Notas iniciais
Genteeeeeeeeeeeeeem me desculpem pela demora :c Eu estava estudando para a prova da etec que teve dia 07/12 :o e tirei uns dois dias pra relaxar depois da tensão. Queria agradecer as pessoas que estão acompanhando a fic *--* e ao Paul W. que comentou. Serio, voces sao incriveis. A frase deste capitulo fui eu que escrevi :o até!

Laço: pode ser forte e até frouxo algumas vezes, mas no final do dia é ele que vai manter algo ou alguém juntos.

A luz do sol irradiava por todo lugar, atravessando as janelas do gipe, apesar de serem escuras. Me espreguicei mais lenta do que lesma. Comparação horrível. Cocei meus olhos, e olhei para o lado. Lilyca continuava à dormir feito pedra com a cabeça escorada na janela. Aquilo daria uma dor de pescoço lascado. Ela nem ao menos reparou quando parei o carro para dormir. À cutuquei de leve, tentando acordá-la de um jeito amigável. Sem sucesso. Comecei a remexê-la ouvindo a mesma me dizer: "Só mais 5 minutinhos!". Perdi a paciência depois de 1 minuto com a mesma ladainha. Dei-lhe um tapão na cabeça para despertar de uma vez.

– Ai merda! – Sentou aprumada no lugar depressa passando a mão no lugar onde o tapa foi acertado.

– Você tinha que acordar de alguma forma, e os meus carinhos não estavam surtindo efeito. – Expliquei de um jeito pacifico para que não se revoltasse comigo, mais do que já estava...

Não ficou satisfeita, porém não me dirigiu nenhuma agressão. Um ponto para mim. Deu uns tapinhas na sua roupa para tentar desamassá-la o quanto podia, e direcionou seu olhar à mim.

– Onde estamos? – Continha confusão em seus olhos.

– Diga "olá" para Georgia! – Falei com um sorriso brincalhão em meus lábios.

– Moramos em Georgia. – Lily disse como se eu fosse a pessoa mais sem noção do mundo.

– Eu sei. E acabou a gasolina, o que significa que teremos uma bela jornada pela frente.

Se eu tivesse um espelho no momento, aposto que meu rosto estaria com expressão de desgosto igual a que está estampada na Lily. Dormi aproximadamente 4 horas, pelos meus cálculos – ou simplesmente por saber que o sol havia aparecido há alguns minutos –, o que nos leva a conclusão de que ainda estou cansada e... Faminta.

– Pegou tudo? – Lily perguntou checando na própria mochila nossas coisas.

– Defina tudo. – Pedi.

Afinal, mais da metade das coisas que tínhamos foram deixadas para tras. Não porque queríamos, eramos obrigadas à tal ato. Os zumbis apareciam do nada. É tipo um radar "Olha ali tem duas garotas, você vai por ali e eu por aqui!". Eles nos cercavam e não havia tempo para pegar quase nada. Eramos nós ou nossas coisas.

– Não reclama, temos sorte de estar vivas. – Ela disse de forma monótona – Então... Floresta né? – Perguntou franzindo as sobrancelhas.

Eu parei o carro no meio do nada – o que não foi muito inteligente –, porém, não tive muitas opções. A gasolina havia acabado como disse à Lily. Estávamos numa longa rua deserta e a floresta fazia sua parte ao redor. Então seguir a rua não era uma opção, devido a fome que me assolava e a dela, obviamente. Não sabíamos quanto tempo levaria até encontrarmos outra cidade, havíamos perdido o mapa.

– É o jeito Lilyca. – Lhe mostrei um pequeno sorriso no canto dos lábios.

Com um suspiro de ambas as partes que mais parecia ter sido combinado, adentramos a floresta.

**

As folhas secas faziam barulho a cada passo dado. Eu me perguntava o quanto a natureza também sofreu com o apocalipse. As folhas verdes, que antes davam charme a paisagem, agora parecia fazer parte de circo de horror. Estavam sem vida. Mortas no chão. Os ninhos que viviam em cima dos galhos eram raros de ser vistos. E eu sei o porquê. As mães tem tendência a serem sempre protetoras com seus filhotes, até que eles possam voar sozinhos e criarem o seu próprio laço. Talvez eu não entenda muito sobre as mães serem tão corujas com seus filhos, devido ao fato de minha mãe ter morrido quando me teve. Porém, minha tia de consideração (mãe de Lily) sempre tentou fazer o melhor que pode para me criar e eu sou tão grata à ela. Nunca parei para agradecer pelo tanto que ela fez por mim, e de repente me senti ingrata por isso. Eu sabia que ela havia feito um laço entre nós. Porque eu, Lily e ela eramos tão unidas. Fazíamos tanta coisa juntas como, por exemplo, desenhar a nossa família, conversar sobre tal programa de TV e até mesmo brincar de bonecas. Eu sou eternamente grata por cada ação feito por ela.

– Sei o que está pensando. – Lily me tirou dos meus pensamentos.

– Você sempre sabe. – Falei deixando um pequeno sorriso brotar no meu rosto assim como no dela.

Depois de tirarmos alguns galhos de folhas da nossa frente, observamos melhor onde estávamos agora. As folhas das árvores caiam lentamente com o pouco vento que passava no momento. Eram alaranjadas como todas deviam ser no outono, a estação das folhas secas. Os raios solares as deixavam mais atraentes do que já eram. Era lindo de se ver, de tirar várias fotos para recordar. Abri a palma da minha mão e ergui, esperando aquela pequena, mas linda, folha cair livremente. Fiquei encantada. Nunca pensei que num lugar como esse podia se ter isso. Nem tudo estava perdido, eu sabia disso. As árvores eram mais altas que as outras que vi assim que adentrei a floresta, entretanto, elas só podiam estar no centro para que não conseguisse ser vista na estrada.

– É tudo muito fofo, muito lindo, mas ainda estamos com fome. – Lily disse com as mãos na barriga como se fosse óbvio, na verdade realmente era.

– Certo. – Suspirei passando as mãos no cabelo, e pensando em algo – Com certeza por aqui deve haver uns esquilos, coelhos... Ache-os. Vou pegar algumas frutas.

– Quer mesmo que eu pegue aqueles coelhos fofinhos? – Lily fez aquela voz que falamos com bebês e apertou minhas bochechas.

O motivo é simples. Coelhos são e sempre serão cutes para mim. Eu até ganhei um quando completei 9 anos. Aqueles olhinhos vermelho ou preto eram demais para minha pessoa. Não me achem doente, mas eu dormia agarrada com ele – obviamente meu pai não sabia disso –. Porém, Lily não podia simplesmente morrer de fome, porque eu obviamente não os comeria. Agora entendia a cadeia alimentar dos leões. Ou você caça ou você era caçado.

– Sai sua peste. – Fiz biquinho e retirei suas mãos de mim, para logo em seguida deixar um riso fraco escapar – Nos encontramos aqui em mais ou menos... Uma hora? Pode ser?

– Mais do que suficiente pra mim. Ou será que você tá ficando mole demais para isso? – Ela zombou de mim.

– Eu já estava me questionando até quanto tempo demoraria para suas ironias me visitarem. – Resmunguei torcendo a boca em uma careta e ela sorriu "angelical" – Nos encontramos aqui.

Ela fez um joinha para mim e se foi em meio a tantas árvores e folhas que nos rodeavam. Respirei fundo e expirei o ar lentamente. Andei na direção contrária de Lily. Observei atentamente os troncos das árvores passando meus dedos para sentir sua textura. Obviamente não encontraria nenhuma fruta por aqui, por isso continuei adiante fazendo o minimo barulho possível para não chamar atenção de "algo".

A área das folhas alaranjadas já estava ficando para trás. Aos poucos meus olhos já podiam enxergar a densa mata de antes. Na minha cintura havia um coldre que armazenava minha pistola e minha faca que estava dentro da bainha. Nessa ocasião, eu retirei a faca para cortar as folhas grossas do caminho.

Os raios de sol ajudavam a tirar certo aspecto sombrio da árvores sem folhas, somente com troncos secos. Mais para frente já conseguia ver alguns frutos caídos no chão. Me ajoelhei e peguei algo redondo pequeno avermelhado meio sujo de terra.

– Maçã. – Murmurei deixando nascer um pequeno sorriso em meus lábios.

Olhei para cima e avistei as folhas verdes tampando quase completamente minha visão do céu azulado. As maçãs se encontravam pendurados nos troncos das árvores, no alto. Deixei minha mochila no chão e guardei minha faca novamente na bainha. E assim eu comecei a escalar. Os relevos da árvore era a fonte principal para tal ato. Quando já estava no alto, me sentei no tronco averiguando antes se não iria despencar. Mordi os lábios sorrindo olhando para as maçãs que estavam na minha frente. As puxei das folhas e fui soltando-as devagar para não se despedaçarem no chão devido a altura. Quando peguei uma boa parte delas, desci e as recolhi colocando-as na mochila. Bati minhas mãos umas nas outras para tirar a poeira e voltei para o lugar de onde estava, o campo das folhas alaranjadas.

**

Minhas pernas estavam dormentes de tanto ficar na mesma posição, a famosa perna de índio. Sabia que já havia passado uma hora desde o combinado, porém, eu resolvi esperar mais alguns minutos achando que Lily poderia ter tido sorte em sua busca. Bufei impaciente com tamanha demora. Peguei minha mochila bruscamente do chão e me coloquei a andar na direção daquela infeliz. Não sou muito paciente e odeio quando certa pessoa ruiva me faz esperar.

O som dos meus passos pisando nas folhas secas era um pouco angustiante, devido ao fato de estar sozinha. Ouvi um barulho no arbusto a minha frente e tirei a minha pistola da cintura em sinal de defesa. Me aproximei com cautela pronta para o que quer que fosse. O que seria um coelho assustado correndo para longe de mim. Suspirei sentindo alívio e parei para pensar. Se aqui havia um coelho significa que Lily não estava longe, e tive certeza disso no minuto seguinte ao ouvir aquela voz calma, entretanto, eu sabia que ali continha uma dose ameaçadora que causava espanto nas pessoas.

– Devolva esse maldito esquilo ou não vai ver mais a luz do dia.

Notas finais
É assim que imaginei as folhas alaranjadas com os raios solares *--* Mereço comentários? Até depois meus lindos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.