This is not a love story

9 Capítulo 9 - Dois corações partidos e uma bala


Notas iniciais
Porque eu sei que eu não entendo. Como o seu amor pode fazer o que ninguém mais pode?

Por segundos eternos os olhos das duas permaneceram vidrados. Olivia pensa estar fazendo o certo, afinal, não sente nada por Amanda, há meses atrás sequer gostava de estar na mesma sala que a loira. Já Amanda, deseja apenas desmoronar e chorar até que fique desidratada, mas ela jamais faria isso na frente da mulher que lhe deixou assim.

—Vou para casa. –a loira diz e vira-se para sair do local.

—Eu... –Olivia segura o braço de Amanda a impedindo. – Quero saber se isso irá atrapalhar nosso desempenho no trabalho.

—Não. –responde Amanda, e Olivia larga o braço da mesma, deixando-a livre para ir.

Olivia segue Amanda com os olhos até que ela sai da sala e fecha a porta atrás de si. A morena sabe que suas palavras magoaram Amanda, mas não deseja dar falsas esperanças para a loira, ou talvez apenas tenha medo do que sente. Ela não sabe dizer ao certo o que sente pela mulher e, com hesitação, se recusa a ir mais fundo para descobrir.

Amanda vê os detetives cochicharem sobre ela assim que passa por eles, mas ignora e segura o choro até estar longe o bastante.

—Ah! –ela grita ao escorar-se na parede do bar, já fechado.

Mesmo ainda desejando chorar, ela permanece firme e não chora. Desliza até o chão e abafa o grito em sua garganta.

Após alguns minutos em silêncio, ela pega o celular em seu bolso e o liga. Mensagens e mensagens de Peter chegam, mas ela não se da ao trabalho de lê-las. Com os pensamentos voando ela se pergunta se Peter sente-se do mesmo modo que ela se sente em relação à Olivia.

—Você acha mesmo que deveria estar sentada uma calçada imunda como esta? –pergunta Olivia aproximando-se.

—Você não deveria estar aqui. –Amanda diz sem olhar para a morena.

—Olhe, eu não deveria ter sido tão dura com você... –ela tenta desculpar-se.

—Eu não deveria ter me apaixonado. –a loira ergue o olhar para ver Olivia.

As palavras ditas são desconfortáveis tanto para Olivia quanto para Amanda.

—Eu só... Não esperava que isso acontecesse. Desculpe-me se fui fria. –Olivia diz encarando-a.

Amanda levanta-se, permanece em silêncio, até que seu celular vibra no bolso.

—Droga. –ela diz encarando a tela.

—Algum problema? –pergunta Olivia.

—Peter. –Amanda responde. Coloca o celular no silencioso e o guarda no bolso.

—Ele...

—Não. –Amanda balança a cabeça. –Ele não sabe sobre nós, digo, sobre o que acontecia entre a gente.

—Ok. –ela assente. –Quer uma carona para casa?

—Eu vou pega um táxi. Obrigada. –Amanda acha melhor não aceitar carona de quem quebrou seu coração.

Oliva assente, compreende que seria completamente constrangedor para ambas.

—Eu te acompanho até encontrar um. –ela diz. –É madrugada.

—Ok. –Amanda começa sua caminhada.

Um silêncio inquebrável as acompanha também. Como se todas as palavras existentes as deixassem desconfortáveis, como se todo assunto fosse direcionar ao que aconteceu entre as duas.

Amanda só consegue pensar em quanto está apaixonada. Nunca se sentiu assim, nunca gostou de alguém assim, e nunca esteve tão magoada quanto está agora por não ser amada, por não ter reciprocidade em um sentimento tão belo. Acredita estar perdendo o amor de sua vida, sua alma gêmea e mesmo sentindo-se tão mal não deseja transmitir isso.

—Amanda!

As duas viram-se para ver quem grita.

—Peter? –pergunta Amanda forçando os olhos para tentar enxergar o rosto do homem no breu.

—Amanda o que está fazendo? –ele pergunta e caminha em direção da loira.

—Peter? Como me achou? –pergunta parando de caminhar.

—Rastreei seu celular. –ele responde aproximando-se.

—Você o que? -ela da um passo para trás.

—Amanda, você... Por que você está fugindo de mim? –ele grita.

—Eu não...

—Eu te amo, Amanda. –ele a interrompe. Para de caminhar e é iluminado pela luz de um poste próximo, revelando a arma em sua mão.

—Amanda, ele tem uma arma! –grita Olivia jogando-se na frente da loira.

O tiro acerta a sargento, que cai ao chão. Amanda saca sua arma e atira em Peter que cai também. Ela corre até ele e joga a arma para longe do mesmo.

—Olivia... –ela volta para onde está Olivia e tenta parar o sangramento até a chegada dos paramédicos.

Notas finais
Vish.