This Sun Has Set
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Espero que gostem.
Boa leitura.
Pov’s Kath
Não sei exatamente por que, mas fiquei o final de semana inteiro pensando nele. Acho que foi porque nunca me senti tão constrangida e boba em toda minha vida e mesmo sabendo que não deveria me envolver com ele, não consigo parar de pensar, principalmente de pensar na possibilidade de encontrar com ele hoje e o pior é que essa possibilidade me deixa arrepiada.
Olho para o relógio e… droga, vou chegar atrasada! Pego minhas coisas e saio correndo, para minha sorte eu moro muito perto da minha faculdade.
Corri tanto que cheguei a tempo, na verdade adiantada! Sentei-me e o professor ainda não chegou. O par de olhos verdes não foram avistados, ufa!
Vejo um homem entrar na sala, ele está bem sério, bem vestido, tem cabelos grisalhos e com rugas por sua face, principalmente perto dos olhos. Para em frente a lousa e se vira para nós.
- Bom dia, sala. Meu nome é Paulo e eu darei aula de Mecânica. – Diz como se já tivesse feito essa “apresentação” milhões de vezes. Parece entediado.
Escuto um barulho atrás de mim, a porta se abriu, não me viro para olhar, não estou interessa em saber o que causou o mesmo.
- Desculpa, eu acordei atrasado. Posso entrar? – Fala alto, sei muito bem de quem é essa voz.
Olho em volta analisando a sala o único lugar vago, que está perto dele é ao meu lado. Preciso pensar e rápido, realmente não o quero por perto.
- Tudo bem, mas que não aconteça de novo. – Paulo diz.
Tento pensar em algo que faça ele não sentar aqui, mas acho impossível.
Minha mala! Posso colocar na cadeira, talvez ele procure outro lugar. Quando pego a alça, palavras puxam novamente minha atenção.
- É, a gente vai se ver bastante. – Dean fala, demorei demais para pegar a mochila. Ele já está sentado.
- É, parece que sim. – Digo me fazendo de indiferente.
Não queria encontrá-lo, porque sei que mais cedo ou mais tarde ele vai perguntar sobre a festa e eu não estou com vontade de compartilhar nada com o rapaz ao meu lado.
O professor começa a escrever na lousa, para não perder a matéria eu começo a anotar em meu caderno.
- Você melhorou? Digo, depois que te deixei na sua casa? – Pergunta. Fico por um momento em silêncio decidindo se respondo ou não.
- Sim. – Respondo friamente, acho que foi um erro ter respondido.
- Meu, você é muito estranha. Quando deixei você na sua casa a senhorita estava mais descontraída e agora parece gelo. – Diz puxando meu braço, isso faz com que a cadeira faça barulho.
- É que… — Começo a falar, mas logo sou interrompida por uma voz rouca e brava.
- Os dois, por favor, saiam da sala. – O professor fala e eu instantaneamente me levanto.
Vejo Dean se levantar também, ele está dando risada. Puta merda, primeiro dia, primeira aula e já fui expulsa, que ódio, sabia que não devia ter respondido. Saímos da sala em passos rápidos, ele para assim que a porta se fecha atrás de nós, mas eu não, continuo andando. Estou muito irritada para conversar, vou acabar sendo rude. Esse cara deve ser “problema”.
Sinto meu braço ser puxado para trás me fazendo virar, dou de cara com seus olhos lindos, estão sorridentes. Parece estar se divertindo com a situação, com certeza, ele é problema.
- Calma, ele só tirou a gente da sala. Nada de mais. – Fala como se fosse a coisa mais normal do mundo ser retirado de sala no primeiro dia. Desvencilho-me e começo a andar novamente, mas agora ele me acompanha.
- Normal é, mas não hoje. – Falo com raiva. — Tudo isso é culpa sua. – Digo em tom de acusação.
- Foi minha culpa, desculpa, tá? – Fala olhando dentro de meus olhos. Fico nervosa.
- Tá. Você sabe qual é a próxima aula? – Pergunto desviando o olhar.
- Olha, hoje é o primeiro dia. Vamos a um café que eu conheço aqui perto e a gente toma o café da manhã. – Diz, ele é como um diabinho no meu ouvido, dá cada ideia. Realmente parece melhor do que assistir aula o dia todo.
- Não, a gente tem que assistir aula. – Falo pensativa, meu cérebro diz para eu fazer o que é certo, mas o diabinho está falando mais alto. Espero que ele não insista.
- Ah vamos, por favor. Depois te ajudo a estudar. – Diz em resposta a minha negação.
- Quem disse que eu quero sua ajuda? – As palavras saem sem querer, não queria ser tão grossa. Ele faz uma careta e arqueia uma sobrancelha. – Desculpe-me. Ok, vamos, mas só hoje. E espero que seja o café da manhã. – Pronuncio por fim soltando um sorriso.
Ele pega na minha mão e me puxa, logo chegamos ao carro dele e novamente aqui estou.
- Por que você vem de carro? Nem mora longe. – Pergunto meio indignada, como uma pessoa pode ser tão preguiçosa?
- Tinha esperança de te encontrar e te levar para sair. – Responde sorrindo. Fico corada, mas não quero que perceba então abaixo o rosto.
- Sei. Será que não é só preguiça mesmo? – Falo agora com o rosto levantado.
- Isso também, mas o principal motivo foi você. – Diz, agora sério. Sorrio em resposta.
Passei o caminho inteiro quieta escutando seus rocks clássicos tocarem, e trocando, de vez em quando, olhares com ele. Depois de quinze minutos chegamos, o lugar parece confortável, é bem bonitinho por fora.
- Eles tem a melhor torta do mundo aqui. Você vai provar uma. – Fala convicto.
- Eu vou? – Indago.
- Vai sim, seria uma pena se não comesse, então vai. – Diz convicto novamente.
- Ok, tem chocolate quente aqui? – Pergunto o acompanhando.
- Tem sim. – Responde adentrando o local.
Por dentro é mais bonitinho ainda, sei lá, é tudo fofo e aconchegante aqui. Dean estende a mão para eu sentar, então o faço. Ele se senta e fica me olhando. Quando eu vou perguntar o que tem de errado comigo a garçonete se aproxima.
- O que vão querer? – Ela pergunta, sua voz é irritante.
- Duas tortas de maçã e um chocolate quente. – Dean parece que está sempre alegre para todo mundo.
A moça anota os pedidos e sai, e eu fico encarando-o.
Logo vejo uma xícara e dois pratos na minha frente.
- Por que me trouxe aqui? – Pergunto bebericando meu chocolate.
- Queria conversar. Tenho umas perguntas. – Responde. Esse menino é um mistério.
- Perguntas? Que perguntas? – Falo com um sorrisinho no rosto.
- Ah, por exemplo, por que você ficou tão bêbada daquele jeito na noite que eu te “resgatei”? – Eu congelo, estava certa, não tinha como fugir por muito tempo dessa pergunta.
Notas finais
Comentem.
beijos
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