Notas iniciais
Aiii me desculpem, mas eu estava sem criatividade nenhuma. Não me matem por favor, gostei de escrever esse cap e as coisas começam a acontecer a partir de agora. Boa leitura.

Viro meu omelete pela terceira vez, está dourado. Perfeito! Coloco no prato. Como vou acordá-la? Não sei se deveria tê-la trazido para cá, e afinal, por que eu tento ser seu amigo? Ela é sempre, pelo menos, um pouco grossa e cheia de segredos. Pego garfos e facas, corto meu “mexido” no meio. Talvez, eu tente porque adoro seus olhos e seu corpo. Dou uma risada. Espero que ela goste.

Escuto atrás de mim um vidro sendo estraçalhado. Viro rapidamente, vejo Katherine me olhar envergonhada e um tanto assustada.

— Ai, desculpa! Eu ainda estou um pouco tonta. — Se segura na mesa.

Tomara que não tenha se cortado.

— Não tem problema. Você se machucou? — Vou em sua direção.

— Não, não me machuquei. — Responde massageando suas pálpebras.

— Ainda bem, estou sem band-aids. — Agacho-me para pegar os cacos.

— Por que eu acordei aqui? Na sua casa. — Sua voz demonstra hostilidade.

Ninguém merece, já acordou estressada.

— Depois de tomarmos café eu respondo suas perguntas, mas se acalme, sabe que eu não faria nada com você naquele estado.

— Ok, eu sei. — Agora mais calma. — É… que eu não me lembro de quase nada de ontem `a noite.

Chegou mais torta que eu, não tem como lembrar mesmo.

— Vamos comer, eu te conto tudo.

— Tá bom, mas não me esconda nada!

Espero que isso nunca mais aconteça, é muito embaraçoso. E ela fica com esse olhar de ansiedade misturado com desconfiança, me incomoda.

— Não vou te esconder nada. Prometo, sargento! — Ela solta uma risada. Katherine é linda, acho que nunca percebeu isso.

— Ah e por favor me esclareça como eu fui parar dentro da sua camisa. — Pronuncia autoritária.

— Sente-se que eu vou levar nosso café-da-manhã. — Coloco os pequenos vidros dentro do saquinho de lixo.

— E o que vamos ter, chef? — Um sorriso abre-se em meu rosto.

— Omelete. Gosta? — Pergunto arqueando uma sobrancelha.

— Sim e muito. — Ainda bem!

— Senta lá na cama então, que eu já levo.

Pego o prato com os talheres e vou até Kath, entergo-o.

— Quer beber alguma coisa? — Indago. Não tenho muita coisa em minha geladeira, mas talvez tenha alguma coisa que ela goste.

— Sim, tem suco?

— Tem, de laranja.

— Ótimo, adoro! — Olha só, temos algo em comum.

Volto `a cozinha, sirvo o suco em dois copos. Olho no relógio ainda temos 15 minutos. Espero que dê tempo. Volto e entrego um a ela.

Sento-me.

— E então? — Seu olhar interrogativo é um tanto engraçado.

— Ontem eu te trouxe para cá porque você pediu e não estava bem para ficar sozinha na sua casa. A camisa… Você, também, pediu para colocar.

— E como, exatamente, eu entrei nela? — A sua preocupação se faz visível.

— Sei que parece loucura, mas você se enfiou. — Isso não pareceu muito convincente, preciso explicar melhor. — Eu coloquei você na cama e quando deitou puxou minha camisa, me disse que a colocaria para dormir, então eu sai e deixei você se trocar. Juro.

— Ai meu Deus, me desculpe! — Seu rosto fica vermelho.

— Eu te perdôo. — Dou risada de sua expressão.

— Agora, eu tenho certeza, não podemos beber juntos.

— Olha, eu não vejo problemas de te trazer para minha casa e ficar conversando com você. — Dou uma piscada para ela.

— Eu sei, mas eu vejo.

Olho para o relógio e faltam dois minutos para nossa aula começar. Droga, hoje eu morro.

— Precisamos ir!

— Estamos atrasados? — Levanta-se em um pulo.

— Temos dois minutos. — Levanto-me também.

— Vou me vestir.

Pego uma blusa que está jogada no chão, vou para a cozinha. Espero que ela não demore.

— Vamos? — Olho e ela já está perfeita.

— Claro, só pegar as chaves do carro.

— Você deveria muito ir a pé, sabe que não dá nem dez minutos, não é? — Arqueia as sobrancelhas.

— Vou encontrar meu irmão. — Respondo jogando as chaves para o alto e as pegando de volta.

Abro a porta, Katherine corre para fora. Acompanho-a, entramos no carro e rapidamente dou partida, não levamos nem três minutos para chegar na faculdade. A deixo na porta e vou procurar uma vaga, o que também não demoro para achar. Espero que o professor deixe a gente entrar, ou pelo menos, ela.

Saio do carro e corro para dentro dos grandes portões. Vejo Kath sair de uma sala com uma cara nada boa. Melhor eu preparar os ouvidos, sei que agora vou escutar bastante.

— Mas que merda! Ele não me deixou entrar. — Encosta em uma parede.

— A gente vê a próxima, não tem problema. — Olho para a garota que está sentada no chão desenhando.

— Não tem problema? Não posso mais perder aula, Dean! — Escuto uma risada.

— Acha isso engraçado? — Katherine pergunta `a menina.

— Não, não acho. — Continua a rir.

Então pare de rir.

— Desculpe. mas eu acho a aula dele um saco e não faço a menor questão de entrar. — A garota se levanta.

— A aula dele pode ser um saco, mas não posso perder sempre. — Suspira. — Qual o seu nome?

— Anne e o seu?

— Katherine e esse é o meu amigo, Dean. — Posso jurar que conheço essa garota de algum lugar.

— Olá. — Sorrio para ela.

— Oi. — Retribui o sorriso.

— Temos que esperar a próxima aula. — Kath fala cruzando os braços.

— Me passa o seu número? — Anne analisa a minha amiga de cima a baixo.

— Claro, me empresta o seu celular. — Não sei por que, mas a vejo como uma concorrente. Deve ser loucura.

— Será que você poderia sentar perto de mim na sala? Não conheço ninguém quase. — Ela é uma concorrente.

Só espero que Katherine não goste de meninas, se não estou ferrado.

— Mas é claro. — Droga! Isso não vai acabar bem para mim.

Elas sorriem uma para outra, Kath passa a mão no braço de Anne. Agora eu me ferrei.

Notas finais
Por favor, comentem! Fico muito sem vontade de escrever quando vocês não falam nada. Gostaram? Ficou ruim? Beijoooos.