Three stamps for the love
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Ficar, namorar, beijar.
Todos esses atos com mulheres.
Mas o que você nunca espera é que um amigo seu vá te roubar um beijo.
"Aquilo não foi beijo"
Beijo. Selinho. Eu uso o termo que eu quiser.
O fato é, ele encostou os lábios dele nos meus.
Lógico que vocês não estão entendendo nada. Vamos a explicação.
1º selar de lábios:
Estávamos apenas zoando com a cara de todo mundo. Fingindo ser um casal gay, pegando um na bunda do outro e fazendo os grupinhos que estavam por perto nos olharem a cada cinco segundos.
E para causar mais impacto eu fui surpreendido por Erick.
Fui pego pelo colarinho da minha jaqueta e puxado para cima. Tentei me defender com as minhas mãos, mas não deu muito certo...
Ele havia me dado o primeiro selinho.
Muita gente ali ficou eufórica e gritou.
E Erick por fim gritou:
– Aqui é macho, porra!
Eu não fazia ideia de onde me enterrar.
2º selar de lábios
Fim da aula de eletricidade, já havíamos encerrado os experimentos no laboratório e estávamos na maior zona. Até com o extintor de incêndio estavam brincando! E isso são coisas que o professor nem liga.
– Pessoal, "bora" ficar quietos que o diretor tá passando no corredor! – Erick gritou vindo em minha direção.
Eu não faço ideia do que me deu na cabeça, mas decidi abraçar ele.
Abraço rejeitado.
Alguma coisa doeu em mim, mas ignorei isso.
E de repente uma garota gritou.
– Ô, Erick! Repete a cena do beijo que a Victoria não viu!
Erick deu um sorriso malicioso.
Primeiro: Aquela garota não sabia ser mais lazarenta!?
Segundo: Esse alto filho da mãe!
Não. Não. E não! Aquilo não podia se repetir! Nem ferrando!
Ele me segurou pelo colarinho como na primeira vez, mas dessa vez, eu estava conseguindo desviar dos lábios dele, meus desvios ao mexer a cabeça estavam sendo efetivos, mas nossos corpos estavam tendo muito contato físico. Isso não era bom. Nem um pouco.
Mas como toda sala tem uma desgraça, surgiu um garoto do além para segurar meu rosto e nosso segundo "beijo" aconteceu.
3º selar de lábios
Porque não basta eu ter pagado um enorme mico na frente da turma, tem que vir outra pessoa dizer que ia gravar a cena e que era para repetir de novo. (Obviamente isso ia parar no grupo do whatts da sala)
Aquele era um ótimo momento para colocar o dedo na tomada.
O melhor de tudo é que eu estava próximo de uma mesa.
Sim, eu fui encurralado.
E o otário aqui ainda fez o favor de se inclinar na mesa, meu corpo estava 90° para trás.
E eu não sei qual é a dele! Segurou meu colarinho novamente, eu não tinha como desviar e, nossos corpos roçaram um no outro mais que o necessário. Nossos lábios foram selados.
E dessa vez o caso havia sido registrado por um celular.
Com certeza muita gente viu que depois daquilo eu havia ficado vermelho.
Quando o barulho para o intervalo foi ouvido, fui ao banheiro e joguei água no meu rosto.
E eu só conseguia pensar em uma coisa:
Talvez eu não seja tão hétero assim...
E por enquanto, aquele foi nosso último beijo.
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