Thriller Night
4 I Can Explain
Notas iniciais
"– (...) obrigada por tudo mesmo. — falou Rachel e peguei sua mão e a acariciei.
– Oh Rachel, não precisa agradecer, agora dorme pequena. — falei fechando os olhos e botando um dos meus braços ao redor dela.
– Boa noite Finny — sussurrou Rachel ajeitando-se em meus braços e senti a sonolência me dominar por completo."
Senti uma dor nas minhas costas e acordei. Abri lentamente o olho e vi que já era dia, mas todos continuavam dormindo, tirando o Mr. Schue que estava dirigindo. Notei que Rachel não estava mais do meu lado, e então comecei a procurá-la.
– Hey Finn — ouvi uma voz no fundo.
– Aqui — me virei e vi Rachel ao lado do Mr Schue.
– Bom dia ou boa tarde? — perguntei ainda sonolento esfregando meu olho. — Boa tarde — falou rindo Mr. Schue
– São 2 da tarde. Me espantei. Como pude dormir tanto assim? Pior, como os outros conseguem dormir tanto assim.
– Nossa, porque não me acordaram? — falei me agachando ao lado de Rachel.
– Porque você parecia tão tranquilo, e decidi não acabar com seu sono — falou Rachel olhando as mãos.
– Oh, ok então... — sussurrei. Mr. Schue estava dirigindo até parar numa casa verde e bege. Deve ser essa a casa da Mercedes.
– Acorde eles Finn, já chegamos e não é seguro o ônibus fazer barulho. — falou Mr. Schue desligando o ônibus e saindo do banco do motorista.
– Eu te ajudo Finn — sussurrou Rachel puxando meu braço — Vamos?
– Ai, vamos — falei indo atrás dela.
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Depois de todo o mundo acordar, trancamos o ônibus e fomos para a casa. E não era uma casinha...
– Quero é tomar um banho — falou Quinn encostada e quase dormindo no meu braço.
– Eu também — falou Rachel.
– Tem 3 banheiros na casa — falou Mercedes — dividam-se, eu vou é comer.
– Opa, eu também — falei correndo até a cozinha.
– Eu também. — falou Sam — Vem Puck, você estava reclamando de fome no ônibus.
– Valeu cara, valeu — sussurrou Puck e ri baixo.
– Nossa Mercedes, que casa linda — falou Brittany — porque nunca vim aqui?
– Porque você nunca teve a curiosidade de conhecer... — falou Mercedes com a boca cheia de biscoitos. Depois de uns três pacotes de biscoitos devorados, as meninas (até que enfim), saíram do banho.
– Mercedes onde eu coloco minhas antigas roupas? — olhei para trás e vi uma das cenas mais fofas da minha vida: Rachel, com o cabelo molhado, usando um vestido (que era uma blusa, mas nela ficou um vestido) que engolia seus braços e uma pantufa.
– No varal do 3º andar — responder Mercedes indo ao sofá.
– Ok, já volto — gritou Rachel.
– Estou com frio — falou Quinn sentando no meu colo, mas acho que já sabia seu motivo dela ter frio.
Ela usava um vestido curto (tipo de festa, mas mais soltinho) e descalça.
– Usa um casaco — falei e a ouvi bufar.
– Eu tenho um Quinn, vem cá — falou Puck.
– Demorei para achar uma roupa pra mim — chegou Santana — mas isso é muito melhor do que ficar pelada.
– Poxa, porque não ficou? — debochou Puck e gargalhamos.
– Calado Puckerman, ou você nunca mais vai ver o ser amiguinho entre as pernas entrar em ação — ameaçou Santana.
– Calma Lopez, ok. — sussurrou Puck indo ao quarto.
– Gente, não quero ser chato, mas o que nós vamos fazer adiante? — perguntou Blaine.
– Vou ver se a nossa situação é deprimente ou razoável — falou Sam.
Enquanto isso arrumamos a cozinha e preparávamos as coisas para dormir, afinal já eram 9 da noite.
– É, temos que ficar aqui por um tempo — falou Sam se jogando no sofá.
– Por quê? — perguntou Kurt.
– Pois as criaturas estão lá fora, não ao redor da casa, mas sim por toda a rua, e acho melhor ficarmos aqui dentro até lá fora acalmar. — respondeu Sam.
– Também acho — bocejou Mr. Schue — Mas agora vamos dormir, amanhã será outro longo dia.
– Eu vou escovar os dentes — falou Rachel indo ao banheiro.
– Me espera! — gritei e fomos juntos.
Depois de acharmos escovas novas, fizemos nossa higiene bucal e eu estava prestes a ir para o meu quarto, quando Rachel me chamou.
– Hey Finn, eu sei que eu já te falei isso ontem, mas obrigada de novo por tudo — sussurrou Rachel e segurei seu queixo, fazendo-a olhar para mim.
– Já disse que não precisa agradecer Rach — falei.
– Não por isso Finn, por ser esse incrível "líder" que você está sendo pra gente — falou ela enxugando uma lágrima que escapou do seu rosto — Sabe, quando eu vi aquilo tudo na escola eu pensei que eu seria só mais uma daquelas criaturas ou aquelas pessoas que corriam por aí, sem esperança e sem rumo. Mas quando você nos chamou, foi meio que um toque para a realidade, e isso me mostrou que nem tudo estava perdido. Obrigada por você acreditar na gente Finn — terminou ela com os olhos encharcados e eu também.
– Oh Rach... — sussurrei e a abracei, como se ela fosse uma das coisas mais preciosas da minha vida, e ela é — Eu fiz o que qualquer pessoa poderia fazer, mas a razão de eu ter feito aquilo era para eu te ter perto de mim.
– Mas por quê? — ela perguntou saindo do meu "campo protetor" — eu sou só, ou era, a menina do coral.
– Não Rach — falei tocando em suas bochechas e isso a fez olhar para mim — Você é doce, meiga, carinhosa, linda... enfim, tudo, e eu fiz isso porque eu te a... — Droga! Fui interrompido por gemidos. Quem faz sexo numa condição dessas?
– O que houve? — Rachel perguntou.
– Vem comigo — peguei sua mão e caminhei até a porta da onde saía os tais gemidos. Abri rapidamente a porta e não acreditei no que estava vendo. Vadia!
– Finn — ela sussurrou colocando seu vestido — eu posso explicar — ela suplicou.
– Não acredito que você fez isso comigo. Está tudo acabado — falei puxando Rachel para o meu quarto.
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