This Is The Life

3 "A Culpa Foi Dele, Caroline!"


Notas iniciais
Esse capítulo é narrado pela Alyssa. Espero que gostem!!!!!!

– Aonde você estava com a cabeça para discutir com aquele motoqueiro? — Caroline me perguntou quando chegamos ao nosso apartamento. Ela não parecia estar irritada, apenas perplexa, afinal, em todos esses anos eu nunca a vira gritar ou se irritar com facilidade.

– A minha cabeça permanece sobre meu pescoço, Line, como você bem pode ver. — respondi.

Caroline inspirou profundamente e se sentou no sofá ao meu lado. Olhei para ela, a minha amiga parecia cansada. Eu quase me senti mal por ter discutido com aquele motoqueiro e a deixar assim. Quase.

– A culpa foi dele, Caroline! — me justifiquei, levantando do sofá e andando de um lado para o outro — Que direito tem ele de nos xingar quando foi ele que ignorou a faixa de pedestres?

– Essa não é a questão, Alyssa. — Caroline afastou o cabelo dos olhos — Você quase saiu num tapa com aquele cara! Nós não sabemos nem quem ele é! Ele podia ser um líder de gangue, estar armado ou algo do tipo! Em quem você se garante para fazer essas coisas?

– Em mim! — pelo jeito que ela me olhou, não era aquela resposta que eu deveria dar. Acho que Line queria que eu pensasse sobre minhas ações e tentasse agir de uma maneira diferente. Como se ela não me conhecesse!

– Nós tínhamos tantas coisas para fazer hoje! — lamentou ela — Precisávamos comprar os vestidos para o casamento do meu irmão, buscar o carro no mecânico...

– Você não precisava ter me arrastado pra cá! — falei — Eu poderia ter acabado com aquele cara se você não tivesse se intrometido!

Caroline me encarou com os olhos estreitos. Acho que passei dos limites com ela. Ops.

– Eu não quero mais falar sobre esse assunto. — a voz da gentil Caroline estava livre de qualquer emoção, e foi aí que eu vi que a merda estava feita.

– Caroline me desculpe! — despejei e a expressão dela se suavizou. Ela não conseguia guardar raiva por muito tempo — Podemos ir ao shopping agora mesmo e comprar os vestidos se você quiser. — eu a abracei. Não queria perder uma das poucas pessoas que me aguentava.

– Seria bom. — ela ajeitou a jaqueta que usava — Vamos, talvez até dê para passar naquela loja de doces que você tanto gosta. — isso que é amiga!!!!

E pela segunda vez naquele dia, saímos de nosso apartamento.

Notas finais
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