Notas iniciais
POR FAVOR, me ajudem com a fic, a opinião de vcs é muuuito importante.
ESCUTEM essa musica: http://www.youtube.com/watch?v=d7sjrjiOYYQ

Eu batia neles, eu berrava, eu chorava, eu tentava fazer com que eles me escutassem. Mas nada acontecia, sendo completamente ignorada. Ninguém se importa mesmo, não mudariam nada se tivessem a chance.

Caroline Lyans, tenho 17 anos. Meus pais estão mortos. Partiram a 4 dias em um acidente de carro, e até ontem eu estava no hospital, esperando minha alta para poder morar com a minha vó. Mas ela não tem condições emocionais de cuidar de mim. Pode parecer estranho, mas eu entendo ela, minha vó sempre gostou de ter seu espaço, e agora que sua filha morreu, é mais que merecido.

Os homens que nesse momento eu estou berrando, são meus tios. Eles não ligam para a morte dos meus pais, tanto que nem foram ao enterro, nem fizeram questão de ir. Bando de metidos. Era a irmã deles poxa, poderiam ter consideração certo? mas não, minha familia tinha que ser a mais escrota do mundo a ponto de não se importar com um parente morto.

Minha vó e eu, fomos as que mais sofreram, eu sofro, porque eram meus pais, cuidaram de mim por 17 anos, aguentaram minhas esquisitices e então vão embora, em um acidente de carro, pelo qual eu fui a única que sobrevivi. Me sinto muito culpada, queria dar minha vida pela deles. Só que não é mais possível.

Flashback on

-Mãe, falta muito? — perguntei impaciente.

-Falta 30 minutos querida, não se preocupe, o tempo passa, daqui a pouco estamos na fazenda da sua vó. — Falou minha mãe, Lucie, sorrindo docelmente.

-Acho bom, minha bunda está doendo de ficar tanto tempo sentada. — Falo brincando

Minha mãe ignora meu último comentário. Mas não importa, daqui a pouco estaremos na fazendo da vovó, é um lugar bom para pensar na vida, pensar nas merda que eu já fiz. O que eu devo fazer, o que eu tenho que impedir que aconteça.

Olho para a direita, onde tem uma curva bem fechada, e um barranco ao lado. Meu pai tem que fazer ela, e eu sempre tive medo de cair lá embaixo quando meu pai fazia essa curvinha. Mas nunca aconteceu nada, então parei de me preocupar. Enfim, isso não tem importancia. Olho novamente para a direita, meu pai começa a fazer a curva, mas logo o carro para. Olho assustada para meus pais,fazendo a pergunta óbvia:

- O que aconteceu? — Pergunto olhando para meu pai. — Porque parou, pai?

- Ele nem tem tempo de me responder direito, apenas sussura um "eu te amo" e fecha os olhos. Olho para minha mãe, ela me olha com medo, e faz a mesma coisa que meu pai, sussura um "eu te amo" e fecha os olhos. Mas que merda está acontecendo? Olho rápidamente para trás, e vejo. Um caminhão, ele vem em alta velocidade em direção ao nosso carro, mas a estrada está escura, e ele não consegue nos ver. Logo entendi, a gasolina estava acabando, mas meu pai falou que iria durar até chegar na fazenda, estava errado, ela acabou na curva. O caminhão que vinha em alta velocidade não ia conseguir parar a tempo e iria jogar nosso carro para frente, dando impulso demais, e nosso carro seria jogado no barranco. 5 segundos depois, aconteceu exatamente o que eu previ, só que aconteceu muito mais rápido. Eu só lembro de uma força batendo na traseira do carro, e segundos depois o carro "voar" barranco abaixo.

Flashback off

As lembranças do acidentes parecem vivas dentro da minha cabeça, então balanço ela frenéticamente esperando que os momentos de terror saiam da minha cabeça, para sempre. Óbviamente nada acontece, só meu tio:

-Viram, a garota está pirando, calem a boca e escutem o que ela tem a dizer! — Disse meu tio Marco calando a boca de todos. — Fale querida, o que você quer?

-Que você pare de me chamar de querida. — Falei impaciente. — Quero que vocês calem a boca e finjam que ligam pela morte dos meus pais, pelo menos. Mostrem considração! MOSTREM QUE EXISTE SENTIMENTO DENTRO DE VOCÊS, OU FINJAM, MELHOR QUE NADA CERTO? Quero ficar longe de todos vocês, babacas lunáticos! — Sim, fui meio grossa, mas foi o suficiênte para eles pararem.

- O que quer dizer com isso querida? — Perguntou minha tia Kelly.

- Vocês não fizeram essa reunião para decidirem que fica comigo até eu completar 18 anos? então, EU respondo. NENHUM DE VOCÊS, EU ME RECUSO A FICAR NA CASA DE QUALQUER UM!

Eles ficaram quietos novamente, avaliando minha proposta, eu sei que não daria certo, mas custava tentar? Eu só queria poder ficar na minha casa antiga, presa e em casa, refletindo sobre o que fazer, em vez de ficar parada na casa do tio Marcus, esperando eles tomarem uma decisão. Eles refletiram por alguns minutos

- Tenho uma idéia. — Falou tio Jorge. — Venham cá! — Ele chamou meus outros tios e entraram em um quarto qualquer para conversarem sem mim.

Minutos demais esperando, quando finalmente sairam do quartinho. Todos estavam com caras de alívio. Isso era bom?

- Caroline, encontramos sua solução. Lembra dos seus primos gêmeos? Bill e Tom? eles já são maiores de idade, podem cuidar de você nesses 3 mesês, nós ja ligamos para lá e está tudo certo! — Falou Tia Déia.

Ela tinha que estar brincando, não poderiam estar falando daqueles primos! Eram os caras mais escrotos que eu já vi na vida, Tom era safado, e Bill era muito santo. E nunca gostaram de mim, quando eu tinha 7 anos eles cortaram meu cabelo enquando eu dormia, desde aquele dia, nunca mais falei com eles. Eu amava meu cabelo...

-Não tem outra pessoa? — Perguntei receosa.

Meus tios riram de mim, e falaram que não. E amanha de manhã, no avião das 10h eu estaria indo para a Alemanha, assim do nada. Será que eu iria sobreviver aqueles loucos?

Notas finais
Próximo Capítulo eu ajeito melhor as coisas, resolvi escrever ela de última hora, posto ainda amanha ou depois de amanhã... obrigado por ler e comente :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.