Thorny Roses
2 Queda dos sonhos dourados...
Notas iniciais
Primeiro: Desculpa estar sumida, mas eu realmente demorei um pouco pra pensar sobre esse capítulo.
Segundo: Isso de Diva veio da música Paradise of Light and Shadow (acho que todo mundo percebeu) e os Chevaliers são de Blood+, mas é só o nome, não é aquele tipo não O.O
Terceiro: Os trechos vem da música "Paradise of Light and Shadow" de kagamine Rin e Len, ela vai aparecer várias vezes porque é que mais se encaixa no tema :3
Quarto: Obrigada à todo que mandaram reviews, isso é muito importante mesmo pessoal :3
Quinto: Vocês pediram, foi feito, a fanfic é RinxLen, mas eles não são irmãos tá? ;D
Sexto: Aliás, eu ponho letra maiúscula porque "Diva" e "Chevalier" são como títulos de honra ok? Só pra quem talvez não tenha entendido ;D
Acabei:
Boa leitura n.n
“Fadada a cantar orações, ela tem de cantá-las sozinha”
A Diva do reino de Amarelo se chamava Kagamine Rin, ela era uma delicada jovem de dezesseis anos, possuía cabelos curtos e dourados, olhos grandes, vivos e brilhantes com um tom claro de azul. Era uma jovem muito bela e espirituosa em seus curtos quatorze anos de vida.
As vezes, quando admirava o reino ao longe, com suas flores coloridas e campos verde, plantações fartas e cidade próspera, olhando o resultado de sua música, ela avistava alguma garotinha brincando de boneca numa praça.
Rin teria sido como aquela garotinha;
Rin queria ter sido com aquela garotinha.
Ela, ainda bebê, havia sido retirada dos braços de sua mãe, que ela não conheceu e que nada pode fazer contra a força dos guardas que a seguravam enquanto levavam a criança do seu colo, ela não pode lutar contra a peça que destino pregara na sua filha.
Apesar de nunca tê-la conhecido, ela gostava de guardar a lembrança de sua mãe como uma mulher amável e carinhosa que sempre estaria ao seu lado.
Achava-se um pouco solitária naquela torre, isso é fato, ser solitário é muito triste, mas Rin não era triste, tampouco solitária.
Foram incontáveis as vezes em que, durante o seu canto, um belo rapaz, de olhos azuis-claros, profundos e com cabelos dourados presos em um rabo de cavalo pequeno, entrava pelo grande portão de madeira e sentava-se encostado ás paredes frias feitas de pedra apenas para suspirar e ouvir sua voz. Era o seu Chevalier, Len.
Sim, o Chevalier era apaixonado pela Diva;
E sim, a Diva era apaixonada pelo Chevalier;
Mas, não é melhor deixar todas essas diferenças de lado e dizer apenas que Rin e Len eram apaixonados um pelo outro?
Gostavam de admirar um ao outro, mesmo porque nesses momentos Rin não tinha o direito de parar de cantar, o povo precisava de sua voz. Mas Len precisava de seus olhares.
Com o sorriso dela, seu coração se sentia iluminado;
Com o olhar dele, ela se sentia mais segura.
De fato, nunca haviam conversado, mas quem disse que palavras são necessárias para que o amor floresça?
Porém, chegava o momento em que o momento do almoço do rapaz acabava.
Ele voltava a ser o Chevalier;
Ela voltava a ser a Diva.
“Sem saber de nada,continua cantando
por toda a sua vida.
Uma canção para o sol,uma canção para a chuva,
um réquiem suave”
Mas Len não era a única pessoa que ia visitar Rin, Vez ou outra, ao invés de uma serva com seu almoço, a princesa do reino de Amarelo vinha com sua comida, para que conversassem um pouco.
Eram amigas.
Certa vez, quando Rin perguntou curiosa e com a face corada sobre o bonito rapaz de cabelos dourados que vinha lhe visitar com certa freqüência.
A princesa Neru se irritou, ela tinha sentimentos pelo jovem protetor e logo sua face se avermelhou. De raiva.
Veja bem, Neru não é uma má amiga, em geral ela era muito boazinha, mas ela só tinha espaço para um sentimento de cada vez, e o sentimento que fazia efeito sobre a jovem de olhos azulados e cabelos loiros presos em uma única maria-chiquinha era o ciúme. Esclareceu de uma vez com veneno em sua língua, que Len era o protetor de Rin, e que só ia até lá porque tinha a obrigação de checar se Rin estava bem de vez em quando, além do que, um romance entre uma Diva e um Chevalier era terminantemente proibido pelo Rei.
Rin sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, mas segurou-as bem em seus olhos e sorriu, chamando a si mesma de idiota.
Por esse motivo Neru achou que era só uma atração passageira, o que a impediu de se sentir culpada mais tarde e deixou para lá. Mal sabe ela que a Diva chorou durante todo o resto do dia, sua voz soou embargada pela primeira vez. Não conseguia entender os próprios sentimentos. E no fim, não pode esquecer e deixar de enamorar-se pelo rapaz de olhos profundos.
Uma coisa que Neru disse foi verdade, era proibido que Chevaliers e Divas tivessem algum tipo de relacionamento. Len sabia disso muito bem, mas este, não tinha a menos obrigação de entrar na torre e admirar a linda garota, com aquela voz tão doce.
Mal sabiam os dois, que naquela noite tão caótica, eles começariam com a maior aventura de suas vidas.
Rin já estava deitada em sua cama, cantando uma música de ninar, como se as crianças que estiveram ao pé da torre, dançando ao som alegre de sua alegre voz ainda pudessem ouvi-la, ela desejava que os pesadelos não incomodassem aquelas lindas garotinhas, de coração puro que eram a sua companhia durante as manhãs, apesar de nunca ter podido falar com nenhuma delas. Ela sempre amou cada pessoa daquela terra, da sua cidade, do seu lar.
De repente, sentiu sua voz falhar, uma pontada de dor atingiu seu peito, como se fosse automático, levantou-se da cama e então caminhou até a janela, temerosa, lá ela pode avistar um ponto vermelho de luz. Era um incêndio. Pequeno, mas um incêndio.
Sentiu mas uma pontada de dor, dessa vez ela viu as pessoas correndo de suas casas e gritando, homens e mulheres desesperados com seus filhos no colo, do que estavam correndo? A diva não sabia, pareciam monstros feitos de escuridão, que não tinham forma nítida que não fossem os seus olhos vermelhos opacos e sem vida, as pessoas caiam ao seu toque negro e eles se dirigiam ao castelo em uma macha fúnebre que destruía e incendiava tudo ao seu redor.
A dor em Rin se tornou tão aguda que ela se viu forçada a cair em seus próprios joelhos apoiada na parede fria de pedra, queria cantar algo (como lhe foi instruído à se fazer nesas situações) mas a sua voz não lhe saia, o Pânico era visível em seu olhar, as lágrimas teimavam à cair e a dor se tornava cada vez mais insuportável.
Ouviu-se um forte estrondo, o portão do castelo fora arrebentado á força e a porta veio logo em seguida, os passos dentro do castelo se tornaram mais desesperados, e ao mesmo tempo, e menor número, sua dor era forte e o desespero grande, seu povo estava á mercê de criaturas estranhas que não tinham piedade ao lhes retirar o sopro da vida, ela estava preparada pra morrer ali, com a queda do seu reino.
Enquanto esses pensamentos lhe passavam por sua cabeça, a porta da torre se rompeu em um golpe violento, causando uma sensação de choque e confusão na moça. Era Len. Len estava ali por ela, talvez eles morressem juntos, “isso seria tão lindo” pensou ela, e se permitiu sorrir, um fraco sorriso, mas len estava ali com ela, e isso era, no mínimo, reconfortante.
O olhar do garoto tentava passar um sentimento de confiança e um ar de que tudo estava sob controle, mas é claro, isso não era verdade.
–Temos que sair daqui o mais rápido possível, minha dama- Disse trancando a porta e segurando o braço dela com força.
–Não! Eu não vou embora daqui! Eu vou morrer com o meu povo, eu vou cair com o meu reino!-Exclamou entre lágrimas numa tentativa vã de soltar do garoto, que a segurava firmemente. Mas não pode deixar de perceber como a sua voz era aveludada.
Ele a olhava triste, a situação não lhe era fácil também, tinha de cumprir seu dever enquanto só queria abraçá-la e esperar que aquilo tudo se resolvesse sozinho, ele entendia os sentimentos dela, mas não poderia se deixar levar por eles “são precipitados e errôneos” como repetiu para si mesmo naquele momento.
Pode ouvir o barulho das “trevas” subindo às escadarias, os seres das trevas produziam um zumbido agudo e ensurdecedor, como almas gritando enquanto ardiam nas chamas do purgatório, se eles tocassem nela seria o verdadeiro fim de todo reino e também o fim de toda a sua felicidade e razão de viver.
–Não temos tempo pra isso!-Murmurou friamente enquanto segurou a garota por trás a fim de protegê-la do impacto que ela sofreria no momento em que ele pulou da janela, bem a tempo de ver “aquelas criaturas” romperem a porta e se espalharem por todo o cômodo.
O garoto havia sido preparado a sua vida inteira para calcular esses riscos e á suportar grandes dores, mas não imaginava que teria de pular janelas a fim de escapar de monstros da escuridão aos quatorze anos.
Ao sentir o doloroso impacto de suas costas no chão, o rapaz pegou a mão de sua Diva e tratou de correr o quanto podia, afinal, “aquilo” ainda estava atrás deles, e não desistiria tão facilmente.
A garota realmente se surpreendeu com a manobra do seu protetor, tudo que pode ver, como os olhos arregalados, foram aquelas criaturas cruéis entrarem no seu quarto. Se não fosse por ele estaria morta ao toque “daquilo”, mas já imaginava que seria assim. Teria aproveitado muito mais a sensação da grama e da terra entre os seus dedos pela primeira vez, se não fosse a situação desesperadora e o modo como começou á correr rapidamente, com as suas pernas desacostumadas.
Corriam em campo aberto, o mais rápido que podiam, e a escuridão vinha atrás deles o mais rápido que os olhos turvos e chorosos de Rin podiam captar, ela se sentia fraca, ela queria parar. Estava presenciando a queda do seu lar atrás de si, estava tudo se tornando cada vez mais escuro, parecia um pesadelo, um pesadelo que ela queria mais que tudo acordar;
Aquela era a queda de seus sonhos dourados, e com esse pensamento, tudo se tornou escuro e ela pode escutar a voz do seu amado gritar seu nome antes que a sua consciência apagasse.
“A voz que ecoa no fundo do meu coração está angustiada pelo sofrimento”
Continua...
Notas finais
É claro que eu tive que começar com meus favoritos!
Apesar do que parece...Ela não morreu tá? xD
Só desmaiou... E aí? Qual será o destino que aguarda o nosso casal favorito?
Se tiver algum erro de português é só me avisar, eu corrijo antes, mas as vezes eu deixo passar algumas coisas né? ;D
Espero que tenham gostado, MANDEM REVIEWS para que assim que possa continuar mais rapído! :D
Beijos, Lirium-chan :*
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