Notas iniciais
Olá olá! Estão todos bem? Espero que sim! Essa fic terá uma linha do tempo um tanto diferente, o prólogo dela é o acontecimento do FINAL da fic, e o que vocês lerão em seguida será como tudo chegou à isso. Quaisquer elogios ou críticas serão muito bem aceitas tanto pelos comentários ou por mensagem. Sem mais delongas! Música de fundo do cap: https://www.youtube.com/watch?v=tdRzphj_-cE

A noite estava tranquila e sem indícios de chuvas, sinal que a previsão do tempo errara novamente nos jornais. O céu estrelado sobre suas cabeças possuía apenas poucas nuvens que agora parcialmente escondiam a única fonte de luz; o grande orbe luminoso no céu noturno, a lua; mas seus olhos já estavam acostumados à tênue iluminação do local, o que permitia à ambos visualizarem os olhos e fisionomia do outro, assim como a grande poça vermelha que aumentava gradativamente sobre os pés de um deles e manchava a exuberância esverdeada do gramado. Um estrondo é ouvido, mas o homem não entende a princípio sobre o que se tratava, com o som alto as aves fogem das copas das árvores, assustadas em um voo sem rumo.

Os olhos daquele que precisava ser morto se arregalavam a medida que compreendia o acontecido, uma dor aguda o atinge de surpresa no peito o deixando sem ar, demora ainda alguns segundos para perceber que seu sangue escorria por um buraco, só então percebe que ter sido baleado pelo homem à sua frente. Seu sangue manchava as vestes formais que escolhera a dedo para a situação que fora destruída há poucos segundos atrás, quando o homem que agora o encarava retirara um revolver 38 de cano longo de seu sobretudo, arma essa que ele mesmo havia dado para o outro proteger-se.

—O quê? –Ainda tentava compreender o motivo para aquilo, o outro à sua frente o encarava com um sorriso triunfante no rosto, no entanto, lágrimas brotavam de seus olhos brilhantes; graças a pequena quantidade de luz; e escorriam por seu rosto levemente avermelhado. Ele não percebia chorar, também não percebia o vazio que parecia consumir seu peito, tudo que lhe importava era a vingança. Conseguira matar aquele à sua frente, sua vingança estava completa após tanto tempo. Então por que sentia como se problemas e amarguras foram adicionados a si ao invés de retirados? Ele o encarava com um misto de tristeza e incompreensão, a dor em seu peito aumentava toda vez que buscava golfadas de ar, mas isso não o impedia de encarar o homem à sua frente de forma triste.

Mais um disparo. O outro ainda buscava compreensão quando sente seu corpo cair sobre o chão, um círculo de sangue ganha forma sob si. Como tudo chegou nisso? É o que se perguntava. O caído já suspeitava das reais intenções daquele que o encarava, mas nunca imaginaria tais ações.

—Por quê? –Sua voz soa baixa como um sussurro, porém alta o suficiente para ser compreendida pelo que o encarava imponente, suas mãos se agarram lentamente a terra em busca forças para levantar o rosto, encarando seu assassino nos olhos. –Achei que o que havia entre nós tinha superado sua fixação em vingança, mas parece que só eu pensava que éramos algo importante. –Sua péssima escolha de últimas palavras demarca o momento onde sua cabeça tomba para o lado, completamente sem vida.

—De onde tirou isso? –Sua pergunta recebe apenas os ventos em seus cabelos e o som dos estalos das árvores como testemunha. Por mais que tentasse fazer com que sua fala soasse indiferente, o turbilhão de sentimentos que se contradiziam dentro de si o impedia de permanecer impassível, pela primeira vez em muito tempo não sabia a reação que deveria demonstrar, a expressão ou as falas que deveria entoar.

Ele ouve um grito ao longe, abafado por algo, não percebera quando de repente tudo ficara escuro e molhado, não percebera quando de repente se ajoelhara ao lado do corpo que nunca mais voltaria à vida, nunca mais emanaria o calor aconchegante que se acostumara. Era ele quem gritava, esperneava a plenos pulmões, era ele que cobria seus olhos com as palmas das mãos, era ele quem se molhava com suas lágrimas e saliva que escorriam do canto de seus lábios muito abertos enquanto gritava aos céus.

“Você realmente precisava dessa vingança?”

“Por que matou os dois únicos homens que já acreditaram em ti?”

“Queria provar que é melhor que o assassino de nosso pai? Huhuhu, você apenas se tornou igual a ele.”

“A dor que esqueceu que carregava, agora retornou para te atormentar.”

“Você crê que se tornara adulto, mas seus medos são os mesmos.”

Das várias perguntas e comentários da voz em sua mente que recebera, nenhuma delas é respondida, enquanto encarava fixamente um ponto qualquer nos céus em completo choque.

Notas finais
Peço que não me matem ainda, apenas para reforçar, isso não aconteceu AINDA, esse é o último cap da fic e o prólogo, no entanto tudo no final será explicado. Os próximos caps contam a partir do primeiro episódio do anime e a linha do tempo prosseguirá normalmente. Essas vozes são apenas na mente "dele" vocês descobrirão quem é ainda kkkk se quiserem chutar quero saber o que acham! Quem é cada um nesse prólogo? Me digam.