This is my Happy Ending

40 Falling to Pieces


Notas iniciais
Oi... Desculpem a demora! Estou com dificuldades nessa fic, mas próximo capítulo é Swan Queen, prometo! E desculpa de novo! Beijão!

Alguns dias depois Coraline já frequentava as aulas de direito. Cristine vivia visitando-a com Teresa, e sozinha. Ela ia para a casa de Cristine. A vida estava começando a se instabilizar para elas novamente.

Ela terminava de preparar o almoço, Teresa estava sentada no sofá assistindo TV e elas esperavam Cristine. Ela tinha de ir ao hospital resolver algumas coisas.

Quando a porta bateu, Coraline foi puxada de volta a realidade. Ela sorriu, mas notando a expressão no rosto da mulher caminhou até ela.

– Tudo bem, querida? – Perguntou.

– Eu... Preciso falar com você. – Disse hesitante. Coraline olhou para Teresa, entretida com o desenho, e chamou Cristine para conversarem no quarto.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntou, já entrando no estado de espírito da loira.

– Eu estive no hospital.

– Sim, eu sei. Aconteceu alguma coisa?

– E Malcolm estava lá.

– Ele se machucou? – Perguntou tentando entender o por que daquele assunto.

– Malcolm estava lá, deitado em uma maca. Careca e magro. Pálido e frio como mármore. – Coraline encarou a mulher incrédula.

– Ele...

– Sim... Ele mentiu. – Coraline se levantou da cama e correu pelo corredor escorregando. Ela não se importou com nada. – Coraline! – Ouviu Cristine gritar chorando.

Ela não tinha palavras. Não tinha forças, mas ainda assim se fez correr até o carro.

Largou o veículo de mal jeito na porta e entrou com olhos avermelhados e rosto molhado de lagrimas.

– Com licença, Malcolm Marshall.

– Sinto muito, mas o Senhor Marshall não está liberado para visita. Apenas parente próximo.

– Eu sou a esposa.

– Por aqui. – Ela seguiu o enfermeiro, apressada.

Quando entrou no quarto, Malcolm estava deitado. Exatamente como Cristine o descrevera.

Coraline levou as mãos aos lábios e tentou segurar os soluços.

Malcolm abriu os olhos e a encarou.

– Cristine... – Ele sussurrou fraco. – Eu pedi a ela...

– Não importa! – Ela gritou. Um grito agudo e afetado pelo choro. – Você não tinha o direito! Eu merecia saber a verdade! – Gritou novamente.

– Coraline, entenda! Eu só queria proteger você.

– Mentindo para mim? Malcolm eu estive mal por longos dias! E teve um momento que eu pensei em por um fim na minha vida.

– Eu sinto muito. Eu só não queria te ver nessa situação.

– Sente muito? – Ela gritou. – Você sente muito? – Disse chorando. – Você sente muito por que eu descobri!

– Coraline... Deixar você foi a coisa mais difícil que eu já fiz... eu amo você. – Ela não disse mais nada. Apenas foi até ele na cama e o abraçou chorando.

Ele segurou as lagrimas e apenas sentiu o calor da menina.

– Eu amo você, Coraline... E amar você foi o que realmente valeu a pena para mim... Mas por favor... Não fique mal. Eu odiaria isso... As coisas são como devem ser. Não podemos mudar isso. – Ela soluçou apertando mais o abraço.

– Por que você mentiu para mim? Eu me casei com você porque escolhi passar o resto da vida ao seu lado... Você não tinha o direito de me privar disso! Não tinha! – Não havia mais raiva em sua voz... Apenas tristeza, angústia. Saudade.

– Eu sei... Eu sei... Eu sou um idiota. Mas eu sou O idiota por estar apaixonado por uma mulher incrível como você. Você me fez sentir vivo quando tudo dentro de mim estava morto... Porque, apesar de algumas pessoas verem seus defeitos como... defeitos. – Ele disse sorrindo. – Eles são suas melhores qualidades.

– Malcolm, por favor... Me leve com você... – Pediu encarando os olhos dele.

– Não! Shh! Não diga isso nunca mais. – Ele disse sério. – O seu lugar é aqui. Se case novamente.

– Mas eu te amo.

– Então ame novo... O que acha do Jason? Ou... – Ele a encarou. – A Cristine? – Ela o olhou. – Eu vi como vocês se olham... E desejo que sejam felizes. Fico feliz em saber que Teresa ainda terá a influência de duas mulheres de personalidade forte. Ela vai se dar bem. – Coraline sorriu, agora sendo abraçada por Malcolm.

– Você não tem defeitos? – Perguntou.

– Tenho tantos quanto qualquer um... Coral? – Ela o olhou.

– Sim?

– Você pode buscar um copo com água para eu beber o remédio do meio dia? – Ela sorriu.

– Claro. – Se levantou e caminhou para fora.

Ela foi atrás de um copo e de um bebedouro ou um filtro. Serviu a água e caminhou novamente para o quarto.

Quando entrou ela soube, antes mesmo de ouvir aquele som da verdade.

Ela ficou paralisada.

Ele não estava mais ali esperando a água.

Ele apenas não queria que ela visse aquilo.

Ela não conseguiu mexer nem um músculo.

O copo caiu de sua mão e ela caiu também.

Dos lábios palavra alguma saía.

Ela não conseguia se mexer.

Foi então que eles entraram.

Vários enfermeiros. Alguns pegaram ela no chão e outros fora até Malcolm na cama.

Ela queria gritar. Bater em alguma coisa. Queria fazer qualquer coisa, menos ficar paralisada. Era aterrorizante assistir tudo sem poder fazer nada.

– Senhorita... – Um dos enfermeiros chamou.

Ela então despertou de seu transe.

Sua mãe e sua namorada estavam debruçadas sobre seu corpo.

– Coraline, meu amor... Venha comigo. Deixe e mamãe cuidar de você... Assim como fazíamos antes... Eu amo você, filha... – A menina aos prantos se entregou ao abraço da mãe e chorou em seu ombro.

– Traga ele para mim, mãe... – Pediu entre as lagrimas. – Traga minha vida de volta... Eu não consigo respirar sem ele!

– Shh... Vai passar... – Sussurrou deslizando as mãos pelos cabelos dela.

– Não, não vai... Só vai ficar pior!

– Eu sei que as vezes não há concertos rápidos para as coisas que mais doem... Mas um dia tudo volta para o seu devido lugar e os cacos do seu coração não são uma exceção.

– Eu o amo... Mais do que minha própria vida... Traga o de volta! Traga o de volta para aquecer e preencher esse vazio... Faça qualquer coisa... Use magia! Use magia, por favor! – Pediu olhando dentro dos olhos da mãe.

– Eu não posso fazer nada...

– Não! É mentira! Malcolm! – Gritou quando ameaçaram levar o homem.

– Desculpe senhorita.

– Não! Não toque nele, imbecil! Tire as mãos do meu marido! – Gritou socando sem forças o peito do médico que tentava contê-la.

– Coral! CORAL! – Gritou Reyna puxando a menina contra si.

– Prometa que nunca vai me deixar... Prometa ficar comigo para sempre, mãe... Eu te amo tanto... – Reyna deixou suas lagrimas guardadas virem com tudo nesse momento... Ela cuidou da filha e se deixou ser cuidada por ela.

– Eu prometo, meu amor... Eu também amo você...

– Mãe?

– Oi?

– Me tira daqui... Me leve para bem longe... Você pode fazer isso?

– É claro que sim... – Sorriu transmitindo segurança. – É claro que sim...

Notas finais
E então? Essa Coraline... Meldels... kkkkkkkkk