This Is War
1 Capítulo 1 - Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem, é so o prólogo e ele se chama "Chegada"
Respirei fundo pela milésima vez. Eu não acreditava que havia aceitado esse emprego, era simplesmente loucura! Logo eu, Amélia Bronvisky, a pessoa mais tediosa e medrosa do mundo estava indo trabalhar no Afeganistão como repórter de guerra. Um gemidinho escapou de meus lábios.
- Primeira vez no país senhora? – O taxista moreno de bigode me perguntou e acenti. – Acho que a senhorita não veio a lazer, certo?
- Não. – Fechei a cara e ele não falou mais nada.
Me senti mal por ter sido grossa com o coitado. Geralmente não sou assim, sou até uma pessoa legal apesar de tudo. Eu costumava apresentar a previsão do tempo no jornal das 20h na BBC e também era ancora do The Week Today, um jornal semanal com audiência suficiente para mantê-lo no ar por dois anos, mas graças à internet e o desinteresse alheio o programa foi cortado e acabei ficando praticamente sem emprego – porque convenhamos previsão do tempo não enche barriga de ninguém -. Quer saber acho que achei a justificativa, ou desculpa tanto faz, perfeita para ter vindo para cá e ela se define em apenas uma palavra: Desespero.
Nunca tive uma vida barata. Adora sapatos e roupas, tinha um apartamento legal e um carro bacana, isso até o programa ser cortado. Depois fiquei com dívidas ate na padaria da esquina. Bufei quando pensei que tive que vender minha Mercedes Geração C para pagar os cartões de crédito e a hipoteca no apartamento. Estava tão desesperada que quando surgiu a oportunidade de um emprego que pagava o triplo do que recebia, fiquei tão feliz que nem quis saber os detalhes – como, por exemplo, o raio de lugar onde esse emprego ficava – e fui logo aceitando. Ai se arrependimento matasse...
- Chegamos Senhorita. – O taxista falou um pouco mais seco do que da primeira vez que se referiu a mim.
- Obrigada. – Sorri e ele me olhou como se fosse louca. Depois de aceitar esse emprego não duvido de que seja.
O taxista colocou minhas malas no chão e assim que o paguei ele entrou no carro e saiu em disparada para sabe-se lá pra onde. Olhei ao redor e suspirei pela milionésima vez hoje.
O local era de um tom terroso mesmo as casas sendo todas cor de pêssego ou de um rosa suave; a rua era asfaltada e bem ornamentada com árvores e pequenos arbustos com flores amarelas. Tudo era feito para combinar, mas o que não combinava era o enorme portão de ferro e os muros que faziam do lugar “seguro”. Em minha opinião parecia mais uma prisão. Nesse momento uma culpa me invadiu em cheio.
Eu estava mesmo reclamando? Reclamando por morar em um dos único lugares seguros do Afeganistão? Reclamando por poder dormir tranqüila? Reclamando por poder ter o que comer? Balancei a cabeça tentando afugentar as imagens de fome, miséria destruição e morte que sempre mostravam na TV quando citavam a palavra Iraque ou Irã.
Peguei minhas três malas de uma vez, acabando com minhas costas e me fazendo resmungar. Na verdade estava mais resmungando por causa da quantidade de roupas que estava trazendo. Eu havia dado praticamente todo meu guarda roupa para Anastácia, minha melhor amiga. Parei em frente da porta desejando que ela estivesse aqui. Anastácia era simplesmente louca.
Nos conhecíamos desde a 6° série e viramos melhores amigas, como a própria diz “mais rápido do que ligeiro!”. Assim que soube que viria pra cá ela ficou louca, e quando digo louca quero dizer louca no sentido ruim e perigoso da coisa. Ela teve uma crise de choro e implorou de todas as formas – até com uma faca – para que eu não viesse, mas não tive muita escolha.
Dei de ombros e vasculhei a bolsa procurando a chave da casa, que não era lá uma chave. Era um cartão magnético com o peso de um celular e que se alto explodiria se o dono da casa apertasse o acionamento de emergência que ficava no banheiro, pelo menos era isso que tinha escrito no panfleto que vim lendo no avião.
Abri a porta lentamente e notei que a luz estava acesa. Assim que entrei quase cai dura de susto. Mas o que diabos era ele?
Notas finais
Enfim, o que será que a Amélia viu que a deixou tão assustada?
Huuuuuu* --> Tentativa de barulho assustador tosco.
É isso meus bebês. Deixem suas opiniões dizendo o que acharam dessa bagaça.
Beijuus, Cherry.
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