Notas iniciais
Achei esse capítulo muito curto, mas tudo bem. reviews? ^-^

"A convicção, às vezes, pode te levar a teimosia."

Lenore entrou no quarto depois de passar pela brecha da janela com os vidros quebrados, perguntando-se porque eles estavam quebrados sendo que quando deixou aquele recinto estavam inteiros. Notou as penas dos travesseiros por todos os lados e buracos na parede graças as balas das metalhadoras de Jared.

(Until you crash, until you burn, until you lie, until you learn, until you see, until you believe...)

Pensou que ele talvez lhe causasse sérios problemas, mas teria de deixar ele ficar por que aparentava ter experiência e além de tudo tinha o dobro da idade delas, assim tendenciando a ter mais maturidade e paciência para para lidar com certas situações. Terminando de pular a janela (para dentro), Jared chegou logo atrás com Dakota no seu encalço. Já foi tomando a frente da situação.

Ele caminhou em volta da cama e de repente parou, arregalando os olhos ao observar o carpete amarelo manchado de sangue.

- Lenore! — chamou.

- Que foi? — ela perguntou, incomodada.

Ela se aproximou olhando para a mesma direção que ele, enxergando a fonte que causou tanto espanto. A poça de sangue se estendia na direção do corredor e porta afora, como se um corpo houvesse sido arrastado depois de mutilado.

- Droga... Isso é muito perfeito! — disse ironicamente. — Eu deveria ter vindo a tempo — reclamou, passando a mão pelo rosto.

- Jared, o que...? — Dakota chegou, no meio do assunto.

- Alguém deve ter invadido enquanto estavámos lá em cima — ele deduziu.

- Se Edgar estiver morto a culpa é SUA! — Lenore se exaltava.

- Minha culpa?! Pelo o quê? Por tentar ajudar vocês? — ele se ofendeu, querendo tomar alguma providência, como por exemplo: Deixar elas na mão.

- Ela não quis dizer isso, Jared, só está um pouco nervosa por causa do meu tio ter desaparecido e agora aparecer essas marcar no chão — Dakota tentou apaziguar.

- Você entrou chamando a atenção e só Deus sabe, ou nem ele, se não te seguiram desde Windsor!

- Lenore, ele só está tentando ajudar, você não vê? — Dakota o defendia, sentindo que devia apoiar o lado mais benéfico.

- Ajudar? Que piada! — Lenore sorriu, seus olhos verdes se tornando mais escuros com a raiva. — Não precisamos de ajuda, eu já disse!

- Engraçado, você não consegue não ser inconveniente — a simpatia de Jared desapareceu de seus lábios e deu espaço a uma cara carrancuda e gestos de impaciência.

- É o seu tio que sumiu e você não tá dando a mínima Dakota! — Lenore dizia bem na sua cara, inconformada.

(Don't save me, don't save me, 'cause I don't care...Don't save me, don't save me, 'cause I don't care!)
Dake ficou cabisbaixa, se arrependendo de tudo o que fizera até agora enquanto a amargura invadia seu coração fazendo-a sentir repulsa da namorada. Jared se comoveu, lançando um olhar de desprezo para Lenore e indo atrás de Dakota que já se afastava.

- Não fique triste — pôs um dedo no queixo dela e ergueu seu rosto um pouquinho olhando em seus olhos. — Precisamos aprender a trabalhar em equipe, mesmo que haja alguns contratempos — ele tentava reanimá-la.

Dakota sorriu como resposta e foi fazer o mesmo para Lenore, só que ela não estava mais ali.

- Onde ela está? — perguntou já em pânico.

- É melhor corrermos, Lenore é muito descontrolada! — e os dois dispararam para fora do dormitório número 669.

Próxima parte:

Lenore foi empurrando e arrombando porta por porta no segundo andar, procurando pistas e os paradeiros daqueles invasores sujos que destruíram sua paz. Fazendo tanto bagulho, não demoraria para que alguém logo localizar onde ela estava. Houve uma queda de luz e algumas das lamparinas do hospedaria queimaram, o que tornou o ambiente mais escuro do que já era. Isto não era um problema para ela que com as armas abaixadas avistou um vulto negro impertinente no dormitório do final do corredor, onde os hóspede já haviam fugido sem pagar a conta. Seus seus instintos, ela estreitou os olhos (como sempre) e seguiu com passos leves até lá.

(Until you've lived a thousand times, until you've seen the other side. This is my chance, this is my chance!!)

Ao entrar (no ambiente não muito diferente dos outros) sentiu um arrepio percorrer seu corpo dos pés a cabeça, mas não de medo: Por estar com a sensação de que não estava sozinha naquele andar. A cortina esverdeada entrou em foco por balançar estranhamente e o suspense tomou conta. Lenore se aproximou e puxou-a rapidamente, se deparando somente com a janela aberta o vento escapando entre seus dedos. De repente sentiu um objeto frio de metal encostar à sua nuca e uma respiração irregular nas suas costas.

- Largue suas armas — ordenou precisamente uma voz feminina ao seu ouvido.

- Tudo bem, você que manda — garantiu, avistando o reflexo da mulher encapuzada no vidro acima da janela.

- Agora!

Lenore soltou-as no chão e modeu o lábio inferior, com a vontade de reagir.

- Boa garota, agora quero que tire a outra que está no cinto — acrescentou.

Ela lembrou-se de que estava chamando a atenção enquanto estava na portaria botando medo no segurança ingênuo. Aquilo não foi bom, pelo fato de que estava sendo espionada. Desabotuou o cinto e deixou-o cair no chão. Ainda restava um plano B.

- O que você quer de nós?

- Não lhe interessa... Agora eu quero que...

Lenore deu uma cotovelada nas costelas da garota, deixando-a mobilizada tempo o suficiente para que pudesse chutá-la e derrubá-la sobre a mesa cheia de objetos de cristal e taças e vinho vazias. A mulher reagiu puxando-a pelos curtos cabelos negros. Então, Lenore empurrou-a novamente sobre os cacos de vidro e conseguiu pegar sua arma, mirando na cabeça da silhueta feminina à sua frente. Lenore analisou-a por um segundo: Seu corpo, seus cabelos ruivos e compridos, roupa de latéx que estava vestindo e os olhos da cor do céu.

- Você é gostosa demais para morrer tão cedo — comentou.

- Se você pudesse mudar de idéia... -

- Sinto muito. Não transo com o inimigo -

- Por favor! Não me mate! Me desculpe -

- Suplique a vontade, não vou mudar de idéia, você esgotou minha paciência -

- Você perde o nível muito rápido, gracinha, eu posso fazer qualquer coisa que quiser — prometeu, imóvel.

- Ah, então me conte quem te mandou aqui — pediu com um sorriso sedutor, sentando-se numa poltrona cinza, próxima a mesa onde a espiã estava. Ainda apontava a arma.

- Não posso.

- Que pena... Quantos de vocês estão na cidade? — mudou a pergunta, com apatia.

- Quarenta e cinco — admitiu e abaixou a cabeça envergonhada por ter fracassado na missão. Provavelmente seria morta pela pessoa que a mandou, que apenas usa as pessoas.

- Há mais de vocês aqui?

- Eu fui a única a vir — respondeu.

- Vocês são do governo?

- N...

Justamente quando a garota ruiva ia falar, Jared chegou arrasador atirando para todos os lados, acertando incluse quem menos deveria.

- Não! Não! Seu idiota! Olha o que você fez!

Lenora só viu a mulher encapuzada cair sobre a mesa morta e ferida.

- Porra Jared! — exclamou, fechando as mãos em punho e socando o braço da poltrona.

- Ela ia nos trazer problemas — rebateu.

- Você é o único que está fodendo com nossas vidas! Ela ia confessar quem a mandou aqui!

- Até pareçe — disse Dakota, duvidando.

- Pelo menos sabemos que há 45 deles na cidade — Lenore se jogou na poltrona, relaxando, sabendo que não havia mais deles na hospedaria.

- Precisamos ir embora — Jared concluiu.

Assim, Dakota e Lenora voltaram ao dormitório onde dormiam, arrumaram as malas e limparam suas digitais dos móveis e maçanetas. É claro que não havia tempo para fazer a limpeza na hospedaria inteira, portanto, deixaram algumas faltando. Duas e meia da manhã. Jared as disse que havia estacionado seu carro nos fundos do prédio, para não gerar suspeitas. Desceram pelas escadas de emergência até uma porta onde saía no lado detrás da rua. O carro de Jared estava lá, impossível de se saber exatamente que cor ele era naquela escuridão e neblina entre os campos da cidade. Botaram as malas no bagageiro e entraram no carro.

Dakota deu a partida, observando a expressão de Lenore no banco ao seu lado. Suspirou, por não encontrar um rastro de compaixão naquela criatura tão complicada. Dirigiriam a noite inteira em busca de outro lugar seguro para ficarem até que aquela invasão passasse e pudessem recomeçar as suas vidas. Ainda não havia terminado, pois uma pessoa ao ar livre seguia atentamente o carro desaparecendo ao longe naquela interestadual.

Notas finais
Savior - 30STM, dá review pra eu ficar feliz? ):
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.