Três horas... Já fazia três horas que eu estava lá. No apartamento de Takashima Kouyou, o famoso Uruha do the GazettE. Sim, eu havia invadido sua casa e agora esperava ansiosamente por sua chegada.

Um som. Alguém estava abrindo a porta. Eu sentia o suor escorrendo pelas têmporas. Nervosismo. Mas eu tinha chegado até ali, não poderia simplesmente fugir ou me esconder agora.

- Mais um dia cansativo... Nada como chegar em casa, tomar um banho e relaxar.

Era ele, o homem que me atormentava todos os dias, com quem eu sonhava todas as noites. E, bom, eu estava sentada no sofá de sua sala sem saber o que fazer depois.

~***~

Uruha se virou, indo em direção ao quarto, quando deparou-se com uma garota em seu sofá. Parecia ter uns 15 ou 16 anos, cabelos castanhos levemente encaracolados, vestindo uma peça branca com detalhes em preto, um legítimo EGL da Moi-memê-Moitié¹. Ela tremia.

- Err... Você está bem...? — Perguntou ele, num misto de surpresa e preocupação.

- ...

Kouyou se aproximou, sentando-se ao lado dela. Colocou a mão sobre sua testa. Ela estava quente.

- Por favor, diga alguma coisa... — Pediu Uruha, notando o estado de choque em que a menina se encontrava.

- Taka... Takashima-dono²... — Ela sussurrou, tentando entender a situação em que se encontrava.

Ele sorriu. Ela raciocinava. Não queria deixá-la sozinha, mas foi até a cozinha buscar um copo d’água, com remédio para febre, voltando rapidamente e o oferecendo à jovem. Ela bebeu.

- Muito obrigada.

- Não por isso... — Disse ele. — Agora, vamos começar com as perguntas... Quem é você, e o que faz aqui? — Perguntou franzindo o cenho.

- Eu... Eu sou Kimura Umeko. E... Bem... Eu não sei o que faço aqui... — Respondeu ela baixando os olhos.

- Como assim...? Você tem que ter algum motivo, afinal, a janela da cozinha... Você arrombou ela, eu imagino. Pra fazer isso... Eu acho que um motivo se faz necessário.

- Bom... Eu... Eu estou aqui porquê... Sonho com você todas as noites...

~***~

Ótimo... Uma belíssima noite para relaxar e uma fangirl aparece aqui... Uma fangirl bastante intrépida, eu diria, mas ainda assim, uma simples fangirl, como tantas outras.

- Sabe, Kimura-san... Acho melhor você ir embora. Seus pais devem estar preocupados, já são quase dez horas da noite.

- Meus pais não sabe que eu estou aqui...

- Você fugiu de casa?! Mas eu vou te levar de volta agora mesmo.

- Não existem aviões pro Brasil nesse horário Takashima-dono.

- Br-Brasil?!

Agora eu havia notado. Os olhos dela. Eles não continham o traço oriental tão comum. Não era japonesa. Como não percebera aquilo antes? O rosto também, a cor da pele... Sorri inconscientemente.

~***~

Quando Kouyou reparou nos olhos da garota, viu as lágrimas. Elas rolavam leves por sua face. Ela tinha voltado a tremer.

- Eu sei que você me olha e acha engraçado! Uma, mais uma fangirl arrombadora de apartamentos! Eu sei que você quer mais é que eu me exploda! Sim, Kouyou, eu sei! — A menina parou de gritar e passou a soluçar compulsivamente, agarrando o casaco de Uruha com força. — Eu sou só uma casca agora... Não tenho nenhum motivo pra viver... A única coisa que sobrou em mim foi... O meu sentimento por você, Kouyou... Sim, é claro que você vai duvidar. Mas eu não tenho mais escolhas...

Cada palavra fora pronunciada com tamanha tristeza e desespero... O Takashima nunca esperava ouvir uma declaração daquela maneira. Ele ia tentar acalmá-la, quando a jovem desmaiou em seus braços.

~***~

¹ Moi-memê-Moitié é a grife de roupas do Mana ~<3

EGL = Elegant Gothic Lolita /dã-n

Infelizmente eu perdi a foto do vestido XDD

Então vocês vão ter que imaginar :D

² -dono é um sufixo usado para expressar muito, MUITO respeito... Mais que –sama ;T

Notas finais
Então... Caham...
Terminou o primeiro capítulo...
E ficou pequeno! :D *apedrejada*
Seria extremamente legal se você deixasse uma review, não acha? *O*
Mesmo que não tenha gostado, deixe sugestões, e coisas assim... ç_ç
Prometo tentar alcançar suas expectativas no próximo capítulo! o/

Ja mata õ/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.