Those of Mars

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olha eu aqui de volta, espero que vocês curtam!!!
Beijinhos...

Jessie Lewis

"- Vamos ser nada ?

— Nada ?
— É, dizem que nada dura para sempre." (Ponte para Terabítia)

Estava no aeroporto Pearson no Canadá com todas as minhas malas e estava esperando minha tia me buscar. E assim que ela chegou começou a me dar um "puxão de orelha".

— Seu pai me contou que você andou aprontado, mocinha! – minha tia, Kat, tentou demonstrar que estava furiosa — Sumir com o vestido da noiva do seu pai no dia do casamento e leva- lá a loucura, hum-hum isso não se faz. E sem contar as mil advertências que você levou na escola por conta de pegadinhas e brincadeirinhas, e se era ser expulsa que você queria você conseguiu.

— Tia, foi meu pai que te mandou me dar um puxão de orelha?

— Não – tentou ser firme.

— Tia... – levantei uma sobrancelha.

— Aí, Jessie! Foi seu pai, ele me mandou te dar uma bronca.

— Mas você nunca consegue, tia!

— Eu sei – ela fez beicinho – Vem cá me dar um abraço que estou com muita saudade de você.

— Eu hein, tia! Que mico.

— Que mico que nada – ela revirou os olhos – Dá um abraço na titia – ela me apertou e me chacoalhou, isso foi tudo menos um abraço.

— Já está bom, tia.

— Agora me conta essa história de sumir com o vestido da sua madrasta.

— Madrasta? Aquela vaca nem disso merece ser chamada, ela não é nada minha.

— Olha essa boca – minha tia me repreendeu – Apesar que ela é uma vaca mesmo.

— Eu disse. Eu só quis dar um susto na bruaca que estava me ameaçando e dizendo que depois daquela droga de casamento ela ia convencer meu pai a me mandar para um internato na Suíça.

— E o Justin? — Justin é meu irmão mais velho.

— É outro cego com a vaca. Ele acha que eu tenho implicância, que sou eu que faço tudo de errado, que eu não quero meu pai feliz...

— E que não quer outra no lugar da sua mãe? – senti um nó se formar na minha garganta.

— Aquela coisa, quer mudar tudo o que minha mãe fez naquela casa. Ela quer tirar cada uma das lembranças da minha mãe, e o meu pai parece não se importar, o Justin menos ainda.

— Não fique assim, agora você vai morar comigo e o Jax, vai para um novo colégio, tudo vai ser melhor.

— Mas você tinha que morar no Canadá, tia?

— Aqui é um lugar maravilhoso. Agora vamos que fiz um almoço especial para você.

***

— Jax, dá para você ajudar com as malas? – gritou minha tia, se matando para tentar passar com as malas pela porta.

— Eu não posso mãe, estou tentando passar de nível, se eu parar eu morro e o jogo reinicia.

— Tem certeza que ele é universitário?

— Foi o que me disseram. Agora Jackson!

— Caramba, mãe! – ele se levantou do sofá e veio em nossa direção pegar as malas.

— Coloca no quarto de hospedes que agora vai ser o da Jessie.

— Quanto tempo – ele deixou as malas no chão e me abraçou.

— Oi, Jax! Muito tempo mesmo.

— Vai logo Jax, vou colocar almoço para vocês – disse Tia Kat.

— Aaaah, não – ele resmungou – Só falta você ter feito aquele bolo de carne horrível.

— Não fale assim da minha comida.

— Aquilo que você faz é tudo menos comida.

— Assim você me ofende – ele deu risada carregando as coisas para o quarto.

Acho que devo contar um pouco dessa confusão toda.

Meu nome é Jessie Lewis, tenho dezessete anos, quer dizer vou fazer dezessete em dois meses, e estou no último ano do colégio, eu morava em New York com meu pai, meu irmão e a noiva do meu pai. Estava tudo bem, até aquela cobra começar a soltar seu veneno, como eu já não seguia com um bom comportamento no colégio e ás vezes em casa, meu pai acreditou que eu era a mente no mal e a Zoey a mente do bem.

E como já estava cansada das ameaças daquela coisa e dela se pagando de santa, só esperei o dia do casamento para sumir com aquele vestido ridículo que custou uma fortuna, é isso que essa coisa quer, dinheiro, e sabendo do meu pobre pai, rico e viúvo, se aproveitou para dar o golpe... Voltando ao vestido, enquanto ela estava terminando o penteado, eu peguei o vestido e joguei na sujeira do cavalo, óbvio que como o universo conspira sempre ao meu favor os cavalinhos fizeram a festa em cima daquele bolo que ela chamava de vestido. Eu nunca fiquei tão feliz por aquela vaca estar na fazenda e ter escolhido justo aquele lugar para se casar.

Ela me acusou, dessa vez não era mentira, uma das damas de honra achou o vestido sujo e fedido e fizeram suas correrias para encontrar um vestido substituto.

Resultado da minha pegadinha: Noiva histérica e desesperada gritando sem parar, meu pai brigando comigo, o Justin dizendo que fui longe demais, um casamento atrasado, um vestido pior que o outro e uma chuva lascada.

Essa da chuva juro que não fui eu! Mas bem que eu gostei.

E minhas suspensões e advertências do colégio foram por motivos: Explosão de bombinhas na sala, eu passei cola em um dos objetos da peça em que a garota sentaria então ela acabou ficando grudada, joguei o mascote do time de basquete na piscina e mudei a playlist das líderes de torcida no dia do jogo.

Agora como que descobriram que tudo isso fui eu, eu já não sei.

E como a diretora havia me avisado, qualquer que fosse minha próxima pegadinha eu seria expulsa. Então a minha última foi: Invadir o sistema do colégio e mudar o cardápio do almoço, batata- frita que só tinha as sextas eu mudei para segundas, quartas e sextas e o macarrão que era só as terças eu coloquei para terças e quintas, fora algumas sobremesas que tirei e substitui por outras, porque ninguém gostava.

Esse plano foi genial, até que um hackerzinho mais experto do que eu, rastreou meu IP e me dedurou.

Quando eu voltar para New York você me paga Patrick Nelson.

E agora estamos aqui, no começo de um novo ano, em um novo país, com novas pessoas.

— Vem, vamos almoçar.

Me sentei ao lado do Jax e olhei para o meu prato.

— O que é isso? – perguntou Jax

— Curry de carne de soja com legumes – respondeu minha tia.

— Você lembrou que sou vegetariana?

— Seu pai me lembrou.

— Eu vou ter que comer carne de soja? – reclamou Jax.

— Não, garoto reclamão – disse minha tia – Vamos, todos, comer hoje como boas- vindas a Jessie, nos próximos dias eu faço a comida dela a parte.

— Não precisa se preocupar, Tia – disse dando uma garfada na carne, que estava maravilhosa – Huum... está muito bom! Eu mesma cozinho meu almoço e jantar.

— Pare de coisa, vou fazer para você e não dá trabalho nenhum.

— Não sei como você consegue – Jax mastigou fazendo careta.

— Quer algo para beber?– perguntou minha tia

— Sim, tem água com gás?

— Tem – ela se levantou e pegou uma garrafinha na geladeira e um copo no armário – Aqui está.

— Valeu – eu coloquei a água no copo e dei um gole

— Antes que me esqueça, te matriculei no colégio em que seu pai me pediu. É um bom colégio, Jax estudava lá. Só espero que não apronte como ele aprontava – Jaz sorriu – E também não faça o que você fazia em New York.

— Colégio? Que colégio?

— Tamwood! Um dos melhores colégio daqui.

— Com certeza o Sr.Tom, quer o melhor colégio – revirei os olhos e dei um longo gole em minha água.

— Você começa segunda!

Me engasguei e Jax começou a dar tapas em minhas costas.

— Co... como ?

— Isso que você ouviu, fique calma que vai dar tudo certo. E você tem o fim de semana, amanhã podemos sair e comprar algumas das coisas que você vai precisar.

— Eu mereço, até lá dos Estados Unidos o velho quer controlar a minha vida – Jax riu.

— Meu pai também é um mala Jessie, fica tranquila um momento eles param.

— Quando?

— Quando você for para a faculdade, quando me formei do colégio no ano passado e meu pai soube que esse ano entraria para a faculdade ele parou de me encher o saco.

— E seu pai fazia isso com você porque é seu pai e sempre vai querer o seu melhor – disse para Jax e depois se virou para mim – E seu pai faz isso com você pelo mesmo motivo.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Conto com os comentários de vocês, favoritem e acompanhem.
Até os próximos...