sentiu fios de cabelos sobre seu rosto e em seguida uma boca a beijava de um jeito intenso que a deixou ainda mais excitada. Ela mal teve tempo de raciocinar sobre quem era a dona daquele beijo, pois se perdeu com a segunda boca que lambia sua barriga e mordiscava suas coxas.

— Emma. – ofegou. – Remy. Ahh... – ela mal teve tempo de pronunciar o outro nome e um gemido alto escapou por entre seus lábios.

A boca de Remy, que antes estava beijando a sua, agora tinha alcançado seus seios e os sugava com uma fome incontrolável. A prefeita se contorcia e inclinava o corpo em busca de mais contato. Não demorou para que a boca da loira descesse da barriga para o sexo da morena. A língua de Emma a invadiu e ela gemeu alto, agarrando os cabelos mais próximos às suas mãos algemadas, reconhecendo os fios lisos e mais curtos da castanha. A mesma logo jogou os braços da prefeita para cima, expondo ainda mais os seios com os quais se deliciava.

Regina não conseguia reagir de outra forma que não fosse com gemidos e contorções no corpo. Ela estava delirando. Vez ou outra elas paravam o que estavam fazendo, e então, de surpresa, atacavam em outro ponto de seu corpo, fazendo a rainha ir à loucura. Era impossível prever os movimentos das garotas, o que fazia com que a morena ficasse ainda mais sensível aos toques delas.

Foi só quando sentiu os dedos de Emma e a boca de Remy em seu sexo, ao mesmo tempo, sem saber exatamente a quem pertencia o que, que Regina sentiu os espasmos virem violentos por seu corpo, tendo um orgasmo incrível que quase a desfaleceu.

As namoradas, porém, não paravam. Deram um banho de língua em Regina, mordendo e beijando cada canto do corpo da prefeita, encontrando as duas bocas no pescoço, queixo e seios da morena, acendendo seus desejos de novo. As duas se alternavam nos beijos e, em um determinado momento, ela pôde sentir as duas línguas contornando sua boca num beijo triplo que a fez ficar ainda mais acesa.

Ela sentiu um sexo se juntar ao seu, movimentando-se com vigor. Em seguida, outro sexo aproximou-se de sua boca, que ela imediatamente lambeu e chupou. Os gemidos tomavam conta do lugar, não era possível reconhecer a qual das mulheres cada um pertencia.

Elas perderam a noção do tempo naquele ato. Um último gemido alto saído da garganta de cada uma mostrou o fim da aventura. Remy e Emma deitaram-se lado a lado com a prefeita, fazendo-a de sanduiche. As três estavam exaustas. Finalmente a venda foi tirada. Enquanto Remy retirava o tecido, Emma livrava a rainha das algemas. E Regina pôde ver os rostos satisfeitos das duas mulheres. Os três sorrisos se igualavam e os três pares de olhos tinham o mesmo brilho. Dormiram ali mesmo na lancha, embaladas pelas leves ondas do mar.

Notas finais
E aí gente, a autora é insegura, mereço reviews? =P