This Isn't The End.
9 After All
Notas iniciais
*Alguns meses depois*
– Juntos? — Skye perguntou, seus olhos claros cravados nos meus indicavam relutância.
– Juntos. — confirmei, segurando sua mão. Tentei passar o máximo de força que consegui reunir pelo toque.
Ele olhou para frente, a antiga casa em que Suzana e seus pais moravam parecia uma fortaleza do mal, irradiava ondas de medo em nós dois, embora as paredes externas estivessem pintadas de um amarelo desgastado e sem graça. Skye respirou fundo antes de arranjar coragem para dar o primeiro passo, ele avançou, abrindo o portão de ferro pintado de branco e me puxando junto, não soltara minha mão. O chiado metálico que o portão produziu, sendo ressoado por toda a cerca frágil e desgastada, foi o indício de que o lugar não recebia visitas há um bom tempo.
Desde que Skye soubera que os pais de Suzana se mudariam ou, nas palavras deles, "tentariam recomeçar do nada", o garoto parecia muito inquieto e distante; tentei ajudar do melhor jeito que conseguia e, enquanto estávamos conversando sobre o assunto em um dos nossos inúmeros passeios ao parque, acabei sugerindo uma última visita ao quarto dela.
"- Não sei se consigo, Willow. — revelou Skye, seus olhos fixos no chão.
– Podemos tentar. Lembra do que disse alguns meses atrás na primeira vez que viemos aqui juntos? Você me perguntou se eu já havia tentando enfrentar tudo de uma vez. Essa é a sua chance.
Ele levantou os olhos mas não me encarou, fixou-os no horizonte, onde as árvores do parque se destacavam com os prédios ao redor e o verde vivo contrastava com as cores acinzentadas dos centros comerciais.
– Você precisa dar uma chance à vida outra vez. — eu disse, não tive certeza se para Skye ou para mim mesma.
– Tem razão. — ele disse, por fim."
Voltei a realidade ao quase cair sobre os cascalhos mal alocados que levavam até a porta de entrada; a grama, mal cuidada, refletia uma pequena umidade matinal. Skye estava mais pálido que o normal e parecia se encolher a cada exitante passo. Eu sabia o quanto devia estar sendo difícil pra ele, passei anos revivendo as memórias que tinha com meu pai enquanto ainda morava em nossa fazenda, parecia uma tortura sem fim. Às vezes, ainda esperava meu pai voltar a andar pela nossa casa ou cuidar de nossos cavalos, mas ele nunca veio.
– Pronto? — falei, encarando firme seus olhos novamente, estavam cheios de dor.
– Acho que sim.
A porta da frente estava fechada, paramos por alguns segundos, lado a lado e ainda de mãos dadas; por um momento me perguntei quando essa intimidade entre nós começara. Encaro a porta grossa de madeira e afasto esse pensamento. Vendo que Skye estava muito hesitante, abri a porta com um pouco mais de esforço do que calculei. Um hall de entrada nos esperava, as paredes pintadas de bege estavam desprovidas de detalhes, a única coisa que não estava dentro de algumas caixas de papelão encostadas nas paredes era uma mesa de madeira velha e antiquada coberta por uma fina e fosca camada de poeira. Esperei alguma aranha tecer sua teia por ela, mas esse clichê, aparentemente, não acontece de verdade.
Avancei, levando Skye comigo por um corredor estreito, chegamos a duas portas abertas e idênticas, a da esquerda parecia levar à cozinha e a da direita para a sala, com uma olhada rápida percebi que tudo já estava embalado e organizado para uma mudança que nunca ocorreu, e nunca ocorrerá. Seguimos em frente, Skye ainda parecendo um pouco relutante, parou quando chegamos na escada que levava ao segundo andar. Sua feição hesitante foi o bastante para que eu percebesse o que havia lá em cima.
Subimos devagar, o silêncio da casa me deixava incomodada, só ouvia o barulho dos nossos passos e dos suspiros pesados de Skye. A escada dava em um corredor semelhante ao do primeiro andar, as paredes pintadas do mesmo bege e sem nenhum sinal de decoração, Skye me conduziu até a segunda porta a esquerda.
Era uma porta branca sem nada em especial, exceto estar em melhores condições do que todas as outras da casa. Ele passou a apertar minha mão com tanta força que soube que esse era o quarto de Suzana. Por um tempo, ficamos parados ali, Skye encarava a porta deixando transparecer um misto de emoções, podia imaginar o mar de lembranças que ele revivia agora, vários sentimentos entrado em conflito, as lágrimas lutando para não sair.
– Vamos lá. — sussurrei, tomando a iniciativa e abrindo a porta.
Encontramos algo totalmente diferente das nossas expectativas, pensava que encontraríamos tudo embalado e guardado em caixas, só esperando para a mudança; mas encontramos o quarto intocado, provavelmente do jeito que Suzana o havia deixado. Skye entrou, seus olhos varrendo o lugar, parecia atônito e assustado. Adentrei o quarto, observando os detalhes com cuidado, a única luz que entrava no quarto vinha da janela, por entre as frestas de uma persiana cor creme.
As paredes eram pintadas de um vermelho vinho bem escuro, na minha direita, uma estante repleta de livros, reconheci alguns títulos, Skye pareceu reconhecer todos, passando levemente a ponta dos dedos nas lombadas, os lábios formando palavras sem som, ele parecia muito distante. A cama de Suzana ocupava o centro do quarto, estava perfeitamente arrumada, assim como todos os seus pertences, aparentemente ela era bem organizada. Sobre uma escrivaninha a esquerda, canetas, papéis, cadernos e outros objetos jaziam perfeitamente alinhados.
Skye ainda olhava os títulos; clássicos mesclavam-se com livros infanto-juvenis.
─ Conflitante ─ sussurrou, para mim, quase inaudível. ─ Não só os livros. Suzana.
Entendi, sem maiores explicações. Era como se a garota fosse mais que uma única pessoa; um emaranhado de personalidades, conflitantes. E no fim, talvez nem ela soubesse quem realmente era: A garota jovial e sonhadora que lê Harry Potter, ou a mulher intelectual que mastiga toda a obra de Miguel de Cervantes.
Sento-me sobre a cama de lençóis escuros cujas estampas faziam referência a bandas de rock. Bandas de rock pouco conhecidas. São macios e confortáveis.
─ Querido Skye ─ Skye começou a ler, sem avisar, inesperadamente. Era um pedaço de papel amarelado, amassado e com marcas que deixam claro que já foi molhado e passou por diversos bocados.
─ Você mesmo me disse, certa vez, que viver é coisa de fortes. Se for assim, não sou. Eu sou horrível em começar coisas, e pior ainda em termina-las. Por mais que eu odeie dizer adeus, ainda é formidável saber que, mesmo que não vou levar ninguém deste mundo, eu tenho para quem dizer adeus. Nunca te contei as razões que me levaram a... você sabe. Mas você faz ideia de quais sejam. O motivo de lhe escrever isso é unicamente que tenha a que se agarrar. Você foi o amor da minha vida, Skye, mas como foi escrito por aí “Eu fui apenas um capítulo da sua”. Quero que continue, siga em frente, seja feliz. E, acima de tudo, Skye, quero que não tenha medo; de viver sem mim, de se apaixonar novamente, de ser o garoto inteligente e popular, que conciliava a isso a humildade e inocência. Como disse Martha Medeiros, “despedir-se do amor é despedir-se de si mesmo”, faço, então, exatamente isso; um último adeus. A você. Ao mundo. A quem merece um adeus. Te amo, Skye.
Ele terminou de ler, a expressão vazia em seu rosto sendo substituída aos poucos por aquela que julguei ser a expressão de quem se dá conta do óbvio a sua frente.
─ Skye... ─ Comecei, unicamente por achar que eu deveria dizer algo.
Ele, então, me surpreende ao lenta e corajosamente amassar a folha com os últimos escritos de Suzana, a carta de suicídio que lhe deixara.
─ Isso ─ ergueu a folha amassada formando uma pequena bolinha ─ Foi a última mensagem dela para mim. A encontrei alguns dias após o velório.
Me levanto, ainda sem saber o que dizer.
─ Eu achei que seria diferente. Que eu viria aqui e sentiria... algo especial. Algo grandioso. Eu achava que não, mas a Suzana se foi no dia em que morreu, tanto para o mundo quanto para mim. Eu ainda a amo, ela foi parte do meu passado. Mas é exatamente no meu passado que ela tem de ficar.
Ele sorriu para mim, seus olhos com um certo brilho que não conheço. Ele joga discretamente a bola por cima do ombro, dá uma última olhada no quarto, suspira fundo e agarra minha mão, me puxando para fora.
Skye agarra gentilmente a maçaneta desgastada da porta, respira fundo, murmura um inaudível “Adeus, Suzana”, e puxa a porta para si, me encarando com seus olhos azuis. Ele parecia prestes a falar algo, mas começou a rir de leve, me dando alguns segundos para conciliar tudo aquilo. Era isso. Skye tinha conseguido, afinal. Eu só podia ficar feliz por ele, vê-lo animado, rindo de verdade, me fazia ter vontade de sorrir também, de ser feliz de verdade. Por um momento, vi como Skye mudaria a partir de hoje, senti o coração apertando mas ignorei a sensação, me deixando levar pelo entusiasmo de Skye.
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"An 8-year old girl had a panic attack,
Cause the father she loved lef and never looked back.
No longer the hero she counted on,
He told her he love her and then he was gone.
She tried to look happy in front of her friends,
But knew that she'd never feel normal again.
She fought back the tears as they filled her eyes,
And wanted him back just to tell him goodbye."
( Uma garota de 8 anos teve um ataque de pânico,
Porque o pai que ela amava se foi e não olhou para trás.
Não era mais o herói com quem ela contava,
Ele disse que a amava e então se foi.
Ela tentou parecer feliz na frente dos amigos,
Mas sabia que nunca mais ia se sentir normal.
Lutou contra as lágrimas enquanto elas enchiam seus olhos,
E o queria de volta só para dizer adeus.)
Tomar aquela decisão não tinha sido fácil, e as vezes me questionava se era o certo. Ver Skye melhorando a cada dia me motivava e, ao mesmo tempo, me deprimia. Sentia-me fraca por não ser como ele. Skye fazia parecer que as coisas eram tão simples e mesmo assim, ainda me eram complexas demais.
– Tem certeza? — Laureen perguntou pela décima vez, via em seus olhos que ela estava mesmo preocupada.
– Sim, eu tenho. — apoiei minha mão em seu ombro e sorri, tentando agradecer por tudo o que ela fez por mim. — Fique calma, não estou indo pra lá me matar.
– Se você se matar, eu te mato. — ela provocou, lançando-me um olhar ameaçador para logo depois cair na gargalhada. — Willow, estou muito feliz que esteja fazendo isso. Mesmo.
– Alguma hora tinha que acontecer, né? — sorri amargamente.
Quando entrei no carro, senti um aperto no peito. Tentava colocar na minha cabeça que estava indo para a fazenda novamente, que estava tentando ser forte como Skye, estava tentando enfrentar tudo.
A dor passaria, finalmente. Ou pelo menos era isso que eu esperava e, durante o trajeto, tentei convencer a mim mesma de que aquilo aconteceria.
Passar horas sozinha com meus próprios pensamentos me fez bem, tive tempo o suficiente para me preparar e agora sentia a ansiedade me corroendo cada vez mais. Estava escurecendo, o sol descia sonolento no horizonte e pareceu-me muito perto por um instante, como se, ao estender o braço, eu pudesse toca-lo. Observava o céu adquirindo diversos tons de laranja, vermelho, azul e até mesmo de rosa e lembrava das vezes que podia ver o pôr do sol na fazenda, e até mesmo com meu pai, da varanda, do tronco de uma árvore e de vários outros lugares que eu adorava ir quando pequena.
Atravessei os portões da fazenda 21:46, meu coração apertando enquanto eu varria o lugar com o olhar, ainda demorei uns 10 minutos dirigindo devagar até a casa. As lembranças me preenchiam lentamente, me via colhendo morangos com papai, cavalgando em Bri, — sim, como o cavalo Brirri-rini-brini-ruri-rá em O cavalo e seu menino de As crônicas de Nárnia. — o potro de pelagem branca e bem escovada por mim; hoje, Bri devia ser um cavalo enorme com a crina toda embaraçada, antes de partir eu escovaria seu pelo ao menos uma vez.
Ao passo que a casa se aproximava sentia que o frio na barriga aumentava, Tia Mery me esperava na sacada, pareceu tomar uma injeção de ânimo quando viu o carro, demorei alguns segundos para descer dele. Ela me recebeu de braços aberto, e meu coração se apertou quando eu notei outra vez como a irmã mais nova de meu pai se parecia com ele. A semelhança era enorme, Tia Mery é alta e magra, cabelos grisalhos e bem penteados, tinha leves sardas no rosto e uma expressão sempre aberta e receptiva, tão parecida com papai.
Tia Mery ajudou à levar minha mala para dentro e me conduziu à sala de jantar, um banquete esperava por mim, assim como mais alguns parentes que moravam lá. Tudo passou tão rápido e sentia como se não estivesse ali, meus pensamentos estavam com meu pai, junto com todas as lembranças que tinha com ele ali, não estava sendo nada fácil. Comi pouca coisa, usando a desculpa de estar cansada pela viajem subi para meu antigo quarto. Ele continuava do mesmo jeito que o havia deixado um tempo atrás, o papel de parede infantil, o guarda-roupa de madeira, minha escrivaninha vazia...
Estava realmente cansada, assim como atormentada por todas as memórias que revivia agora. Me entreguei logo ao sono, por sorte, eu não tive pesadelos.
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Me olhei no espelho rapidamente, meu cabelo loiro estava trançado pela primeira vez em muito tempo, eu usava um macacão e botas, e parecia como se nunca tivesse ido embora da fazenda. Skye provavelmente faria alguma piada sobre isso.
Skye...
Ele não sabia que eu tinha vindo para cá. Me arrependo um pouco de não ter contado, mas era melhor assim. Toquei o bolso do macacão para ter a certeza de não ter esquecido nada e desci para a cozinha, procurando algo pra comer antes de começar tudo o que eu planejara fazer hoje. Tia Merry estava preparando o desjejum quando entrei, e se assustou um pouco quando falei:
– Bom dia! Que cheiro gostoso. — e era verdade, o cheiro de panquecas e café preenchia o ar.
– Que susto Willow! Bom dia. — ela disse, voltando sua atenção novamente para as panquecas.
– Acho que não vou ficar para o desjejum, tia Mery.
– E por que não? — ela fala, indignada. Quando se vira pra mim, noto a semelhança com meu pai outra vez.
– Tenho algumas coisas pra fazer. — respondo, caçando algumas torradas e suco de morango pela cozinha.
– Tome cuidado, Willow. Não estou gostando nada disso.
– Acredite, você vai gostar.
Depois de comer, me despedi dela. Pensei na primeira coisa que ia fazer hoje, que era visitar Bri no estábulo. Assim que saí de casa comecei a correr, a grama levemente molhada pelo orvalho sobre meus pés. Quando vi o estábulo, já estava um pouco ofegante. Era reconfortante estar em um lugar tão familiar pra mim, Bri estava bem no fundo do estábulo.
– Hey, garotão! Sentiu saudades? — disse, acariciando seu pelo. Ele realmente estava gigante.
Primeiro, escovei sua crina e pelos, depois, preparei as coisas que precisava para hoje, selei Bri e amarrei uma pequena pá na sela, estava finalmente pronta. Respirei fundo antes de montar em Bri e sair cavalgando pela fazenda, como fazia anos atrás. As coisas ficavam para trás e sentia uma sensação muito boa, o campo se estendia até o horizonte, mas eu já podia ver o que estava procurando.
A árvore solitária na colina, a caixinha enterrada.
Hey, papai! Estou indo te dizer adeus.
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Como naquele dia, anos atrás, meu macacão estava cheio de terra outra vez, eu estava quase alcançando a caixinha e, por algum motivo, já estava chorando. Ansiedade percorreu todo meu corpo quando senti algo sólido em meio a terra, passando a cavar com as mãos. Logo, já a tinha tirado da terra. Respirei fundo antes de tirar a pequenina chave do bolso para abri-la, ouvi um suave click, e levantei a tampa.
Estava tudo ali, fotos, pequenos pingentes de madeira, bilhetes, tudo. Fui tirando um de cada vez, o primeiro, era um bilhete de meu pai, eu não conseguia ler direito na época que enterramos a caixa. Era uma coisa totalmente nova pra mim.
" Olá, minha pequena...
Se você está lendo isso, eu já devo ter partido. E você já deve ter visto algo parecido em filmes.
É uma noite de julho e estou vendo você dormindo tranquilamente em sua cama, incrível como você se parece com sua mãe, mesmo pequena. Eu já tive a oportunidade de vê-la dormindo também, e acredite, vocês são idênticas, o cabelo loiro e liso, os olhos parecendo o mais puro mel, feições suaves e finas... Eu sinto muito a falta dela, pequena. Sempre que vejo seu rosto, risonho como sempre, lembro-me dela. Das travessuras que fazíamos ainda na sua idade, dos momentos que passamos juntos, das aventuras que vivemos mesmo com sua saúde frágil, gosto de lembrar até dos momentos difíceis.
Algum dia, se já não é, você será tão bela quanto ela, fará coisas que ela não conseguiu fazer, viverá momentos que ela não teve a oportunidade de viver, e aproveite ao máximo. Por nós dois. Seja feliz, Willow, siga em frente, mesmo depois de tudo.
É o que esperamos de você agora.
Essa é minha prece e meu desejo para você, pequena Willow:
Seja feliz. "
Finalmente, eu sabia o que fazer. Conseguia enxergar perfeitamente agora, embora minha vista estivesse embaçada pelas lágrimas que insistiam em vir. Eu só precisava daquilo, daquele empurrão, outra vez, eu desejei ser feliz, e agora, eu o seria por eles. Seria feliz pela mãe que nunca conheci, mas que amo, serei feliz pelo pai que sempre esteve comigo, mesmo depois do fim. Aquela frase se repetia em minha mente sem parar:
" Essa é minha prece e meu desejo para você, pequena Willow:
Seja feliz. "
" When the rain falls down
When it all turns around
When the lights goes out
This Isn't the end...
(...)
It's all too astounding to comprehend
It's just the beginning, this isn't the end.
It's just the beginning, this isn't the end. "
( Quando a chuva cai
Quando tudo muda
Quando a luz acaba
Esse não é o fim.
É tudo assustador demais para se compreender.
É só o começo, esse não é o fim.
É só o começo, esse não é o fim. )
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