This is Berk.
11 Dor.
Notas iniciais
Soluço desviou de mais um golpe de espada, batendo com força suas costas na parede, o soldado avançou mais uma vez em sua direção, com a espada ele bloqueou seu ataque, se abaixou e da uma rasteira no homem, que caiu, e o líder de Berk soltou gás de Zíper Arrepiante no corredor do navio, apenas para conseguir ganhar tempo para sair de lá, não queria explodir ninguém. Havia se separado de Valka e Pula nuvem para procurar por Banguela nos navios, e finalizar de vez sua luta com Draco.
Na praia, a areia estava tomada por sangue e corpos de guerreiros, Soluço sentia-se culpado, como líder devia proteger seu povo, mas acabou trazendo-o para a guerra, então, devia terminar com isso, para que não houvesse mais nenhuma morte.
Em meio a toda aquela luta, ele avistou se esgueirando por uma rocha para a parte mais afastada da praia, ninguém menos que Dagur, ele encontrou naquela situação uma oportunidade, então começou a segui-lo, desviou de mais um golpe de espada e continuou. Na parte da praia que não havia ninguém ele parou de caminhar, endireitou sua postura, e retirou sua espada das costas. Dagur sabia que estava sendo seguido, mas Soluço também sabia, desde o principio que a intenção dele era atrai-lo até a lá, então ele foi, para poder acabar com essa história de uma vez por todas.
So- Veio admirar o mar?- Perguntou tentando não transparecer o nervosismo.
Ele se virou para lentamente, com seu habitual sorriso psicótico. Olhando-o, como se fosse um convite para uma luta.
Dag- Sempre irônico não é Soluço?!
So- É meu charme!- Disse dando de ombros.
Dag- Você deveria saber que não deve lutar comigo... Você tem limites morais... E eu não. — Ele falava enquanto passava a ponta da espada pelos dedos. – Sabe que ira acabar morrendo, e depois que eu te matar, eu vou acabar com esse lugar!- Ele caminha em direção ao moreno, o encarando desafiadoramente, ele esta o provocando. Ele para de andar, os deixando a uma curta distância.
Soluço empunhou sua espada, mantendo sua expressão seria mostrando que a ameaça feita a ele não surtiu efeito algum, e deu um passo à frente.
So- Veremos... — Diz seriamente.
Dagur se adianta com o primeiro golpe, que é bloqueado por Soluço, já fazia alguns anos que ele havia se tornado experiente em combates, depois de muito treinamento, é claro, mas Dagur também se mostrava um exímio adversário, mas Soluço não iria cair.
Após um golpe mal calculado por ambos, resulta com que as espadas deixem de ser a arma usada em combate, cada uma voando para lados opostos. Soluço então resolve iniciar um combate corpo a corpo, — devo estar ficando maluco— pensou consigo, mas era uma loucura necessária, desferiu um chute no estômago do adversário, que caiu de costas na areia, foi pego de surpresa, realmente não esperava aquela atitude do herdeiro dos Haddock.
Levantou-se num salto, e sem que Soluço tivesse tempo de reagir, recebeu um soco no rosto, que o derrubou sobre a areia molhada pela fina chuva que tomava Berk.
A loira abaixou-se rapidamente da espada no rosto que estava prestes a levar, mas ao mesmo tempo ela procurava algum ponto onde poderia dar seu próximo golpe, enquanto não o encontrava, o deixa ir se cansando. Ele tenta atravessar a espada em sua barriga, mas ela consegue bloquear o ataque com seu machado, começa a avançar, ele desvia da maioria dos seus golpes, ele lhe da um chute no ferimento ainda aberto em sua perna, Astrid nem tem tempo de evitar, e cai de costas no chão do navio, sentido uma dor aguda e excruciante.
Drac- Garota tola! Achou mesmo que iria conseguir?- Ele aponta a espada em seu pescoço, pressionando-a, Astrid sentiu uma fina gota de sangue escorrer por sua pele, naquele momento, sentiu que chegara realmente a sua hora.
Mas Tempestade, que até pouco tempo havia ido ajudar outros dragões no céu, pousou logo ao seu lado, e soltou sua rajada de fogo em Draco, que foi jogado num canto do convés.
Astrid lutou contra a dor, e se levantou, caminhando com um pouco de dificuldade até Tempestade.
Ast- Obrigada garota! Você me salvou!- Disse acariciando a cabeça da Nadder, que retribuía o carinho. — Espere aqui.
Ela vai à direção do homem caído a sua frente e levanta seu machado, ainda indecisa sobre o que fazer, mas ele rola para o outro lado, na tentativa de para-lo, ela desce a arma, e a lâmina entra com tudo no chão e fica presa, ela começa a puxa-lo desesperadamente, mas Draco já estava de pé e vinha em sua direção, desarmada, só oque poderia fazer era desviar, não havia como bloquear ataque algum, procura por Tempestade, mas ela esta no alto, enfrentando dois dragões com armaduras, precisa de uma arma imediatamente. A garota da alguns passos para trás, temendo oque estava por vir, mas o homem para quando o som alto de um rugido toma conta do local, claro que Astrid reconheceria aquele rugido em qualquer lugar. O som vinha da parte inferior do navio, ela encara Draco que permanecia parado, ele já sabe suas intenções.
Ast- TEMPESTADE!- A Nadder volta sua atenção para ela- VÁ ATRÁS DO SOLUÇO!- Tempestade se desvencilha dos dragões que enfrentava e segue a procura do líder.
Astrid começa a correr até a porta, ignorando a ferida que piorara de situação, Draco vai atrás, mas ela é mais rápida, passou pela porta, a fechou, trancando-a e coloca alguns barris para atrasa-lo caso conseguisse entrar. Lá dentro os sons das batidas de Draco na porta ecoavam entre as paredes e jaulas do lugar. Um rugido ainda mais alto tomou conta, atenta, ela segue som para um corredor estreito, que ao final havia uma única jaula. Apressa-se para chegar lá. O enorme dragão negro a encara com aqueles olhos verdes esperançosos, com ela sempre soube, ele não fora corrompido.
Ast- Oi Banguela! Que bom que você esta bem! Espere um pouco vou te tirar daqui- Disse sorrindo aliviada.
Como já havia deduzido, a jaula era aprova de dragões, então precisava encontrar algo para quebrar a fechadura, ou se tivesse sorte à chave.
Ela voltou pelo estreito corredor à procura de alguma espada ou algo do tipo, entrou pela única porta que havia no lugar, que graças a Thor, tinha armas. Pegou um machado, mas ainda pretendia pegar o seu de volta, tinha um valor sentimental. Até que reparou, no silêncio que habitou o lugar, as batidas haviam cessado. Ela tenta caminhar até a porta fazendo o mínimo de barulho possível, mas a vista não poderia ser pior, a porta estava aberta, os barris pelo chão. Astrid arregalou os olhos, e não esperou nem mais um segundo para correr até onde Banguela estava, chegando lá não havia nem sinal de Draco, então rapidamente mirou com o machado na tranca da jaula-espero que isso funcione-. Mas antes que pudesse fazer o movimento final, sentiu seu braço ser puxado para trás, ela conseguiu ver de relance Draco, torcendo-o como se fosse feito de pano, a dor era tremenda, tentava se soltar, mas parecia fazer doer mais, Banguela se contorcia na jaula, tentando se soltar das correntes para poder ajuda-la, mas não estava obtendo sucesso. Astrid então usou sua perna boa para desferir um chute no inimigo, que perdeu o equilíbrio e acabou soltando-a, foi nesse momento que ela pode ver o molho de chaves pendurado em sua cintura. Pegou o machado que estava caído no chão, colocou-o no pescoço de Draco assim como ele havia feito minutos atrás, ele a encarou mortalmente, e ela sorriu. Pegou o molho de chaves, ainda sem se virar, encostou-se a jaula ainda apontando a arma para ele, procurou pela fechadura, havia três chaves, por intuição, escolheu a segunda, colocou-a na fechadura, e pediu aos deuses que fosse a correta, sabia que Draco podia aproveitar aquele tempo para ataca-la. E realmente era a chave certa, ela suspirou aliviada, rapidamente livrou Banguela das correntes que o prendiam, e montou em sua cela, ao olhar para frente novamente, percebeu que Draco não estava mais lá. Não se preocupou com aquilo no momento, iria encontra-lo novamente. Banguela disparou contra o teto, abrindo um enorme buraco, por onde passaram. Lá do alto Astrid procurava por Tempestade, talvez ela já tivesse encontrado Soluço. Até que surgiu a sua frente um Pesadelo Monstruoso, como piloto Draco Sangue-Bravo. Astrid sentiu um nó se formar em sua garganta, um mau pressentimento se instalou em seu corpo. Até que Draco corta o silêncio instalado entre os dois.
Drac- Sabe... Antes de chegar aqui, eu pude admirar uma bela cena na praia!- Ele disse com um sorriso, que aos olhos de Astrid, tinha certeza que era irônico.
Ast- O que quer dizer com isso?- Ela estava tensa, mas tentou manter-se o mais firme possível.
Drac- Por que não vê você mesma?- Disse esticando o braço em direção à praia.
Desconfiada, direcionou seu olhar a praia, a cena a ser vista fez seu coração apertar, e lágrimas começarem a brotar de seus olhos, avistou, na praia, Soluço caído sobre a areia e Dagur se aproximando com a espada em mãos, já a levantando para desferir o golpe. Não se conteve, o pavor tomou conta de si, gritou por ele em plenos pulmões. Aquele momento de distração foi suficiente para Draco se aproximar e atravessar sua espada em seu peito parecia que o tempo estava parando, tudo se movia mais devagar, sentiu a lâmina rasgando sua pele, a dor extrema, o gosto amargo do sangue em sua boca, seu corpo amolecendo, antes de cair ouviu de longe Soluço gritando seu nome, sentiu seu corpo batendo contra a água, que mais parecia ser uma rocha, afundou, sua visão do céu, se tornou uma imagem borrada, o ar começou a se esgotar.
Soluço ouviu de longe, alguém gritar seu nome, ainda estava meio atordoado por conta da pancada, mas conseguiu levantar sua cabeça a tempo de ver Astrid caindo direto para o mar, e Banguela, sem sua cauda ativada caindo logo em seguida, desesperado ele gritou por ela, e pode ver seu corpo se chocando contra a água. Rapidamente tentou se levantar, mas foi impedido por Dagur que apontou sua espada em seu tórax.
Dag- Realmente uma pena... Draco ficou com toda a diversão, confesso, eu tinha bolado uma maneira mais criativa de acabar com ela!
So- CALE A BOCA!- Ele gritou colocando toda a sua dor e ódio em suas palavras.
Dagur levantou sua espada e a atravessou em seu ombro, como um reflexo, Soluço deu um chute com sua prótese em sua barriga, o homem levou a lâmina consigo durante a queda. Soluço não se importou com o ferimento naquele momento, a dor em meu peito era muito maior, era como se o sufocasse, avançou para cima de Dagur, dando um soco em seu rosto, outro e mais outro, parou finalmente quando ouviu Tempestade pousar atrás de si, se levantou e começou a caminhar em sua direção enquanto ouvia Dagur falar.
Dag- Devia me matar agora...
So- Vou ter tempo para fazer isso, mas agora tenho que busca-la, para me ajudar a acabar com você. – Falou enquanto subia em Tempestade, olhou uma ultima vez para o homem que ainda estava caído sobre a areia e foi em direção ao mar.
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