Through The Door
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Dias depois...
Henry havia ficado todo o tempo na casa de Regina. A guarda compartilhada que ela e Emma agora tinham se resumia mais ou menos a isso: O tempo que o garoto passava com uma, devia ser igualmente passado com outra.
Emma havia embalado as roupas da prefeita e escondido por baixo de tantas outras peças em seu armário. Elas evitaram mexer nelas durante toda aquela semana, mas sempre que Remy ou a loira abriam seu guarda-roupa, aquele pacote estava ali para lembrá-las de que aquele dia maravilhoso tinha sido real.
O garoto não estava em casa, mas Mary Margareth e David sim. O casal sempre evitava o sexo quando os pais (e sogros!), assim como o garoto, estavam presentes na casa. A única vez que as duas namoradas não conseguiram evitar que o tesão as dominassem foi naquela noite que Regina havia deixado seu perfume nos lençóis. Continham-se apenas nos ruídos, para que não saíssem tão altos e os gemidos do êxtase naquela cama perfumada com o cheiro e o suor da morena não chamassem atenção. No entanto, o trabalho duro na delegacia e os diversos turnos que Remy assumia entre o hospital local e ajudante no Granny's estava deixando as duas tão mortas de cansaço que nem precisavam se controlar. Geralmente era um beijo de boa noite, um abraço gostoso pros corpos se encaixarem e dormiam pesado.
A segunda-feira finalmente deu o ar de sua graça. O dia de trabalho das jovens foi bem menos corrido que a semana anterior. Ambas saíram mais cedo que o de costume e se encontraram em casa. O lugar ainda estava vazio, Emma pegou o pacote com as roupas de Regina em mãos e olhou a namorada com um olhar malicioso. Em poucos minutos as duas estavam tocando a campainha da mansão.
Não houve resposta. Nenhuma delas queria arredar pé dali sem ver Regina. A noite começou a cair, certamente os pais da loira já estavam em casa esperando por elas. Que desculpa dariam para demorar mais sem preocupá-los? Como sempre, a cara de pau da namorada ajudou bastante e a mentira que a mesma inventou era que teria uma noite romântica com Emma, que tinha feito uma surpresa para a amada no tempo livre que tiveram. As duas tentaram outra vez bater na porta, sem resultados. Era impossível que a prefeita ainda estivesse em seu escritório ao anoitecer.
Graças aos anos servindo como capacho de House, o namoro com o médico ex-delinquente juvenil Foreman e mais alguns meses de cadeia, a castanha sabia como arrombar portas com facilidade e sem deixar vestígios. Ela se agachou e começou seu trabalho.
— Remy, isso não está certo. – a loira olhou a namorada e passou os olhos ao redor, em busca de possíveis testemunhas.
— A xerife está presente, é só me prender. Vou adorar. – ela riu de um jeito sacana e mordeu a coxa da namorada por cima do jeans que a mesma usava.
Alguns minutos depois, a porta estava aberta diante delas. As mulheres viram a casa às escuras, foram subindo os degraus da escada e um misto de medo e excitação às tomavam. Passaram pela porta fechada do quarto de Henry e, mais adiante, avistaram a porta entreaberta do quarto de Regina, que estava levemente clareado por uma luz fraca.
Treze se aproximou e afastou um pouco mais a porta, estava vazio. Emma abriu o restante da porta e ambas passaram para dentro do quarto. Conseguiram ouvir o barulho do chuveiro vindo do banheiro da suíte e se aproximaram. A loira tentou girar a maçaneta e sussurrou, frustrada.
— Trancada! – ela fez uma careta.
— Escute. – Treze encostou o ouvido na madeira e incentivou a namorada a fazer o mesmo.
De dentro do banheiro, além do som da água escorrendo, também haviam gemidos. Eram suaves, manhosos, isso fez com que as duas ficassem loucas. Treze teve a coragem para bater na porta do banheiro, fazendo com que a mulher lá dentro quase tivesse um infarto.
— Mas que diabos! – ela se exaltou e depois se corrigiu. – Henry? Só um minuto, meu amor, estou saindo.
— Regina? Sou eu. – a castanha falou e deu uma risadinha cúmplice para a loira.
— Remy? Quase me matou do coração. Como entrou aqui? – o som do chuveiro parou.
— Ela é muito boa com trancas, senhora prefeita. – a loira riu.
— Miss Swan, é claro que também estaria por trás dessa invasão. – Regina tinha um sorriso malicioso nos lábios, tinha adorado aquela visita surpresa. Talvez houvesse desejado tanto vê-las que isso as atraiu. Os passos dela ecoaram no banheiro. – Ora ora, vejam só o que temos aqui. – a morena disse em tom irônico e sorriu de forma perversa para as duas diante dela, enquanto se mantinha apoiada na madeira da porta que havia acabado de abrir, com uma toalha branca enrolada sobre o corpo molhado e escultural.
— Viemos aqui lhe devolver isso, senhora prefeita. A menos que tenha tantos que não se importe de doarmos. – a loira estendeu o pacote de roupas para a mulher à sua frente. Ela riu, tão irônica quanto foi recebida.
— Hum... duas pessoas para me trazerem um pacote com roupas. – ela encarou as duas. – Ou minhas peças são pesadas demais, ou ambas estão aqui pelo que eu lhes disse uma semana atrás. – Ela sorriu maliciosa.
— Foram suas ordens, Majestade. São incontestáveis. – a castanha sorriu com malandragem e aproximou mais seu corpo do de Regina, quase em um desafio.
— Fizemos um favor, senhorita Mills, agora queremos uma... recompensa. – A loira também foi se aproximando, passando por trás da namorada e ambas cercaram a morena dentro do banheiro.
Regina não teve tempo, nem desejo, de reagir. Ela deixou as duas tomarem seu corpo como desejassem, a muito estava ansiosa em ter aquele contato outra vez. Emma livrou-se da toalha e deixou o corpo da prefeita à mostra, enquanto ia beijando seu pescoço e o colo de seus seios, suas mãos passeando pelas curvas da morena, vez ou outra se esbarrando com as mãos da sua namorada que fazia o mesmo. Remy ficou nas costas de Regina, mordiscava e beijava a nuca da mesma, apertava seu bumbum e passava a língua onde as gotinhas de água do banho escorriam pelo corpo da morena.
— Eu te ouvi. – a castanha sussurrou no ouvido de Regina, deixando que Emma também ouvisse o que disse e isso arrancou um sorriso malicioso da loira e fez o corpo todo da morena se arrepiar em resposta. – Eu ouvi você gemendo, Majestade. Diz pra mim, estava pensando no que? – Enquanto falava, a mão de Treze se dirigiu ao sexo da prefeita e a provocou, fazendo-a estremecer.
— Queremos ouvir de novo. – Emma completou a frase da namorada junto ao outro ouvido da morena, enquanto mordiscava sua orelha e queixo, roubando-lhe um beijo intenso.
Não demorou para que as duas arrastassem a rainha para a cama. As peças de roupa de ambas as mulheres foram tiradas rapidamente com ajuda da prefeita. Elas constataram que a cama de Regina era tão deliciosa quanto seu corpo. Mas, como dona da cama, a morena não se deixou conduzir como da vez anterior. Sabiamente ela manipulou as duas e logo tanto Remy quanto Emma se viram com os braços presos acima da cabeça, na cabeceira da cama de casal de Regina.
— Que... negócio é esse? – ela tentou mover os punhos, mas sentia que uma força maior a impedia. A lateral de seu corpo, de alguma forma, também se encontrava "amarrada", pela mesma força invisível, ao de Emma, deixando um espaço mínimo entre os corpos das duas.
— É magia. – a loira lembrou a namorada. – Regina, isso é golpe baixo. – ela encarou a morena que sorria maliciosamente.
Regina ignorou completamente a conversa das duas e passou a dar atenção aos corpos expostos à sua frente. A morena deitou seu corpo sobre o de Remy e começou ali sua tortura. Ela beijava e mordia cada parte da castanha, enquanto roçava seu quadril sobre o dela e resvalava o corpo no de Emma “acidentalmente”, deixando a loira louca de tesão.
Ela contornava os seios de Treze com a ponta da língua, mordia e beijava entre eles e suas mãos encontravam tanto o corpo da sua vítima quanto da sua testemunha. Era torturante passar por todas aquelas carícias, que não tinham a mínima pressa. Quando estava prestes à chegar ao sexo de Remy, a morena passou seu corpo para cima do de Emma, sem preocupar-se em estar se roçando em ambas.
A rainha repetiu todo o processo, beijando o pescoço da loira, fazendo carícias intermináveis em seus seios com a ponta da língua e os lábios, enquanto suas mãos agora acariciavam também o corpo estendido ao lado. Ela foi descendo, mordendo, dando beijos e sugadas pela barriga de Emma, afastou um pouco mais as pernas da loira e mordeu cada parte interna de sua coxa. E então voltou-se para Remy outra vez.
Ela provou primeiro a castanha, sugando e explorando com uma fome e curiosidade sem iguais. A jovem se contorcia, fazendo com que seu seio roçasse ao seio de Emma, elas conseguiam, vez ou outra, trocar um beijo, contendo alguns dos gemidos mais altos que a moça soltaria. Não demorou, naquele clima, para que Remy chegasse ao orgasmo.
Regina ergueu o rosto de entre as pernas da jovem e encarou Emma com olhos famintos e um sorriso perversamente delicioso, enquanto limpava o canto dos lábios com a língua de forma sexy. E foi a vez da loira sentir a língua da prefeita lhe invadindo e seu sexo sendo sugado com voracidade. A xerife, que já estava sensível pela excitação, também não demorou a ser tomada por espasmos enquanto gozava.
Após deixar as duas exaustas, ambas se recuperando das respirações ofegantes e espasmos, a rainha as libertou da magia e se acomodou entre seus corpos.
— Regina... o que... foi isso? – a loira estava manhosa, mas a pergunta era de alguém surpreso.
— Minha gratidão. Por TUDO que fizeram por mim. – ela sorriu outra vez e enroscou a própria perna na de Emma.
— Uau, Majestade. – a castanha também estava boba com o desempenho da morena.
— Tenho que mostrar do que sou capaz, quero as duas viciadas. Nunca mais quero essa cama tanto tempo vazia. – a prefeita gargalhou e passou o braço de Treze sobre a sua cintura.
As três adormeceram ali, de conchinha, em um sanduiche. Na manhã seguinte, Emma e Remy acordaram sua rainha com um bom dia especial. Depois de um café da manhã e banho deliciosos, as duas saíram e prometeram voltar sempre que pudessem.
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